{"id":1059387,"date":"2022-07-12T00:40:14","date_gmt":"2022-07-12T03:40:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1059387"},"modified":"2022-07-12T00:40:18","modified_gmt":"2022-07-12T03:40:18","slug":"informativo-stj-742-comentado-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-742-comentado-parte-1\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 742 Comentado (Parte 1)"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"block-07124590-5459-4722-b9a9-a4a4ff71dadc\">Informativo n\u00ba 742 (Parte 1) do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" id=\"block-95ca6de7-e73c-4238-b838-08d657269495\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/07\/12003408\/stj-742-parte-1.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube \"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_BVZMNXBgVsg\"><div id=\"lyte_BVZMNXBgVsg\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/BVZMNXBgVsg\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/BVZMNXBgVsg\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/BVZMNXBgVsg\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-direito-a-conversao-de-licenca-premio-nao-fruida-em-pecunia\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito \u00e0 convers\u00e3o de licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o fru\u00edda em pec\u00fania<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Presente a reda\u00e7\u00e3o original do art. 87, \u00a7 2\u00ba, da <a>Lei n. 8.112\/1990<\/a>, bem como a dic\u00e7\u00e3o do art. 7\u00ba da <a>Lei n. 9.527\/1997<\/a>, o servidor federal inativo, sob pena de enriquecimento il\u00edcito da Administra\u00e7\u00e3o e independentemente de pr\u00e9vio requerimento administrativo, faz jus \u00e0 convers\u00e3o em pec\u00fania de licen\u00e7a-pr\u00eamio por ele n\u00e3o fru\u00edda durante sua atividade funcional, nem contada em dobro para a aposentadoria, revelando-se prescind\u00edvel, a tal desiderato, a comprova\u00e7\u00e3o de que a licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o foi gozada por necessidade do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.854.662-CE, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/06\/2022. (Tema 1086) (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio, servidor p\u00fablico federal, se aposentou em 2011. Nesse \u00ednterim, extinguiu-se a possibilidade de licen\u00e7as pr\u00eamio de tr\u00eas meses. Ocorre que, antes da extin\u00e7\u00e3o de tal benef\u00edcio Craudio j\u00e1 havia completado os requisitos para a concess\u00e3o de duas licen\u00e7as, as quais nunca foram usufru\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a concess\u00e3o da aposentadoria, Cr\u00e1udio ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da Uni\u00e3o requerendo a convers\u00e3o das licen\u00e7as em pec\u00fania, alegando o enriquecimento il\u00edcito daquela. Em contrapartida, a Uni\u00e3o sustenta indevida a convers\u00e3o da licen\u00e7a em dinheiro, uma vez que o servidor n\u00e3o teria comprovado que a licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o foi gozada por necessidade do servi\u00e7o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 87. Ap\u00f3s cada q\u00fcinq\u00fc\u00eanio ininterrupto de exerc\u00edcio, o servidor far\u00e1 jus a 3 (tr\u00eas) meses de licen\u00e7a, a t\u00edtulo de pr\u00eamio por assiduidade, com a remunera\u00e7\u00e3o do cargo efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2\u00b0 Os per\u00edodos de licen\u00e7a-pr\u00eamio j\u00e1 adquiridos e n\u00e3o gozados pelo servidor que vier a falecer ser\u00e3o convertidos em pec\u00fania, em favor de seus benefici\u00e1rios da pens\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.527\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba Os per\u00edodos de licen\u00e7a-pr\u00eamio, adquiridos na forma da&nbsp;Lei n\u00ba 8.112, de 1990, at\u00e9 15 de outubro de 1996, poder\u00e3o ser usufru\u00eddos ou contados em dobro para efeito de aposentadoria ou convertidos em pec\u00fania no caso de falecimento do servidor, observada a legisla\u00e7\u00e3o em vigor at\u00e9 15 de outubro de 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00ba As pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico e as de direito privado prestadoras de servi\u00e7os p\u00fablicos responder\u00e3o pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o respons\u00e1vel nos casos de dolo ou culpa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-devida-a-conversao-em-pecunia\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a convers\u00e3o em pec\u00fania?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em: a) definir se o servidor p\u00fablico federal possui, ou n\u00e3o, o direito de obter a convers\u00e3o em pec\u00fania de licen\u00e7a-pr\u00eamio por ele n\u00e3o gozada e nem contada em dobro para fins de aposentadoria; b) em caso afirmativo, definir se a referida convers\u00e3o em pec\u00fania estar\u00e1 condicionada, ou n\u00e3o, \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o, pelo servidor, de que a n\u00e3o frui\u00e7\u00e3o ou contagem da licen\u00e7a-pr\u00eamio decorreram do interesse da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A pac\u00edfica jurisprud\u00eancia do STJ h\u00e1 tempos firmou-se no sentido de que, embora a legisla\u00e7\u00e3o fa\u00e7a refer\u00eancia \u00e0 possibilidade de convers\u00e3o em pec\u00fania apenas no caso de falecimento do servidor, poss\u00edvel se revela que o pr\u00f3prio servidor inativo postule em ju\u00edzo indeniza\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria concernente a per\u00edodos adquiridos de licen\u00e7a-pr\u00eamio, que n\u00e3o tenham sido por ele fru\u00eddos nem contados em dobro para fins de aposentadoria, sob pena de enriquecimento il\u00edcito da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, consigna-se que &#8220;foge \u00e0 razoabilidade jur\u00eddica que o servidor seja tolhido de receber a compensa\u00e7\u00e3o pelo n\u00e3o-exerc\u00edcio de um direito que incorporara ao seu patrim\u00f4nio funcional e, de outra parte, permitir que tal retribui\u00e7\u00e3o seja paga aos herdeiros, no caso de morte do funcion\u00e1rio&#8221; (AgRg no Ag 735.966\/TO, Relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJ de 28\/8\/2006, p. 305).<\/p>\n\n\n\n<p>Tal compreens\u00e3o, na verdade, mostra-se alinhada \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o adotada pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de repercuss\u00e3o geral, no julgamento do ARE 721.001\/RJ (Tema 635), segundo a qual &#8220;\u00e9 devida a convers\u00e3o de f\u00e9rias n\u00e3o gozadas bem como de outros direitos de natureza remunerat\u00f3ria em indeniza\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria por aqueles que n\u00e3o mais podem delas usufruir, seja por conta do rompimento do v\u00ednculo com a Administra\u00e7\u00e3o, seja pela inatividade, em virtude da veda\u00e7\u00e3o ao enriquecimento sem causa da Administra\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Oportunamente, mostra-se importante sublinhar que a tese repetitiva cuida, \u00fanica e exclusivamente, de controv\u00e9rsia envolvendo direito postulado por servidor p\u00fablico federal inativo, concernente \u00e0 convers\u00e3o em pec\u00fania de licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o gozada, n\u00e3o abrangendo, portanto, igual pretens\u00e3o eventualmente formulada por servidores ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a controv\u00e9rsia tamb\u00e9m engloba o debate sobre saber se a convers\u00e3o em pec\u00fania da licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o gozada estaria condicionada, ou n\u00e3o, \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o, pelo servidor, de que a n\u00e3o frui\u00e7\u00e3o do aludido direito decorreu do interesse da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse passo, o reiterado entendimento do STJ considera <strong>&#8220;desnecess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o de que as f\u00e9rias e a licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o foram gozadas por necessidade do servi\u00e7o j\u00e1 que o n\u00e3o-afastamento do empregado, abrindo m\u00e3o de um direito, estabelece uma presun\u00e7\u00e3o a seu favor<\/strong>&#8221; (REsp 478.230\/PB, Relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJ de 21\/5\/2007, p. 554).<\/p>\n\n\n\n<p>Entende-se, outrossim, dispens\u00e1vel a comprova\u00e7\u00e3o de que a licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o tenha sido gozada por interesse do servi\u00e7o, pois o n\u00e3o afastamento do servidor, abrindo m\u00e3o daquele direito pessoal, gera PRESUN\u00c7\u00c3O quanto \u00e0 necessidade da atividade laboral.