{"id":105174,"date":"2018-02-05T10:01:52","date_gmt":"2018-02-05T13:01:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=105174"},"modified":"2020-07-16T11:15:45","modified_gmt":"2020-07-16T14:15:45","slug":"informativo-stj-615-estrategico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-615-estrategico\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 615 | Informativo Estrat\u00e9gico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-72530 alignleft\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2017\/05\/02201713\/informativo-estrategico-300x201.png\" alt=\"informativo estrat\u00e9gico\" width=\"300\" height=\"201\"\/>Ol\u00e1, pessoal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje gostaria de divulgar o <strong><em>Informativo STJ 615<\/em><\/strong>&nbsp;como parte do projeto&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/informativos-estrategicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Informativo Estrat\u00e9gico<\/span><\/strong><\/a>. Desta vez, temos&nbsp; s\u00famulas de Direito Penal e julgados de Direito Penal, Direito Civil, Direito do Consumidor e Direito Processual Civil com coment\u00e1rios dos nossos professores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso voc\u00ea queira receber o informativo direto no seu e-mail, <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/informativos-estrategicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">inscreva-se aqui.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhe\u00e7a tamb\u00e9m os informativos anteriores do <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">STF<\/a> e do <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">STJ<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira tamb\u00e9m os nossos cursos preparat\u00f3rios para os principais concursos p\u00fablicos do momento:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/magistratura-estadual-regular\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Magistratura Estadual (Regular)<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/magistratura-federal-regular\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Magistratura Federal (Regular)<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/mp-rj-promotor-de-justica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cursos para MP-RJ (Inscri\u00e7\u00f5es abertas)<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/mp-ba-promotor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cursos para MP &#8211; BA (Inscri\u00e7\u00f5es abertas)<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/pgm-manaus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cursos para PGM-Manaus (Edital publicado)<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/pge-sp-procurador-do-estado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cursos para PGE-SP (Edital em breve)<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">1 S\u00famulas<\/h1>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">1.1 Direito Penal<\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">1.1.1 &#8211; Princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia X Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><i><b>S\u00daMULA N. 599<\/b><\/i><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>O princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia \u00e9 inaplic\u00e1vel aos crimes contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. <b>Corte Especial, aprovada em 20\/11\/2017, DJe 27\/11\/2017.<\/b><\/i><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Coment\u00e1rios pelo Prof. Michael Proc\u00f3pio Avelar<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia, tamb\u00e9m chamado de bagatela, preconiza que Direito Penal n\u00e3o deve se preocupar com bagatelas, isto \u00e9, a configura\u00e7\u00e3o de uma infra\u00e7\u00e3o penal exige que haja uma ofensa de alguma gravidade ao bem jur\u00eddico protegido.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Tem sua origem apontada no Direito Romano, em que se falava que <i>de minima non curat praetor<\/i>. Nos termos atuais, seria como dizer que o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o deve se ocupar de coisas m\u00ednimas. No campo do Direito Penal, credita-se a Claus Roxin, jurista alem\u00e3o, sua introdu\u00e7\u00e3o, o que teria ocorrido em 1964.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A insignific\u00e2ncia afasta a tipicidade da conduta, que passa a ser vista sob o \u00e2mbito formal e material. Na tipicidade formal, analisa-se se o fato ocorrido se amolda \u00e0 norma penal, que funciona como uma forma-padr\u00e3o para que se analise se o fato \u00e9 t\u00edpico ou n\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 uma an\u00e1lise de encaixe, como se fossem a norma e o fato duas pe\u00e7as do brinquedo Lego. J\u00e1 a tipicidade material exige, al\u00e9m de que a conduta se encaixe na norma, que haja relev\u00e2ncia da les\u00e3o ou da amea\u00e7a de les\u00e3o ao bem jur\u00eddico. Se a les\u00e3o ou amea\u00e7a de les\u00e3o forem \u00ednfimas, n\u00e3o haver\u00e1 tipicidade material, por incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Podemos exemplificar com a subtra\u00e7\u00e3o de um clipe ordin\u00e1rio. Se analisarmos sob o \u00e2mbito da tipicidade formal, haver\u00e1 a adequa\u00e7\u00e3o do fato \u00e0 norma que tipifica o crime de furto.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Mas, no campo da tipicidade material, perceberemos que a mera subtra\u00e7\u00e3o de um clipe, por ser insignificante, n\u00e3o enseja les\u00e3o de alguma relev\u00e2ncia ao patrim\u00f4nio da v\u00edtima. Conclui-se, portanto, que tal fato n\u00e3o \u00e9 t\u00edpico, por n\u00e3o passar pela barreira da tipicidade material. Portanto, a insignific\u00e2ncia afasta a tipicidade material.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Tipicidade formal: subsun\u00e7\u00e3o do fato \u00e0 norma.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Tipicidade material: relev\u00e2ncia da les\u00e3o ou amea\u00e7a de les\u00e3o ao bem jur\u00eddico.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 116.242 (17\/09\/2013), no \u00e2mbito de sua Primeira Turma, estabeleceu requisitos que v\u00eam sendo, desde ent\u00e3o, adotados para se aferir a incid\u00eancia ou n\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Esses requisitos, para o fim de memoriza\u00e7\u00e3o, podem ser relembrados pelo acr\u00f3stico \u201cMARI\u201d, conforme destaque das primeiras letras:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #89deff;\"><b>M<\/b><\/span>\u00ednima ofensividade da conduta do agente;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #89deff;\"><b>A<\/b><\/span>us\u00eancia de periculosidade social da a\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #89deff;\"><b>R<\/b><\/span>eduzido grau de reprovabilidade do comportamento;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #89deff;\"><b>I<\/b><\/span>nexpressividade da les\u00e3o jur\u00eddica causada.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Assim, analisando-se os requisitos do STF, surge a controv\u00e9rsia sobre a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio aos crimes praticados contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Com a edi\u00e7\u00e3o dessa nova s\u00famula, entende-se que, sempre que o delito for praticado contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, n\u00e3o haver\u00e1 incid\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia. Podemos pensar, de imediato, em delitos envolvendo o patrim\u00f4nio p\u00fablico, em per\u00edodo hist\u00f3rico em que o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 tema em pauta.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Ocorre que, sobre o tema, mostra-se importante analisar se o Supremo Tribunal Federal tem decidido neste mesmo sentido. H\u00e1 um precedente da Segunda Turma da Corte Suprema que reconheceu a bagatela de um delito praticado contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A\u00c7\u00c3O PENAL. Delito de peculato-furto. Apropria\u00e7\u00e3o, por carcereiro, de farol de milha que guarnecia motocicleta apreendida. Coisa estimada em treze reais. Res furtiva de valor insignificante. Periculosidade n\u00e3o consider\u00e1vel do agente. Circunst\u00e2ncias relevantes. Crime de bagatela. Caracteriza\u00e7\u00e3o. Dano \u00e0 probidade da administra\u00e7\u00e3o. Irrelev\u00e2ncia no caso. Aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia. Atipicidade reconhecida. Absolvi\u00e7\u00e3o decretada. HC concedido para esse fim. Voto vencido. Verificada a objetiva insignific\u00e2ncia jur\u00eddica do ato tido por delituoso, \u00e0 luz das suas circunst\u00e2ncias, deve o r\u00e9u, em recurso ou habeas corpus, ser absolvido por atipicidade do comportamento.<\/em>\u201d<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">HC 112.388\/SP, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, Julgamento: 21\/08\/2012.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Verifica-se, portanto, que ainda que n\u00e3o demonstre uma jurisprud\u00eancia consolidada, referido precedente demonstra n\u00e3o haver, de in\u00edcio, concord\u00e2ncia entre as Cortes Superiores sobre o tema.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O que deve tamb\u00e9m ser refletido, aqui, \u00e9 que o pr\u00f3prio STJ j\u00e1 possu\u00eda jurisprud\u00eancia consolidada acerca da possibilidade de se aplicar o princ\u00edpio em estudo ao crime de descaminho. Esta infra\u00e7\u00e3o penal est\u00e1 localizada, no C\u00f3digo Penal, no T\u00edtulo XI, denominado \u201cDos Crimes contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica\u201d, mais precisamente no Cap\u00edtulo II, \u201cDos Crimes Praticados pelo Particular contra a Administra\u00e7\u00e3o em Geral\u201d. Quanto ao crime de descaminho, o STF tamb\u00e9m tem admitido o reconhecimento do chamado delito de bagatela.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Vejamos um julgado de cada um dos tribunais, os quais representam esse entendimento:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E DIREITO PENAL. DESCAMINHO. IMPETRA\u00c7\u00c3O CONTRA DECIS\u00c3O MONOCR\u00c1TICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A. INADMISSIBILIDADE DO WRIT. VALOR INFERIOR AO ESTIPULADO PELO ART. 20 DA LEI 10.522\/2002. PORTARIAS 75 E 130\/2012 DO MINIST\u00c9RIO DA FAZENDA. PRINC\u00cdPIO DA INSIGNIFIC\u00c2NCIA. APLICABILIDADE. 1. H\u00e1 \u00f3bice ao conhecimento de habeas corpus impetrado contra decis\u00e3o monocr\u00e1tica do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, cuja jurisdi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se esgotou. Precedentes. 2. A pertin\u00eancia do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia deve ser avaliada considerando-se todos os aspectos relevantes da conduta imputada. 3. Para crimes de descaminho, considera-se, para a avalia\u00e7\u00e3o da insignific\u00e2ncia, o patamar previsto no art. 20 da Lei 10.522\/2002, com a atualiza\u00e7\u00e3o das Portarias 75 e 130\/2012 do Minist\u00e9rio da Fazenda. Precedentes. 4. Descaminho envolvendo elis\u00e3o de tributos federais em quantia pouco superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais) enseja o reconhecimento da atipicidade material do delito dada a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia. 5. Habeas corpus extinto sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito. Ordem concedida de of\u00edcio para reconhecer a atipicidade da conduta imputada \u00e0 paciente, com o consequente trancamento da a\u00e7\u00e3o penal na origem.<\/em>\u201d<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">HC 121717\/PR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, Julgamento: 03\/06\/2014.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>RECURSO ESPECIAL. PROPOSTA DE AFETA\u00c7\u00c3O PARA FINS DE REVIS\u00c3O DO TEMA N. 157. APLICA\u00c7\u00c3O DO PRINC\u00cdPIO DA INSIGNIFIC\u00c2NCIA AOS CRIMES TRIBUT\u00c1RIOS FEDERAIS E DE DESCAMINHO, CUJO D\u00c9BITO N\u00c3O EXCEDA R$ 10.000,00 (DEZ MIL REAIS). ART. 20 DA LEI N. 10.522\/2002. ENTENDIMENTO QUE DESTOA DA ORIENTA\u00c7\u00c3O CONSOLIDADA NO STF, QUE TEM RECONHECIDO A ATIPICIDADE MATERIAL COM BASE NO PAR\u00c2METRO FIXADO NAS PORTARIAS N. 75 E 130\/MF &#8211; R$ 20.000,00 (VINTE MIL REAIS). AFETADO O RECURSO PARA FINS DE ADEQUA\u00c7\u00c3O DO ENTENDIMENTO. Considerando os princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica, da prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e da isonomia, nos termos do art. 927, \u00a7 4\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil, afetou-se recurso especial para fins de revis\u00e3o da tese fixada no REsp n. 1.112.748\/TO (representativo da controv\u00e9rsia) &#8211; Tema 157 (Relator Ministro Felix Fischer, DJe 13\/10\/2009), a fim de adequ\u00e1-la ao entendimento externado pela Suprema Corte, o qual tem considerado o par\u00e2metro fixado nas Portarias n. 75 e 130\/MF &#8211; R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia aos crimes tribut\u00e1rios federais e de descaminho.<\/em>\u201d<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">ProAfF no REsp 1688878\/SP, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis Jr., Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 01\/12\/2017.<\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Como este entendimento, de aplica\u00e7\u00e3o da insignific\u00e2ncia ao delito de descaminho, j\u00e1 estava consolidado no \u00e2mbito do pr\u00f3prio Superior Tribunal de Justi\u00e7a, \u00e9 poss\u00edvel que este tribunal reconhe\u00e7a exce\u00e7\u00f5es \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da sua nova s\u00famula, como no caso do delito de descaminho. De todo modo, deve-se acompanhar o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ap\u00f3s a elabora\u00e7\u00e3o do enunciado para se verificar como o tema ser\u00e1 tratado.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">c) Quest\u00e3o de prova<\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>(CESPE\/STF\/Analista Judici\u00e1rio &#8211; \u00c1rea Judici\u00e1ria\/2008<\/b>) \u00c9 cab\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia para fins de trancamento de a\u00e7\u00e3o penal em que se imputa ao acusado a pr\u00e1tica de crime de descaminho.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">( ) Certo ( ) Errado<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>Resolu\u00e7\u00e3o<\/b>: a alternativa est\u00e1 <strong>correta<\/strong>, isto porque a jurisprud\u00eancia do STF e a do STJ t\u00eam se orientado quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia ao referido delito. Deve-se lembrar que o referido princ\u00edpio leva \u00e0 atipicidade material da conta. Sendo at\u00edpico o fato, cab\u00edvel o trancamento do processo penal. Note-se que o delito de descaminho, por sua localiza\u00e7\u00e3o no C\u00f3digo de Processo Penal, \u00e9 um dos crimes contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Por conta disso, o novo enunciado da S\u00famula do STJ implicaria em se considerar a quest\u00e3o como errada, mas se deve ter em mente que a jurisprud\u00eancia do pr\u00f3prio STJ tem admitido, de forma copiosa e reiterada, o reconhecimento da bagatela para este crime.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">1.1.2 &#8211; Inexigibilidade da coabita\u00e7\u00e3o para configura\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><b>S\u00daMULA N. 600<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>Para a configura\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar prevista no artigo 5\u00ba da Lei n. 11.340\/2006 (Lei Maria da Penha) n\u00e3o se exige a coabita\u00e7\u00e3o entre autor e v\u00edtima. <b>Terceira Se\u00e7\u00e3o, aprovada em 22\/11\/2017, DJe 27\/11\/2017.<\/b><\/i><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios pelo Prof. Michael Proc\u00f3pio Avelar<\/b><\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A Lei 11.340\/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que, nos termos do seu pre\u00e2mbulo, cria mecanismos para coibir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, nos termos do \u00a7 8o do art. 226 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra as Mulheres e da Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a Mulher; disp\u00f5e sobre a cria\u00e7\u00e3o dos Juizados de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher; altera o C\u00f3digo de Processo Penal, o C\u00f3digo Penal e a Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal; dentre outras provid\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Busca a combater a viol\u00eancia pratica contra a mulher, devido a sua maior fragilidade, decorrente de anos de tratamento desigual e de sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o f\u00edsico-biol\u00f3gica, que muitas vezes a deixa em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade na sociedade. Prova disso \u00e9 o n\u00famero de mulheres assassinadas ou agredidas em seus pr\u00f3prios lares, local que deveria ser seu ref\u00fagio e local de paz.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Dentre as hip\u00f3teses de configura\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, h\u00e1 a pr\u00e1tica de conduta, omissiva ou comissiva, baseada no g\u00eanero, que lhe cause morte, les\u00e3o, sofrimento f\u00edsico, sexual ou psicol\u00f3gico e dano moral ou patrimonial, desde que ocorra no \u00e2mbito da unidade dom\u00e9stica, no \u00e2mbito da fam\u00edlia ou envolva qualquer rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de afeto.