{"id":1047560,"date":"2022-06-21T00:50:49","date_gmt":"2022-06-21T03:50:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1047560"},"modified":"2022-06-21T09:31:23","modified_gmt":"2022-06-21T12:31:23","slug":"informativo-stj-739-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-739-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 739 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 739 do STJ&nbsp;<strong>COMENTADO<\/strong>&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/06\/21093005\/stj-739-1.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_38_6CIIv4Rc\"><div id=\"lyte_38_6CIIv4Rc\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/38_6CIIv4Rc\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/38_6CIIv4Rc\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/38_6CIIv4Rc\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-efeitos-da-interferencia-do-poder-judiciario-em-regras-de-elevada-especificidade-tecnica-do-setor-eletrico\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Efeitos da interfer\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio em regras de elevada especificidade t\u00e9cnica do setor el\u00e9trico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>SUSPENS\u00c3O DE LIMINAR E SENTEN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>interfer\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio em regras de elevada especificidade t\u00e9cnica do setor el\u00e9trico <\/a>por meio de liminar configura grave les\u00e3o \u00e0 ordem e \u00e0 economia p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>SLS 2.162-DF, Rel. Min. Humberto Martins, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 02\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gera\u00e7\u00e3o de Energia Limpa requereu a suspens\u00e3o da liminar por meio da qual se determinara \u00e0 C\u00e2mara Comercializadora de Energia El\u00e9trica (CCEE) que limitasse a aplica\u00e7\u00e3o do Fator GSF sobre as AHE exploradas pelas autoras, considerando a redu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima das respectivas Garantias F\u00edsicas em 5% (cinco por cento), nos termos dos \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba do art. 21 do Decreto n\u00ba 2.655\/98, at\u00e9 o pronunciamento definitivo da Turma julgadora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n\u00ba 2.655\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;21. A cada usina hidrel\u00e9trica corresponder\u00e1 um montante de energia assegurada, mediante mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o da energia efetivamente gerada.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba O valor da energia assegurada alocado a cada usina hidrel\u00e9trica ser\u00e1 revisto a cada cinco anos, ou na ocorr\u00eancia de fatos relevantes.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 5\u00ba As revis\u00f5es de que trata o par\u00e1grafo anterior n\u00e3o poder\u00e3o implicar redu\u00e7\u00e3o superior a cinco por cento do valor estabelecido na \u00faltima revis\u00e3o, limitadas as redu\u00e7\u00f5es, em seu todo, a dez por cento do valor de base, constante do respectivo contrato de concess\u00e3o, durante a vig\u00eancia deste.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-a-interferencia-fere-a-ordem-e-economia\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A interfer\u00eancia fere a ordem e economia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cuida-se de agravo interno, interposto contra a decis\u00e3o que deferiu o pedido de suspens\u00e3o dos efeitos do&nbsp;<em>decisum&nbsp;<\/em>do Desembargador do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o, para suspender medida liminar que determinou \u00e0 C\u00e2mara Comercializadora de Energia El\u00e9trica (CCEE) que limitasse &#8220;a aplica\u00e7\u00e3o do Fator GSF &#8211; Generation Scaling Factor &#8211; sobre as AHE exploradas pelas autoras, considerando a redu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima das respectivas garantias f\u00edsicas em 5% (cinco por cento), nos termos dos \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba do art. 21 do <a>Decreto n\u00ba 2.655\/1998<\/a>, at\u00e9 o pronunciamento definitivo da Turma julgadora&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema em quest\u00e3o est\u00e1 sujeito \u00e0 tutela do Poder Judici\u00e1rio, mas a cautela recomenda que eventual afastamento dos atos de ag\u00eancias reguladoras se d\u00ea por motivo de ilegalidade e ap\u00f3s instru\u00e7\u00e3o completa do feito, sob pena de ofensa \u00e0 separa\u00e7\u00e3o de Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se trata da aplica\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica do princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de legitimidade dos atos administrativos, mas do entendimento de que o setor em quest\u00e3o \u00e9 disciplinado por regras de elevada especificidade t\u00e9cnica e de enorme impacto financeiro, j\u00e1 previamente definidas em atos da ag\u00eancia reguladora<\/strong>, de modo que a interfer\u00eancia na aplica\u00e7\u00e3o de tais regras pelo Poder Judici\u00e1rio por meio de liminar configura grave les\u00e3o \u00e0 ordem e \u00e0 economia p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s alega\u00e7\u00f5es de a) fatores pol\u00edticos externos a influenciar o&nbsp;<em>generation scale factor&nbsp;<\/em>(GSF), b) posicionamento do TCU no sentido de que as causas da crise no setor el\u00e9trico est\u00e3o relacionadas principalmente a decis\u00f5es pol\u00edticas e a falhas de planejamento e c) reconhecimento pelo Poder P\u00fablico, por meio da exposi\u00e7\u00e3o de motivos da MP n. 688\/2015 e da Lei n. 13.203\/2015, de que outros fatores, al\u00e9m da hidrologia adversa, afetaram a produ\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica, constata-se que a agravante suscita quest\u00f5es relacionadas ao fundo da controv\u00e9rsia, que devem ser discutidas nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias e em vias processuais pr\u00f3prias.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de suspens\u00e3o destina-se a tutelar t\u00e3o somente grave les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a ou \u00e0 economia p\u00fablicas, n\u00e3o podendo ser utilizado como se suced\u00e2neo recursal fosse. Assim, o incidente da suspens\u00e3o de liminar e de senten\u00e7a \u00e9 inadequado para a aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A interfer\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio em regras de elevada especificidade t\u00e9cnica do setor el\u00e9trico por meio de liminar configura grave les\u00e3o \u00e0 ordem e \u00e0 economia p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-in-compatibilidade-da-atividade-de-praticagem-com-as-atribuicoes-da-carreira-de-auditoria-da-receita-federal-do-brasil\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Compatibilidade da atividade de praticagem com as atribui\u00e7\u00f5es da Carreira de Auditoria da Receita Federal do Brasil<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>atividade de praticagem \u00e9 incompat\u00edvel com as atribui\u00e7\u00f5es da Carreira de Auditoria da Receita Federal do Brasil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>MS 26.683-DF, Rel. Min. Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 25\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tadeu, em processo administrativo disciplinar, foi demitido do cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal pelo exerc\u00edcio da atividade privada de Pr\u00e1tico de Navio (profissional respons\u00e1vel pelas manobras e chefia junto ao comandante do navio).<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, impetrou mandado de seguran\u00e7a no qual alegou inexistente qualquer veda\u00e7\u00e3o legal ou impedimento para a realiza\u00e7\u00e3o da atividade mesmo enquanto ocupa o cargo de auditor da RFB.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.813\/2013:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba O ocupante de cargo ou emprego no Poder Executivo federal deve agir de modo a prevenir ou a impedir poss\u00edvel conflito de interesses e a resguardar informa\u00e7\u00e3o privilegiada.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba No caso de d\u00favida sobre como prevenir ou impedir situa\u00e7\u00f5es que configurem conflito de interesses, o agente p\u00fablico dever\u00e1 consultar a Comiss\u00e3o de \u00c9tica P\u00fablica, criada no \u00e2mbito do Poder Executivo federal, ou a Controladoria-Geral da Uni\u00e3o, conforme o disposto no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 8\u00ba desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba A ocorr\u00eancia de conflito de interesses independe da exist\u00eancia de les\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, bem como do recebimento de qualquer vantagem ou ganho pelo agente p\u00fablico ou por terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Configura conflito de interesses no exerc\u00edcio de cargo ou emprego no \u00e2mbito do Poder Executivo federal:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; divulgar ou fazer uso de informa\u00e7\u00e3o privilegiada, em proveito pr\u00f3prio ou de terceiro, obtida em raz\u00e3o das atividades exercidas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; exercer atividade que implique a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ou a manuten\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio com pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que tenha interesse em decis\u00e3o do agente p\u00fablico ou de colegiado do qual este participe;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; exercer, direta ou indiretamente, atividade que em raz\u00e3o da sua natureza seja incompat\u00edvel com as atribui\u00e7\u00f5es do cargo ou emprego, considerando-se como tal, inclusive, a atividade desenvolvida em \u00e1reas ou mat\u00e9rias correlatas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; atuar, ainda que informalmente, como procurador, consultor, assessor ou intermedi\u00e1rio de interesses privados nos \u00f3rg\u00e3os ou entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta ou indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; praticar ato em benef\u00edcio de interesse de pessoa jur\u00eddica de que participe o agente p\u00fablico, seu c\u00f4njuge, companheiro ou parentes, consangu\u00edneos ou afins, em linha reta ou colateral, at\u00e9 o terceiro grau, e que possa ser por ele beneficiada ou influir em seus atos de gest\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; receber presente de quem tenha interesse em decis\u00e3o do agente p\u00fablico ou de colegiado do qual este participe fora dos limites e condi\u00e7\u00f5es estabelecidos em regulamento; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; prestar servi\u00e7os, ainda que eventuais, a empresa cuja atividade seja controlada, fiscalizada ou regulada pelo ente ao qual o agente p\u00fablico est\u00e1 vinculado.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. As situa\u00e7\u00f5es que configuram conflito de interesses estabelecidas neste artigo aplicam-se aos ocupantes dos cargos ou empregos mencionados no art. 2\u00ba ainda que em gozo de licen\u00e7a ou em per\u00edodo de afastamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10. As disposi\u00e7\u00f5es contidas nos arts. 4\u00ba e 5\u00ba e no inciso I do art. 6\u00ba estendem-se a todos os agentes p\u00fablicos no \u00e2mbito do Poder Executivo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.537\/1997:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12. O servi\u00e7o de praticagem consiste no conjunto de atividades profissionais de assessoria ao Comandante requeridas por for\u00e7a de peculiaridades locais que dificultem a livre e segura movimenta\u00e7\u00e3o da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-a-praticagem-e-compativel-com-o-cargo\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A praticagem \u00e9 compat\u00edvel com o cargo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de Mandado de Seguran\u00e7a no qual se questiona ato do Ministro da Economia que, <a>em processo administrativo disciplinar, demitiu o impetrante do cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal pelo exerc\u00edcio da atividade privada de Pr\u00e1tico de Navio<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o feita no art. 1\u00ba da Portaria RFB n. 444\/2015, de que as atividades de advocacia, contabilidade e praticagem s\u00e3o incompat\u00edveis com as atribui\u00e7\u00f5es da Carreira de Auditoria da Receita Federal do Brasil, est\u00e1 respaldada pela Lei n. 11.890\/2008, que impede os integrantes desse segmento do servi\u00e7o p\u00fablico de exercerem outra atividade, p\u00fablica ou privada, potencialmente conflitante com suas atribui\u00e7\u00f5es, em conson\u00e2ncia com a <a>Lei n. 12.813\/2013 <\/a>(arts. 4\u00ba, 5\u00ba e 10), que versa sobre o conflito de interesses no \u00e2mbito do Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conjunto normativo d\u00e1 concre\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios constitucionais da moralidade e da efici\u00eancia no servi\u00e7o p\u00fablico (art. 37,&nbsp;<em>caput<\/em>, da <a>CF<\/a>). <strong>Protege tamb\u00e9m os agentes p\u00fablicos, que ficam sabendo objetivamente o que podem ou n\u00e3o fazer. Eventual compatibilidade de hor\u00e1rios \u00e9 circunst\u00e2ncia n\u00e3o prevista na norma e, assim, n\u00e3o pode afast\u00e1-la.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que se analise a compatibilidade entre o exerc\u00edcio do cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal com o de Pr\u00e1tico, melhor sorte n\u00e3o socorre ao impetrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 12 da <a>Lei n. 9.537\/1997<\/a>, o pr\u00e1tico da Marinha Mercante presta assessoria ao comandante da embarca\u00e7\u00e3o. O servi\u00e7o, por seu turno, \u00e9 contratado e executado \u00e0s expensas da pessoa jur\u00eddica transportadora, a quem tamb\u00e9m compete a remunera\u00e7\u00e3o. <strong>\u00c9 nitidamente incompat\u00edvel que o contratado por pessoa jur\u00eddica transportadora para a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de praticagem posteriormente desempenhe procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio do cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal, especialmente os relacionados ao controle aduaneiro<\/strong>, hip\u00f3tese que se enquadra no disposto no art. 5\u00ba, III e VII da Lei n. 12.813\/2013.