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme assentado em precedentes desta Corte, a inexist\u00eancia de pr\u00e9vio requerimento administrativo do servidor n\u00e3o re\u00fane aptid\u00e3o, s\u00f3 por si, de elidir o enriquecimento sem causa do ente p\u00fablico, sendo certo que, na esp\u00e9cie examinada, o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o decorre da circunst\u00e2ncia de o servidor ter permanecido em atividade durante o per\u00edodo em que a lei expressamente lhe possibilitava o afastamento remunerado ou, alternativamente, a contagem dobrada do tempo da licen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse contexto, entende-se pela desnecessidade de se perquirir acerca do motivo que levou o servidor a n\u00e3o usufruir do benef\u00edcio do afastamento remunerado, tampouco sobre as raz\u00f5es pelas quais a Administra\u00e7\u00e3o deixou de promover a respectiva contagem especial para fins de inatividade, porque, numa ou noutra situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se discute ter havido a presta\u00e7\u00e3o laboral ensejadora do recebimento da aludida vantagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>caberia \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o, na condi\u00e7\u00e3o de detentora dos mecanismos de controle que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios, providenciar o acompanhamento dos registros funcionais e a pr\u00e9via notifica\u00e7\u00e3o do servidor acerca da necessidade de frui\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-pr\u00eamio antes de sua passagem para a inatividade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De resto, cumpre tamb\u00e9m pontuar a inexist\u00eancia de previs\u00e3o legal estipuladora de prazo para o exerc\u00edcio do direito em quest\u00e3o ou, ainda, acenando com a eventual perda do gozo da licen\u00e7a-pr\u00eamio, tudo a recomendar, portanto, que se reconhe\u00e7a a legalidade da convers\u00e3o em pec\u00fania daquele benef\u00edcio, sendo certo que tal entendimento, conforme j\u00e1 real\u00e7ado pelo Supremo Tribunal Federal (RE 721.001\/RJ), est\u00e1 fundado na responsabilidade objetiva do Estado, nos termos do art. 37, \u00a7 6\u00ba, da <a>CF\/1988<\/a>, bem assim no princ\u00edpio que veda o enriquecimento sem causa da Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Presente a reda\u00e7\u00e3o original do art. 87, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 8.112\/1990, bem como a dic\u00e7\u00e3o do art. 7\u00ba da Lei n. 9.527\/1997, o servidor federal inativo, sob pena de enriquecimento il\u00edcito da Administra\u00e7\u00e3o e independentemente de pr\u00e9vio requerimento administrativo, faz jus \u00e0 convers\u00e3o em pec\u00fania de licen\u00e7a-pr\u00eamio por ele n\u00e3o fru\u00edda durante sua atividade funcional, nem contada em dobro para a aposentadoria, revelando-se prescind\u00edvel, a tal desiderato, a comprova\u00e7\u00e3o de que a licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o foi gozada por necessidade do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-im-possibilidade-da-pratica-da-acupuntura-quiropraxia-osteopatia-e-fisioterapia-e-terapia-ocupacional-do-trabalho-pelos-fisioterapeutas-e-terapeutas-ocupacionais\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da pr\u00e1tica da acupuntura, quiropraxia, osteopatia e fisioterapia e terapia ocupacional do trabalho pelos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a <a>pr\u00e1tica da acupuntura, quiropraxia, osteopatia e fisioterapia e terapia ocupacional do trabalho pelos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.592.450-RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Sindicato dos M\u00e9dicos ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por meio da qual objetivava a proibi\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica da acupuntura, quiropraxia, osteopatia e fisioterapia e terapia ocupacional do trabalho pelos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o sindicato, tais atividades seriam restritas aos profissionais da \u00e1rea m\u00e9dica. Em contesta\u00e7\u00e3o, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional alega a legalidade da pr\u00e1tica, bem como que as resolu\u00e7\u00f5es (220 e 221\/2001) do COFFITO, quanto a essas pr\u00e1ticas, limitam-se a reconhecer, tecnicamente, essas atividades, registrando que elas podem ser desempenhadas pelos profissionais regulados pelo Conselho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-lei n. 938\/1969:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba&nbsp;\u00c9 assegurado o exerc\u00edcio das profiss\u00f5es de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, observado o disposto no presente Decreto-lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba&nbsp;\u00c9 atividade privativa do terapeuta ocupacional executar m\u00e9todos e t\u00e9cnicas terap\u00eauticas e recreacional com a finalidade de restaurar, desenvolver e conservar a capacidade mental do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.842\/2013:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba&nbsp;O exerc\u00edcio da Medicina \u00e9 regido pelas disposi\u00e7\u00f5es desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 2\u00ba O objeto da atua\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico \u00e9 a sa\u00fade do ser humano e das coletividades humanas, em benef\u00edcio da qual dever\u00e1 agir com o m\u00e1ximo de zelo, com o melhor de sua capacidade profissional e sem discrimina\u00e7\u00e3o de qualquer natureza.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O m\u00e9dico desenvolver\u00e1 suas a\u00e7\u00f5es profissionais no campo da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade para:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a preven\u00e7\u00e3o, o diagn\u00f3stico e o tratamento das doen\u00e7as;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba S\u00e3o atividades privativas do m\u00e9dico:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; determina\u00e7\u00e3o do progn\u00f3stico relativo ao diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>XI &#8211; indica\u00e7\u00e3o de interna\u00e7\u00e3o e alta m\u00e9dica nos servi\u00e7os de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>XIII &#8211; atesta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, doen\u00e7as e poss\u00edveis sequelas;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a que acomete o ser humano, aqui definida como interrup\u00e7\u00e3o, cessa\u00e7\u00e3o ou dist\u00farbio da fun\u00e7\u00e3o do corpo, sistema ou \u00f3rg\u00e3o, caracterizada por, no m\u00ednimo, 2 (dois) dos seguintes crit\u00e9rios:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; agente etiol\u00f3gico reconhecido;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; grupo identific\u00e1vel de sinais ou sintomas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas ou psicopatol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 7\u00ba O disposto neste artigo ser\u00e1 aplicado de forma que sejam resguardadas as compet\u00eancias pr\u00f3prias das profiss\u00f5es de assistente social, bi\u00f3logo, biom\u00e9dico, enfermeiro, farmac\u00eautico, fisioterapeuta, fonoaudi\u00f3logo, nutricionista, profissional de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, psic\u00f3logo, terapeuta ocupacional e t\u00e9cnico e tecn\u00f3logo de radiologia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-possivel-a-pratica-pelos-fisioterapeutas-e-terapeutas-ocupacionais\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a pr\u00e1tica pelos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio das profiss\u00f5es de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional se desenvolve de acordo com os par\u00e2metros dispostos <a>Decreto-lei n. 938\/1969 <\/a>(art. 1\u00ba), o qual, em seus arts. 3\u00ba e 4\u00ba, expressamente reservou aos profissionais a atividade de executar m\u00e9todos e t\u00e9cnicas fisioter\u00e1picos, terap\u00eauticos e recreacionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1, na norma de car\u00e1ter prim\u00e1rio, autoriza\u00e7\u00e3o para que os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais desempenhem atividades como as de receber demanda espont\u00e2nea, realizar diagn\u00f3stico, prescrever ou realizar exames sem assist\u00eancia m\u00e9dica<\/strong>, ordenar tratamento e dar alta terap\u00eautica, atividades reservadas aos m\u00e9dicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF, no julgamento da Representa\u00e7\u00e3o n. 1.056\/DF, considerou constitucionais os arts. 3\u00ba e 4\u00ba do Decreto-lei n. 938\/69 e 12 da Lei n. 6.316\/75 e bem delimitou as atividades do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional: a) ao m\u00e9dico cabe a tarefa de diagnosticar, prescrever tratamentos, avaliar resultados; b) <strong>ao fisioterapeuta e ao terapeuta ocupacional, diferentemente, cabe a execu\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas e m\u00e9todos prescritos<\/strong> (STJ, REsp 693.454\/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, julgado em 03\/11\/2005, DJ 14\/11\/2005, p. 267).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, <strong>as conclus\u00f5es adotadas pelo STF e STJ continuam v\u00e1lidas e atuais<\/strong>. N\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o significativa na legisla\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria que disciplina a atividade dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais ao ponto de esmorecer o entendimento ali firmado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, a legisla\u00e7\u00e3o posterior apenas corroborou a ideia de que ao m\u00e9dico cabe a tarefa de diagnosticar, prescrever tratamentos, avaliar resultados, enquanto ao fisioterapeuta e ao terapeuta ocupacional, diferentemente, cabe a execu\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas e m\u00e9todos prescritos. \u00c9 o que se extrai da interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica entre os j\u00e1 mencionados arts. 1\u00ba, 3\u00ba e 4\u00ba do Decreto-Lei n. 938\/1969, e os arts. 1\u00ba, 2\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, II, 4\u00ba, X, XI e XIII e \u00a7\u00a71\u00ba e 7\u00ba, todos da <a>Lei n. 12.842\/2013<\/a>, que disp\u00f5em sobre o exerc\u00edcio da medicina.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, nesse aspecto, inexiste comando secund\u00e1rio em abstrato que, pela s\u00f3 exist\u00eancia, vulnere os preceitos normativos prim\u00e1rios que disciplinam as atividades de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, ou mesmo m\u00e9dicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a pr\u00e1tica da acupuntura, quiropraxia, osteopatia e fisioterapia e terapia ocupacional do trabalho pelos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-necessidade-de-concordancia-do-agu-na-desistencia-da-execucao-de-titulo-judicial\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necessidade de concord\u00e2ncia do AGU na desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 3\u00ba da Lei n. 9.469\/1997, que condiciona a concord\u00e2ncia do Advogado-Geral da Uni\u00e3o e dirigentes m\u00e1ximos das empresas p\u00fablicas federais com pedido de desist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o \u00e0 expressa ren\u00fancia ao direito em que se funda a a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se aplica na execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.769.643-PE, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 07\/06\/2022, DJe 14\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo judicial em desfavor da Universidade Federal de Pernambuco. Em determinado momento processual, peticionou requerendo a desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o juiz e indeferiu seu requerimento de desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo judicial por entender necess\u00e1ria a concord\u00e2ncia da UFPE. Por sua vez, a UFPE disse que somente poderia com concordar com o requerimento, se houvesse, por parte da exequente, a ren\u00fancia ao direito sobre o qual se funda a a\u00e7\u00e3o. Inconformada, Creide interp\u00f4s sucessivos recursos alegando que a necessidade de concord\u00e2ncia da em quest\u00e3o somente seria necess\u00e1ria na fase de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.469\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba As autoridades indicadas no caput do art. 1\u00ba poder\u00e3o concordar com pedido de desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, nas causas de quaisquer valores desde que o autor renuncie expressamente ao direito sobre que se funda a a\u00e7\u00e3o (art. 269, inciso V, do C\u00f3digo de Processo Civil).