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Apesar da abrang\u00eancia das situa\u00e7\u00f5es configuradoras da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, surgiu a discuss\u00e3o a respeito da necessidade ou n\u00e3o de coabita\u00e7\u00e3o entre agente e v\u00edtima para incid\u00eancia da Lei 11.340\/2006.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A Lei 11.340\/2006, em seu artigo 5\u00ba, traz as circunst\u00e2ncias que caracterizam a denominada viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, o que atrai a incid\u00eancia de seus regramentos:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher qualquer a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o baseada no g\u00eanero que lhe cause morte, les\u00e3o, sofrimento f\u00edsico, sexual ou psicol\u00f3gico e dano moral ou patrimonial:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><em>I &#8211; no \u00e2mbito da unidade dom\u00e9stica, compreendida como o espa\u00e7o de conv\u00edvio permanente de pessoas, com ou sem v\u00ednculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><em>II &#8211; no \u00e2mbito da fam\u00edlia, compreendida como a comunidade formada por indiv\u00edduos que s\u00e3o ou se consideram aparentados, unidos por la\u00e7os naturais, por afinidade ou por vontade expressa;<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><em>III &#8211; em qualquer rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabita\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. As rela\u00e7\u00f5es pessoais enunciadas neste artigo independem de orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Sobre o tema, surgiu a controv\u00e9rsia sobre a necessidade ou n\u00e3o de coabita\u00e7\u00e3o do agente e da v\u00edtima para incid\u00eancia da Lei Maria da Penha. Pacificando o tema em seus \u00f3rg\u00e3os, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a elaborou o seguinte enunciado, de n\u00famero 600:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">\u201cPara configura\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar prevista no artigo 5\u00ba da Lei 11.340\/2006, Lei Maria da Penha, n\u00e3o se exige a coabita\u00e7\u00e3o entre autor e v\u00edtima.\u201d<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Desta forma, o entendimento hoje consolidado no STJ \u00e9 de que a coabita\u00e7\u00e3o entre o sujeito passivo e o sujeito ativo da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher \u00e9 desnecess\u00e1ria para a sua configura\u00e7\u00e3o, incidindo o regramento da Lei 11.340\/2006 independentemente de habitarem ou n\u00e3o no mesmo local.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>c) Quest\u00e3o de prova<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>(PUC-PR\/TJ-PR\/Analista Judici\u00e1rio \u2013 Psicologia\/2017)<\/b> Conhecida como Lei Maria da Penha, a Lei 11.340\/2006 criou mecanismos para coibir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher. Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">a) Para evitar repres\u00e1lias, em casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, feito o registro da ocorr\u00eancia, a autoridade policial est\u00e1 expressamente proibida de ouvir o agressor e as testemunhas.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">b) A viol\u00eancia dom\u00e9stica prevista na Lei Maria da Penha \u00e9 unicamente a viol\u00eancia f\u00edsica, na qual o homem faz uso da for\u00e7a para subjugar a esposa.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">c) Para preservar a integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica da mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica, o juiz poder\u00e1 assegurar, quando necess\u00e1rio, o afastamento da mulher do local de trabalho, por at\u00e9 seis meses.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">d) As rela\u00e7\u00f5es pessoais que podem configurar atos de viol\u00eancia dom\u00e9stica s\u00e3o necessariamente aquelas derivadas da rela\u00e7\u00e3o entre homem e mulher, n\u00e3o se podendo aplic\u00e1-las a eventuais rela\u00e7\u00f5es homoafetivas entre duas mulheres.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">e) A configura\u00e7\u00e3o de atos de viol\u00eancia dom\u00e9stica depende necessariamente de haver coabita\u00e7\u00e3o entre c\u00f4njuges.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>Resolu\u00e7\u00e3o<\/b>: a autoridade policial n\u00e3o est\u00e1 proibida de ouvir o agressor e as testemunhas. A viol\u00eancia dom\u00e9stica, como visto, n\u00e3o se limita \u00e0 viol\u00eancia f\u00edsica, abrangendo tamb\u00e9m a psicol\u00f3gica e a sexual. O artigo 9\u00ba, em seu par\u00e1grafo segundo, inciso II, da Lei 11.340\/06, prev\u00ea que o juiz assegurar\u00e1 \u00e0 mulher, na situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia tratada por referida lei, a manuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo trabalhista, quando necess\u00e1rio o afastamento do local de trabalho, por at\u00e9 seis meses. O par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 5\u00ba da Lei Maria da Penha disp\u00f5e expressamente sobre a aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o independentemente de orienta\u00e7\u00e3o sexual dos envolvidos, n\u00e3o se limitando \u00e0s rela\u00e7\u00f5es heterossexuais, ou seja, entre homem e mulher. Como agora j\u00e1 sumulou o STJ, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de coabita\u00e7\u00e3o entre agente e v\u00edtima para configura\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher. Logo, a alternativa correta \u00e9 a C.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">2 Destaques do Informativo<\/h1>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">2.1 Direito Civil<\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>2.1.1 &#8211; REsp 1.364.668-MG<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>RECURSO ESPECIAL. <strong>LOCA\u00c7\u00c3O<\/strong>. <strong>IM\u00d3VEL URBANO RESIDENCIAL<\/strong>. <strong>DEN\u00daNCIA VAZIA<\/strong>. ART. 46 DA LEI N\u00ba 8.245\/1991. ACCESSIO TEMPORIS. C<strong>ONTAGEM DOS PRAZOS DE PRORROGA\u00c7\u00d5ES<\/strong>. IMPOSSIBILIDADE. ART. 47, V, DA LEI DO INQUILINATO. TEMPO DE PRORROGA\u00c7\u00c3O. C\u00d4MPUTO. CABIMENTO.<\/em><br \/>\n<em>1. Recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o publicado na vig\u00eancia do C\u00f3digo de Processo Civil de <strong>1973<\/strong> (Enunciados Administrativos n\u00bas 2 e 3\/STJ).<\/em><br \/>\n<em>2. A\u00e7\u00e3o de despejo proposta pelo locador objetivando a retomada do im\u00f3vel com base em den\u00fancia vazia do contrato (art. 46 da Lei n\u00ba 8.245\/1991).<\/em><br \/>\n<em>3. Ac\u00f3rd\u00e3o recorrido que mant\u00e9m a proced\u00eancia do pedido para declarar extinto o contrato de loca\u00e7\u00e3o e determinar a imiss\u00e3o na posse do im\u00f3vel.<\/em><br \/>\n<em>4. <strong>A controv\u00e9rsia consiste em definir o cabimento da den\u00fancia vazia quando o prazo de 30 (trinta) meses, exigido pelo art. 46 da Lei n\u00ba 8.245\/1991, \u00e9 atingido com as sucessivas prorroga\u00e7\u00f5es do contrato de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel residencial urbano<\/strong>.<\/em><br \/>\n<em>5. O art. 46 da Lei n\u00ba 8.245\/1991 <strong>somente admite<\/strong> a den\u00fancia vazia <strong>se um \u00fanico instrumento escrito de loca\u00e7\u00e3o estipular o prazo igual ou superior a 30 (trinta) meses, n\u00e3o sendo poss\u00edvel contar as sucessivas prorroga\u00e7\u00f5es dos per\u00edodos locat\u00edcios (accessio temporis)<\/strong>.<\/em><br \/>\n<em>6. Para contrato de loca\u00e7\u00e3o inicial com dura\u00e7\u00e3o <strong>inferior a 30 (trinta) meses<\/strong>, o art. 47, V, da Lei n\u00ba 8.245\/1991 <strong>somente autoriza a den\u00fancia pelo locador se a soma dos per\u00edodos de prorroga\u00e7\u00f5es ininterruptas ultrapassar o lapso de 5 (cinco) anos<\/strong>.<\/em><br \/>\n<em>7. Recurso especial provido.<\/em><br \/>\n<em>(REsp 1364668\/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 07\/11\/2017, DJe 17\/11\/2017).<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios pelo Prof. Paulo Sousa<\/b><\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Uma pessoa (A) alugou seu im\u00f3vel a outra (B). O contrato foi fixado por 6 meses. Depois desse per\u00edodo, foi o contrato renovado por outro per\u00edodo e depois por mais outro per\u00edodo. Passados 30 meses, A notificou B a respeito de sua inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais alugar o im\u00f3vel.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">B, por sua vez, contra-argumentou dizendo que n\u00e3o deixaria o im\u00f3vel, j\u00e1 que A n\u00e3o apresentou nenhuma das justificativas legais para tanto (den\u00fancia cheia); ao contr\u00e1rio, apenas requisitou o im\u00f3vel, sem fundamentar o pedido em alguma das hip\u00f3teses legais (den\u00fancia vazia). A disse que n\u00e3o precisava apresentar motivo, j\u00e1 que a loca\u00e7\u00e3o havia ultrapassado 30 meses e a lei lhe permitia apresentar mera den\u00fancia vazia.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">E a\u00ed, cabe ou n\u00e3o cabe den\u00fancia vazia?<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">As quest\u00f5es envolvidas na extin\u00e7\u00e3o do contrato s\u00e3o riqu\u00edssimas. Compreender tecnicamente os institutos \u00e9 fundamental. Trata-se, no caso, de resili\u00e7\u00e3o unilateral do locador, que pretende desfazer o v\u00ednculo contratual por ato de vontade.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o duas as possibilidades: a extin\u00e7\u00e3o motivada e a imotivada. Em regra, a lei n\u00e3o pro\u00edbe a extin\u00e7\u00e3o imotivada. Mesmo quando ela \u00e9 potencialmente danosa, o CC\/2002 n\u00e3o a veda, mas determina que o contratante que extingue o v\u00ednculo indenize o outro pelas perdas e danos, como prev\u00ea o art. 473, par\u00e1grafo \u00fanico.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Trata-se de evidente assun\u00e7\u00e3o de fundamental premissa liberal adotada pelo C\u00f3digo. Libera-se o contratante para se afastar do v\u00ednculo, mas junto com essa liberdade vem a responsabilidade.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Na legisla\u00e7\u00e3o especial, por\u00e9m, o legislador n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o liberal assim, eis que, por vezes, se envolve um hipossuficiente. \u00c9 o caso do CDC, que vincula um dos contratantes mesmo quando ainda est\u00e3o na fase das tratativas preliminares. Nesse sentido, o art. 40, \u00a72\u00ba do CDC torna obrigat\u00f3ria a contrata\u00e7\u00e3o a partir do valor or\u00e7ado previamente pelo fornecedor, em resumo.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Uma situa\u00e7\u00e3o bastante peculiar \u00e9 a da Lei de Loca\u00e7\u00f5es. Por envolver um direito fundamental de elevada relev\u00e2ncia, o direito \u00e0 moradia, a liberdade de contratar precisa passar por um filtro. Esse filtro \u00e9, precisamente, o controle de motiva\u00e7\u00f5es pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Pode o locador desfazer o v\u00ednculo contratual <i>ante tempus<\/i>? Em regra, n\u00e3o. E se o contrato for por prazo indeterminado, derivado de uma prorroga\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica? A\u00ed, depende. Se ele tiver sido contratado por escrito por prazo inferior a 30 meses, ou verbalmente, n\u00e3o pode o locador desfazer o v\u00ednculo sem motiva\u00e7\u00e3o legalmente prevista (como nos casos de dispensa com justa causa do obreiro).<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio, se a loca\u00e7\u00e3o tiver sido contratada por escrito por prazo igual ou superior a 30 meses, pode o locador desfazer o v\u00ednculo sem qualquer motiva\u00e7\u00e3o, contrariamente. Trata-se de certo dirigismo contratual operado, de modo a \u201cinduzir\u201d o locador a fazer contratos de loca\u00e7\u00e3o residencial por prazo mais elastecido. Assim, evita-se maior onera\u00e7\u00e3o do locat\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Se a loca\u00e7\u00e3o \u00e9 de prazo mais reduzido \u2013 geralmente de interesse do locador \u2013, o \u00f4nus \u00e9 a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 resili\u00e7\u00e3o unilateral imotivada (den\u00fancia vazia) quando da prorroga\u00e7\u00e3o do pacto. A grande quest\u00e3o \u00e9: esse prazo de 30 meses \u00e9 relativo a um \u00fanico contrato ou pode ser contado o tempo de contratos anteriores?<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O STJ decidiu de maneira acertada, a meu ver. E a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 na l\u00f3gica que ilumina a lei. Qual \u00e9? Exatamente o que eu disse dois par\u00e1grafos acima: \u201c<i>Trata-se de certo dirigismo contratual operado, de modo a \u201cinduzir\u201d o locador a fazer contratos de loca\u00e7\u00e3o residencial por prazo mais elastecido. Assim, evita-se maior onera\u00e7\u00e3o do locat\u00e1rio<\/i>\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Ora, se fa\u00e7o eu cinco contratos sucessivos de 6 meses (ou seja, 30 meses, no total), estou eu cumprindo o escopo do legislador de pactuar contratos de maior dura\u00e7\u00e3o? Evidente que n\u00e3o. Por isso, parece adequado considerar as renova\u00e7\u00f5es\/prorroga\u00e7\u00f5es? Evidente que n\u00e3o. Ou \u201co um\u201d contrato tem mais de 30 meses, ou n\u00e3o tem. Ponto.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Contraprova dessa <i>mens legis<\/i> est\u00e1 no art. 47, inc. V, que permite ao locador despejar o locat\u00e1rio, mesmo tendo sido contratada a loca\u00e7\u00e3o por escrito por prazo inferior a 30 meses, ou verbalmente, se ultrapassados 5 anos. Esse \u00e9 um caso que admite desfazimento do v\u00ednculo sem motiva\u00e7\u00e3o legalmente prevista (den\u00fancia vazia).<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A l\u00f3gica do dispositivo tamb\u00e9m \u00e9 patente. Mesmo tentando proteger o locat\u00e1rio, geralmente o elo mais fraco dessa cadeia, n\u00e3o posso obrigar o locador a se vincular \u00e0quele locat\u00e1rio para toda a eternidade. Lembre-se que a resili\u00e7\u00e3o n\u00e3o se liga ao descumprimento, mas \u00e0 vontade, pelo que se o locat\u00e1rio cumprisse com seus deveres, o locador estaria virtualmente impedido de extinguir o v\u00ednculo pela eternidade.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>c) Quest\u00e3o de prova<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Assinale a alternativa incorreta:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">a. Prorrogando-se sucessivas loca\u00e7\u00f5es residenciais verbais por prazo superior a 30 meses, pode o locador realizar a den\u00fancia vazia.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">b. A loca\u00e7\u00e3o residencial verbal por prazo superior a 30 meses pode ser resilida unilateralmente pelo locador sem qualquer motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">c. Se a loca\u00e7\u00e3o residencial de prazo igual ou superior a 30 meses for ajustada por escrito, o contrato se resolve automaticamente, findo o prazo.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">d. Independe de qualquer notifica\u00e7\u00e3o do locador a extin\u00e7\u00e3o do contrato locat\u00edcio residencial por prazo de 30 meses, desde que tenha sido fixado ele por escrito.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Incorreta a assertiva A.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">2.1.2 &#8211; REsp 1.465.679-SP<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. FAM\u00cdLIA. <strong>ALIMENTOS<\/strong>. INCLUS\u00c3O DOS VALORES PERCEBIDOS PELO DEVEDOR A T\u00cdTULO DE <strong>PARTICIPA\u00c7\u00c3O EM LUCROS E RESULTADOS NOS ALIMENTOS DEVIDOS \u00c0 ALIMENTADA<\/strong>. IMPOSSIBILIDADE E DESNECESSIDADE.<\/em><br \/>\n<em>1- A\u00e7\u00e3o distribu\u00edda em 11\/8\/2008. Recurso especial interposto em 06\/3\/2013 e atribu\u00eddo \u00e0 Relatora em 25\/8\/2016.<\/em><br \/>\n<em>2- O prop\u00f3sito recursal \u00e9 definir se deve ser incorporado \u00e0 presta\u00e7\u00e3o alimentar devida \u00e0 alimentada o valor percebido pelo alimentante a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados.<\/em><br \/>\n<em>3- O <strong>ordenamento jur\u00eddico<\/strong> reiteradamente <strong>desvincula a participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados da empresa do sal\u00e1rio ou da remunera\u00e7\u00e3o habitualmente recebida<\/strong>, tipificando-a como uma <strong>bonifica\u00e7\u00e3o de natureza indenizat\u00f3ria<\/strong>, eventual e dependente do desenvolvimento e do sucesso profissional no cumprimento das metas estabelecidas.<\/em><br \/>\n<em>Intelig\u00eancia do art. 7\u00ba, XI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e do art. 3\u00ba da Lei n\u00ba 10.101\/2000. Precedentes do Tribunal Superior do Trabalho.<\/em><br \/>\n<em>4- <strong>A percep\u00e7\u00e3o, pelo alimentante, de valores adicionais e eventuais n\u00e3o impacta, em regra, na redefini\u00e7\u00e3o do valor dos alimentos a serem prestados<\/strong>, ressalvadas as situa\u00e7\u00f5es em que as necessidades do alimentado n\u00e3o foram inicialmente satisfeitas ou sofreram altera\u00e7\u00f5es supervenientes que justificam a readequa\u00e7\u00e3o do valor.<\/em><br \/>\n<em>5- <strong>Supridas as necessidades do alimentado pelo valor regularmente fixado,<\/strong> <strong>n\u00e3o h\u00e1 motivo para que o aumento dos rendimentos do alimentante<\/strong> reflita-se imediata e diretamente no valor destinado aos alimentos, sobretudo quando os acr\u00e9scimos s\u00e3o eventuais e originados exclusivamente do desenvolvimento e do cumprimento de metas profissionais.<\/em><br \/>\n<em>6. Recurso especial provido.