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A atividade de praticagem \u00e9 incompat\u00edvel com as atribui\u00e7\u00f5es da Carreira de Auditoria da Receita Federal do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-usucapiao-de-bem-imovel-comum-do-casal-apos-dissolucao-da-sociedade-conjugal\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Usucapi\u00e3o de bem im\u00f3vel comum do casal ap\u00f3s dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade conjugal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dissolvida a sociedade conjugal, o bem im\u00f3vel comum do casal rege-se pelas regras relativas ao condom\u00ednio, ainda que n\u00e3o realizada a partilha de bens, possuindo legitimidade para usucapir em nome pr\u00f3prio o cond\u00f4mino que exer\u00e7a a posse por si mesmo, sem nenhuma oposi\u00e7\u00e3o dos demais copropriet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.840.561-SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 03\/05\/2022, DJe 17\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide \u00e9 detentora da fra\u00e7\u00e3o ideal de 15,47% dos im\u00f3veis (unidades de um condom\u00ednio residencial) e que foram adquiridos da seguinte forma: 7,735% adquirido por meio da partilha extra\u00edda nos autos do Invent\u00e1rio havido pelo falecimento ocorrido em 1973 de sua m\u00e3e e na condi\u00e7\u00e3o de casada com Tadeu no regime de comunh\u00e3o universal de bens e, de 7,735% por meio de escritura de doa\u00e7\u00e3o de seu pai, com cl\u00e1usula de incomunicabilidade, em 1983.<\/p>\n\n\n\n<p>Creide e Tadeu, casados desde 1970, se divorciaram em 1983, mas n\u00e3o partilharam os bens do casal. Em raz\u00e3o disso, por estar na posse exclusiva dos im\u00f3veis h\u00e1 mais de 23 anos (desde o div\u00f3rcio at\u00e9 o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o em 2007), sem oposi\u00e7\u00e3o do r\u00e9u, Creide ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o objetivando a usucapi\u00e3o extraordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-creide-e-parte-legitima-para-usucapir\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Creide \u00e9 parte leg\u00edtima para usucapir?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito da controv\u00e9rsia consiste em definir a natureza da posse exercida por um dos ex-c\u00f4njuges sobre fra\u00e7\u00e3o ideal pertencente ao casal dos im\u00f3veis descritos na peti\u00e7\u00e3o inicial, ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o da sociedade conjugal, mas sem que tenha havido a partilha dos bens, a ensejar a aquisi\u00e7\u00e3o da propriedade, pelo c\u00f4njuge possuidor, da totalidade da fra\u00e7\u00e3o ideal por usucapi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ assenta-se no sentido de que, dissolvida a sociedade conjugal, o bem im\u00f3vel comum do casal rege-se pelas regras relativas ao condom\u00ednio, ainda que n\u00e3o realizada a partilha de bens, cessando o estado de mancomunh\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, possui legitimidade para usucapir em nome pr\u00f3prio o cond\u00f4mino que exer\u00e7a a posse por si mesmo, sem nenhuma oposi\u00e7\u00e3o dos demais copropriet\u00e1rios, tendo sido preenchidos os demais requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>a posse de um cond\u00f4mino sobre bem im\u00f3vel exercida por si mesma, com \u00e2nimo de dono, ainda que na qualidade de possuidor indireto, sem nenhuma oposi\u00e7\u00e3o dos demais copropriet\u00e1rios, nem reivindica\u00e7\u00e3o dos frutos e direitos que lhes s\u00e3o inerentes, confere \u00e0 posse o car\u00e1ter de<em>&nbsp;ad usucapionem<\/em><\/strong>, a legitimar a proced\u00eancia da usucapi\u00e3o em face dos demais cond\u00f4minos que resignaram do seu direito sobre o bem, desde que preenchidos os demais requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, ap\u00f3s o fim do matrim\u00f4nio houve completo abandono pelo c\u00f4njuge da fra\u00e7\u00e3o ideal pertencente ao casal dos im\u00f3veis usucapidos pela ex-esposa, sendo que esta n\u00e3o lhe repassou nenhum valor proveniente de aluguel nem o recorrente o exigiu, al\u00e9m de n\u00e3o ter prestado conta nenhuma por todo o per\u00edodo antecedente ao ajuizamento da referida a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o disso, revela-se descabida a presun\u00e7\u00e3o de ter havido administra\u00e7\u00e3o dos bens pela recorrida. O que houve foi o exerc\u00edcio da posse pela ex-esposa do recorrente, com efetivo \u00e2nimo de dona, a amparar a proced\u00eancia do pedido de usucapi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Dissolvida a sociedade conjugal, o bem im\u00f3vel comum do casal rege-se pelas regras relativas ao condom\u00ednio, ainda que n\u00e3o realizada a partilha de bens, possuindo legitimidade para usucapir em nome pr\u00f3prio o cond\u00f4mino que exer\u00e7a a posse por si mesmo, sem nenhuma oposi\u00e7\u00e3o dos demais copropriet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-acoes-no-brasil-e-homologacao-de-sentenca-estrangeira\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00f5es no Brasil e homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NA SENTEN\u00c7A ESTRANGEIRA CONTESTADA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mera pend\u00eancia de a\u00e7\u00e3o judicial no Brasil n\u00e3o impede a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira, mas a exist\u00eancia de decis\u00e3o judicial proferida no Brasil contr\u00e1ria ao conte\u00fado da senten\u00e7a estrangeira impede a sua homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt na SEC 6.362-EX, Rel. Min. Jorge Mussi, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 01\/06\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Craudio realizou pedido no Brasil de homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida na jurisdi\u00e7\u00e3o de Ont\u00e1rio, Canad\u00e1, que lhe concedera a guarda da filha. Ocorre que Josefina fugira com a crian\u00e7a para o Brasil (pa\u00eds de nacionalidade dela e de Craudio).