<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; Quando a desist\u00eancia de que trata este artigo decorrer de pr\u00e9vio requerimento do autor dirigido \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal para aprecia\u00e7\u00e3o de pedido administrativo com o mesmo objeto da a\u00e7\u00e3o, esta n\u00e3o poder\u00e1 negar o seu deferimento exclusivamente em raz\u00e3o da ren\u00fancia prevista no&nbsp;caput&nbsp;deste artigo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 775. O exequente tem o direito de desistir de toda a execu\u00e7\u00e3o ou de apenas alguma medida executiva.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Na desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o, observar-se-\u00e1 o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; nos demais casos, a extin\u00e7\u00e3o depender\u00e1 da concord\u00e2ncia do impugnante ou do embargante.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-necessario-o-ok-do-agu-ou-dos-dirigentes-maximos\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio o \u201cok\u201d do AGU ou dos dirigentes m\u00e1ximos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cuida-se de recurso especial contra ac\u00f3rd\u00e3o que compreendeu que &#8211; para se acolher o requerimento de desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo judicial formulado contra Universidade Federal por exequente &#8211; deveria esta renunciar ao pr\u00f3prio direito sobre o qual se funda a a\u00e7\u00e3o, a teor do normativo constante do art. 3\u00ba da <a>Lei n. 9.469\/1997<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, consigna-se que o princ\u00edpio da disponibilidade da execu\u00e7\u00e3o encontra-se disposto no&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>do art. 775 do <a>CPC<\/a>, sendo certo que a hip\u00f3tese contida no inciso II de seu par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; no que postula a concord\u00e2ncia do executado\/embargante -, n\u00e3o se refere \u00e0 desist\u00eancia do processo de execu\u00e7\u00e3o, mas \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da impugna\u00e7\u00e3o ou dos embargos atrelados \u00e0 respectiva execu\u00e7\u00e3o, quando versarem sobre quest\u00f5es n\u00e3o processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>os arts. 775 do CPC e 3\u00ba da Lei n. 9.469\/1997 n\u00e3o autorizam a ado\u00e7\u00e3o de entendimento que exija a concord\u00e2ncia do executado \u00e0 desist\u00eancia solicitada pelo exequente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, considerando-se que na execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se discute o direito material da parte exequente, pois j\u00e1 reconhecido em decis\u00e3o judicial transitada em julgado, mostra-se incompat\u00edvel com tal realidade exigir que, para desistir da a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o, deva o exequente renunciar tamb\u00e9m ao direito material anteriormente validado em seu favor.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro v\u00e9rtice, o art. 3\u00ba da Lei n. 9.469\/1997, ao fazer remiss\u00e3o \u00e0s autoridades elencadas no&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>do art. 1\u00ba do mesmo diploma legal, a saber, o Advogado-Geral da Uni\u00e3o (diretamente ou por delega\u00e7\u00e3o) e os dirigentes m\u00e1ximos das empresas p\u00fablicas federais (em conjunto com o dirigente estatut\u00e1rio da \u00e1rea afeta ao assunto), cuida <strong>especificamente da possibilidade de tais entidades concordarem com pedidos de desist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de <u>CONHECIMENTO<\/u>, n\u00e3o se aplicando tal regra aos processos de execu\u00e7\u00e3o, os quais, como j\u00e1 acima afirmado, vinculam-se ao princ\u00edpio da livre disposi\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O art. 3\u00ba da Lei n. 9.469\/1997, que condiciona a concord\u00e2ncia do Advogado-Geral da Uni\u00e3o e dirigentes m\u00e1ximos das empresas p\u00fablicas federais com pedido de desist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o \u00e0 expressa ren\u00fancia ao direito em que se funda a a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se aplica na execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo judicial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-nulidade-processual-em-acp-pela-falta-do-litisconsorcio-na-hipotese-em-que-homologado-o-resultado-final-do-concurso\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nulidade processual em ACP pela falta do litiscons\u00f3rcio na hip\u00f3tese em que homologado o resultado final do concurso<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O autor da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica d\u00e1 causa \u00e0 nulidade processual quando deixa de indicar no polo passivo as pessoas beneficiadas pelo procedimento e pelos atos administrativos inquinados, deixando de formar <a>o litiscons\u00f3rcio na hip\u00f3tese em que homologado o resultado final do concurso<\/a>, com as consequentes nomea\u00e7\u00e3o e posse dos aprovados.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.735.702-PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 14\/06\/2022, DJe 20\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em face do Munic\u00edpio de Tram\u00f3ia, em que se pretendia a anula\u00e7\u00e3o de um procedimento licitat\u00f3rio para a contrata\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o destinada \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de concurso p\u00fablico, assim como do pr\u00f3prio certame. Alega a exist\u00eancia de uma s\u00e9rie de ilegalidades cometidas n\u00e3o apenas na condu\u00e7\u00e3o do procedimento licitat\u00f3rio, como do certame, fraudes e de orienta\u00e7\u00e3o pr\u00e9-ordenada para o benef\u00edcio de certos candidatos. As pretens\u00f5es do parquet foram acolhidas em primeiro e segundo grau.<\/p>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio interp\u00f4s recurso especial no qual alega a nulidade do processo por falta de forma\u00e7\u00e3o de litiscons\u00f3rcio necess\u00e1rio com os candidatos aprovados, os quais foram nomeados e empossados em cargos p\u00fablicos e, com a anula\u00e7\u00e3o do certame, teriam de ser exonerados, o que implica a viola\u00e7\u00e3o aos arts. 47 e 472 do CPC\/1973.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-necessaria-a-formacao-do-litisconsorcio-com-os-beneficiados\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a forma\u00e7\u00e3o do litiscons\u00f3rcio com os beneficiados?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio P\u00fablico de Estado ajuizou uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra Munic\u00edpio e contra sociedade empres\u00e1ria com a finalidade de ver reconhecida a nulidade de concurso p\u00fablico e do procedimento licitat\u00f3rio para contrata\u00e7\u00e3o da sociedade empres\u00e1ria para realizar o certame.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>Parquet,<\/em>&nbsp;ao deduzir na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica a pretens\u00e3o anulat\u00f3ria dos referidos procedimentos administrativos, embora tenha corretamente indicado para al\u00e9m da municipalidade a sociedade empres\u00e1ria beneficiada com a licita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o procedeu da mesma forma com as pessoas beneficiadas pela aventada fraude na execu\u00e7\u00e3o do concurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese<strong>, n\u00e3o se est\u00e1 a falar que todos os candidatos aprovados teriam de ser chamados a integrar a lide &#8211; provid\u00eancia que seria em grande medida correta dada a homologa\u00e7\u00e3o do resultado final, com as consequentes nomea\u00e7\u00e3o e posse &#8211; mas ao menos aqueles indicados pelo pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual como suspeitos de coparticipa\u00e7\u00e3o na fraude<\/strong>, seja porque beneficiados com uma suspeita aprova\u00e7\u00e3o em primeiro lugar, seja porque, como no caso do procurador jur\u00eddico, participava da perpetra\u00e7\u00e3o da irregularidade ao mesmo tempo em que era candidato no concurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que ao tempo da propositura da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica o certame n\u00e3o havia ainda sido homologado, e tanto por isso \u00e9 que se pediu tutela provis\u00f3ria para a suspens\u00e3o dos seus efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto<strong>, entre o deferimento dessa tutela e a sua suspens\u00e3o, houve interregno anterior \u00e0 prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a em que o autor da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica havia de reformular o polo passivo, a fim de prevenir eventual nulidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ao deixar de faz\u00ea-lo incorreu na responsabilidade pelo que agora se prov\u00ea, que \u00e9 a nulidade do processo, o que implica, no tocante ao recurso especial, a prescindibilidade do exame da argumenta\u00e7\u00e3o remanescente referente \u00e0 instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O autor da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica d\u00e1 causa \u00e0 nulidade processual quando deixa de indicar no polo passivo as pessoas beneficiadas pelo procedimento e pelos atos administrativos inquinados, deixando de formar o litiscons\u00f3rcio na hip\u00f3tese em que homologado o resultado final do concurso, com as consequentes nomea\u00e7\u00e3o e posse dos aprovados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-in-competencia-do-inmetro-para-fiscalizacao-quantitativa-de-produtos-comercializados\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Compet\u00eancia do INMETRO para fiscaliza\u00e7\u00e3o quantitativa de produtos comercializados<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>O INMETRO n\u00e3o possui compet\u00eancia exclusiva <\/a><a>para fiscaliza\u00e7\u00e3o quantitativa de produtos comercializados<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.832.357-SC, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 14\/06\/2022, DJe 20\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Lambari Pescados ajuizou a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria contra a Uni\u00e3o objetivando acolhimento jurisdicional da pretens\u00e3o de compelir o ente federativo r\u00e9 \u00e0 libera\u00e7\u00e3o de mercadorias para comercializa\u00e7\u00e3o, independente da a\u00e7\u00e3o corretiva imposta pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA) durante a inspe\u00e7\u00e3o, bem como para obstar ao MAPA a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer fiscaliza\u00e7\u00e3o de cunho quantitativo no seu estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O pleito da empresa foi deferido somente em segundo grau. Conforme o Tribunal local, ao tratar sobre o desglaciamento de pescado, no que se refere \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o do peso l\u00edquido do produto, em seu aspecto quantitativo, o MAPA teria invadido \u00e1rea de compet\u00eancia exclusiva do INMETRO.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A Uni\u00e3o interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que a fiscaliza\u00e7\u00e3o\/inspe\u00e7\u00e3o realizada pelo MAPA n\u00e3o estaria limitada apenas \u00e0 defesa sanit\u00e1ria, ou restrita aos aspectos qualitativos dos produtos comercializados, relacionados com a higidez sanit\u00e1ria vegetal e animal, abrangendo, tamb\u00e9m, a aferi\u00e7\u00e3o de aspectos quantitativos, cuja fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria exclusiva do INMETRO, mesmo porque n\u00e3o \u00e9 esse \u00f3rg\u00e3o o respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o de produtos importados internalizados no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-a-fiscalizacao-quantitativa-e-exclusiva-do-inmetro\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A fiscaliza\u00e7\u00e3o quantitativa \u00e9 exclusiva do INMETRO?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, trata-se de a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria ajuizada por sociedade empres\u00e1ria objetivando libera\u00e7\u00e3o de mercadorias apreendidas (pescado) em decorr\u00eancia de diverg\u00eancia quanto ao peso l\u00edquido do produto, ap\u00f3s desglaciamento, mediante apura\u00e7\u00e3o de procedimento fiscalizat\u00f3rio promovido pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento &#8211; MAPA, com base no nos subitens &#8220;b&#8221; e &#8220;c&#8221; do item 16.1 do Of\u00edcio Circular n. 25\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Regional, com base na an\u00e1lise e interpreta\u00e7\u00e3o dos termos das letras&nbsp;<em>b<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>c<\/em>, do item 16.1, do t\u00f3pico 16, constante do Of\u00edcio Circular GAB\/DIPOA n. 25\/2009, concluiu que o procedimento fiscalizat\u00f3rio adotado pelo MAPA, com esteio no referido ato administrativo, invadiu a compet\u00eancia exclusiva do INMETRO, notadamente a relacionada \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o do peso l\u00edquido do produto comercializado, pelo que entendeu nula a autua\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o ministerial.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, n\u00e3o seria este o melhor entendimento aplicado \u00e0 lide, uma vez que, indubitavelmente, a metrologia legal, como parte da metrologia que se refere \u00e0s exig\u00eancias legais, t\u00e9cnicas e administrativas, relativas \u00e0s unidades de medida, aos m\u00e9todos de medi\u00e7\u00e3o, aos instrumentos de medir e \u00e0s medidas materializadas, \u00e9, de fato, uma atividade indeleg\u00e1vel, de compet\u00eancia exclusiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normaliza\u00e7\u00e3o e Qualidade Industrial &#8211; CONMETRO.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, entretanto, <strong>o que se discute \u00e9 a possibilidade de o MAPA, em CONCORR\u00caNCIA com o INMETRO, proceder \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre pesagem de produtos comercializados destinados ao consumidor final<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse passo, seria DEZARRAZOADO imaginar que o INMETRO, \u00f3rg\u00e3o com estrutura insuficiente para todo o territ\u00f3rio, fosse o \u00fanico a vigiar a sa\u00fade e o respeito aos padr\u00f5es de todos os setores produtivos do Brasil&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, se aos <strong>PROCON&#8217;s<\/strong> estaduais \u00e9 autorizada a aplica\u00e7\u00e3o de multas administrativas nas fiscaliza\u00e7\u00f5es em que os administrados s\u00e3o flagrados comercializando produtos com quantidade e peso diferentes do informado em seus r\u00f3tulos, por certo que ao MAPA n\u00e3o poderia ser dado tratamento diferenciado, com menor compet\u00eancia, especificamente por se tratar de \u00f3rg\u00e3o ministerial com compet\u00eancia em todo o territ\u00f3rio nacional, atuando nas \u00e1reas de agricultura, pesca e abastecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa senda, n\u00e3o compete exclusivamente ao INMETRO a compet\u00eancia\/atribui\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o de cunho quantitativo no estabelecimento de sociedade empres\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O INMETRO n\u00e3o possui compet\u00eancia exclusiva para fiscaliza\u00e7\u00e3o quantitativa de produtos comercializados.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\">DIREITO DO CONSUMIDOR<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-responsabilidade-da-operadora-pela-manutencao-do-plano-de-saude-a-usuario-internado-ou-em-pleno-tratamento-medico-garantidor-de-sua-sobrevivencia-ou-de-sua-incolumidade-fisica\"><a><\/a><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade da operadora pela manuten\u00e7\u00e3o do plano de sa\u00fade a usu\u00e1rio internado ou em pleno tratamento m\u00e9dico garantidor de sua sobreviv\u00eancia ou de sua incolumidade f\u00edsica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A operadora, mesmo ap\u00f3s o exerc\u00edcio regular do direito \u00e0 rescis\u00e3o unilateral de plano coletivo, dever\u00e1 assegurar a continuidade dos cuidados assistenciais prescritos <a>a usu\u00e1rio internado ou em pleno tratamento m\u00e9dico garantidor de sua sobreviv\u00eancia ou de sua incolumidade f\u00edsica<\/a>, at\u00e9 a efetiva alta, desde que o titular arque integralmente com a contrapresta\u00e7\u00e3o devida.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.846.123-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/06\/2022. (Tema 1082) (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvalda ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de Brasa Sa\u00fade, apontando o car\u00e1ter abusivo do cancelamento unilateral de seguro sa\u00fade coletivo empresarial, por se encontrar em tratamento m\u00e9dico de c\u00e2ncer de mama, motivo pelo qual postulou a sua migra\u00e7\u00e3o para plano individual, observados os prazos de car\u00eancia j\u00e1 cumpridos e a mesma cobertura ofertada no plano rescindido.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz de primeiro grau julgou procedente a pretens\u00e3o deduzida na inicial a fim de obrigar a r\u00e9 a providenciar a migra\u00e7\u00e3o da autora para um plano de sa\u00fade individual, mantida a mesma cobertura do pacto rescindido, inclusive quanto ao tratamento contra c\u00e2ncer, mediante o pagamento, pela usu\u00e1ria, de acordo com a respectiva faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a operadora interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta que, uma vez efetuada a notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, a ap\u00f3lice coletiva de seguro sa\u00fade poderia ser cancelada unilateralmente, ainda que o segurado se encontre submetido a tratamento m\u00e9dico, inexistindo dever da operadora de providenciar a sua migra\u00e7\u00e3o para plano individual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;8<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;Para obter a autoriza\u00e7\u00e3o de funcionamento, as operadoras de planos privados de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade devem satisfazer os seguintes requisitos, independentemente de outros que venham a ser determinados pela ANS:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7&nbsp;3<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;As operadoras privadas de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade poder\u00e3o voluntariamente requerer autoriza\u00e7\u00e3o para encerramento de suas atividades, observando os seguintes requisitos, independentemente de outros que venham a ser determinados pela ANS:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;garantia da continuidade da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os dos benefici\u00e1rios internados ou em tratamento;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art.&nbsp;13.&nbsp;&nbsp;Os contratos de produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 1<sup>o<\/sup>&nbsp;desta Lei t\u00eam renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica a partir do vencimento do prazo inicial de vig\u00eancia, n\u00e3o cabendo a cobran\u00e7a de taxas ou qualquer outro valor no ato da renova\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;<a><\/a>Par\u00e1grafo&nbsp;\u00fanico.