<\/em><br \/>\n<em>(REsp 1465679\/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 09\/11\/2017, DJe 17\/11\/2017)<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios pelo Prof. Paulo Sousa<\/b><\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Mais uma boa e velha discuss\u00e3o a respeito de: alimentos! Esse \u00e9 um dos temas mais controvertidos do STJ e, inclusive, a primeira S\u00famula da Corte trata de quest\u00e3o correlata.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Caso de sempre: fulano deve alimentos a beltrano. Fulano \u00e9 assalariado, pelo que os alimentos s\u00e3o descontados sobre seus vencimentos. Tem que descontar do 13\u00ba tamb\u00e9m? Tem. Tem que descontar do ter\u00e7o de f\u00e9rias? Tem. Tem de que descontar das verbas rescis\u00f3rias. N\u00e3o. Tem que descontar do aux\u00edlio-combust\u00edvel? N\u00e3o. Tem que descontar da participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados??? A rigor, esse julgado repetir\u00e1 a resposta j\u00e1 dada em outra ocasi\u00e3o pela Corte&#8230;<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O STJ vem firmando nos \u00faltimos tempos jurisprud\u00eancia a respeito de quais verbas integram e quais n\u00e3o integram os alimentos devidos. C\u00e1 estamos a falar das parcelas determinadas judicialmente, ou das que n\u00e3o integraram eventual acordo. O que est\u00e1 acordado, acordado est\u00e1. Ponto.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O alimentando, nesse caso, pretendia fazer jus a parte dos lucros e resultados recebidos pelo alimentante. Como a Corte se posicionou? Do mesmo jeito que sempre. Para isso, estabeleceu um prof\u00edcuo di\u00e1logo com o Direito do Trabalho. A norma trabalhista e os precedentes do TST desdobram as verbas recebidas pelo trabalhador em duas: verbas remunerat\u00f3rias e verbas indenizat\u00f3rias.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O STJ, dialogando com essa distin\u00e7\u00e3o, estabelece, em linhas gerais, a regra de as verbas remunerat\u00f3rias integram os alimentos (entendeu por que 13\u00ba e ter\u00e7o de f\u00e9rias integra?), mas n\u00e3o as indenizat\u00f3rias (entendeu por que aux\u00edlio-combust\u00edvel e verbas rescis\u00f3rias <i>lato sensu <\/i>n\u00e3o?).<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Como a participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados \u00e9 reputada indenizat\u00f3ria, n\u00e3o integram, portanto, o c\u00e1lculo dos alimentos ordin\u00e1rios. Podem, por\u00e9m, vir a compor? Sim, desde que as necessidades do alimentado n\u00e3o sejam inicialmente satisfeitas ou sofreram altera\u00e7\u00f5es supervenientes que justificam a readequa\u00e7\u00e3o do valor; ou seja, apenas excepcionalmente&#8230;<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>c) Quest\u00e3o de prova<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados percebida pelo alimentante n\u00e3o o obriga a prestar alimentos relativos a tais verbas ao alimentando, dada sua natureza indenizat\u00f3ria, conforme reconheceu o STJ na esteira da jurisprud\u00eancia do TST, mas excepcionalmente pode ele ser obrigado a partilhar tais valores, se as necessidades do alimentante o exigirem, a partir de altera\u00e7\u00e3o superveniente\u201d, constitui assertiva correta.<\/p>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">2.2&nbsp; Direito do Consumidor<\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">2.2.1 &#8211; REsp 1.573.859-SP<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>RECURSO ESPECIAL. A\u00c7\u00c3O DE INDENIZA\u00c7\u00c3O POR DANOS MORAIS. <strong>SAQUE INDEVIDO DE NUMER\u00c1RIO NA CONTA CORRENTE DO AUTOR<\/strong>. RESSARCIMENTO DOS VALORES PELA INSTITUI\u00c7\u00c3O BANC\u00c1RIA. <strong>AUS\u00caNCIA DE DANO MORAL IN RE IPSA<\/strong>. TRIBUNAL DE ORIGEM QUE, DIANTE DAS PECULIARIDADES DO CASO, AFASTOU A OCORR\u00caNCIA DE DANO EXTRAPATRIMONIAL. MANUTEN\u00c7\u00c3O DO AC\u00d3RD\u00c3O RECORRIDO. RECURSO DESPROVIDO.<\/em><br \/>\n<em>1. O saque indevido de numer\u00e1rio em conta corrente n<strong>\u00e3o configura dano moral in re ipsa (presumido)<\/strong>, podendo, contudo, observadas as particularidades do caso, f<strong>icar caracterizado o respectivo dano se demonstrada a ocorr\u00eancia de viola\u00e7\u00e3o significativa a algum direito da personalidade do correntista<\/strong>.<\/em><br \/>\n<em>2. Na hip\u00f3tese, o Tribunal de origem consignou, diante do conjunto f\u00e1tico-probat\u00f3rio dos autos, que o autor n\u00e3o demonstrou qualquer excepcionalidade a justificar a compensa\u00e7\u00e3o por danos morais, raz\u00e3o pela qual nada h\u00e1 a ser modificado no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido.<\/em><br \/>\n<em>3. Recurso especial desprovido.<\/em><br \/>\n<em>(REsp 1573859\/SP, Rel. Ministro MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 07\/11\/2017, DJe 13\/11\/2017)<\/em><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios pelo Prof. Igor Maciel<\/b><\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Trata-se, inicialmente, de a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o ajuizada por um consumidor que verificou 04 (quatro) saques indevidos em sua conta corrente. Estes somados totalizavam R$ 2.200,00 (dois mil e duzentos reais).<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Com base na sua fundamenta\u00e7\u00e3o e requerimento de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, em 1\u00aa inst\u00e2ncia houve a proced\u00eancia parcial de seu pedido, sendo condenada a institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria ao pagamento dos danos materiais e morais sofridos.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a decis\u00e3o, o banco recorreu, alegando e fundamentando que o ressarcimento dos valores indevidamente sacados foi feito em tempo razo\u00e1vel, inexistindo, assim, dano moral. O recurso foi procedente, reformando a senten\u00e7a e a a\u00e7\u00e3o foi julgada improcedente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>Contrato banc\u00e1rio &#8211; Indeniza\u00e7\u00e3o &#8211; Conta corrente &#8211; Saques n\u00e3o reconhecidos pelo correntista &#8211; Ressarcimento feito pelo banco em tempo razo\u00e1vel &#8211; Dano moral n\u00e3o caracterizado &#8211; Improced\u00eancia &#8211; Apela\u00e7\u00e3o provida.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s isso, houve embargos por parte do consumidor, os quais foram rejeitados e, posteriormente, o recurso especial ora julgado.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Regra geral, para a verifica\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de dano moral \u00e9 necess\u00e1rio o \u201cpreenchimento\u201d dos seguintes requisitos: conduta, dano e nexo causal (entre a conduta e o dano).<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Antes de adentrar esse tema, \u00e9 importante destacar o julgado trazido como fundamento do recurso especial (o consumidor, em suas raz\u00f5es recursais, argumentou que o ac\u00f3rd\u00e3o estava contrariando o entendimento do STJ):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL.INSTITUI\u00c7\u00c3O FINANCEIRA. VALORES INDEVIDAMENTE SACADOS DE CONTACORRENTE, VIA INTERNET, DE FORMA FRAUDULENTA POR TERCEIRO. DEFEITONA PRESTA\u00c7\u00c3O DE SERVI\u00c7O. FALHA NA SEGURAN\u00c7A LEGITIMAMENTE ESPERADAPELO CORRENTISTA. OBRIGA\u00c7\u00c3O DE INDENIZAR. DANO MORAL IN RE IPSA.PRECEDENTES. PENA PRIVADA. INAPLIC\u00c1VEL. REPETI\u00c7\u00c3O NA FORMA SIMPLES.ENGANO JUSTIFIC\u00c1VEL. ARTIGO 42, PAR\u00c1GRAFO \u00daNICO, DO CDC.RESTABELECIMENTO DA SENTEN\u00c7A. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.<\/em><br \/>\n<em>(STJ &#8211; <strong>AgRg no REsp: 1138861 RS 2009\/0086572-0<\/strong>, Relator: Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Data de Julgamento: 03\/05\/2012, T3 &#8211; TERCEIRA TURMA, Data de Publica\u00e7\u00e3o: DJe 10\/05\/2012)<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Interessante observar que, conforme indica o julgado acima, a tese que deveria ser aplicada (na vis\u00e3o do consumidor) seria a do dano moral <i>in re ipsa<\/i>, ou seja, <b>dano moral presumido<\/b>.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O caso em quest\u00e3o, no entanto, traz algumas vari\u00e1veis que foram levadas em considera\u00e7\u00e3o para a improced\u00eancia do recurso especial: tempo de resposta para resolu\u00e7\u00e3o do problema por parte do banco, valor \u201cirris\u00f3rio\u201d indevidamente sacado, repercuss\u00f5es do saque indevido, etc.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Com isso, o STJ reafirmou o entendimento do ac\u00f3rd\u00e3o de forma a afastar o dano moral, tomando por base principalmente a aus\u00eancia de dano (ou ao menos n\u00e3o comprovou o autor a ocorr\u00eancia deste), relembrando-se: <b>conduta, dano e nexo causal<\/b>.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A conduta \u00e9 ineg\u00e1vel, ainda que por omiss\u00e3o. O banco \u00e9 objetivamente respons\u00e1vel por qualquer falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o (art. 12 do CDC, observando-se o art. 14, \u00a73\u00ba, inciso II).<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o dano n\u00e3o poder\u00e1 ser presumido e, por tal motivo, tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e1 ser presumido o dano moral. Ora, o consumidor, no caso, n\u00e3o comprovou de que forma os saques indevidos efetivamente causaram um preju\u00edzo \u00e0 sua imagem e moral.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Um bom exemplo disso seria o caso do recorrente ter comprovado, ainda na fase instrut\u00f3ria do processo, que necessitou realizar um empr\u00e9stimo banc\u00e1rio para evitar que seu nome fosse negativado perante o cadastro de credores ou mesmo que os saques indevidos resultaram em cobran\u00e7as de cheque especial ou efetiva negativa\u00e7\u00e3o cadastral.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, n\u00e3o sendo verificado dano, tamb\u00e9m n\u00e3o houve \u00eaxito na verifica\u00e7\u00e3o do nexo causal, restando improcedente o recurso.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>O saque indevido de numer\u00e1rio em conta corrente n\u00e3o configura dano moral in re ipsa (presumido), podendo, contudo, observadas as particularidades do caso, ficar caracterizado o respectivo dano se demonstrada a ocorr\u00eancia de viola\u00e7\u00e3o significativa a algum direito da personalidade do correntista.<\/i><\/span><\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>c) Quest\u00e3o de prova<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>CESPE \u2013 MPE\/RR \u2013 2017 &#8211; ADAPTADA<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acerca dos bancos de dados e cadastros de consumidores, assinale a op\u00e7\u00e3o correta \u00e0 luz do entendimento doutrin\u00e1rio a respeito do tema e da jurisprud\u00eancia do STJ.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" type=\"a\">\n<li>Por restringirem a privacidade dos consumidores, os bancos de dados de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito n\u00e3o est\u00e3o em conformidade com a ordem constitucional.<\/li>\n<li>Os cadastros de consumidores s\u00e3o constitu\u00eddos por informa\u00e7\u00f5es repassadas pelos fornecedores, as quais t\u00eam como destino final o mercado.<\/li>\n<li>A conduta do fornecedor de n\u00e3o comunicar ao consumidor da inscri\u00e7\u00e3o de seu nome em cadastro de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito caracteriza dano moral, ainda que exista regular inscri\u00e7\u00e3o pret\u00e9rita.<\/li>\n<li>As institui\u00e7\u00f5es financeiras responder\u00e3o subjetivamente pelos danos que forem perpetrados por fraudadores contra seus clientes.<\/li>\n<li>A conduta de responsabilidade do fornecedor que for\u00e7ar o consumidor a contrair empr\u00e9stimo para, ainda que temporariamente, evitar a inscri\u00e7\u00e3o de seu nome nos cadastros de inadimplentes \u00e9 pass\u00edvel de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios<\/b><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Gabarito, letra A.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">a) ERRADO: A prote\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem econ\u00f4mica \u00e9 prevista constitucionalmente. Portanto, apesar da hipossufici\u00eancia do consumidor, n\u00e3o deve ser favorecido aquele que n\u00e3o cumprir com seus deveres, aquele que pode ser considerado \u201cdesonesto\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">De certa forma, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem econ\u00f4mica tamb\u00e9m visa proteger os consumidores de forma geral, visto que a \u201cconta do consumidor insolvente ser\u00e1 paga, certamente, pelos demais consumidores\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Um exemplo disso \u00e9 a taxa de juros, a qual pode variar at\u00e9 mesmo entre consumidores mas que tende a aumentar em rela\u00e7\u00e3o direta ao aumento da inadimpl\u00eancia dos devedores.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">b) ERRADO: As informa\u00e7\u00f5es podem ser repassadas pelos consumidores, podendo ser, inclusive, solicitadas por eles. <i>Vide<\/i> art. 43, \u00a72\u00ba do CDC:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Art. 43. O consumidor, sem preju\u00edzo do disposto no art. 86, ter\u00e1 acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.<\/em><br \/>\n<em>(&#8230;)<\/em><br \/>\n<em>\u00a7 2\u00b0 A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo dever\u00e1 ser comunicada por escrito ao consumidor, quando n\u00e3o solicitada por ele.<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">c) ERRADO: Quando j\u00e1 h\u00e1 alguma inscri\u00e7\u00e3o anterior devidamente fundamentada e comprovada, n\u00e3o caber\u00e1 dano moral, conforme s\u00famula 385 do STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cDa anota\u00e7\u00e3o irregular em cadastro de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, n\u00e3o cabe indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral, quando preexistente leg\u00edtima inscri\u00e7\u00e3o, ressalvado o direito ao cancelamento.\u201d<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">d) ERRADO: <i>Vide<\/i> s\u00famula 479 do STJ:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201c<i>As institui\u00e7\u00f5es financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no \u00e2mbito de opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.\u201d<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">e) CERTO: \u00c9 a exata situa\u00e7\u00e3o ora debatido na qual, caso restasse comprovado tal exemplo, o consumidor lograria \u00eaxito em seu recurso.<\/p>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">2.3 Direito Processual Civil<\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">2.3.1 &#8211; REsp 1.666.321-RS<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>DIREITO INTERTEMPORAL PROCESSUAL. <b>IMPUGNA\u00c7\u00c3O \u00c0 ASSIST\u00caNCIA JUDICI\u00c1RIA GRATUITA<\/b>. INCIDENTE INSTAURADO EM AUTOS APARTADOS NA VIG\u00caNCIA DOS ARTS. 4\u00ba, 7\u00ba E 17 DA LEI 1.060\/50. DECIS\u00c3O DA IMPUGNA\u00c7\u00c3O PROLATADA NA VIG\u00caNCIA DO CPC\/2015. <b>PRINC\u00cdPIO DO &#8220;TEMPUS REGIT ACTUM&#8221;<\/b>. TEORIA DO ISOLAMENTO DOS ATOS PROCESSUAIS. RECURSO CAB\u00cdVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO.<br \/>\n<\/i><i>1. O prop\u00f3sito recursal consiste em definir o recurso cab\u00edvel contra o provimento jurisdicional que, ap\u00f3s a entrada em vigor do CPC\/2015, acolhe incidente de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 gratuidade de justi\u00e7a instaurado, em autos apartados, na vig\u00eancia do regramento anterior (arts. 4\u00ba, 7\u00ba e 17 da Lei 1.060\/50).<br \/>\n<\/i><i>2. A sucess\u00e3o de leis processuais no tempo subordina-se ao princ\u00edpio geral do &#8220;tempus regit actum&#8221;, no qual se fundamenta a teoria do isolamento dos atos processuais.<br \/>\n<\/i><i>3. De acordo com essa teoria &#8211; atualmente positivada no art. 14 do CPC\/2015 &#8211; <b>a lei processual nova tem aplica\u00e7\u00e3o imediata aos processos em desenvolvimento<\/b>, resguardando-se, contudo, a efic\u00e1cia dos atos processuais j\u00e1 realizados na forma da legisla\u00e7\u00e3o anterior, bem como as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas consolidadas sob a vig\u00eancia da norma revogada.<br \/>\n<\/i><i>4. Em homenagem ao referido princ\u00edpio,<b> esta Corte consolidou o entendimento de que &#8220;a lei a reger o recurso cab\u00edvel e a forma de sua interposi\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela vigente \u00e0 data da publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o impugnada<\/b>, ocasi\u00e3o em que o sucumbente tem a ci\u00eancia da exata compreens\u00e3o dos fundamentos do provimento jurisdicional que pretende combater&#8221; (AgInt nos EDcl no AREsp 949.997\/AM, 3\u00aa Turma, DJe de 21\/09\/2017).<br \/>\n<\/i><i>5. Na esp\u00e9cie, em que pese a autua\u00e7\u00e3o do incidente de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 gratuidade de justi\u00e7a em autos apartados, segundo o procedimento vigente \u00e0 \u00e9poca, o provimento jurisdicional que revogou o benef\u00edcio foi prolatado j\u00e1 na vig\u00eancia do CPC\/2015, que prev\u00ea o cabimento do recurso de agravo de instrumento. 6. A via recursal eleita pelo recorrente, portanto, mostra-se adequada, impondo-se a devolu\u00e7\u00e3o dos autos ao Tribunal de origem para que prossiga no julgamento do agravo de instrumento.<br \/>\n<\/i><i>7. Recurso especial conhecido e provido.<br \/>\n<\/i><i>(REsp 1666321\/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 07\/11\/2017, DJe 13\/11\/2017)<\/i><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios pelo Prof. Ricardo Torques<\/b><\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Temos, neste precedente, quest\u00e3o interessante e recorrente nessa transi\u00e7\u00e3o de diplomas processuais distintos.