<\/p>\n\n\n\n<p>Cruadio tamb\u00e9m buscou junto \u00e0 Justi\u00e7a Federal brasileira, a busca e apreens\u00e3o da filha trazida ilicitamente para o Brasil. Mas amigos, AQUI \u00c9 BRASIL-SIL-SIL. E a nossa \u201cJusti\u00e7a\u201d entendeu que pela improced\u00eancia do pedido de busca e apreens\u00e3o, ao fundamento de que um estudo psicol\u00f3gico produzido nos autos revelou a plena adapta\u00e7\u00e3o da menor ao novo meio em que inserida, sendo presumida a ocorr\u00eancia de preju\u00edzos de ordem emocional caso determinado seu retorno ao Pa\u00eds de origem, at\u00e9 porque privada estaria do conv\u00edvio cont\u00ednuo, h\u00e1 mais de dez anos, com parentes e amigos. Em raz\u00e3o disso, o pedido de homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira foi indeferido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-possivel-a-homologacao\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a homologa\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nana-nina-N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia apresentada pelas partes limita-se aos efeitos de decis\u00e3o judicial brasileira dispondo em sentido diverso daquela proferida no exterior. Nesse contexto, conv\u00e9m esclarecer que foram apresentadas para homologa\u00e7\u00e3o duas senten\u00e7as proferidas pela jurisdi\u00e7\u00e3o de Ont\u00e1rio, Canad\u00e1, que concedeu ao pai a guarda da filha dos ex-c\u00f4njuges, ambos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ, a partir de 2017, quando do julgamento da SEC n. 14914\/EX (Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura), passou a entender, conforme consignou a eminente Ministra, que &#8220;a pend\u00eancia de a\u00e7\u00e3o perante o Poder Judici\u00e1rio brasileiro envolvendo as mesmas partes e sobre o mesmo objeto n\u00e3o impede a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira j\u00e1 transitada em julgado na origem. <strong>N\u00e3o havendo coisa julgada sobre a quest\u00e3o no Brasil, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a alien\u00edgena<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento da HDE n. 3014\/EX (Rel. Min. Og Fernandes, j. 7\/10\/2020), ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o do mesmo contexto f\u00e1tico do mencionado&nbsp;<em>leading case<\/em>&nbsp;(SEC n. 14914\/EX), inclusive com men\u00e7\u00e3o expressa ao referido julgado, consignou-se que&nbsp;<em>&#8220;<\/em>a solu\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira, uma vez que inexiste coisa julgada sobre a quest\u00e3o no Brasil&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, no caso analisado, senten\u00e7a posterior proferida na Justi\u00e7a Federal brasileira, com tr\u00e2nsito em julgado, no sentido da improced\u00eancia do pedido de busca e apreens\u00e3o da menor, sob fundamento de que, al\u00e9m de ter sido comprovada viol\u00eancia contra a m\u00e3e e a crian\u00e7a, &#8220;<em>estudo psicol\u00f3gico produzido nos autos revela a plena adapta\u00e7\u00e3o da menor transferida ilicitamente para o Brasil ao novo meio em que inserida, sendo presumida a ocorr\u00eancia de preju\u00edzos de ordem emocional caso determinado seu retorno ao Pa\u00eds de origem, at\u00e9 porque privada estar\u00e1 do conv\u00edvio cont\u00ednuo, h\u00e1 mais de dez anos, com parentes e amigos<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, afigura-se INVI\u00c1VEL a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira, seja por conflitar frontalmente com a decis\u00e3o brasileira, seja pelo fato de o&nbsp;<em>decisum&nbsp;<\/em>alien\u00edgena ser anterior (22\/10\/2010) ao nacional (25\/4\/2014), seja, ainda, em raz\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por versar o feito sobre o princ\u00edpio do melhor interesse do menor, conclui-se que a decis\u00e3o mais recente tem aptid\u00e3o para retratar com maior fidelidade o contempor\u00e2neo estado psicol\u00f3gico da crian\u00e7a, conforme quadro delineado no laudo que embasou a decis\u00e3o da Justi\u00e7a federal brasileira. Tal realidade fragiliza a efic\u00e1cia e a definitividade que porventura se pudesse extrair da senten\u00e7a homologanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, faz-se de todo oportuno ao caso relembrar o mesmo entendimento sufragado por esta Corte ao julgar a HDE n. 1.396\/EX (Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 23\/9\/2019, DJe 26\/9\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A mera pend\u00eancia de a\u00e7\u00e3o judicial no Brasil n\u00e3o impede a homologa\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a estrangeira, mas a exist\u00eancia de decis\u00e3o judicial proferida no Brasil contr\u00e1ria ao conte\u00fado da senten\u00e7a estrangeira impede a sua homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-honorarios-advocaticios-sucumbenciais-nas-sentencas-que-reconhecam-o-direito-a-cobertura-de-tratamento-medico-e-ao-recebimento-de-indenizacao-por-danos-morais\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais nas senten\u00e7as que reconhe\u00e7am o direito \u00e0 cobertura de tratamento m\u00e9dico e ao recebimento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas <a>senten\u00e7as que reconhe\u00e7am o direito \u00e0 cobertura de tratamento m\u00e9dico e ao recebimento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais<\/a>, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais incidem sobre as condena\u00e7\u00f5es ao pagamento de quantia certa e \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>EAREsp 198.124-RS, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 27\/04\/2022, DJe 11\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Gertrude ajuizou a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria cumulada com indeniza\u00e7\u00e3o por danos extrapatrimoniais contra Vis\u00e3o Sa\u00fade, postulando, em conjunto, autoriza\u00e7\u00e3o para realizar interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica e a repara\u00e7\u00e3o pelo abalo moral sofrido.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo singular julgou parcialmente procedentes os pedidos da a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria e deferiu integralmente os da a\u00e7\u00e3o cautelar para condenar a operadora de plano de sa\u00fade a permitir a realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia, afastando, por conseguinte, a indeniza\u00e7\u00e3o moral postulada. Em recurso, houve ainda a condena\u00e7\u00e3o da r\u00e9 ao pagamento danos morais e, sobre eles, 10% de honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, Gertrude (seu caus\u00eddico, o Dr. Creisson) interp\u00f4s recurso especial no qual alega que a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios deve incidir sobre a totalidade da condena\u00e7\u00e3o, inclusive quanto \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer e n\u00e3o s\u00f3 sobre a condena\u00e7\u00e3o em danos morais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a>CPC\/2015:<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios ser\u00e3o fixados entre o m\u00ednimo de dez e o m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o grau de zelo do profissional;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o lugar de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; a natureza e a import\u00e2ncia da causa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-honorarios-sobre-as-duas-condenacoes\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Honor\u00e1rios sobre as duas condena\u00e7\u00f5es?