&nbsp;&nbsp;Os produtos de que trata o&nbsp;<strong>caput<\/strong>, contratados individualmente, ter\u00e3o vig\u00eancia m\u00ednima de um ano, sendo vedadas:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II&nbsp;&#8211;&nbsp;a suspens\u00e3o ou a rescis\u00e3o unilateral do contrato, salvo por fraude ou n\u00e3o-pagamento da mensalidade por per\u00edodo superior a sessenta dias, consecutivos ou n\u00e3o, nos \u00faltimos doze meses de vig\u00eancia do contrato, desde que o consumidor seja comprovadamente notificado at\u00e9 o q\u00fcinquag\u00e9simo dia de inadimpl\u00eancia; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>III&nbsp;&#8211;&nbsp;a suspens\u00e3o ou a rescis\u00e3o unilateral do contrato, em qualquer hip\u00f3tese, durante a ocorr\u00eancia de interna\u00e7\u00e3o do titular.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 35-C. \u00c9 obrigat\u00f3ria a cobertura do atendimento nos casos:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; de emerg\u00eancia, como tal definidos os que implicarem risco imediato de vida ou de les\u00f5es irrepar\u00e1veis para o paciente, caracterizado em declara\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico assistente;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; de urg\u00eancia, assim entendidos os resultantes de acidentes pessoais ou de complica\u00e7\u00f5es no processo gestacional;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-a-operadora-deve-manter-o-tratamento\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A operadora deve manter o tratamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>SIM, desde que o titular arque com as contrapresta\u00e7\u00f5es!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o jur\u00eddica a ser dirimida cinge-se a definir a possibilidade ou n\u00e3o de cancelamento unilateral &#8211; por iniciativa da operadora &#8211; de contrato de plano de sa\u00fade (ou seguro sa\u00fade) coletivo enquanto pendente tratamento m\u00e9dico de usu\u00e1rio acometido de doen\u00e7a grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Os incisos II e III do par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 13 da <a>Lei n. 9.656\/1998 <\/a>s\u00e3o taxativos em proibir a suspens\u00e3o de cobertura ou a rescis\u00e3o unilateral imotivada &#8211; por iniciativa da operadora &#8211; do plano privado de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade individual ou familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a dic\u00e7\u00e3o legal, <strong>apenas quando constatada fraude ou inadimpl\u00eancia, tal aven\u00e7a poder\u00e1 ser rescindida ou suspensa, mas, para tanto, revelar-se-\u00e1 necess\u00e1rio que o usu\u00e1rio &#8211; titular ou dependente &#8211; n\u00e3o se encontre internado<\/strong> (ou submetido a tratamento m\u00e9dico garantidor de sua sobreviv\u00eancia ou da manuten\u00e7\u00e3o de sua incolumidade f\u00edsica, na linha de precedentes desta Corte).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o seguro ou plano de sa\u00fade coletivo &#8211; com quantidade igual ou superior a 30 benefici\u00e1rios &#8211; pode ser objeto de suspens\u00e3o de cobertura ou de rescis\u00e3o imotivadas (ou seja, independentemente da constata\u00e7\u00e3o de fraude ou do inadimplemento da contrapresta\u00e7\u00e3o aven\u00e7ada), desde que observados os requisitos enumerados no artigo 17 da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa DC\/ANS n. 195\/2009: (i) exist\u00eancia de cl\u00e1usula contratual prevendo tal faculdade para ambas as partes; (ii) decurso do prazo de doze meses da vig\u00eancia do pacto; e (iii) <strong>notifica\u00e7\u00e3o da outra parte com anteced\u00eancia m\u00ednima de sessenta dias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto seja incontroverso que a aplica\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 13 da Lei n. 9.656\/1998 restringe-se aos seguros e planos de sa\u00fade individuais ou familiares, sobressai o entendimento de que a impossibilidade de rescis\u00e3o contratual durante a interna\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio &#8211; ou a sua submiss\u00e3o a tratamento m\u00e9dico garantidor de sua sobreviv\u00eancia ou da manuten\u00e7\u00e3o de sua incolumidade f\u00edsica -, tamb\u00e9m alcan\u00e7a os pactos coletivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>em havendo usu\u00e1rio internado ou em pleno tratamento de sa\u00fade, a operadora, mesmo ap\u00f3s exercido o direito \u00e0 rescis\u00e3o unilateral do plano coletivo, dever\u00e1 assegurar a continuidade dos cuidados assistenciais at\u00e9 a efetiva alta m\u00e9dica<\/strong>, por for\u00e7a da interpreta\u00e7\u00e3o SISTEM\u00c1TICA e TELEOL\u00d3GICA dos artigos 8\u00ba, \u00a7 3\u00ba, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, e 35-C, incisos I e II, da Lei n. 9.656\/1998, bem como do artigo 16 da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa DC\/ANS n. 465\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>A aludida interpreta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m encontra amparo na boa-f\u00e9 objetiva, na seguran\u00e7a jur\u00eddica, na fun\u00e7\u00e3o social do contrato e no princ\u00edpio constitucional da dignidade da pessoa humana, o que permite concluir que, ainda quando haja motiva\u00e7\u00e3o id\u00f4nea, a suspens\u00e3o da cobertura ou a rescis\u00e3o unilateral do plano de sa\u00fade n\u00e3o pode resultar em risco \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e da vida do usu\u00e1rio que se encontre em situa\u00e7\u00e3o de extrema vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa perspectiva, no caso de usu\u00e1rio internado ou submetido a tratamento garantidor de sua sobreviv\u00eancia ou da manuten\u00e7\u00e3o de sua incolumidade f\u00edsica, o \u00f3bice \u00e0 suspens\u00e3o de cobertura ou \u00e0 rescis\u00e3o unilateral do plano de sa\u00fade prevalecer\u00e1 independentemente do regime de sua contrata\u00e7\u00e3o &#8211; coletivo ou individual -, devendo a operadora aguardar a efetiva alta m\u00e9dica para se desincumbir da obriga\u00e7\u00e3o de custear os cuidados assistenciais pertinentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando houver o cancelamento do plano privado coletivo de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, dever\u00e1 ser permitido aos usu\u00e1rios a migra\u00e7\u00e3o para planos individuais ou familiares, observada a compatibilidade da cobertura assistencial e a portabilidade de car\u00eancias, desde que a operadora comercialize tal modalidade de contrato e o consumidor opte por se submeter \u00e0s regras e aos encargos peculiares da aven\u00e7a (AgInt no REsp n. 1.941.254\/RJ, relator Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 11\/11\/2021, DJe de 18\/10\/2021; e REsp n. 1.471.569\/RJ, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 1\u00ba\/03\/2016, DJe de 07\/03\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o inciso IV do artigo 8\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa DC\/ANS n. 438\/2018 preceitua que, em caso de rescis\u00e3o do contrato coletivo por parte da operadora ou da pessoa jur\u00eddica estipulante, a portabilidade de car\u00eancias &#8220;dever\u00e1 ser requerida no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data da ci\u00eancia pelo benefici\u00e1rio da extin\u00e7\u00e3o do seu v\u00ednculo com a operadora&#8221;, n\u00e3o se aplicando os requisitos de &#8220;exist\u00eancia de v\u00ednculo ativo com o plano de origem&#8221;, de &#8220;observ\u00e2ncia do prazo de perman\u00eancia&#8221; (per\u00edodo ininterrupto em que o benefici\u00e1rio deve permanecer vinculado ao plano de origem para se tornar eleg\u00edvel ao exerc\u00edcio da portabilidade de car\u00eancias) nem de &#8220;compatibilidade por faixa de pre\u00e7o&#8221;, previstos no artigo 3\u00ba do ato normativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tal hip\u00f3tese, caber\u00e1 \u00e0 operadora &#8211; que rescindiu unilateralmente o plano coletivo e que n\u00e3o comercializa plano individual &#8211; comunicar, diretamente, aos usu\u00e1rios sobre o direito ao exerc\u00edcio da portabilidade, &#8220;indicando o valor da mensalidade do plano de origem, discriminado por benefici\u00e1rio&#8221;, assim como o in\u00edcio e o fim da contagem do prazo de 60 dias (artigo 8\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Resolu\u00e7\u00e3o Normativa DC\/ANS n. 438\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>A outra situa\u00e7\u00e3o apta a exonerar a operadora de continuar a custear os cuidados assistenciais prestados ao usu\u00e1rio submetido a interna\u00e7\u00e3o ou a tratamento de sa\u00fade &#8211; iniciados antes do cancelamento do pacto coletivo -, consiste na exist\u00eancia de contrata\u00e7\u00e3o de novo plano pelo empregador com outra operadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Deveras, consoante cedi\u00e7o nesta Corte, em havendo a den\u00fancia unilateral do contrato de plano de sa\u00fade coletivo empresarial, &#8220;\u00e9 recomend\u00e1vel ao empregador promover a pactua\u00e7\u00e3o de nova aven\u00e7a com outra operadora, evitando-se preju\u00edzos aos seus empregados (ativos e inativos), que n\u00e3o precisar\u00e3o se socorrer da portabilidade ou da migra\u00e7\u00e3o a planos individuais, de custos mais elevados&#8221; (EDcl no AgInt no REsp n. 1.941.254\/RJ, relator Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 29\/11\/2021, DJe de 1\u00ba\/12\/2021; e REsp n. 1.846.502\/DF, relator Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, julgado em 20\/04\/2021, DJe de 26\/04\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A operadora, mesmo ap\u00f3s o exerc\u00edcio regular do direito \u00e0 rescis\u00e3o unilateral de plano coletivo, dever\u00e1 assegurar a continuidade dos cuidados assistenciais prescritos a usu\u00e1rio internado ou em pleno tratamento m\u00e9dico garantidor de sua sobreviv\u00eancia ou de sua incolumidade f\u00edsica, at\u00e9 a efetiva alta, desde que o titular arque integralmente com a contrapresta\u00e7\u00e3o devida.