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Sob a vig\u00eancia do CPC73, em rela\u00e7\u00e3o ao benef\u00edcio da gratuidade da justi\u00e7a, aplic\u00e1vamos a Lei 1.050\/1950, inclusive, quanto ao procedimento l\u00e1 descrito. Naquele diploma, t\u00ednhamos um expediente pr\u00f3prio para impugna\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o judicial que acolhesse ou rejeitasse o requerimento.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Com o NCPC, o procedimento a ser adotado \u00e9 do pr\u00f3prio C\u00f3digo que, combinando o art. 98 a 102, do NCPC, prev\u00ea, em alguns casos a possibilidade de agravo de instrumento e em outros casos a irresigna\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ocorrer em preliminar do recurso de apela\u00e7\u00e3o, se for o caso.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o tema, o STJ manifestou-se no sentido de que, diante do princ\u00edpio do <i>tempus regit actum<\/i>, aplica-se a legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca da decis\u00e3o, pelo que se aplica o NCPC frente a Lei 1.050\/1950, mesmo que ajuizada a demanda na vig\u00eancia do c\u00f3digo anterior.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Vamos aprofundar um pouco mais?!<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A gratuidade constitui benef\u00edcio que visa garantir, na pr\u00e1tica, o acesso \u00e0 Justi\u00e7a. Sabemos que o ingresso no Poder Judici\u00e1rio \u00e9 custoso. Por mais que a parte tenha raz\u00e3o no processo, necessitar\u00e1 fazer frente a adiantamentos pecuni\u00e1rio, para que possa entrar em ju\u00edzo ou defender-se.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Diante disso, de acordo com o art. 98, do NCPC, toda pessoa que se encontrar em situa\u00e7\u00e3o de <b>insufici\u00eancia de recursos para pagar custas, despesas processuais e honor\u00e1rios ter\u00e1 direito \u00e0 gratuidade de Justi\u00e7a<\/b>, de acordo com as regras definidas em legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Atualmente, essa norma \u00e9 a Lei n\u00ba 1.050\/1950, que <i>estabelece regras para a concess\u00e3o de assist\u00eancia judici\u00e1ria aos necessitados<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>Esse benef\u00edcio pode ser concedido tanto \u00e0 pessoa natural como \u00e0 pessoa jur\u00eddica<\/b> e abrange as despesas processuais (taxas, selos, despesas com publica\u00e7\u00e3o, honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia, emolumentos etc.).<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Concedido, o benef\u00edcio a<b> parte permanecer\u00e1 respons\u00e1vel, mas a exigibilidade ficar\u00e1 suspensa at\u00e9 que a parte tenha condi\u00e7\u00f5es financeiras de arcar com as despesas do processo.<\/b><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Assim, no momento em que ela passar a ter condi\u00e7\u00f5es, dever\u00e1 arcar com tais custos. Esse efeito suspensivo n\u00e3o \u00e9 eterno, prev\u00ea o \u00a73\u00ba do art. 98 que <u>a exigibilidade ficar\u00e1 suspensa pelo prazo de 5 anos<\/u>. Passado esse per\u00edodo, o cr\u00e9dito deixa de ser exig\u00edvel, prescreve.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s multas aplicadas, n\u00e3o h\u00e1 suspens\u00e3o da exigibilidade. A multa ser\u00e1 exig\u00edvel de imediato, a partir da decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">No que diz respeito ao requerimento, quando envolver <b>pessoa natural<\/b>, \u00e9 <u>desnecess\u00e1rio qualquer comprova\u00e7\u00e3o para solicitar a gratuidade<\/u>. Em nome da lealdade e da boa-f\u00e9 objetiva que informa o processo civil, acredita-se que a parte est\u00e1 manifestando-se de forma verdadeira.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Quando o pedido envolver, entretanto, <b>pessoa jur\u00eddica<\/b>, a parte <u>dever\u00e1 informar a realidade financeira da empresa nos Autos<\/u>.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A presun\u00e7\u00e3o de veracidade em face da alega\u00e7\u00e3o da pessoa natural n\u00e3o \u00e9 absoluta. Trata-se de presun\u00e7\u00e3o relativa. A parte contr\u00e1ria poder\u00e1 impugnar a alega\u00e7\u00e3o e o magistrado, \u00e0 luz de provas ou de elementos produzidos nos Autos, poder\u00e1 indeferir o requerimento.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s an\u00e1lise e deferimento do requerimento de gratuidade da Justi\u00e7a, a parte contr\u00e1ria ter\u00e1 prazo de <span style=\"color: #ff0000;\"><b>15 dias<\/b><\/span> para apresentar <b>impugna\u00e7\u00e3o<\/b>. Essa impugna\u00e7\u00e3o deve ser ofertada:<\/p>\n<ul style=\"list-style-type: square; text-align: justify;\">\n<li class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">nas contrarraz\u00f5es, se o requerimento constar da peti\u00e7\u00e3o inicial (formulado pela parte autora);<\/span><\/li>\n<li class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">na r\u00e9plica, se o requerimento constar das contrarraz\u00f5es (formulado pelo r\u00e9u);<\/span><\/li>\n<li class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">nas contrarraz\u00f5es de recurso, se o requerimento constar do recurso (por qualquer das partes); e<\/span><\/li>\n<li class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">por peti\u00e7\u00e3o simples, se se tratar de incapacidade superveniente ou de terceiro.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O art. 101, por sua vez, estabelece que, contra a decis\u00e3o que indeferir a gratuidade de justi\u00e7a, ou que acolher a impugna\u00e7\u00e3o, revogando-a, caber\u00e1 agravo de instrumento, exceto se a mat\u00e9ria for decidida em senten\u00e7a, caso em que ser\u00e1 cab\u00edvel apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">No caso de deferimento do benef\u00edcio, n\u00e3o caber\u00e1 agravo de instrumento. A parte contr\u00e1ria, independentemente de a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria poder\u00e1 apenas requerer a revoga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio em preliminar de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Na Lei 1.051\/1950, como havia previs\u00e3o do incidente espec\u00edfico para impugna\u00e7\u00e3o ao benef\u00edcio concedido, da decis\u00e3o o recurso cab\u00edvel era a apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Logo, a d\u00favida que estabeleceu \u00e9 a seguinte, se houve forma\u00e7\u00e3o do incidente, dado que \u00e0 \u00e9poca vigia o CPC73 combinado com a Lei 1.050\/1950, mas a decis\u00e3o se deu \u00e0 luz do NCPC, que prev\u00ea o agravo de instrumento contra decis\u00e3o que revoga o benef\u00edcio, qual a esp\u00e9cie recursal correta?<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O STJ entendeu, por aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do <i>tempus regit actum<\/i> que o recurso de agravo de instrumento \u00e9 o cab\u00edvel.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>c) Quest\u00e3o de prova<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Veja como o assunto poderia ser cobrado em provas:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>Eventual incidente formulado para impugnar a concess\u00e3o da gratuidade de justifica ajuizado \u00e0 luz do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, cuja decis\u00e3o foi prolatada sob a vig\u00eancia do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, fica sujeito ao recurso de agravo de instrumento em raz\u00e3o do princ\u00edpio do tempus regit actum.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b><span style=\"color: #0b5294;\">Correta <\/span>a assertiva.<\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">2.3.2 &#8211; REsp 1.691.748-PR<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. IMPUGNA\u00c7\u00c3O AO CUMPRIMENTO DE SENTEN\u00c7A. NEGATIVA DE PRESTA\u00c7\u00c3O JURISDICIONAL. S\u00daMULA N\u00ba 284\/STF.&nbsp;<\/i><i>ASTREINTES. VALOR. ALTERA\u00c7\u00c3O. POSSIBILIDADE. PRECLUS\u00c3O.&nbsp;<\/i><i>INEXIST\u00caNCIA. OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER. DESCUMPRIMENTO. JUSTA CAUSA.&nbsp;<\/i><i>VERIFICA\u00c7\u00c3O. NECESSIDADE. MULTA DO ART. 475-J DO CPC\/1973.&nbsp;<\/i><i>INAPLICABILIDADE. T\u00cdTULO JUDICIAL IL\u00cdQUIDO. PENHORA. SEGURO GARANTIA JUDICIAL. INDICA\u00c7\u00c3O. POSSIBILIDADE. EQUIPARA\u00c7\u00c3O A DINHEIRO.&nbsp;<\/i><i>PRINC\u00cdPIO DA MENOR ONEROSIDADE PARA O DEVEDOR E PRINC\u00cdPIO DA M\u00c1XIMA EFIC\u00c1CIA DA EXECU\u00c7\u00c3O PARA O CREDOR. COMPATIBILIZA\u00c7\u00c3O. PROTE\u00c7\u00c3O \u00c0S DUAS PARTES DO PROCESSO.<br \/>\n<\/i><i>1. Recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o publicado na vig\u00eancia do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos n\u00bas 2 e 3\/STJ).<br \/>\n<\/i><i>2. <b>A alega\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica da suposta<\/b> viola\u00e7\u00e3o do art. 1.022, II, do CPC\/2015, sem especifica\u00e7\u00e3o das teses que teriam restado omissas pelo ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, atrai a incid\u00eancia da S\u00famula n\u00ba 284\/STF.<br \/>\n<\/i><i>3. <b>A decis\u00e3o que arbitra astreintes<\/b>, instrumento de coer\u00e7\u00e3o indireta ao cumprimento do julgado, n\u00e3o faz coisa julgada material, podendo, por isso mesmo, ser modificada, a requerimento da parte ou de of\u00edcio, seja para aumentar ou diminuir o valor da multa ou, ainda, para suprimi-la. Precedentes.<br \/>\n<\/i><i>4. Nos termos do art. 537 do CPC\/2015, a altera\u00e7\u00e3o do valor da multa cominat\u00f3ria pode ser dar <b>quando se revelar insuficiente ou excessivo<\/b> para compelir o devedor a cumprir o julgado, ou caso se <b>demonstrar o cumprimento parcial superveniente da obriga\u00e7\u00e3o ou a justa causa para o seu descumprimento<\/b>. Necessidade, na hip\u00f3tese, de o magistrado de primeiro grau apreciar a alega\u00e7\u00e3o de impossibilidade de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer conforme o comando judicial antes de ser feito novo c\u00e1lculo pela Contadoria Judicial.<br \/>\n<\/i><i>5. N\u00e3o h\u00e1 como aplicar, na fase de cumprimento de senten\u00e7a, a multa de 10% (dez por cento) prevista no art. 475-J do CPC\/1973 (atual art. 523, \u00a7 1\u00ba, do CPC\/2015) se a condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o se revestir da liquidez necess\u00e1ria ao seu cumprimento espont\u00e2neo.<br \/>\n<\/i><i>6. Configurada a iliquidez do t\u00edtulo judicial exequendo (perdas e danos e astreintes), <b>revela-se prematura a imposi\u00e7\u00e3o da multa<\/b> do art. 475-J do CPC\/1973, sendo de rigor o seu afastamento.<br \/>\n<\/i><i>7. <b>O CPC\/2015 (art. 835, \u00a7 2\u00ba) equiparou, para fins de substitui\u00e7\u00e3o da penhora, a dinheiro a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial, desde que em valor n\u00e3o inferior ao do d\u00e9bito constante da inicial da execu\u00e7\u00e3o, acrescido de 30% (trinta por cento)<\/b>.<br \/>\n<\/i><i>8. O seguro garantia judicial, esp\u00e9cie de seguro de danos, garante o pagamento de valor correspondente aos dep\u00f3sitos judiciais que o tomador (potencial devedor) necessite realizar no tr\u00e2mite de processos judiciais, inclu\u00eddas multas e indeniza\u00e7\u00f5es. A cobertura ter\u00e1 efeito depois de transitada em julgado a decis\u00e3o ou o acordo judicial favor\u00e1vel ao segurado (potencial credor de obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria sub judice) e sua vig\u00eancia dever\u00e1 vigorar at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es do tomador (Circular SUSEP n\u00ba 477\/2013). A renova\u00e7\u00e3o da ap\u00f3lice, a princ\u00edpio autom\u00e1tica, somente n\u00e3o ocorrer\u00e1 se n\u00e3o houver mais risco a ser coberto ou se apresentada nova garantia.<br \/>\n<\/i><i>9. No cumprimento de senten\u00e7a,<b> a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es mais eficientes sob o prisma da an\u00e1lise econ\u00f4mica do direito<\/b>, visto que reduzem os efeitos prejudiciais da penhora ao desonerar os ativos de sociedades empres\u00e1rias submetidas ao processo de execu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de assegurar, com efici\u00eancia equiparada ao dinheiro, que o exequente receber\u00e1 a soma pretendida quando obter \u00eaxito ao final da demanda.<br \/>\n<\/i><i>10. Dentro do sistema de execu\u00e7\u00e3o, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial produzem os<b> mesmos efeitos jur\u00eddicos que o dinheiro<\/b> para fins de garantir o ju\u00edzo, n\u00e3o podendo o exequente rejeitar a indica\u00e7\u00e3o, salvo por insufici\u00eancia, defeito formal ou inidoneidade da salvaguarda oferecida.<br \/>\n<\/i><i>11. Por serem automaticamente convers\u00edveis em dinheiro ao final do feito executivo, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial acarretam a harmoniza\u00e7\u00e3o entre o princ\u00edpio da m\u00e1xima efic\u00e1cia da execu\u00e7\u00e3o para o credor e o princ\u00edpio da menor onerosidade para o executado, a aprimorar consideravelmente as bases do sistema de penhora judicial e a ordem de grada\u00e7\u00e3o legal de bens penhor\u00e1veis, conferindo maior proporcionalidade aos meios de satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito ao exequente.<br \/>\n<\/i><i>12. No caso, ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o dos valores a serem pagos a t\u00edtulo de perdas e danos e de astreintes, nova penhora poder\u00e1 ser feita, devendo ser autorizado, nesse instante, o oferecimento de seguro garantia judicial pelo devedor, desde que cubra a integralidade do d\u00e9bito e contenha o acr\u00e9scimo de 30% (trinta por cento), pois, com a entrada em vigor do CPC\/2015, equiparou-se a dinheiro.<br \/>\n<\/i><i>13. N\u00e3o evidenciado o car\u00e1ter protelat\u00f3rio dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, imp\u00f5e-se a inaplicabilidade da multa prevista no \u00a7 2\u00ba do art. 1.026 do CPC\/2015. Incid\u00eancia da S\u00famula n\u00ba 98\/STJ.<br \/>\n<\/i><i>14. Recurso especial provido.<br \/>\n<\/i><i>(REsp 1691748\/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 07\/11\/2017, DJe 17\/11\/2017)<\/i><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios pelo Prof. Ricardo Torques<\/b><\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Neste precedente s\u00e3o discutidas duas quest\u00f5es processuais interessantes.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A primeira delas envolve a natureza da multa coercitiva (astreintes) aplicada. A decis\u00e3o que fixa as astreintes transita em julgado? \u00c9 poss\u00edvel fix\u00e1-la a partir de senten\u00e7a il\u00edquida? Veremos que ambos os questionamentos devem ser respondidos de forma negativa.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A outra quest\u00e3o envolve a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o da fian\u00e7a banc\u00e1ria e do seguro garantia para fins de substitui\u00e7\u00e3o de penhora em procedimentos executivos.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A fian\u00e7a banc\u00e1ria \u00e9 uma esp\u00e9cie de contrato por interm\u00e9dio do qual o banco, na qualidade de fiador, garante o cumprimento de uma obriga\u00e7\u00e3o do seu cliente, o afian\u00e7ado.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O seguro garantia judicial \u00e9 modalidade de contrato de seguro, por interm\u00e9dio do qual o potencial devedor contrata servi\u00e7o a fim de garantir o pagamento dos valores necess\u00e1rios no tr\u00e2mite de determinado processo judicial.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Diante disso, questionou-se se a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial poderiam ser utilizados para substituir dinheiro em penhoras judiciais. O entendimento da terceira turma do STJ admitiu a substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O Novo CPC, no cumprimento de senten\u00e7a que reconhe\u00e7a a exigibilidade de obriga\u00e7\u00e3o de fazer, de n\u00e3o fazer ou de entregar coisa, prev\u00ea expressamente a possibilidade de fixa\u00e7\u00e3o de multa coercitiva como forma de compelir o devedor a satisfazer o cr\u00e9dito do exequente. Trata-se de press\u00e3o psicol\u00f3gica para que o devedor cumpra a presta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A multa que pode ser fixada de of\u00edcio pelo juiz ou a requerimento da parte em valor suficiente e compat\u00edvel com a obriga\u00e7\u00e3o. Uma vez fixada, a multa poder\u00e1 ser reduzida, caso excessiva ou aumentada, caso insuficiente. Al\u00e9m disso, \u00e9 admiss\u00edvel a exclus\u00e3o na hip\u00f3tese de cumprimento superveniente, ainda que parcial, ou justa causa. Em rela\u00e7\u00e3o ao cumprimento parcial, a doutrina refere que o mais correto \u00e9 readequar o valor da multa, n\u00e3o exclus\u00e3o total da multa propriamente.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Portanto, devido \u00e0 natureza da multa coercitiva, que assumir\u00e1 varia\u00e7\u00f5es a depender do fluxo da execu\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o transita em julgado. N\u00e3o h\u00e1 se falar em imutabilidade da multa fixada.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, \u00e9 pressuposto para aplica\u00e7\u00e3o da multa coercitiva a liquidez configurando-se prematura a aplica\u00e7\u00e3o de multa caso il\u00edquido o t\u00edtulo judicial exequendo.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, discute-se a possibilidade de substitui\u00e7\u00e3o de penhora de dinheiro por fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia judicial.