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente cumpre salientar que o ac\u00f3rd\u00e3o embargado, proferido pela Quarta Turma do STJ, concluiu que os honor\u00e1rios advocat\u00edcios devem ser calculados apenas sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o em danos morais, haja vista que a parte relativa \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer &#8211; consistente na autoriza\u00e7\u00e3o para realizar interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica &#8211; n\u00e3o possuir conte\u00fado econ\u00f4mico mensur\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o aresto indicado como paradigma, da Terceira Turma, assentou que &#8220;o t\u00edtulo judicial que transita em julgado com a proced\u00eancia dos pedidos de natureza cominat\u00f3ria (fornecer a cobertura pleiteada) e de pagar quantia certa (valor arbitrado na compensa\u00e7\u00e3o dos danos morais) deve ter a sucumb\u00eancia calculada sobre ambas condena\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre destacar que o art. 20 do CPC\/1973 estabelece que a senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar ao vencedor as despesas processuais e os honor\u00e1rios advocat\u00edcios, estes fixados entre o m\u00ednimo de 10% (dez por cento) e o m\u00e1ximo de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o. Tal circunst\u00e2ncia decorre da aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da sucumb\u00eancia, igualmente previsto no&nbsp;<em>caput&nbsp;<\/em>do art. 85 do <a>CPC\/2015<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses termos, a obriga\u00e7\u00e3o de fazer que determina o custeio de tratamento m\u00e9dico por parte das operadoras de planos de sa\u00fade pode ser economicamente aferida, utilizando-se como par\u00e2metro o valor da cobertura indevidamente negada, repercutindo, assim, no c\u00e1lculo da verba sucumbencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, considerando a possibilidade de mensurar o valor relativo \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer, tal montante deve integrar a base de c\u00e1lculo dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais. O<strong> termo condena\u00e7\u00e3o, previsto nos arts. 20,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC\/1973 e 85, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, n\u00e3o se restringe \u00e0 determina\u00e7\u00e3o de pagar quantia, mas tamb\u00e9m \u00e0quelas que possam ser quantificadas ou mensuradas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nas senten\u00e7as que reconhe\u00e7am o direito \u00e0 cobertura de tratamento m\u00e9dico e ao recebimento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais incidem sobre as condena\u00e7\u00f5es ao pagamento de quantia certa e \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-criterios-para-condenacao-de-honorarios-advocaticios-quando-da-existencia-de-sucumbencia-reciproca\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para condena\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando da exist\u00eancia de sucumb\u00eancia rec\u00edproca<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Verificada a exist\u00eancia de sucumb\u00eancia rec\u00edproca, os honor\u00e1rios e \u00f4nus decorrentes devem ser distribu\u00eddos adequada e proporcionalmente, levando-se em considera\u00e7\u00e3o o grau de \u00eaxito de cada um dos envolvidos, bem como os par\u00e2metros dispostos no art. 85, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl no AgInt nos EDcl no AREsp 1.553.027-RJ, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 03\/05\/2022, DJe 06\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em determinado momento de uma a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, o Tribunal local alterou o modo de fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais, os quais passariam a ser arbitrados em 10% sobre o valor da causa, cabendo aos advogados de cada uma das partes 50% de tal valor, dada a exist\u00eancia de sucumb\u00eancia rec\u00edproca.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a executada Petros Combust\u00edveis impetrou sucessivos recursos nos quais sustenta que quando a a\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria \u00e9 julgada parcialmente procedente, a verba honor\u00e1ria cab\u00edvel ao autor deveria corresponder a percentual sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, ao passo que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parte r\u00e9, deveria ser utilizado como par\u00e2metro o proveito econ\u00f4mico, correspondente \u00e0 diferen\u00e7a entre o valor pleiteado na inicial e aquele efetivamente deferido em senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios ser\u00e3o fixados entre o m\u00ednimo de dez e o m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o grau de zelo do profissional;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o lugar de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a natureza e a import\u00e2ncia da causa;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 8\u00ba Nas causas em que for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio o proveito econ\u00f4mico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixar\u00e1 o valor dos honor\u00e1rios por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa, observando o disposto nos incisos do \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-distribuicao-proporcional\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Distribui\u00e7\u00e3o proporcional?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ, \u00e0 luz da previs\u00e3o contida no art. 85, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, disp\u00f5e que a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios deve seguir a seguinte ordem de prefer\u00eancia: (I) quando houver condena\u00e7\u00e3o, devem ser fixados entre 10% e 20% sobre o montante desta (art. 85, \u00a7 2\u00ba); (II) n\u00e3o havendo condena\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o tamb\u00e9m fixados entre 10% e 20%, das seguintes bases de c\u00e1lculo: (II.a) sobre o proveito econ\u00f4mico obtido pelo vencedor (art. 85, \u00a7 2\u00ba); ou (II.b) n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensurar o proveito econ\u00f4mico obtido, sobre o valor atualizado da causa (art. 85, \u00a7 2\u00ba); por fim, (III) havendo ou n\u00e3o condena\u00e7\u00e3o, nas causas em que for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio o proveito econ\u00f4mico ou em que o valor da causa for muito baixo, dever\u00e3o, s\u00f3 ent\u00e3o, ser fixados por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa (art. 85, \u00a7 8\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se, que, nas hip\u00f3teses de sucumb\u00eancia rec\u00edproca, os \u00f4nus sucumbenciais devem ser distribu\u00eddos de modo proporcional ao grau de vit\u00f3ria de cada uma das partes, a partir dos par\u00e2metros de c\u00e1lculo listados no art. 85, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, que se mostrem compat\u00edveis com o \u00eaxito obtido por cada um dos agentes litigantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se mostra adequado, para fins de fixa\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria, aferir o proveito econ\u00f4mico obtido por embargante com lastro no valor