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\">DIREITO CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-desfecho-da-acao-anulatoria-de-registro-civil-e-impossibilidade-juridica-de-pedido-investigatorio-de-paternidade\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desfecho da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de registro civil e impossibilidade jur\u00eddica de pedido investigat\u00f3rio de paternidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Independentemente do desfecho da <a>a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de registro civil, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em impossibilidade jur\u00eddica de pedido investigat\u00f3rio de paternidade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022, DJe 23\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de registro civil, na qual o pedido de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade foi indeferido em raz\u00e3o da suposta impossibilidade jur\u00eddica do pedido, uma vez que resolvida a quest\u00e3o do registro.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Processo sob segredo judicial &#8211; Caso Hipot\u00e9tico<\/em><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-impossibilidade-juridica-do-pedido\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impossibilidade jur\u00eddica do pedido?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 proclamou que a a\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o de paternidade ajuizada pelo pretenso filho contra o suposto pai \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o concreta dos direitos \u00e0 filia\u00e7\u00e3o, \u00e0 identidade gen\u00e9tica e \u00e0 busca da ancestralidade, que comp\u00f5em uma parcela muito significativa dos direitos da personalidade, que, sabidamente, s\u00e3o inalien\u00e1veis, vital\u00edcios, intransmiss\u00edveis, extrapatrimoniais, irrenunci\u00e1veis, imprescrit\u00edveis e opon\u00edveis&nbsp;<em>erga omnes<\/em>&nbsp;(REsp 1.893.978\/MT, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 29\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 absolutamente l\u00edcito \u00e0 autora perseguir seu indispon\u00edvel e personal\u00edssimo direito \u00e0 busca da sua ancestralidade, consubstanciado no reconhecimento do seu estado de filia\u00e7\u00e3o, que pode ser realizado sem restri\u00e7\u00f5es independentemente da pr\u00e9-exist\u00eancia ou superveni\u00eancia de eventual v\u00ednculo registral, podendo perfeitamente coexistirem as respectivas demandas, que s\u00e3o plenamente compat\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa possibilidade de coexist\u00eancia de a\u00e7\u00f5es relacionadas ao direito pleno de busca do v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi objeto de delibera\u00e7\u00e3o pelo STJ, que proclamou que <strong>a exist\u00eancia de v\u00ednculo com o pai registral n\u00e3o \u00e9 obst\u00e1culo ao exerc\u00edcio do direito de busca da origem gen\u00e9tica, ou seja, de reconhecimento da paternidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-resultado-final\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Independentemente do desfecho da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de registro civil, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em impossibilidade jur\u00eddica de pedido investigat\u00f3rio de paternidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-des-necessidade-da-exigencia-geral-de-outorga-do-conjuge-para-prestar-fianca\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade da exig\u00eancia geral de outorga do c\u00f4njuge para prestar fian\u00e7a<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria <a>a exig\u00eancia geral de outorga do c\u00f4njuge para prestar fian\u00e7a<\/a>, sendo indiferente o fato de o fiador prest\u00e1-la na condi\u00e7\u00e3o de comerciante ou empres\u00e1rio, considerando a necessidade de prote\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a econ\u00f4mica familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.525.638-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Virso ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o, cujo t\u00edtulo constitui contrato de loca\u00e7\u00e3o, em que figuram como executadas a locat\u00e1ria, Cleymar Com\u00e9rcio e Cleyde, na qualidade de fiadora. Na referida a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o, Tadeu, marido de Cleyde, teve valores penhorados, o que ensejou a oposi\u00e7\u00e3o de embargos de terceiro fundados, essencialmente, na nulidade da fian\u00e7a prestada sem a outorga conjugal, nos termos do art. 1.647, III, do CC\/2002, e na S\u00famula n. 332 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.642. Qualquer que seja o regime de bens, tanto o marido quanto a mulher podem livremente:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; praticar todos os atos de disposi\u00e7\u00e3o e de administra\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios ao desempenho de sua profiss\u00e3o, com as limita\u00e7\u00f5es estabelecida no inciso I do art. 1.647;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; demandar a rescis\u00e3o dos contratos de fian\u00e7a e doa\u00e7\u00e3o, ou a invalida\u00e7\u00e3o do aval, realizados pelo outro c\u00f4njuge com infra\u00e7\u00e3o do disposto nos incisos III e IV do art. 1.647;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos c\u00f4njuges pode, sem autoriza\u00e7\u00e3o do outro, exceto no regime da separa\u00e7\u00e3o absoluta:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; prestar fian\u00e7a ou aval;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; fazer doa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo remunerat\u00f3ria, de bens comuns, ou dos que possam integrar futura mea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 332 do STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>A fian\u00e7a prestada sem autoriza\u00e7\u00e3o de um dos c\u00f4njuges implica a inefic\u00e1cia total da garantia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-necessaria-a-outorga-conjugal-na-fianca\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a outorga conjugal na fian\u00e7a?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sabe-se que a necessidade de outorga conjugal para o contrato de fian\u00e7a, exceto no regime de separa\u00e7\u00e3o convencional de bens, \u00e9 estabelecida como exig\u00eancia geral pelo art. 1.647, III, do <a>CC\/2002<\/a>. A quest\u00e3o a ser apreciada \u00e9 se, pela dic\u00e7\u00e3o do art. 1.642, I, do mesmo diploma legal, o c\u00f4njuge, quando no exerc\u00edcio de atividade profissional ou empresarial, est\u00e1 dispensado da autoriza\u00e7\u00e3o do outro c\u00f4njuge.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 1.642, I, prev\u00ea que <strong>tanto o marido quanto a mulher podem praticar todos os atos de disposi\u00e7\u00e3o e de administra\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios ao desempenho de sua profiss\u00e3o, exceto alienar ou gravar de \u00f4nus real os bens im\u00f3veis.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo art. 1.642, em seu inciso IV, prev\u00ea que tanto o marido quanto a mulher podem demandar a rescis\u00e3o &#8211; ou, mais propriamente, a anula\u00e7\u00e3o &#8211; dos contratos de fian\u00e7a e doa\u00e7\u00e3o, assim como a invalida\u00e7\u00e3o do aval, realizados pelo outro c\u00f4njuge com infra\u00e7\u00e3o do disposto nos incisos III e IV do art. 1.647. Isso significa, no que interessa ao caso em quest\u00e3o, que, se a fian\u00e7a for prestada sem a outorga conjugal, o outro c\u00f4njuge pode requerer sua anula\u00e7\u00e3o, sem que se estabele\u00e7a nenhuma esp\u00e9cie de restri\u00e7\u00e3o de ordem subjetiva quanto \u00e0 qualidade de empres\u00e1rio ou comerciante do fiador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao exigir a outorga conjugal para prestar fian\u00e7a, a legisla\u00e7\u00e3o civil tem por objetivo a manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio comum do casal, porquanto nesse tipo de garantia o fiador responde pessoalmente pela d\u00edvida. Desta forma, caso a ele fosse permitido prestar fian\u00e7a livremente, o patrim\u00f4nio do casal, em sua totalidade, responderia pela obriga\u00e7\u00e3o assumida, sem anu\u00eancia ou nem mesmo ci\u00eancia do outro c\u00f4njuge. Assim, ao se exigir a v\u00eania conjugal h\u00e1 o assentimento em que o patrim\u00f4nio que tamb\u00e9m lhe pertence passe a constituir garantia da obriga\u00e7\u00e3o assumida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, tomada isoladamente, a previs\u00e3o do art. 1.642, I, do CC\/2002 implicaria reconhecer que o fiador poderia comprometer o patrim\u00f4nio comum do casal se prestasse a fian\u00e7a no exerc\u00edcio da atividade profissional ou empresarial, mas n\u00e3o poderia faz\u00ea-lo em outras situa\u00e7\u00f5es. Malgrado constitua embara\u00e7o ao dinamismo pr\u00f3prio das rela\u00e7\u00f5es comerciais e empresariais, a exig\u00eancia da outorga leva em considera\u00e7\u00e3o a finalidade de prote\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio comum, exceto se houver anu\u00eancia do outro c\u00f4njuge.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o possa alienar nem gravar de \u00f4nus real os bens im\u00f3veis &#8211; exceto no regime de separa\u00e7\u00e3o consensual -, o fiador ainda poderia comprometer todo o patrim\u00f4nio comum, incluindo os bens im\u00f3veis, para adimplir a obriga\u00e7\u00e3o. Em \u00faltima an\u00e1lise, permitir que se preste fian\u00e7a sem a outorga conjugal pode conduzir, por via transversa, \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o for\u00e7ada dos bens im\u00f3veis do casal, independentemente da anu\u00eancia e at\u00e9 mesmo do conhecimento do outro c\u00f4njuge, que \u00e9 exatamente o que o estatuto civil pretende evitar com o disposto nos arts. 1.642, I e IV, e 1.647, II.