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Primeiramente cumpre destacar que, \u00e0 luz do NCPC, a previs\u00e3o \u00e9 legal:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>\u00a7 2<sup><u>o<\/u><\/sup>&nbsp;Para fins de <u><b>substitui\u00e7\u00e3o da penhora<\/b><\/u>, <b>equiparam-se a dinheiro<\/b> a <u>fian\u00e7a banc\u00e1ria<\/u> e o <u>seguro garantia judicial<\/u>, desde que em valor <\/i><span style=\"color: #ff0000;\"><b>N\u00c3O <\/b><\/span><i><u>inferior ao do d\u00e9bito constante da inicial, acrescido de trinta por cento<\/u>.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Note, entretanto, que h\u00e1 uma exig\u00eancia adicional. Tanto no caso de fian\u00e7a banc\u00e1ria como no caso de seguro garantia judicial o valor dos respectivos t\u00edtulos deve superar em 30% o montante global devido. <i>Por exemplo, se o d\u00e9bito \u00e9 de R$ 100.000,00 esses contratos devem superar os R$ 130.000,00.<\/i><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, de acordo com a terceira turma da Corte Superior, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial constituem op\u00e7\u00f5es eficientes sob o prisma da an\u00e1lise econ\u00f4mica do direito, de modo reduzir eventuais efeitos prejudiciais da penhora, na medida em que desonera os ativos de sociedades empres\u00e1rias que estejam submetidas \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, a substitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o altera a condi\u00e7\u00e3o do credor, dado que a efic\u00e1cia tanto da fian\u00e7a banc\u00e1ria como do seguro garantia judicial \u00e9 equivalente ao dinheiro, de modo que o exequente receber\u00e1 a soma pretendida. Segundo o STJ, \u201c<i>por serem automaticamente convers\u00edveis em dinheiro ao final do feito executivo, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial acarretam a harmoniza\u00e7\u00e3o entre o princ\u00edpio da m\u00e1xima efic\u00e1cia da execu\u00e7\u00e3o para o credor e o princ\u00edpio da menor onerosidade para o executado<\/i>\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>c) Quest\u00e3o de prova<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Em provas, seria perfeitamente fact\u00edvel a seguinte assertiva:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>De acordo com o STJ, por serem automaticamente convers\u00edveis em dinheiro ao final do feito executivo, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial acarretam a harmoniza\u00e7\u00e3o entre o princ\u00edpio da m\u00e1xima efic\u00e1cia da execu\u00e7\u00e3o para o credor e o princ\u00edpio da menor onerosidade para o executado.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">2.3.3 &#8211; REsp 1.279.586-PR<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>RECURSO ESPECIAL. VIOLA\u00c7\u00c3O AO ART. 535 DO CPC\/1973. A\u00c7\u00c3O CIVIL P\u00daBLICA. PETI\u00c7\u00c3O INICIAL INEPTA. PEDIDO GEN\u00c9RICO. EMENDA AP\u00d3S A CONSTATA\u00c7\u00c3O. A\u00c7\u00d5ES INDIVIDUAIS. JURISPRUD\u00caNCIA VACILANTE. A\u00c7\u00d5ES COLETIVAS. POSSIBILIDADE. PRINC\u00cdPIO DA EFETIVIDADE. INSTRUMENTO DE ELIMINA\u00c7\u00c3O DA LITIGIOSIDADE DE MASSA.<br \/>\n<\/i><i>1. N\u00e3o h\u00e1 falar em ofensa ao art. 535 do CPC\/1973, se a mat\u00e9ria em exame foi devidamente enfrentada pelo Tribunal de origem, que emitiu pronunciamento de forma fundamentada, ainda que em sentido contr\u00e1rio \u00e0 pretens\u00e3o da parte recorrente.<br \/>\n<\/i><i>2. No que se refere \u00e0s a\u00e7\u00f5es individuais, <b>a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a diverge<\/b> sobre <u><b>a possibilidade de, ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o, emendar-se a peti\u00e7\u00e3o inicial<\/b><\/u>, quando <u>detectados defeitos e irregularidades relacionados ao pedido, num momento entendendo pela extin\u00e7\u00e3o do processo, sem julgamento do m\u00e9rito<\/u> (REsp 650.936\/RJ, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 21\/3\/2006, DJ 10\/5\/2006) em outro, afirmando a possibilidade da determina\u00e7\u00e3o judicial de emenda \u00e0 inicial, mesmo ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o do r\u00e9u (REsp 1229296\/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 10\/11\/2016, DJe 18\/11\/2016).<br \/>\n<\/i><i>3. A a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica \u00e9 instrumento processual de ordem constitucional, destinado \u00e0 defesa de interesses transindividuais, difusos, coletivos ou individuais homog\u00eaneos e a relev\u00e2ncia dos interesses tutelados, de natureza social, imprime ao direito processual civil, na tutela destes bens, a ado\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios distintos dos adotados pelo C\u00f3digo de Processo Civil, tais como o da efetividade.<br \/>\n<\/i><i>4. O <b>princ\u00edpio da efetividade<\/b> est\u00e1 intimamente <u>ligado ao valor social e deve ser utilizado<\/u> pelo juiz da causa para abrandar os rigores da intelec\u00e7\u00e3o vinculada exclusivamente ao C\u00f3digo de Processo Civil &#8211; desconsiderando as especificidades do microssistema regente das a\u00e7\u00f5es civis -, dado seu escopo de servir \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios de car\u00e1ter individual.<br \/>\n<\/i><i>5. Deveras, a a\u00e7\u00e3o civil constitui <b>instrumento de elimina\u00e7\u00e3o da litigiosidade de massa<\/b>, capaz de dissipar infindos processos individuais, evitando, ademais, <b>a exist\u00eancia de diversidade de entendimentos sobre o mesmo caso<\/b>, possuindo, ademais, expressivo papel no <b>aperfei\u00e7oamento da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, diante de sua voca\u00e7\u00e3o inata de proteger um n\u00famero elevado de pessoas mediante um \u00fanico processo<\/b>.<br \/>\n<\/i><i>6. A <b>orienta\u00e7\u00e3o que recomenda o suprimento de eventual irregularidade na instru\u00e7\u00e3o da exordial<\/b> por meio de dilig\u00eancia consistente em sua emenda, <b>prestigia a fun\u00e7\u00e3o instrumental do processo<\/b>, segundo a qual a forma deve servir ao processo e a consecu\u00e7\u00e3o de seu fim. <u>A t\u00e9cnica processual deve ser observada n\u00e3o como um fim em si mesmo, mas para possibilitar que os objetivos, em fun\u00e7\u00e3o dos quais ela se justifica, sejam alcan\u00e7ados<\/u>.<br \/>\n<\/i><i>7. Recurso especial a que se nega provimento.<br \/>\n<\/i><i>(REsp 1279586\/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, QUARTA TURMA, julgado em 03\/10\/2017, DJe 17\/11\/2017)<\/i><\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Coment\u00e1rios pelo Prof. Ricardo Torques<\/b><\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>a) Apresenta\u00e7\u00e3o resumida do caso<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Neste precedente, o STJ discute tema relevante para o estudo do Direito Processual Civil atual.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Em um primeiro retrata-se momento retrata-se a diverg\u00eancia da Corte em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial, pelo n\u00e3o preenchimento dos requisitos exigidos, ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o. Afinal, \u00e9 caso de extin\u00e7\u00e3o do processo sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito ou seria admiss\u00edvel a emenda mesmo ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o da defesa pela parte contr\u00e1ria?<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o obstante a diverg\u00eancia, neste precedente a Corte se posicionou no sentido de prestigiar a finalidade instrumental do processo e, portanto, permitiu \u00e0 parte retificar o defeito processual.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Diante disso, vamos explorar alguns conceitos importantes para concurso p\u00fablico dentro dos temas citados.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>b) Conte\u00fado te\u00f3rico pertinente<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O art. 321 do NCPC prev\u00ea:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>Art. 321. O juiz, ao verificar que a peti\u00e7\u00e3o inicial n\u00e3o preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de m\u00e9rito, determinar\u00e1 que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precis\u00e3o o que deve ser corrigido ou completado.<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Os arts. 319 e 320, ambos do NCPC, arrolam os requisitos da peti\u00e7\u00e3o inicial, que devem ser observados pela parte demandante. N\u00e3o preenchidos de forma adequada esses requisitos, o juiz dever\u00e1 facultar \u00e0 parte a possibilidade de sanar os defeitos e irregularidades que possam dificultar o julgamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Diante disso, a ordem natural do procedimento \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o da inicial, com eventuais emendas provocadas pelo juiz. Ap\u00f3s, cita-se o r\u00e9u para participar da audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o e de media\u00e7\u00e3o, como regra. Em seguida, infrut\u00edfera a audi\u00eancia, temos a intima\u00e7\u00e3o do r\u00e9u para que apresente a contesta\u00e7\u00e3o e, eventualmente, a reconven\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o, ado\u00e7\u00e3o das provid\u00eancias preliminares, temos o saneamento do processo.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">E se eventualmente com a contesta\u00e7\u00e3o o r\u00e9u apontar algum defeito ou irregularidade no procedimento? Que atitude dever\u00e1 tomar o magistrado?<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 divergente.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">No REsp 650.936\/RJ, a 2\u00aa Turma pela impossibilidade de emenda \u00e0 inicial. Confira a ementa do precedente:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><i>PROCESSO CIVIL \u2013 PETI\u00c7\u00c3O INICIAL DEFEITUOSA \u2013 EMENDA \u00c0 INICIAL \u2013 POSSIBILIDADE.<br \/>\n<\/i><i>1. A peti\u00e7\u00e3o inicial foi formulada sem dela constar pedido certo e causa de pedir clara e precisa, defeito reconhecido pela pr\u00f3pria recorrente 2. Controv\u00e9rsia na interpreta\u00e7\u00e3o do art. 284 do CPC no sentido de permitir-se a emenda \u00e0 inicial a qualquer tempo, at\u00e9 em sede de recurso.<br \/>\n<\/i><i>3. Corrente majorit\u00e1ria no sentido de s\u00f3 admitir a emenda at\u00e9 a contesta\u00e7\u00e3o, exclusive.<br \/>\n<\/i><i>4. Recurso especial conhecido e improvido.<br \/>\n<\/i><i>(REsp 650.936\/RJ, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 21\/03\/2006, DJ 10\/05\/2006, p. 174)<\/i><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Logo, admitir-se-ia a emenda at\u00e9 apresenta\u00e7\u00e3o da contesta\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s, necess\u00e1rio o julgamento sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">No REsp 1.229.296\/SP, a 4\u00aa Turma entendeu que a emenda \u00e0 inicial ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>RECURSO ESPECIAL &#8211; A\u00c7\u00c3O MONIT\u00d3RIA &#8211; PROCED\u00caNCIA EM PRIMEIRA INST\u00c2NCIA &#8211; EXTIN\u00c7\u00c3O POR IN\u00c9PCIA DA PETI\u00c7\u00c3O INICIAL PELO TRIBUNAL A QUO &#8211; AUS\u00caNCIA DE INTIMA\u00c7\u00c3O DO AUTOR PARA SUPRIR A FALTA DOCUMENTAL &#8211; OFENSA \u00c0 NORMA PROCESSUAL VERIFICADA &#8211; RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO.<\/em><br \/>\n<em>Hip\u00f3tese: Cinge-se a controv\u00e9rsia a decidir se o ac\u00f3rd\u00e3o que reforma a senten\u00e7a &#8211; que julgou procedente a a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria &#8211; para extinguir o processo por in\u00e9pcia da inicial, sem intimar o autor para suprir a falta de documentos, ofende a legisla\u00e7\u00e3o processual.<\/em><br \/>\n<em>1. Para o acolhimento do apelo extremo, no sentido de afirmar se s\u00e3o suficientes os documentos que instru\u00edram a a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, seria imprescind\u00edvel derruir a afirma\u00e7\u00e3o contida no decisum atacado, o que, for\u00e7osamente, enseja em rediscuss\u00e3o da mat\u00e9ria f\u00e1tica-probat\u00f3ria, atraindo o \u00f3bice da S\u00famula 7 do STJ.<\/em><br \/>\n<em>Inconformismo, nesta parte, n\u00e3o acolhido.<\/em><br \/>\n<em>2. Ofende o art. 284 do CPC\/1973 (art. 321, CPC\/2015), o ac\u00f3rd\u00e3o que reforma senten\u00e7a de proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o e declara extinto o processo, por in\u00e9pcia da peti\u00e7\u00e3o inicial, sem intimar o autor e lhe conferir a oportunidade para suprir a falha.<\/em><br \/>\n<em>3. O fato de a emenda \u00e0 inicial ter se dado ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o do feito, por si s\u00f3, n\u00e3o inviabiliza a ado\u00e7\u00e3o da dilig\u00eancia corretiva prevista no art. 284 do CPC\/1973. (AgRg no AREsp 196.345\/SP, Rel.&nbsp;<\/em><em>Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, DJe 04\/02\/2014).<\/em><br \/>\n<em>4. Recurso especial parcialmente provido.<\/em><br \/>\n<em>(REsp 1229296\/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 10\/11\/2016, DJe 18\/11\/2016)<\/em><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">O segundo entendimento, prevaleceu neste precedente. Esse \u00e9 o entendimento a prevalecer, uma vez que, prestigia a fun\u00e7\u00e3o instrumental do processo, dado que o processo n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo, mas t\u00e9cnica para resolu\u00e7\u00e3o de conflitos de direito material.<\/p>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><b>c) Quest\u00e3o de prova<\/b><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">Em provas podemos ter a seguinte assertiva:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">A fim de atender \u00e0 instrumentalidade do processo, mesmo ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o da parte r\u00e9, admite-se a emenda \u00e0 peti\u00e7\u00e3o inicial, segundo entendimento do STJ.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0b5294;\"><b>Correta<\/b><\/span> a assertiva.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">3 Informativo STJ 615<\/h1>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">3.1 &#8211; Recursos Repetitivos<\/h2>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">3.1.1 &#8211; Direito Administrativo<\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\"> REsp 1.487.139-PR<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 3654px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"99\"\/>\n<col width=\"536\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px; text-align: justify;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.487.139-PR, Rel. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 08\/11\/2017, DJe 21\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO ADMINISTRATIVO<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria. Curso normal superior. Programa Especial de Capacita\u00e7\u00e3o de Docentes. Credenciamento. Entes federados. Atribui\u00e7\u00e3o. Expedi\u00e7\u00e3o de diploma aos alunos. Aus\u00eancia. Responsabilidade civil e administrativa da Uni\u00e3o e do Estado do Paran\u00e1.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Havendo o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o expedido parecer p\u00fablico e direcionado ao Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 sobre a regularidade do Programa Especial de Capacita\u00e7\u00e3o de Docentes, executado pela Funda\u00e7\u00e3o Faculdade Vizinhan\u00e7a Vale do Igua\u00e7u, a sua desconstitui\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o pelo pr\u00f3prio Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o ou mesmo a sua n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o autorizam a tese de que a Uni\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel, civil e administrativamente, e de forma exclusiva, pelo registro dos diplomas e pela consequente indeniza\u00e7\u00e3o aos alunos que detinham v\u00ednculo formal como professores perante institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, diante dos danos causados.