da condena\u00e7\u00e3o imposta contra si<\/strong>. Em verdade, o montante que melhor reflete o \u00eaxito obtido por seus advogados \u00e9 aquele correspondente ao que a parte deixou de perder com a demanda condenat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, \u00e9 ADEQUADO, diante das particularidades da causa, bem como da propor\u00e7\u00e3o em que cada polo da demanda restar vencedor e vencido, que a verba honor\u00e1ria seja estabelecida com bases de c\u00e1lculo distintas em rela\u00e7\u00e3o aos litigantes, as quais melhor refletem o sucesso de cada parte, \u00e0 luz do texto do art. 85, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Verificada a exist\u00eancia de sucumb\u00eancia rec\u00edproca, os honor\u00e1rios e \u00f4nus decorrentes devem ser distribu\u00eddos adequada e proporcionalmente, levando-se em considera\u00e7\u00e3o o grau de \u00eaxito de cada um dos envolvidos, bem como os par\u00e2metros dispostos no art. 85, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\">DIREITO EMPRESARIAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-forma-de-contagem-do-prazo-para-apresentar-impugnacao-a-habilitacao-de-credito\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Forma de contagem do prazo para apresentar impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de 10 (dez) dias, previsto no art. 8\u00ba da Lei n. 11.101\/2005, para <a>apresentar impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito<\/a>, deve ser contado em dias corridos.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.830.738-RS, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma recupera\u00e7\u00e3o judicial, a empresa deixou de apresentar impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no prazo de 10 dias corridos previsto no art. 8\u00ba da LRF. Por\u00e9m, apresentou posteriormente e sustentou que tal prazo deveria ser contabilizado em dias \u00fateis, conforme prev\u00ea o CPC.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 189. Aplica-se, no que couber, aos procedimentos previstos nesta Lei, o disposto na&nbsp;Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 (C\u00f3digo de Processo Civil), desde que n\u00e3o seja incompat\u00edvel com os princ\u00edpios desta Lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Para os fins do disposto nesta Lei:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; todos os prazos nela previstos ou que dela decorram ser\u00e3o contados em dias corridos; e&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-dias-uteis-ou-corridos\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dias \u00fateis ou corridos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Corridos!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ possui entendimento no sentido de <strong>ser inaplic\u00e1vel a forma de contagem em dias \u00fateis prevista no CPC\/2015 para o \u00e2mbito da Lei n. 11.101\/2005<\/strong>. Tal entendimento se estende n\u00e3o apenas aos lapsos relacionados ao&nbsp;<em>stay period<\/em>&nbsp;de que trata o art. 6\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da referida lei, mas tamb\u00e9m aos demais prazos, tendo em vista a l\u00f3gica temporal estabelecida pela lei especial de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, de acordo com os fundamentos adotados pela Quarta Turma no julgamento do REsp 1.699. 528\/MG, da relatoria do Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, a contagem em dias corridos dos prazos \u00e9 a que melhor se coaduna com a especializa\u00e7\u00e3o do procedimento disposto na Lei n. 11.101\/2005, conferindo maior concretude \u00e0s suas finalidades. Confira-se: &#8220;a ado\u00e7\u00e3o da forma de contagem prevista no Novo C\u00f3digo de Processo Civil, em dias \u00fateis, para o \u00e2mbito da Lei 11.101\/05, com base na distin\u00e7\u00e3o entre prazos processuais e materiais, revelar-se-\u00e1 \u00e1rdua e complexa, n\u00e3o existindo entendimento te\u00f3rico satisfat\u00f3rio, com crit\u00e9rio seguro e cient\u00edfico para tais discrimina\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, acabaria por trazer perplexidades ao regime especial, com riscos a harmonia sist\u00eamica da LRF, notadamente quando se pensar na velocidade exigida para a pr\u00e1tica de alguns atos e na morosidade de outros, inclusive colocando em xeque a isonomia dos seus participantes, haja vista a dualidade de tratamento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem-se, ademais, quest\u00e3o que ora se encontra resolvida pela Lei n. 14.112\/2020, que alterou o disposto no art. 189 da <a>Lei n. 11.101\/2005<\/a>, adotando a previs\u00e3o de que &#8220;todos os prazos nela previstos ou que dela decorram ser\u00e3o contados em dias corridos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O prazo de 10 (dez) dias, previsto no art. 8\u00ba da Lei n. 11.101\/2005, para apresentar impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, deve ser contado em dias corridos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-valores-descontados-a-titulo-de-contribuicao-previdenciaria-e-de-imposto-de-renda-retido-na-fonte-e-base-de-calculo-da-contribuicao-previdenciaria-patronal\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Valores descontados a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de imposto de renda retido na fonte e base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os <a>valores descontados a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de imposto de renda retido na fonte comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal<\/a> e das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros e ao RAT (Risco de Acidente de Trabalho).<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.951.995-RS, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF da 5\u00aa Regi\u00e3o), Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/05\/2022, DJe 26\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>FW T\u00eaxtil impetrou mandado de seguran\u00e7a com o objetivo de excluir da base de c\u00e1lculo das Contribui\u00e7\u00f5es Sociais (Patronal, RAT e Terceiros), exigidas nos moldes do art. 22, incs. I a III, da Lei n\u00b0 8.212\/91, os tributos retidos a t\u00edtulo de Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria do empregado\/trabalhador avulso\/contribuinte individual e de IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa sustenta que os valores retidos a t\u00edtulo de imposto de renda e contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo de empregado n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e das contribui\u00e7\u00f5es destinadas ao RAT (Risco de Acidente de Trabalho) e a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-integram-a-base-de-calculo-das-contribuicoes-destinadas-a-terceiros-e-ao-rat\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Integram a base de c\u00e1lculo das <\/a>contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros e ao RAT?