<\/p>\n\n\n\n<p>A disciplina jur\u00eddica da san\u00e7\u00e3o pela aus\u00eancia de outorga no atual C\u00f3digo Civil opera no plano da validade do neg\u00f3cio jur\u00eddico, tornando anul\u00e1vel o contrato de fian\u00e7a firmado sem anu\u00eancia do outro c\u00f4njuge. Somente em casos excepcionais \u00e9 que a solu\u00e7\u00e3o referida cede espa\u00e7o para a acomoda\u00e7\u00e3o de outros princ\u00edpios e valores tamb\u00e9m resguardados pela legisla\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, no caso em que o c\u00f4njuge contratante tenha silenciado sobre sua condi\u00e7\u00e3o de casado, circunst\u00e2ncia em que, em observ\u00e2ncia \u00e0 boa-f\u00e9 do credor da obriga\u00e7\u00e3o, considera-se apenas ineficaz em rela\u00e7\u00e3o ao outro c\u00f4njuge a fian\u00e7a prestada (AgRg no REsp 1.507.413\/SP, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe 01\/09\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se pela incid\u00eancia da <a>S\u00famula 332 do STJ<\/a>, editada na vig\u00eancia do C\u00f3digo Civil de 2002, a qual estabelece que &#8220;a fian\u00e7a prestada sem autoriza\u00e7\u00e3o de um dos c\u00f4njuges implica a inefic\u00e1cia total da garantia&#8221;. Dessa forma, independentemente da qualidade de que se reveste o fiador, a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia exige a outorga conjugal, sob pena de nulidade do neg\u00f3cio jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria a exig\u00eancia geral de outorga do c\u00f4njuge para prestar fian\u00e7a, sendo indiferente o fato de o fiador prest\u00e1-la na condi\u00e7\u00e3o de comerciante ou empres\u00e1rio, considerando a necessidade de prote\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a econ\u00f4mica familiar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-perda-total-do-bem-segurado-e-criterios-da-indenizacao-securitaria\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Perda total do bem segurado e crit\u00e9rios da indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em caso de perda total do bem segurado, a indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria deve corresponder ao valor do efetivo preju\u00edzo experimentado no momento do sinistro, observado, contudo, o valor m\u00e1ximo previsto na ap\u00f3lice do seguro de dano, nos termos dos arts. 778 e 781 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.955.422-PR, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por maioria, julgado em 14\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Marciano contratou seguro de seu im\u00f3vel com Brasa Seguros e n\u00e3o \u00e9 que a edifica\u00e7\u00e3o segurada foi destru\u00edda por inc\u00eandio. Em que pese o limite m\u00e1ximo da garantia ter sido contatado em R$ 700 mil a seguradora constatou que os preju\u00edzos diretos em decorr\u00eancia do inc\u00eandio eram de pouco mais do que R$ 100 mil, conforme processo administrativo de regula\u00e7\u00e3o de sinistro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o pr\u00f3prio laudo da seguradora recomendou a demoli\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio, tamanhos os estragos causados pelo inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 778. Nos seguros de dano, a garantia prometida n\u00e3o pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento da conclus\u00e3o do contrato, sob pena do disposto no art. 766, e sem preju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o penal que no caso couber.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 781. A indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro, e, em hip\u00f3tese alguma, o limite m\u00e1ximo da garantia fixado na ap\u00f3lice, salvo em caso de mora do segurador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-qual-o-valor-a-ser-indenizado\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o valor a ser indenizado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O valor do efetivo PREJU\u00cdZO, limitado ao valor da ap\u00f3lice!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia se, no caso de perda total do bem segurado, a indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria deve corresponder ao valor m\u00e1ximo previsto na ap\u00f3lice ou apenas reparar os preju\u00edzos suportados pela segurada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que, na vig\u00eancia do C\u00f3digo Bevilaqua, a jurisprud\u00eancia do STJ era un\u00edssona no sentido de que, &#8220;em caso de perda total de im\u00f3vel segurado, decorrente de inc\u00eandio, ser\u00e1 devido o valor integral da ap\u00f3lice&#8221; (REsp 1.245.645\/RS, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 24\/05\/2016, DJe 23\/06\/2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo<strong>, o art. 781 do <a>CC\/2002<\/a>, sem correspond\u00eancia com o C\u00f3digo Civil de 1916, positivou o PRINC\u00cdPIO INDENIT\u00c1RIO nos contratos de seguro de dano, com o objetivo de impedir o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o em valor superior ao interesse segurado no momento do sinistro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A raz\u00e3o de ser da norma, segundo ensinamento contido em trabalho doutrin\u00e1rio, foi evitar que o segurado obtivesse lucro com o sinistro, sendo exigido, para tanto, dois tetos limitadores do valor a ser pago a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o: o valor do interesse segurado e o limite m\u00e1ximo da garantia prevista na ap\u00f3lice.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta a doutrina que o art. 781 do CC\/2002 encontra-se em conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio indenit\u00e1rio consagrado no art. 778, com a diferen\u00e7a de que este &#8220;dispositivo se aplica \u00e0 fase gen\u00e9tica da celebra\u00e7\u00e3o do seguro, enquanto o art. 781 incide na fase de liquida\u00e7\u00e3o. A indeniza\u00e7\u00e3o contratada limita-se ao teto indenizat\u00f3rio contratado, independente do preju\u00edzo concreto. \u00c9 vedado no contrato de seguro o enriquecimento injustificado do segurado, pois tem como objetivo apenas recompor o seu patrim\u00f4nio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa dire\u00e7\u00e3o, a Terceira Turma do STJ firmou o entendimento de que, &#8220;nas hip\u00f3teses de perda total do bem segurado, o valor da indeniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 corresponder\u00e1 ao montante integral da ap\u00f3lice se o valor segurado, no momento do sinistro, n\u00e3o for menor&#8221; (REsp n. 1.943.335\/RS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 17\/12\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em caso de perda total do bem segurado, a indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria deve corresponder ao valor do efetivo preju\u00edzo experimentado no momento do sinistro, observado, contudo, o valor m\u00e1ximo previsto na ap\u00f3lice do seguro de dano, nos termos dos arts. 778 e 781 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-in-existencia-de-vedacao-a-adocao-da-variacao-dos-certificados-de-depositos-interbancarios-cdi-como-encargo-financeiro-em-contratos-bancarios\"><a>10.&nbsp; (In)Exist\u00eancia de veda\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o dos Certificados de Dep\u00f3sitos Interbanc\u00e1rios &#8211; CDI como encargo financeiro em contratos banc\u00e1rios<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 <a>veda\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o dos Certificados de Dep\u00f3sitos Interbanc\u00e1rios &#8211; CDI como encargo financeiro em contratos banc\u00e1rios<\/a>, devendo o abuso ser observado caso a caso, em cotejo com as taxas m\u00e9dias de mercado regularmente divulgadas pelo Banco Central do Brasil para as opera\u00e7\u00f5es de mesma esp\u00e9cie, o que n\u00e3o ocorre na esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.630.706-SP, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 07\/06\/2022, DJe 13\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Virso contratou um financiamento com o Banco Brasa por meio de c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio cujo indexador fixado foi a varia\u00e7\u00e3o dos Certificados de Dep\u00f3sito Interbanc\u00e1rios (CDI). Algum tempo depois e inadimplente, Virso ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o revisional alegando a ilegalidade da fixa\u00e7\u00e3o da CDI nas c\u00e9dulas.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o autor, a cl\u00e1usula que prev\u00ea a utiliza\u00e7\u00e3o da CDI seria ilegal, cabendo ent\u00e3o a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a maior, tese acolhida pelo tribunal local.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 176\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c9 nula a cl\u00e1usula contratual que sujeita o devedor \u00e0 taxa de juros divulgada pela ANBID\/CETIP.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-vedada-a-adocao-da-cdi\"><a>10.2.2. Vedada a ado\u00e7\u00e3o da CDI?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente cumpre salientar que, no caso em exame, n\u00e3o se cuida da taxa de juros que era divulgada pela extinta ANBID (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Bancos), associa\u00e7\u00e3o que congregava institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, o que ensejaria a aplica\u00e7\u00e3o da S\u00famula 176 (&#8220;\u00c9 nula a cl\u00e1usula contratual que sujeita o devedor \u00e0 taxa de juros divulgada pela ANBID \/CETIP&#8221;), mas de cl\u00e1usula contratual em que pactuado como encargo a varia\u00e7\u00e3o dos Certificados de Dep\u00f3sitos Interbanc\u00e1rios (CDI), indexador inicialmente divulgado pela extinta CETIP e atualmente pela sua sucessora a B3 S\/A, vari\u00e1vel conforme as oscila\u00e7\u00f5es do mercado, n\u00e3o sujeito a manipula\u00e7\u00f5es por parte dos bancos.