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O objeto do debate diz respeito \u00e0 responsabilidade solid\u00e1ria, civil e administrativa, da Uni\u00e3o e do Estado do Paran\u00e1, pela aus\u00eancia de credenciamento de institui\u00e7\u00e3o de ensino superior como condi\u00e7\u00e3o para expedi\u00e7\u00e3o de diploma a estudantes de curso normal superior, na modalidade semipresencial, em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es distintas, quais sejam: a) a dos professores que conclu\u00edram o curso e que detinham v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada; b) a dos professores que perfizeram o curso, mas que n\u00e3o tinham v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, enquadrando-se como volunt\u00e1rios ou detentores de v\u00ednculos prec\u00e1rios de trabalho; e c) a dos denominados &#8220;estagi\u00e1rios&#8221;. No que concerne \u00e0 primeira situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica, deve-se ressaltar, de in\u00edcio, que a Lei n. 9.394\/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional &#8211; LDB), em seu art. 62, estabeleceu a necessidade de n\u00edvel superior, em curso de licenciatura, de gradua\u00e7\u00e3o plena, na forma\u00e7\u00e3o de docentes para atuar na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de ensino. O art. 80 da referida legisla\u00e7\u00e3o, por sua vez, disp\u00f4s que &#8220;<i>o Poder P\u00fablico incentivar\u00e1 o desenvolvimento e a veicula\u00e7\u00e3o de programas de ensino a dist\u00e2ncia, em todos os n\u00edveis e modalidades de ensino, e de educa\u00e7\u00e3o continuada<\/i>&#8220;, ressaltando, nos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, que a Uni\u00e3o seria respons\u00e1vel pelo credenciamento das institui\u00e7\u00f5es prestadoras da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, bem como pela regulamenta\u00e7\u00e3o dos respectivos exames e registro de diplomas. Como regra de transi\u00e7\u00e3o, a LDB disp\u00f4s no art. 87, \u00a7 3\u00ba, III, que os entes federativos deveriam realizar programas de capacita\u00e7\u00e3o para todos os professores em exerc\u00edcio, inclusive utilizando os recursos do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia. Vale ressaltar que, al\u00e9m de n\u00e3o restringir o universo dos destinat\u00e1rios da norma de transi\u00e7\u00e3o (p.ex., &#8216;professores com v\u00ednculo empregat\u00edcio devidamente comprovado&#8217;), o dispositivo n\u00e3o referiu \u00e0 necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o federal para as modalidades n\u00e3o presenciais. E era razo\u00e1vel que assim n\u00e3o o fizesse \u00e0 \u00e9poca, haja vista a urg\u00eancia na qualifica\u00e7\u00e3o de um n\u00famero significativo de profissionais em todo o territ\u00f3rio nacional, at\u00e9 o final da &#8216;D\u00e9cada da Educa\u00e7\u00e3o&#8217;, cujas metas foram delineadas pela Lei n. 10.172\/2001 &#8211; conhecida como Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, \u00e9 perfeitamente defens\u00e1vel a tese de que o art. 87 da Lei n. 9.394\/1996 atribuiu compet\u00eancia ao Estado do Paran\u00e1 (e a Uni\u00e3o, apenas supletivamente) &#8211; ainda que em car\u00e1ter transit\u00f3rio e com fim espec\u00edfico &#8211; para credenciar institui\u00e7\u00f5es de ensino para realiza\u00e7\u00e3o de programas de capacita\u00e7\u00e3o de docentes (e n\u00e3o um curso de forma\u00e7\u00e3o regular e permanente), inclusive na modalidade semipresencial, em conson\u00e2ncia com as metas estabelecidas pela Lei n. 10.172\/2001. Ante o panorama legal tra\u00e7ado, mostra-se temer\u00e1ria a conduta adotada pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, que, em um curto espa\u00e7o de tempo (de 1\u00ba\/02\/2006 a 11\/04\/2007) e j\u00e1 pr\u00f3ximo do exaurimento da efic\u00e1cia da norma transit\u00f3ria do art. 87 da LDB, emitiu tr\u00eas pareceres distintos, ora admitindo a regularidade ora reconhecendo a irregularidade do Programa Especial de Capacita\u00e7\u00e3o de Docentes executado pela faculdade recorrida (Pareceres CNE\/CES n.\u00bas 14\/2006, 290\/2006 e 193\/2007), com repercuss\u00e3o extremamente negativa para uma gama imensa de alunos e institui\u00e7\u00f5es envolvidas. Dessa forma &#8211; e considerando tratar-se de caso t\u00edpico a se invocar a aplicabilidade do princ\u00edpio da confian\u00e7a, traduzido na boa-f\u00e9 que os administrados e outros destinat\u00e1rios depositam nos atos praticados pelos agentes p\u00fablicos &#8211; n\u00e3o h\u00e1 falar-se em ato il\u00edcito por parte da institui\u00e7\u00e3o credenciada, tampouco do referido Estado da Federa\u00e7\u00e3o &#8211; o que culmina na responsabilidade exclusiva da Uni\u00e3o para a hip\u00f3tese analisada.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px; text-align: center;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.487.139-PR, Rel. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 08\/11\/2017, DJe 21\/11\/2017 <\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px; text-align: center;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO ADMINISTRATIVO<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria. Curso normal superior. Programa especial de capacita\u00e7\u00e3o de docentes. Credenciamento. Entes federados. Atribui\u00e7\u00e3o. Expedi\u00e7\u00e3o de diploma aos alunos. Aus\u00eancia. Responsabilidade civil e administrativa da Uni\u00e3o e do Estado do Paran\u00e1.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Havendo o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o expedido parecer p\u00fablico sobre a regularidade do Programa Especial de Capacita\u00e7\u00e3o de Docentes executado pela Funda\u00e7\u00e3o Faculdade Vizinhan\u00e7a Vale do Igua\u00e7u e direcionado ao Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1, o qual j\u00e1 havia possibilitado o ingresso anterior dos alunos sem v\u00ednculo formal como professor de institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada (Portaria n. 93\/2002 do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1), a sua desconstitui\u00e7\u00e3o e\/ou revoga\u00e7\u00e3o posterior, pelo pr\u00f3prio Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, ou mesmo a sua n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o, pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o ou, ainda, pelo Parecer n. 193\/2007 do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1, autorizam a tese de que a Uni\u00e3o e o Estado do Paran\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis, civil e administrativamente, e de forma solid\u00e1ria, pelo registro dos diplomas e pela consequente indeniza\u00e7\u00e3o aos alunos que detinham v\u00ednculo apenas prec\u00e1rio perante institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, diante dos danos causados. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O objeto do debate diz respeito \u00e0 responsabilidade solid\u00e1ria, civil e administrativa, da Uni\u00e3o e do Estado do Paran\u00e1, pela aus\u00eancia de credenciamento de institui\u00e7\u00e3o de ensino superior como condi\u00e7\u00e3o para expedi\u00e7\u00e3o de diploma a estudantes de curso normal superior, na modalidade semipresencial, em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es distintas, quais sejam: a) a dos professores que conclu\u00edram o curso e que detinham v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada; b) a dos professores que perfizeram o curso, mas que n\u00e3o tinham v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, enquadrando-se como volunt\u00e1rios ou detentores de v\u00ednculos prec\u00e1rios de trabalho; e c) a dos denominados &#8220;estagi\u00e1rios&#8221;. Quanto \u00e0 segunda situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica &#8211; al\u00e9m da incid\u00eancia dos fundamentos apresentados na primeira nota informativa &#8211; cabe acrescentar que o art. 87, \u00a7 3\u00ba, III, da Lei n. 9.394\/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional &#8211; LDB), ao dispor acerca da realiza\u00e7\u00e3o dos programas de capacita\u00e7\u00e3o, apenas explicita a express\u00e3o &#8220;professores em exerc\u00edcio&#8221;, n\u00e3o exigindo que se trate de educadores com v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada. Nesse sentido, correta a interpreta\u00e7\u00e3o dada ao dispositivo legal pelo Tribunal de origem, segundo a qual: &#8220;<i>a express\u00e3o legal &#8216;professores em exerc\u00edcio&#8217; n\u00e3o comporta a restri\u00e7\u00e3o que a Uni\u00e3o e o Estado do Paran\u00e1 pretendem estabelecer (exist\u00eancia de v\u00ednculo empregat\u00edcio formal entre o professor e a escola). Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 cr\u00edvel supor que, em toda a extens\u00e3o do territ\u00f3rio estadual, inclusive nas localidades mais distantes (zona rural), todas as escolas &#8211; inclu\u00eddas as de menor porte &#8211; mant\u00eam em seus quadros somente profissionais contratados formalmente, com os pesados encargos legais da\u00ed decorrentes. Se, de fato, havia docentes contratados precariamente, eles tamb\u00e9m devem ser considerados &#8216;professores em exerc\u00edcio&#8217;, para os fins da Lei&#8221;.<\/i> Dessa forma, no caso espec\u00edfico dos professores que n\u00e3o detinham v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, a responsabilidade pelo ato il\u00edcito decorre de condutas praticadas, tanto pela Uni\u00e3o, quanto pelo Estado do Paran\u00e1, em decorr\u00eancia da edi\u00e7\u00e3o (posterior, violadora do princ\u00edpio da boa-f\u00e9 e da confian\u00e7a) do Parecer n. 193\/2007, pelo Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.487.139-PR, Rel. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 08\/11\/2017, DJe 21\/11\/2017 <\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO ADMINISTRATIVO<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 137px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 675px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria. Curso normal superior. Programa especial de capacita\u00e7\u00e3o de docentes. Credenciamento. Entes federados. Atribui\u00e7\u00e3o. Expedi\u00e7\u00e3o de diploma aos alunos. Aus\u00eancia. Responsabilidade civil e administrativa da Uni\u00e3o e do Estado do Paran\u00e1. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Inexistindo ato regulamentar, seja do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, seja do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1, sobre a regularidade do Programa Especial de Capacita\u00e7\u00e3o de Docentes executado pela Funda\u00e7\u00e3o Faculdade Vizinhan\u00e7a Vale do Igua\u00e7u relativamente a alunos estagi\u00e1rios, descabe falar em condena\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o e do Estado do Paran\u00e1, devendo a parte que entender prejudicada postular a indeniza\u00e7\u00e3o em face, t\u00e3o somente, da institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O objeto do debate diz respeito \u00e0 responsabilidade solid\u00e1ria, civil e administrativa, da Uni\u00e3o e do Estado do Paran\u00e1, pela aus\u00eancia de credenciamento de institui\u00e7\u00e3o de ensino superior como condi\u00e7\u00e3o para expedi\u00e7\u00e3o de diploma a estudantes de curso normal superior, na modalidade semipresencial, em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es distintas, quais sejam: a) a dos professores que conclu\u00edram o curso e que detinham v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada; b) a dos professores que perfizeram o curso, mas que n\u00e3o tinham v\u00ednculo formal com institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, enquadrando-se como volunt\u00e1rios ou detentores de v\u00ednculos prec\u00e1rios de trabalho; e c) a dos denominados &#8220;estagi\u00e1rios&#8221;. Em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro ponto controvertido, no que diz respeito \u00e0 responsabilidade exclusiva da institui\u00e7\u00e3o de ensino quanto aos estagi\u00e1rios, n\u00e3o existiu qualquer ato regulamentar expedido, seja pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (ou outro \u00f3rg\u00e3o da Uni\u00e3o), seja pelo Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1, autorizando que o curso funcionasse e permitisse a matr\u00edcula de &#8220;alunos denominados estagi\u00e1rios&#8221;. Dessa forma, nessa situa\u00e7\u00e3o, descabe falar em conduta il\u00edcita dos entes estatais, sendo certo que houve atua\u00e7\u00e3o de ambos, vedando que tal pr\u00e1tica assim ocorresse. Em havendo algum discente que se sinta prejudicado, ter\u00e1 que promover a demanda, exclusivamente, em face da institui\u00e7\u00e3o de ensino que, eventualmente, tenha permitido a matr\u00edcula, ao arrepio de qualquer autoriza\u00e7\u00e3o emitida pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, mesmo que de forma minimamente prec\u00e1ria. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">REsp 1.602.106-PR<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 1120px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"93\"\/>\n<col width=\"542\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 126px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 686px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.602.106-PR, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2017, DJe 22\/11\/2017 <\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 126px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 686px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO AMBIENTAL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 126px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 686px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Responsabilidade civil ambiental. A\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria. Danos extrapatrimoniais. Acidente ambiental. Explos\u00e3o do navio Vicu\u00f1a. Porto de Paranagu\u00e1. Pescadores profissionais. Proibi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de pesca. Empresas adquirentes da carga transportada. Aus\u00eancia de responsabilidade. Nexo de causalidade n\u00e3o configurado. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As empresas adquirentes da carga transportada pelo navio Vicun\u00e3 no momento de sua explos\u00e3o, no Porto de Paranagu\u00e1\/PR, em 15\/11\/2004, n\u00e3o respondem pela repara\u00e7\u00e3o dos danos alegadamente suportados por pescadores da regi\u00e3o atingida, haja vista a aus\u00eancia de nexo causal a ligar tais preju\u00edzos (decorrentes da proibi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da pesca) \u00e0 conduta por elas perpetrada (mera aquisi\u00e7\u00e3o pret\u00e9rita do metanol transportado).<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O cerne da controv\u00e9rsia \u00e9 definir se as empresas adquirentes da carga do navio Vicu\u00f1a podem ser consideradas respons\u00e1veis pelo dano ambiental e, consequentemente, por danos extrapatrimoniais alegadamente suportados por terceiros (pescadores profissionais que se viram impedidos temporariamente de exercer seu labor), em decorr\u00eancia da explos\u00e3o da referida embarca\u00e7\u00e3o na ba\u00eda de Paranagu\u00e1 em 15\/11\/04. De pronto, cumpre destacar a remansosa jurisprud\u00eancia desta Corte no sentido de que, em que pese a responsabilidade por dano ambiental ser objetiva (e lastreada pela teoria do risco integral), faz-se imprescind\u00edvel, para a configura\u00e7\u00e3o do dever de indenizar, a demonstra\u00e7\u00e3o do nexo causal a vincular o resultado lesivo \u00e0 conduta efetivamente perpetrada por seu suposto causador. Nesse ponto, em apertada s\u00edntese, constata-se que as empresas requeridas s\u00e3o meras adquirentes do metanol transportado pelo navio Vicu\u00f1a, n\u00e3o respondendo, assim, pela repara\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos (de ordem material e moral) alegadamente suportados por pescadores profissionais em virtude da proibi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da pesca na regi\u00e3o atingida pela contamina\u00e7\u00e3o ambiental decorrente da explos\u00e3o, em 15\/11\/04, da referida embarca\u00e7\u00e3o. Isso porque, n\u00e3o sendo as adquirentes da carga do referido navio respons\u00e1veis diretas pelo acidente ocorrido, s\u00f3 haveria falar em sua responsabiliza\u00e7\u00e3o &#8211; na condi\u00e7\u00e3o de indiretamente respons\u00e1vel pelo dano ambiental &#8211; caso restasse demonstrada (i) a exist\u00eancia de comportamento omissivo de sua parte; (ii) que o risco de acidentes no transporte mar\u00edtimo fosse \u00ednsito \u00e0 sua atividade ou (iii) que estivesse a seu encargo, e n\u00e3o a encargo da empresa vendedora, a contrata\u00e7\u00e3o do transporte da carga que lhe seria destinada. Sendo certo que nenhuma das mencionadas situa\u00e7\u00f5es se verificou, afasta-se o dever de indenizar, por aus\u00eancia do nexo causal imprescind\u00edvel \u00e0 sua configura\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt;\">3.2 &#8211; 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"> 3.2.1 &#8211; Direito Administrativo<\/span><\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\"> MS 21.750-DF<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 979px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"104\"\/>\n<col width=\"532\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 139px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 673px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>MS 21.750-DF, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2017, DJe 07\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 139px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>D<\/b><\/span><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>O DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 673px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO ADMINISTRATIVO<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 139px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 673px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mandado de seguran\u00e7a. Penalidade aplicada com base na Lei n. 10.520\/2002. Divulga\u00e7\u00e3o no Portal da Transpar\u00eancia gerenciado pela CGU. Cadastro Nacional de Empresas Inid\u00f4neas e Suspensas &#8211; CEIS. Car\u00e1ter informativo.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A divulga\u00e7\u00e3o do Cadastro Nacional de Empresas Inid\u00f4neas e Suspensas &#8211; CEIS pela CGU tem mero car\u00e1ter informativo, n\u00e3o sendo determinante para que os entes federativos impe\u00e7am a participa\u00e7\u00e3o, em licita\u00e7\u00f5es, das empresas ali constantes.