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o desta do STJ, com base no quadro normativo que rege o tributo em quest\u00e3o, pacificou a orienta\u00e7\u00e3o de que <strong>n\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre verbas de car\u00e1ter indenizat\u00f3rio; por outro lado, &#8220;se a verba possuir natureza remunerat\u00f3ria, destinando-se a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, ela deve integrar a base de c\u00e1lculo&#8221; da referida exa\u00e7\u00e3o<\/strong> (REsp 1.358.281\/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, julgado em 23\/04\/2014, DJe 05\/12\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha de racioc\u00ednio, a Segunda Turma, apreciando quest\u00e3o id\u00eantica a da presente controv\u00e9rsia no julgamento do REsp 1.902.565\/PR, de relatoria da Ministra Assusete Magalh\u00e3es, concluiu que os valores descontados a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de imposto de renda retido na fonte integram a remunera\u00e7\u00e3o do empregado e, por conseguinte, comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros e ao RAT.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, acrescenta-se que a reten\u00e7\u00e3o do tributo pela fonte pagadora, tal como ocorre no imposto de renda retido na fonte e na contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo do empregado, representa aut\u00eantico instrumento de praticidade, expediente garantidor do cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Os valores descontados a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de imposto de renda retido na fonte comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros e ao RAT.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-competencia-para-oferecimento-do-acordo-de-nao-persecucao-penal\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para oferecimento do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de oferecimento <a>do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal <\/a>\u00e9 conferida exclusivamente ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o cabendo ao Poder Judici\u00e1rio determinar ao&nbsp;Parquet&nbsp;que o oferte.<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 161.251-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 10\/05\/2022, DJe 16\/05\/2022. (Info 739)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton foi denunciado pelo crime de corrup\u00e7\u00e3o ativa. Ap\u00f3s o encerramento da instru\u00e7\u00e3o processual, diante da vig\u00eancia da Lei n. 13.964\/2019, o Magistrado processante abriu vista ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal para que se manifestasse sobre o interesse em propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal manifestou-se pela impossibilidade de celebra\u00e7\u00e3o do acordo, requerendo o prosseguimento do processo. O acordo deixou de ser ofertado em raz\u00e3o de o Minist\u00e9rio P\u00fablico ter considerado que a celebra\u00e7\u00e3o do acordo n\u00e3o seria suficiente para a reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, pois violaria o postulado da proporcionalidade em sua vertente de proibi\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o deficiente, destacando que a conduta criminosa foi praticada no contexto de uma rede criminosa envolvendo v\u00e1rios empres\u00e1rios do ramo aliment\u00edcio e servidores do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Irresignada, a defesa impetrou writ origin\u00e1rio, tendo o feito sido indeferido liminarmente por decis\u00e3o monocr\u00e1tica. Em recurso, a defesa sustenta a aus\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o para a negativa em propor o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal. Afirma ainda ser poss\u00edvel a interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio no caso, sobretudo porque ausente fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea para o n\u00e3o oferecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 28-A. N\u00e3o sendo caso de arquivamento e tendo o investigado confessado formal e circunstancialmente a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o penal sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a e com pena m\u00ednima inferior a 4 (quatro) anos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 propor acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, desde que necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, mediante as seguintes condi\u00e7\u00f5es ajustadas cumulativa e alternativamente:&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-cabe-somente-ao-mp\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe somente ao MP?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal, previsto no art. 28-A do <a>C\u00f3digo Penal<\/a>, implementado pela Lei n. 13.964\/2019, <strong>indica a POSSIBILIDADE de realiza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio jur\u00eddico pr\u00e9-processual entre a acusa\u00e7\u00e3o e o investigado<\/strong>. Trata-se de fase pr\u00e9via e alternativa \u00e0 propositura de a\u00e7\u00e3o penal, que exige, dentre outros requisitos, aqueles previstos no&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do artigo: 1) delito sem viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a com pena m\u00ednima inferior a 4 anos; 2) ter o investigado confessado formal e circunstancialmente a infra\u00e7\u00e3o; e 3) sufici\u00eancia e necessidade da medida para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime. Al\u00e9m disso, extrai-se do \u00a72\u00ba, inciso II, que a reincid\u00eancia ou a conduta criminal habitual, reiterada ou profissional afasta a possibilidade da proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o acordo pretendido <a>deixou de ser ofertado em raz\u00e3o de o Minist\u00e9rio P\u00fablico ter considerado que a celebra\u00e7\u00e3o do acordo n\u00e3o seria suficiente para a reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime, pois violaria o postulado da proporcionalidade em sua vertente de proibi\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o deficiente, destacando que a conduta criminosa foi praticada no contexto de uma rede criminosa envolvendo v\u00e1rios empres\u00e1rios do ramo aliment\u00edcio e servidores do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ entende que n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade na recusa do oferecimento de proposta de acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal quando o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, de forma fundamentada, constata a aus\u00eancia dos requisitos subjetivos legais necess\u00e1rios \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do acordo, de modo que este n\u00e3o atenderia aos crit\u00e9rios de necessidade e sufici\u00eancia em face do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com entendimento j\u00e1 esposado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de oferecimento do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal \u00e9 conferida exclusivamente ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o constituindo direito subjetivo do investigado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em arremate, <strong>cuidando-se de faculdade do&nbsp;<em>Parquet<\/em>, a partir da pondera\u00e7\u00e3o da discricionariedade da propositura do acordo, mitigada pela devida observ\u00e2ncia do cumprimento dos requisitos legais, n\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio determinar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico que oferte o acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A possibilidade de oferecimento do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal \u00e9 conferida exclusivamente ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o cabendo ao Poder Judici\u00e1rio determinar ao&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;que o oferte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-reconhecimento-fotografico-e-distinguishing-quanto-ao-acordao-do-hc-598-886-sc\"><a>10.