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto do Ministro Ricardo Villas Boas Cueva, no REsp. 1.781.959, Terceira Turma, DJe 20\/02\/2020, exaure a mat\u00e9ria, demonstrando que a varia\u00e7\u00e3o do CDI reflete o custo do dinheiro para as institui\u00e7\u00f5es financeiras no mercado interbanc\u00e1rio; seu uso como indexador flutuante de contratos banc\u00e1rios \u00e9 permitido pelo Banco Central, <strong>N\u00c3O se tratando de \u00edndice que possa ser manipulado pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras<\/strong>, bem como que se trata de \u00edndice cujo c\u00e1lculo e divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o conferida \u00e0 Central de Cust\u00f3dia e de Liquida\u00e7\u00e3o Financeira de T\u00edtulos (CETIP), atualmente incorporada por B3 S.A. &#8211; Brasil, Bolsa, Balc\u00e3o, sob permanente fiscaliza\u00e7\u00e3o do Conselho Monet\u00e1rio Nacional e do Banco Central, autoridades respons\u00e1veis pelo controle de cr\u00e9dito em todas as suas modalidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se tratando de \u00edndice sujeito ao arb\u00edtrio da institui\u00e7\u00e3o financeira credora ou de sua associa\u00e7\u00e3o de classe, n\u00e3o se aplica o fundamento que ensejou o entendimento consagrado na S\u00famula 176, no sentido da nulidade de cl\u00e1usula contratual que estabele\u00e7a como indexador divulgado pela ANBID<\/strong> (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos de Investimento).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 obst\u00e1culo legal \u00e0 estipula\u00e7\u00e3o dos encargos financeiros de c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio em percentual sobre a taxa m\u00e9dia aplic\u00e1vel aos Certificados de Dep\u00f3sitos Interbanc\u00e1rios (CDIs), sendo inaplic\u00e1vel a <a>S\u00famula 176\/STJ<\/a>, devendo eventual abusividade ser verificada em cada caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o dos Certificados de Dep\u00f3sitos Interbanc\u00e1rios &#8211; CDI como encargo financeiro em contratos banc\u00e1rios, devendo o abuso ser observado caso a caso, em cotejo com as taxas m\u00e9dias de mercado regularmente divulgadas pelo Banco Central do Brasil para as opera\u00e7\u00f5es de mesma esp\u00e9cie, o que n\u00e3o ocorre na esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-cabimento-da-determinacao-da-inclusao-da-uniao-no-polo-passivo-da-demanda-pelo-juiz-estadual-se-a-parte-requerente-optar-pela-nao-inclusao\"><a>11.&nbsp; Cabimento da determina\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no polo passivo da demanda pelo juiz estadual se a parte requerente optar pela n\u00e3o inclus\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em demandas relativas a direito \u00e0 sa\u00fade, \u00e9 incab\u00edvel ao juiz estadual determinar a <a>inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no polo passivo da demanda se a parte requerente optar pela n\u00e3o inclus\u00e3o<\/a>, ante a solidariedade dos entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no CC 182.080-SC, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF da 5\u00aa Regi\u00e3o), Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o em face do Estado de Santa Catarina com o objetivo de receber um tratamento m\u00e9dico espec\u00edfico. Na inicial, declarou que opta pela n\u00e3o inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no polo passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o juiz, Dr. Creisson, determinou a inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no polo passivo da a\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da solidariedade dos entes federados. Inconformada, Crementina interp\u00f4s sucessivos recursos no qual alega que, em outros casos, o STJ tem admitido o conflito, definindo pela compet\u00eancia da Justi\u00e7a estadual para o processamento e julgamento da causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 150\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal decidir sobre a exist\u00eancia de interesse jur\u00eddico que justifique a presen\u00e7a, no processo, da Uni\u00e3o, suas autarquias ou empresas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 224\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>Exclu\u00eddo do feito o ente federal, cuja presen\u00e7a levara o Juiz Estadual a declinar da compet\u00eancia, deve o Juiz Federal restituir os autos e n\u00e3o suscitar conflito<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-cabe-a-determinacao-de-inclusao-da-uniao\"><a>11.2.2. Cabe a determina\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o da Uni\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 relacionada \u00e0 compet\u00eancia para julgamento da a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria ajuizada t\u00e3o somente contra o Estado e o Munic\u00edpio, ou seja, na hip\u00f3tese, a parte autora n\u00e3o incluiu a Uni\u00e3o no polo passivo da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o optando a parte requerente pela inclus\u00e3o da Uni\u00e3o na lide, n\u00e3o cabe ao juiz estadual determinar que se proceda \u00e0 emenda da inicial para requerer a cita\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o para figurar no polo passivo, uma vez que, n\u00e3o se tratando de litiscons\u00f3rcio passivo necess\u00e1rio<\/strong>, incumbe \u00e0 parte autora escolher contra qual(is) ente(s) federativo(s) pretende litigar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, a decis\u00e3o monocr\u00e1tica agravada considerou que, recebidos os autos na Justi\u00e7a Federal, cabia ao juiz federal, simplesmente, devolver os autos \u00e0 Justi\u00e7a estadual, e n\u00e3o suscitar conflito de compet\u00eancia, nos termos da <a>S\u00famula 224\/STJ<\/a>. Isso porque, a princ\u00edpio, o Ju\u00edzo estadual n\u00e3o poderia rever tal decis\u00e3o para determinar a inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no feito, consoante as S\u00famulas 150 e 254\/STJ. Assim, sendo definitiva a decis\u00e3o, na esfera federal, quanto \u00e0 exclus\u00e3o do ente federal, n\u00e3o haveria necessidade de instaura\u00e7\u00e3o de conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>Alinha-se, portanto, ao posicionamento majorit\u00e1rio da Primeira Se\u00e7\u00e3o de que, nesses casos, deve-se conhecer do conflito e reconhecer a compet\u00eancia da Justi\u00e7a estadual para o processamento e julgamento da controv\u00e9rsia. O referido entendimento do STJ n\u00e3o destoa da decis\u00e3o do STF no&nbsp;Tema 793&nbsp;da Repercuss\u00e3o Geral.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Em demandas relativas a direito \u00e0 sa\u00fade, \u00e9 incab\u00edvel ao juiz estadual determinar a inclus\u00e3o da Uni\u00e3o no polo passivo da demanda se a parte requerente optar pela n\u00e3o inclus\u00e3o, ante a solidariedade dos entes federados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-im-possibilidade-de-manifestacao-em-sede-de-recurso-especial-ainda-que-para-fins-de-prequestionamento-a-respeito-de-alegada-violacao-a-dispositivos-da-constituicao-federal\"><a>12.&nbsp; (Im)Possibilidade de manifesta\u00e7\u00e3o, em sede de Recurso Especial, ainda que para fins de prequestionamento, a respeito de alegada viola\u00e7\u00e3o a dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ \u00e9 pac\u00edfico quanto \u00e0 <a>impossibilidade de manifesta\u00e7\u00e3o, em sede de Recurso Especial, ainda que para fins de prequestionamento, a respeito de alegada viola\u00e7\u00e3o a dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt no RMS 66.940-RJ, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 21\/06\/2022. (Info 742)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Paco Cal\u00e7ados, em embargos de declara\u00e7\u00e3o em recurso de mandado de seguran\u00e7a, sustenta a viola\u00e7\u00e3o de artigos da CF\/88 no julgamento anteriormente realizado, com o claro objetivo de prequestionar os dispositivos constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-cabe-a-manifestacao-de-violacao-a-cf-em-recurso-especial\"><a>12.2.1. Cabe a manifesta\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o \u00e0 CF em recurso especial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No presente feito, a parte embargante pretende prequestionar dispositivos constitucionais. Entretanto, segundo o entendimento do STJ, os Embargos de Declara\u00e7\u00e3o somente se mostram cab\u00edveis se ocorrerem os pressupostos de obscuridade, contradi\u00e7\u00e3o, omiss\u00e3o ou erro material no ac\u00f3rd\u00e3o, n\u00e3o cabendo ao STJ apreciar a alegada viola\u00e7\u00e3o a dispositivos constitucionais, em sede de Recurso Especial, ainda que para fins de prequestionamento, sob pena de usurpa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia do STF, n\u00e3o se mostrando omisso o ac\u00f3rd\u00e3o que deixa de faz\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tal sentido: &#8220;3. <strong>N\u00e3o cabe ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, ainda que para fins de prequestionamento, examinar, na via especial, suposta viola\u00e7\u00e3o a dispositivo constitucional, sob pena de usurpa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia do Supremo Tribunal Federal. 4. Embargos de declara\u00e7\u00e3o rejeitados<\/strong>&#8221; (STJ, EDcl no AgInt na Rcl 35.425\/PR, Rel. Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe de 18\/12\/2020).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\"><a>12.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O STJ \u00e9 pac\u00edfico quanto \u00e0 impossibilidade de manifesta\u00e7\u00e3o, em sede de Recurso Especial, ainda que para fins de prequestionamento, a respeito de alegada viola\u00e7\u00e3o a dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-cb88fc88-fdb8-459c-a9bd-797c1be7be51\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/07\/12003408\/stj-742-parte-1.pdf\">stj-742-parte-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/07\/12003408\/stj-742-parte-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-cb88fc88-fdb8-459c-a9bd-797c1be7be51\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 742 (Parte 1) do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito \u00e0 convers\u00e3o de licen\u00e7a-pr\u00eamio n\u00e3o fru\u00edda em pec\u00fania RECURSO ESPECIAL Presente a reda\u00e7\u00e3o original do art. 87, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 8.112\/1990, bem como a dic\u00e7\u00e3o [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-742-comentado-parte-1\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2022-07-12T03:40:14+00:00","article_modified_time":"2022-07-12T03:40:18+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"48 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