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Trata-se de mandando de seguran\u00e7a impetrado com o intuito de suspender o registro no Portal de Transpar\u00eancia da CGU de penalidade administrativa aplicada a empresa com base no art. 7\u00ba da Lei n. 10.520\/2002. Alega a impetrante que a publica\u00e7\u00e3o da penalidade a impediria de participar de processos licitat\u00f3rios em qualquer \u00f3rg\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, ao inv\u00e9s de limitar-se ao \u00e2mbito da unidade federativa em que aplicada a san\u00e7\u00e3o. Inicialmente, verifica-se que, com base no Decreto n. 5.482\/2005, cabe \u00e0 Controladoria-Geral da Uni\u00e3o a ger\u00eancia exclusiva do Portal da Transpar\u00eancia e, juntamente com o Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o, a determina\u00e7\u00e3o de qual o conte\u00fado m\u00ednimo de sua p\u00e1gina. Dentro dessas atribui\u00e7\u00f5es, foi editada pelo Ministro de Estado do Controle e da Transpar\u00eancia, a Portaria 516\/2010, que instituiu o Cadastro Nacional de Empresas Inid\u00f4neas e Suspensas-CEIS, prevendo, em seu art. 6\u00ba, a divulga\u00e7\u00e3o do cadastro por meio do s\u00edtio do Portal da Transpar\u00eancia e, em seu art. 7\u00ba, a possibilidade de celebrar termos de coopera\u00e7\u00e3o com \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Assim, a inclus\u00e3o do nome da impetrante no Portal da Transpar\u00eancia e no Cadastro de Empresas Inid\u00f4neas e Suspensas-CEIS, apenas viabiliza o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o sendo suficiente para causar, de <i>per si<\/i>, qualquer dano, pois o impedimento de contratar e licitar decorre da pr\u00f3pria puni\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da publicidade. Por fim, ressalta-se que caso a parte impetrante esteja sendo indevidamente exclu\u00edda de certames por outros Entes cuja decis\u00e3o n\u00e3o se aplica, dever\u00e1 topicamente buscar a tutela ao Judici\u00e1rio, contra quem de direito, n\u00e3o tendo a mera divulga\u00e7\u00e3o qualquer influ\u00eancia.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt; text-align: justify;\">3.3 &#8211; 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"> 3.3.1 &#8211; Direito Ambiental<\/span><\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">CC 139.197-RS<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 1186px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"93\"\/>\n<col width=\"542\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 127px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 685px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>CC 139.197-RS, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, por unanimidade, julgado em 25\/10\/2017, DJe 09\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 127px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 685px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO AMBIENTAL, DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 127px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 685px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Art. 54, \u00a7 2\u00ba, V da Lei n. 9.605\/98. Polui\u00e7\u00e3o. Des\u00e1gue de esgoto em nascentes localizadas em \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Programa habitacional popular. Fiscaliza\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos pela Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF). Atua\u00e7\u00e3o como mero agente financeiro. Contrato que isenta a CEF de responsabilidade pela higidez da obra. Compet\u00eancia da Justi\u00e7a estadual.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Compete \u00e0 Justi\u00e7a estadual o julgamento de crime ambiental decorrente de constru\u00e7\u00e3o de moradias de programa habitacional popular, nas hip\u00f3teses em que a Caixa Econ\u00f4mica Federal atue, t\u00e3o somente, na qualidade de agente financiador da obra.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Discute-se se a atribui\u00e7\u00e3o \u00e0 CEF da conduta t\u00edpica descrita no art. 54 da Lei n. 9.605\/1998 &#8211; no que concerne \u00e0 sua responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal por danos ambientais causados por constru\u00e7\u00f5es de moradias realizadas na esfera do Programa Minha Casa Minha Vida &#8211; atrai a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para julgamento do caso. Observe-se que a CEF figurou como r\u00e9 em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica baseada no mesmo delito e participou de acordo homologado para repara\u00e7\u00e3o do dano ambiental na esfera c\u00edvel, contudo, no entender do Ju\u00edzo Federal, h\u00e1 de se observar uma diferencia\u00e7\u00e3o na responsabilidade civil e criminal da referida institui\u00e7\u00e3o financeira. Nesse contexto, diante da reconhecida orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial das Cortes Superiores sobre a possibilidade de responsabiliza\u00e7\u00e3o da pessoa jur\u00eddica por dano ambiental, e considerando que o crime descrito no art. 54, \u00a7 1\u00ba, da Lei n. 9.605\/1998 prev\u00ea a modalidade culposa da pr\u00e1tica delitiva, seria poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal da CEF a depender de sua atua\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o da obra. Quanto a esta, o STF j\u00e1 decidiu que, no \u00e2mbito do programa habitacional mencionado, a Caixa Econ\u00f4mica Federal pode atuar como agente executor de pol\u00edticas p\u00fablicas federais de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 moradia ou como agente financeiro em sentido estrito, na qualidade de respons\u00e1vel pela libera\u00e7\u00e3o de recursos financeiros para a aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel j\u00e1 edificado. Na primeira situa\u00e7\u00e3o, a CEF possui responsabilidade solid\u00e1ria com a construtora pela solidez e seguran\u00e7a da obra, tendo em vista sua atua\u00e7\u00e3o fiscalizadora sobre a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos destinados ao financiamento imobili\u00e1rio. J\u00e1 na segunda hip\u00f3tese, a CEF atua apenas na qualidade de mutuante, disponibilizando os valores necess\u00e1rios \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, n\u00e3o fiscalizando a constru\u00e7\u00e3o &#8211; entendimento tamb\u00e9m compartilhado por esta Corte Superior. No caso em an\u00e1lise, o fato de o im\u00f3vel n\u00e3o estar edificado n\u00e3o implica, por si s\u00f3, a responsabiliza\u00e7\u00e3o da CEF por danos causados na obra, sendo imprescind\u00edvel a an\u00e1lise contratual e riscos por ela assumidos. Dessa forma, \u00e9 de se concluir que o fato de a CEF atuar como financiadora da obra n\u00e3o tem o cond\u00e3o de atrair a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal. Isto porque para sua responsabiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o basta que figure como financeira, sendo imprescind\u00edvel sua atua\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o do projeto, ou seja, deve ter atuado na qualidade de fiscalizadora da seguran\u00e7a e higidez da obra. Uma vez n\u00e3o configuradas as referidas premissas no contrato entabulado com a construtora, deve-se reconhecer a compet\u00eancia da Justi\u00e7a estadual para julgamento da quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\">3.4 &#8211; 3\u00aa Turma<\/h2>\n<h3 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"> 3.4.1 &#8211; Direito Civil<\/span><\/h3>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\"> REsp 1.364.668-MG<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 855px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"120\"\/>\n<col width=\"515\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 160px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 652px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.364.668-MG, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, por unanimidade, julgado em 07\/11\/2017, DJe 17\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 160px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 652px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO CIVIL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 160px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 652px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Loca\u00e7\u00e3o. Im\u00f3vel urbano residencial. Den\u00fancia vazia. Art. 46 da Lei n. 8.245\/1991. <i>Accessio temporis<\/i>. Contagem dos prazos de prorroga\u00e7\u00f5es. Impossibilidade. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a den\u00fancia vazia quando o prazo de 30 (trinta) meses, exigido pelo art. 46 da Lei n. 8.245\/1991, \u00e9 atingido com as sucessivas prorroga\u00e7\u00f5es do contrato de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel residencial urbano.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na origem, trata-se de a\u00e7\u00e3o de despejo, na qual se postula a desocupa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel e a entrega das chaves, ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial em que o locador manifesta o desinteresse na renova\u00e7\u00e3o do contrato, que j\u00e1 havia sido objeto de prorroga\u00e7\u00e3o por escrito mediante dois aditivos, totalizando 30 (trinta) meses. De in\u00edcio, cumpre salientar que a den\u00fancia vazia \u00e9 a possiblidade de o locador solicitar a retomada do im\u00f3vel sem a necessidade de apresentar justificativas. Em contrapartida, a den\u00fancia cheia exige que sejam indicadas as motiva\u00e7\u00f5es expressas em lei. Ocorrendo qualquer das duas situa\u00e7\u00f5es, o contrato de loca\u00e7\u00e3o ser\u00e1 extinto. Nesse sentido, o <i>caput<\/i> do art. 46 da Lei do Inquilinato assenta a hip\u00f3tese em que se operar\u00e1 a cessa\u00e7\u00e3o do contrato, sem a exig\u00eancia de notifica\u00e7\u00e3o ou aviso. Ou seja, encerra-se o neg\u00f3cio jur\u00eddico com o mero decurso do prazo. No entanto, se o locat\u00e1rio prosseguir na posse do im\u00f3vel por per\u00edodo superior a 30 (trinta) dias, prorroga-se o contrato por prazo indeterminado e a den\u00fancia s\u00f3 poder\u00e1 ser feita mediante notifica\u00e7\u00e3o. Importante ressaltar que o artigo supra traz a express\u00e3o &#8220;por prazo igual ou superior a trinta meses&#8221;, sem permitir explicitamente a contagem de m\u00faltiplos instrumentos negociais, ainda que haja apenas a prorroga\u00e7\u00e3o dos per\u00edodos locat\u00edcios, sem a altera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es originalmente pactuadas. Assim, a lei \u00e9 clara quanto \u00e0 imprescindibilidade do requisito temporal em um \u00fanico pacto, cujo objetivo \u00e9 garantir a estabilidade contratual em favor do locat\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">REsp 1.465.679-SP<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 921px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"124\"\/>\n<col width=\"512\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 164px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 648px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.465.679-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em 09\/11\/2017, DJe 17\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 164px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 648px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO CIVIL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 164px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 648px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Fam\u00edlia. Alimentos. Inclus\u00e3o dos valores percebidos pelo devedor a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o em lucros e resultados. Impossibilidade e desnecessidade.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os valores recebidos a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados n\u00e3o se incorporam \u00e0 verba alimentar devida ao menor.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Inicialmente, cumpre observar que, no tocante \u00e0 possibilidade de incorpora\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados aos alimentos devidos \u00e0 menor, deve-se considerar, em primeiro lugar, o exame da natureza jur\u00eddica da referida verba, tendo em vista que, se porventura constatado que o valor percebido possui natureza salarial, dever\u00e1, em regra, ser incorporado ao percentual equivalente nos alimentos regularmente prestados ao credor. Isso porque o art. 7\u00ba, XI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, expressamente desvincula a participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados da remunera\u00e7\u00e3o percebida pelo trabalhador. Al\u00e9m disso, anote-se que o Tribunal Superior do Trabalho fixou o entendimento de que o valor pago a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o em lucros e resultados tem natureza indenizat\u00f3ria e, ainda que paga em periodicidade diversa daquela estipulada na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, n\u00e3o se transmuda em sal\u00e1rio ou remunera\u00e7\u00e3o. Ademais, o pr\u00f3prio art. 3\u00ba da Lei n. 10.101\/2000 estabelece, em sintonia com o texto constitucional, que a participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados da empresa n\u00e3o substitui ou complementa a remunera\u00e7\u00e3o devida ao trabalhador, n\u00e3o se configura em fator de incid\u00eancia de quaisquer encargos trabalhistas e n\u00e3o tem car\u00e1ter habitual. Dessa forma, em se tratando de parcela que n\u00e3o se relaciona com o sal\u00e1rio ou com a remunera\u00e7\u00e3o percebida pelo alimentante, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em incorpora\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica desta bonifica\u00e7\u00e3o aos alimentos prestados \u00e0 menor, sobretudo porque nada indica, na esp\u00e9cie, que seja o valor estipulado insuficiente tendo como base os vencimentos l\u00edquidos e regulares do alimentando.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\">3.4.2 &#8211; Direito do Consumidor<\/span><\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">REsp 1.573.859-SP<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 1201px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"113\"\/>\n<col width=\"523\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 151px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 661px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.573.859-SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, por unanimidade, julgado em 07\/11\/2017, DJe 13\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 151px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 661px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO CIVIL, DIREITO DO CONSUMIDOR<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 151px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 661px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. Saque indevido de numer\u00e1rio na conta corrente do autor. Ressarcimento dos valores pela institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. Aus\u00eancia de dano moral <i>in re ipsa<\/i>.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O saque indevido de numer\u00e1rio em conta corrente, reconhecido e devolvido pela institui\u00e7\u00e3o financeira dias ap\u00f3s a pr\u00e1tica do il\u00edcito, n\u00e3o configura, por si s\u00f3, dano moral <i>in re ipsa.<\/i><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De in\u00edcio, n\u00e3o se olvida que a Terceira Turma desta Corte tem precedente no sentido de considerar que o saque indevido em conta corrente, por si s\u00f3, acarreta dano moral. Observe-se que, por ocasi\u00e3o do julgamento do Recurso Especial Repetitivo n. 1.197.929\/PR, a Segunda Se\u00e7\u00e3o desta Corte fixou a tese de que as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias respondem de forma objetiva pelos danos causados aos correntistas, decorrentes de fraudes praticadas por terceiros, caracterizando-se como fortuito interno. Cabe ainda ressaltar que no referido julgado foi reconhecido o dano moral presumido em decorr\u00eancia da inscri\u00e7\u00e3o indevida em cadastro de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se confunde com o caso ora em an\u00e1lise. Assim, na linha do que ficou decidido no recurso especial representativo da controv\u00e9rsia citado alhures, os valores sacados de forma fraudulenta na conta corrente do consumidor, tal como ocorrido na esp\u00e9cie, devem ser integralmente ressarcidos pela institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria. Logo, nessas hip\u00f3teses, o consumidor n\u00e3o ter\u00e1 qualquer preju\u00edzo material em decorr\u00eancia do defeito na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o oferecido pelo banco. Embora n\u00e3o se tenha d\u00favida de que o saque indevido acarreta dissabores ao consumidor, para fins de constata\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancia de dano moral \u00e9 preciso analisar as particularidades de cada caso concreto, a fim de verificar se o fato extrapolou o mero aborrecimento, atingindo de forma significativa algum direito da personalidade do correntista (bem extrapatrimonial). Circunst\u00e2ncias, por exemplo, como o valor total sacado indevidamente, o tempo levado pela institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria para ressarcir os valores descontados e as repercuss\u00f5es da\u00ed advindas, dentre outras, dever\u00e3o ser levadas em conta para fins de reconhecimento do dano moral e sua respectiva quantifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o seria razo\u00e1vel que o saque indevido de pequena quantia, considerada irris\u00f3ria se comparada ao saldo que o correntista dispunha por ocasi\u00e3o da ocorr\u00eancia da fraude, sem maiores repercuss\u00f5es, possa, por si s\u00f3, acarretar compensa\u00e7\u00e3o por dano moral. Dessa forma, o saque indevido em conta corrente n\u00e3o configura, por si s\u00f3, dano moral, podendo, contudo, observadas as particularidades do caso, ficar caracterizado o respectivo dano se demonstrada a ocorr\u00eancia de viola\u00e7\u00e3o significativa a algum direito da personalidade do correntista.