&nbsp; Reconhecimento fotogr\u00e1fico e <em>distinguishing<\/em> quanto ao ac\u00f3rd\u00e3o do HC 598.886\/SC<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso em que o reconhecimento fotogr\u00e1fico na fase inquisitorial n\u00e3o tenha observado o procedimento legal, mas a v\u00edtima relata o delito de forma que n\u00e3o denota riscos de um reconhecimento falho, d\u00e1-se ensejo a <a>distinguishing quanto ao ac\u00f3rd\u00e3o do HC 598.886\/SC<\/a>, que invalida qualquer reconhecimento formal &#8211; pessoal ou fotogr\u00e1fico &#8211; que n\u00e3o siga estritamente o que determina o art. 226 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.969.032-RS, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/05\/2022, DJe 20\/05\/2022.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Virso foi v\u00edtima do crime de roubo. Em ju\u00edzo, relatou que efetuou reconhecimento fotogr\u00e1fico e que tem certeza de que Tirso foi um dos autores do roubo porque \u00e9 seu vizinho, sendo que o conhece pelo apelido de &#8220;boneco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a defesa do acusado Tirso sustenta a viola\u00e7\u00e3o do art. 226 do CP, sob o argumento de que a inobserv\u00e2ncia do procedimento de produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, seja em ju\u00edzo, seja em sede policial, implicaria na impossibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o do ato viciado como substrato para condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;226.&nbsp;&nbsp;Quando houver necessidade de fazer-se o reconhecimento de pessoa, proceder-se-\u00e1 pela seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I&nbsp;&#8211;&nbsp;a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento ser\u00e1 convidada a descrever a pessoa que deva ser reconhecida;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Il&nbsp;&#8211;&nbsp;a pessoa, cujo reconhecimento se pretender, ser\u00e1 colocada, se poss\u00edvel, ao lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhan\u00e7a, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apont\u00e1-la;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III&nbsp;&#8211;&nbsp;se houver raz\u00e3o para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de intimida\u00e7\u00e3o ou outra influ\u00eancia, n\u00e3o diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade providenciar\u00e1 para que esta n\u00e3o veja aquela;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV&nbsp;&#8211;&nbsp;do ato de reconhecimento lavrar-se-\u00e1 auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas presenciais.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp;&nbsp;O disposto no n<sup>o<\/sup>&nbsp;III deste artigo n\u00e3o ter\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o na fase da instru\u00e7\u00e3o criminal ou em plen\u00e1rio de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-valido-o-reconhecimento-do-boneco\"><a>10.2.2. V\u00e1lido o reconhecimento do \u201cBoneco\u201d?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do HC 598.886\/SC, da relatoria do Min. Rog\u00e9rio Schietti Cruz, decidiu a Sexta Turma, revendo anterior interpreta\u00e7\u00e3o, no sentido de que se &#8220;determine, doravante, a invalidade de qualquer reconhecimento formal &#8211; pessoal ou fotogr\u00e1fico &#8211; que n\u00e3o siga estritamente o que determina o art. 226 do <a>CPP<\/a>, sob pena de continuar-se a gerar uma instabilidade e inseguran\u00e7a de senten\u00e7as judiciais que, sob o pretexto de que outras provas produzidas em apoio a tal ato &#8211; todas, por\u00e9m, derivadas de um reconhecimento desconforme ao modelo normativo &#8211; autorizariam a condena\u00e7\u00e3o, potencializando, assim, o concreto risco de graves erros judici\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante o reconhecimento fotogr\u00e1fico na fase inquisitorial n\u00e3o ter observado o procedimento legal, o presente caso enseja&nbsp;<em>distinguishing&nbsp;<\/em>quanto ao ac\u00f3rd\u00e3o paradigma da nova orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial, tendo em vista que a v\u00edtima relatou, nas fases inquisitorial e judicial, conhecer o r\u00e9u pelo apelido de &#8220;boneco&#8221;, bem como o pai do acusado, por serem vizinhos, o que n\u00e3o denota riscos de um reconhecimento falho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a jurisprud\u00eancia do STJ entende que <strong>a palavra da v\u00edtima possui especial relevo, tendo em vista sobretudo o&nbsp;<em>modus operandi<\/em>&nbsp;empregado na pr\u00e1tica desses delitos, cometidos \u00e0s escondidas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>No caso em que o reconhecimento fotogr\u00e1fico na fase inquisitorial n\u00e3o tenha observado o procedimento legal, mas a v\u00edtima relata o delito de forma que n\u00e3o denota riscos de um reconhecimento falho, d\u00e1-se ensejo a distinguishing quanto ao ac\u00f3rd\u00e3o do HC 598.886\/SC, que invalida qualquer reconhecimento formal &#8211; pessoal ou fotogr\u00e1fico &#8211; que n\u00e3o siga estritamente o que determina o art. 226 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-899df560-f16f-41d6-ba1e-96b1d52e9db8\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/06\/21093005\/stj-739-1.pdf\">stj-739-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/06\/21093005\/stj-739-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-899df560-f16f-41d6-ba1e-96b1d52e9db8\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 739 do STJ&nbsp;COMENTADO&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Efeitos da interfer\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio em regras de elevada especificidade t\u00e9cnica do setor el\u00e9trico SUSPENS\u00c3O DE LIMINAR E SENTEN\u00c7A A interfer\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio em regras de elevada especificidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1047560","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 739 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-739-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 739 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 739 do STJ&nbsp;COMENTADO&nbsp;saindo do forno (quentinho) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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