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt; text-align: justify;\">3.4.3 &#8211; Direito Processual Civil<\/span><\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\"> REsp 1.666.321-RS<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 1240px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"94\"\/>\n<col width=\"541\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 128px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 684px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.666.321-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em 07\/11\/2017, DJe 13\/11\/2017 <\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 128px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO <\/b><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 684px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 128px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 684px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Assist\u00eancia judici\u00e1ria gratuita. Incidente instaurado em autos apartados na vig\u00eancia dos arts. 4\u00ba, 7\u00ba e 17 da Lei n. 1.060\/50. Decis\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o prolatada na vig\u00eancia do CPC\/2015. Princ\u00edpio do &#8220;<i>tempus regit actum<\/i>&#8220;. Teoria do isolamento dos atos processuais. Recurso cab\u00edvel. Agravo de instrumento. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Cabe agravo de instrumento contra o provimento jurisdicional que, ap\u00f3s a entrada em vigor do CPC\/2015, acolhe ou rejeita incidente de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 gratuidade de justi\u00e7a instaurado, em autos apartados, na vig\u00eancia do regramento anterior. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A fim de averiguar o recurso cab\u00edvel na hip\u00f3tese, conv\u00e9m salientar, primeiramente, que a sucess\u00e3o de leis processuais no tempo \u00e9 subordinada, consoante a pac\u00edfica jurisprud\u00eancia desta Corte, ao princ\u00edpio geral do &#8220;<i>tempus regit actum<\/i>&#8220;, no qual se fundamenta a teoria do isolamento dos atos processuais. De acordo com essa teoria &#8211; atualmente positivada no art. 14 do CPC\/2015 &#8211; a lei processual nova tem aplica\u00e7\u00e3o imediata aos processos em desenvolvimento, resguardando-se, contudo, a efic\u00e1cia dos atos processuais j\u00e1 realizados na forma da legisla\u00e7\u00e3o anterior, bem como as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas consolidadas sob a vig\u00eancia da norma revogada. Nesse diapas\u00e3o, importa salientar que, de acordo com o regramento anterior, e independente de a concess\u00e3o do benef\u00edcio ser requerida na peti\u00e7\u00e3o inicial ou durante o curso do processo, havia a forma\u00e7\u00e3o de autos apartados &#8211; raz\u00e3o pela qual o art. 17 da Lei n. 1.060\/50 (com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 6.014\/73) previa o cabimento do recurso de apela\u00e7\u00e3o contra as decis\u00f5es relativas ao benef\u00edcio da justi\u00e7a gratuita &#8211; o que suscitava intensa cr\u00edtica na doutrina, j\u00e1 que o pedido de gratuidade constitui quest\u00e3o incidental no processo, cuja solu\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por meio de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria, e n\u00e3o senten\u00e7a. Importa ressaltar que o art. 1.072 do CPC\/2015 expressamente revogou os arts. 4\u00ba, 6\u00ba, 7\u00ba e 17 da Lei n. 1.060\/50, dentre outros. Al\u00e9m disso, os arts. 99 e 100 do novo <i>Codex <\/i>disciplinam que n\u00e3o h\u00e1 mais a exig\u00eancia de autua\u00e7\u00e3o em separado para o requerimento do benef\u00edcio durante o curso do processo ou para a impugna\u00e7\u00e3o. Dessa forma, tanto o pedido do interessado como a obje\u00e7\u00e3o da parte adversa s\u00e3o decididos incidentalmente nos pr\u00f3prios autos principais, via de regra por meio de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria (ressalvada a possibilidade de a quest\u00e3o ser decidida em cap\u00edtulo da senten\u00e7a). Nesse contexto, prescreve o NCPC, de forma expl\u00edcita, o cabimento do recurso de agravo de instrumento contra a decis\u00e3o que indeferir a gratuidade ou acolher pedido de sua revoga\u00e7\u00e3o (arts. 101 e 1.015, V, do C\u00f3digo), salvo se a quest\u00e3o for decidida na senten\u00e7a, contra a qual caber\u00e1 apela\u00e7\u00e3o, segundo a regra geral do sistema recursal (art. 1.009, <i>caput<\/i>).<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">REsp 1.691.748-PR<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 1190px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"131\"\/>\n<col width=\"504\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 173px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 639px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.691.748-PR, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, por unanimidade, julgado em 07\/11\/2017, DJe 17\/11\/2017 <\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 173px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 639px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 173px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 639px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a. Penhora. Seguro garantia judicial. Indica\u00e7\u00e3o. Possibilidade. Equipara\u00e7\u00e3o a dinheiro. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na fase de cumprimento de senten\u00e7a, \u00e9 incab\u00edvel a rejei\u00e7\u00e3o do seguro garantia judicial pelo exequente, salvo por insufici\u00eancia, defeito formal ou inidoneidade da salvaguarda oferecida. <\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Cinge-se a controv\u00e9rsia, entre outras quest\u00f5es, a saber se o seguro garantia judicial oferecido no cumprimento de senten\u00e7a \u00e9 apto a garantir o ju\u00edzo, mesmo havendo discord\u00e2ncia do exequente. De in\u00edcio, cumpre salientar que a jurisprud\u00eancia deste Tribunal Superior, formada sob a \u00e9gide do CPC\/1973, foi constru\u00edda no sentido de que a penhora em dinheiro, preferencialmente na ordem de grada\u00e7\u00e3o legal, n\u00e3o pode ser substitu\u00edda por seguro garantia judicial ou fian\u00e7a banc\u00e1ria sem haver excepcional motivo, tendo em vista o princ\u00edpio da maior efic\u00e1cia da execu\u00e7\u00e3o e de satisfa\u00e7\u00e3o do credor, bem como a observ\u00e2ncia \u00e0 regra da menor onerosidade para o devedor. Com a edi\u00e7\u00e3o do CPC\/2015, o tema controvertido merece nova reflex\u00e3o. De fato, o seguro garantia judicial, esp\u00e9cie de seguro de danos disciplinado pela Circular SUSEP n. 477\/2013, garante o pagamento de valor correspondente aos dep\u00f3sitos judiciais que o tomador (potencial devedor) necessite realizar no tr\u00e2mite de processos judiciais, inclu\u00eddas multas e indeniza\u00e7\u00f5es. Depreende-se que o seguro garantia judicial oferece forte prote\u00e7\u00e3o \u00e0s duas partes do processo, sendo instrumento s\u00f3lido e h\u00e1bil a garantir a satisfa\u00e7\u00e3o de eventual cr\u00e9dito controvertido, tanto que foi equipado ao dinheiro para fins de penhora. Com efeito, no cumprimento de senten\u00e7a, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es mais eficientes sob o prisma da an\u00e1lise econ\u00f4mica do direito, visto que reduzem os efeitos prejudiciais da penhora ao desonerar os ativos de sociedades empres\u00e1rias submetidas ao processo de execu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de assegurar, com efici\u00eancia equiparada ao dinheiro, que o exequente receber\u00e1 a soma pretendida quando obter \u00eaxito ao final da demanda. Nesse contexto, acarretam a harmoniza\u00e7\u00e3o entre o princ\u00edpio da m\u00e1xima efic\u00e1cia da execu\u00e7\u00e3o para o credor e o princ\u00edpio da menor onerosidade para o executado, a aprimorar consideravelmente as bases do sistema de penhora judicial e a ordem de grada\u00e7\u00e3o legal de bens penhor\u00e1veis, conferindo maior proporcionalidade aos meios de satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito ao exequente. Assim, dentro do sistema de execu\u00e7\u00e3o, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial produzem os mesmos efeitos jur\u00eddicos que o dinheiro para fins de garantir o ju\u00edzo, n\u00e3o podendo o exequente rejeitar a indica\u00e7\u00e3o, salvo por insufici\u00eancia, defeito formal ou inidoneidade da salvaguarda oferecida.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt; text-align: justify;\">3.5 &#8211; 4\u00aa Turma<\/span><\/h2>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"> 3.5.1 &#8211; Direito Processual Civil<\/span><\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\"> REsp 1.279.586-PR<\/span><\/strong><\/p>\n<table style=\"height: 1349px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"138\"\/>\n<col width=\"497\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 182px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 630px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>REsp 1.279.586-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, por maioria, julgado em 03\/10\/2017, DJe 17\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 182px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 630px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 182px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 630px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica. Peti\u00e7\u00e3o inicial inepta. Pedido gen\u00e9rico. Emenda ap\u00f3s a contesta\u00e7\u00e3o. Possibilidade.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Admite-se emenda \u00e0 inicial de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, em face da exist\u00eancia de pedido gen\u00e9rico, ainda que j\u00e1 tenha sido apresentada a contesta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O prop\u00f3sito recursal consiste em definir se, mesmo ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o de contesta\u00e7\u00e3o, quando se tratar de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, pode o julgador determinar a emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial, sempre que detectados defeitos e irregularidades relacionados ao pedido. De in\u00edcio, conv\u00e9m anotar que a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, ao menos quando cuida de a\u00e7\u00f5es individuais, diverge sobre o tema. No que concerne \u00e0s a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas, estas s\u00e3o instrumentos processuais de ordem constitucional, dotados de natureza jur\u00eddica de a\u00e7\u00e3o p\u00fablica de car\u00e1ter civil <i>lato sensu<\/i>, estando sujeitas, enquanto tal, \u00e0s garantias e pressupostos processuais inerentes a toda a\u00e7\u00e3o, tendo por mote a defesa de interesses metaindividuais, com relev\u00e2ncia social. De fato, a relev\u00e2ncia social do bem envolvido, de natureza social, imprime ao direito processual civil, na tutela destes bens, a ado\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios distintos dos adotados pelo CPC. Neste contexto, releva-se o princ\u00edpio da efetividade, previsto no art. 83, <i>caput<\/i>, da Lei n. 8.078\/1990 (CDC) &#8211; inteiramente aplic\u00e1vel \u00e0 tutela dos interesses difusos e coletivos, por expressa imposi\u00e7\u00e3o do art. 21 da Lei n. 7.347\/1985 -, que deve ser utilizado pelo juiz da causa para abrandar os rigores da intelec\u00e7\u00e3o vinculada exclusivamente ao CPC &#8211; desconsiderando as especificidades do micro sistema regente das a\u00e7\u00f5es civis -, pois aquele tem como escopo servir de instrumento para a solu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios de car\u00e1ter individual. A esp\u00e9cie n\u00e3o revela processo diferenciado, mas, em verdade, \u00e9 express\u00e3o de um conjunto de princ\u00edpios que devem necessariamente ser adaptados, a partir do processo civil comum, para viabilizar a defesa de interesses que extrapolam os simplesmente individuais. Nessa linha de racioc\u00ednio, devem ser interpretadas as disposi\u00e7\u00f5es do c\u00f3digo processual acerca da peti\u00e7\u00e3o inicial e das hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o por in\u00e9pcia da pe\u00e7a vestibular. Ali\u00e1s, sobre tais institutos, interessa mencionar que o Novo C\u00f3digo de Processo Civil traz regulamenta\u00e7\u00e3o atinente \u00e0 peti\u00e7\u00e3o inicial, seus requisitos e a sistem\u00e1tica de seu recebimento, muito pr\u00f3ximas ao que antes previsto pelo diploma processual de 1973. Desse modo, em conson\u00e2ncia com a Lei n. 13.105\/2015, se o juiz verificar que a peti\u00e7\u00e3o inicial n\u00e3o preenche os requisitos dos arts. 319 e 320, ou que &#8220;apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de m\u00e9rito&#8221;, assim como ocorria no CPC de 1973 (art. 284) dever\u00e1 intimar o autor para que emende a inicial ou a complete, sob pena de indeferimento, conforme previs\u00e3o do art. 321, mas, agora, num prazo maior, 15 dias &#8211; o que sinaliza verdadeiro compromisso com o aproveitamento dos atos processuais e os princ\u00edpios da efetividade e economia processuais.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><span style=\"font-size: 18pt; text-align: justify;\">3.6 &#8211; 5\u00aa Turma<\/span><\/h2>\n<h2 class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 18pt;\"> 3.6.1 &#8211; Direito Processual Penal<\/span><\/h2>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong> RHC 79.834-RJ<\/strong><\/span><\/p>\n<table style=\"height: 1162px;\" width=\"830\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"3\">\n<colgroup>\n<col width=\"136\"\/>\n<col width=\"500\"\/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 179px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>PROCESSO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 633px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RHC 79.834-RJ, Rel. Min. Felix Fischer, por unanimidade, julgado em 07\/11\/2017, DJe 10\/11\/2017<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 179px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>RAMO DO DIREITO<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 633px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 179px;\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>TEMA<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 633px;\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Incidente de falsidade. Indeferimento. Documento juntado h\u00e1 mais de dez anos. Impugna\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a senten\u00e7a. Preclus\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>DESTAQUE<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o h\u00e1 nulidade na decis\u00e3o que indefere pedido de incidente de falsidade referente \u00e0 prova juntada aos autos h\u00e1 mais de 10 anos e contra a qual a defesa se insurge somente ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria, uma vez que a pretens\u00e3o est\u00e1 preclusa.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"text-align: justify;\">\n<td style=\"background: #e6e6e6; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#e6e6e6\">\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><b>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/b><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background: #ffffff; width: 820px;\" colspan=\"2\" valign=\"top\" bgcolor=\"#ffffff\">\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"justify\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na origem, trata-se de <i>habeas corpus<\/i> em que se alega cerceamento de defesa em raz\u00e3o do indeferimento de pedido de instaura\u00e7\u00e3o de incidente de falsidade e a realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia em m\u00eddia que cont\u00e9m arquivos de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica. Com efeito, embora n\u00e3o exista prazo definido em lei para que se possa requerer a instaura\u00e7\u00e3o do incidente de falsidade documental previsto no art. 145 e seguintes do C\u00f3digo de Processo Penal, o fato \u00e9 que o of\u00edcio expedido pela Pol\u00edcia Federal que deferiu a citada dilig\u00eancia, acompanhado do respectivo CD, foi juntado aos autos h\u00e1 mais de dez anos, de forma que a defesa quedou-se inerte por todo esse per\u00edodo, deixando para impugn\u00e1-lo somente ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria, quando j\u00e1 encerrada a instru\u00e7\u00e3o processual. Nesse contexto, a permiss\u00e3o do comportamento em an\u00e1lise representaria viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica, da razoabilidade, da lealdade processual e da boa-f\u00e9 objetiva, diante da reabertura da fase de produ\u00e7\u00e3o de provas mesmo diante da in\u00e9rcia da parte. Outrossim, tem-se que o deferimento de dilig\u00eancias \u00e9 ato que se inclui na esfera de discricionariedade regrada do Magistrado processante, que poder\u00e1 indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelat\u00f3rias ou desnecess\u00e1rias e sem pertin\u00eancia com a instru\u00e7\u00e3o do processo, n\u00e3o caracterizando, tal ato, cerceamento de defesa, como ocorreu no caso. Finalmente, vale ressaltar ser pac\u00edfica a jurisprud\u00eancia das Cortes Superiores no sentido de que a declara\u00e7\u00e3o de nulidade exige a comprova\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo, em conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio <i>pas de nullite sans grief<\/i>, consagrado no art. 563 do CPP &#8211; o que n\u00e3o fora demonstrado na presente hip\u00f3tese.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Confira abaixo o PDF completo do Informativo STJ 615<\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: 1px solid #CCC; border-width: 1px; margin-bottom: 5px; max-width: 100%;\" src=\"\/\/www.slideshare.net\/slideshow\/embed_code\/key\/LOqyuVMfUhOEk7\" width=\"668\" height=\"714\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"> <\/iframe><\/p>\n<div style=\"margin-bottom: 5px;\"><strong> <a title=\"Informativo STJ 615 | Informativo Estrat\u00e9gico\" href=\"\/\/www.slideshare.net\/RicardoTieriBrito\/informativo-stj-615-informativo-estratgico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Informativo STJ 615 | Informativo Estrat\u00e9gico.<\/a><\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal! 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