{"id":102863,"date":"2018-01-18T16:22:19","date_gmt":"2018-01-18T19:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blog-estrategia.mystagingwebsite.com\/blog\/?p=102863"},"modified":"2018-01-19T18:11:31","modified_gmt":"2018-01-19T21:11:31","slug":"prova-comentada-e-recursos-tce-pb-auditor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/prova-comentada-e-recursos-tce-pb-auditor\/","title":{"rendered":"Prova comentada TCE-PB &#8211; Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; AFO e Direito Financeiro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Prova comentada TCE-PB &#8211; Auditor de Contas P\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><b><span style=\"margin: 0px;color: #333333;font-family: 'Georgia',serif\">No\u00e7\u00f5es\u00a0 de \u00a0Administra\u00e7\u00e3o\u00a0 Or\u00e7ament\u00e1ria\u00a0 e Financeira\u00a0 e Or\u00e7amento\u00a0 P\u00fablico<\/span><\/b><\/p>\n<p align=\"left\"><b><span style=\"margin: 0px;color: #333333;font-family: 'Georgia',serif\">Direito Financeiro<\/span><\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ol\u00e1 amigos!<\/p>\n<p>Foi realizada a prova do TCE\/PB para o cargo de Auditor\u00a0 de Contas P\u00fablicas e, como era esperado, vieram muitas quest\u00f5es de AFO e Direito Financeiro. Ali\u00e1s, prova de alto n\u00edvel como deve ser um Tribunal de Contas. Voc\u00eas devem ter percebido que todas as mat\u00e9rias usualmente exigidas em Tribunais de Contas foram cobradas com profundidade e de forma bem detalhada.<\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center\" align=\"left\"><span style=\"text-decoration: underline\"><b>No\u00e7\u00f5es\u00a0 de \u00a0Administra\u00e7\u00e3o\u00a0 Or\u00e7ament\u00e1ria\u00a0 e Financeira\u00a0 e Or\u00e7amento\u00a0 P\u00fablico<\/b><\/span><\/p>\n<p><strong>20<\/strong> <strong>(CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) A CF prev\u00ea, expressamente, o princ\u00edpio or\u00e7ament\u00e1rio <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) da uniformidade. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) da exclusividade. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) do or\u00e7amento bruto. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) da programa\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) da participa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o princ\u00edpio constitucional or\u00e7ament\u00e1rio da <strong>exclusividade<\/strong>, a lei or\u00e7ament\u00e1ria anual n\u00e3o conter\u00e1 dispositivo estranho \u00e0 previs\u00e3o da receita e \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o da despesa, n\u00e3o se incluindo na proibi\u00e7\u00e3o a autoriza\u00e7\u00e3o para abertura de cr\u00e9ditos suplementares e contrata\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, ainda que por antecipa\u00e7\u00e3o de receita, nos termos da lei (art. 165, \u00a7\u00ba 8 da CF\/1988).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra B<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>21 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) O anexo de metas fiscais, que integra o projeto de LDO, deve dispor sobre <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) as normas relativas ao controle de custos. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) a avalia\u00e7\u00e3o do RGPS. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) as exig\u00eancias para transfer\u00eancias de recursos a entidades privadas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) o equil\u00edbrio entre receitas e despesas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) os crit\u00e9rios e a forma de limita\u00e7\u00e3o de empenho.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O anexo de metas fiscais da LDO conter\u00e1, ainda, dentre outros, avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o financeira e atuarial dos <strong>regimes geral de previd\u00eancia social<\/strong> e pr\u00f3prio dos servidores p\u00fablicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; bem como dos demais fundos p\u00fablicos e programas estatais de natureza atuarial (art. 4\u00ba, \u00a7 2\u00ba, V, da LRF).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra B<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>22<\/strong> <strong>(CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) As opera\u00e7\u00f5es especiais, a\u00e7\u00f5es que integram a estrutura program\u00e1tica, <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) destinam-se a mensurar a efic\u00e1cia, efici\u00eancia ou efetividade alcan\u00e7ada com a execu\u00e7\u00e3o do programa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) delimitam o conjunto de opera\u00e7\u00f5es que resultem na expans\u00e3o ou no aperfei\u00e7oamento da a\u00e7\u00e3o de governo. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) indicam a forma de implementa\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o, descrevendo todas as etapas do processo at\u00e9 a entrega do produto. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) agrupam despesas que n\u00e3o contribuam para a manuten\u00e7\u00e3o, a expans\u00e3o ou o aperfei\u00e7oamento das a\u00e7\u00f5es de governo. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) constituem um conjunto de opera\u00e7\u00f5es das quais resulte um produto ou servi\u00e7o necess\u00e1rio \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de governo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es do tipo<span style=\"text-decoration: underline\"> opera\u00e7\u00f5es especiais<\/span><strong> s\u00e3o aquelas relacionadas a despesas que n\u00e3o contribuem para a manuten\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o ou aperfei\u00e7oamento das a\u00e7\u00f5es de governo<\/strong>, das quais n\u00e3o resulta um produto, e n\u00e3o gera contrapresta\u00e7\u00e3o direta sob a forma de bens ou servi\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra D<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>23<\/strong> <strong>(CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) A respeito do ato de limita\u00e7\u00e3o de empenho decorrente do acompanhamento da execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Cabe ao Poder Executivo definir os crit\u00e9rios de limita\u00e7\u00e3o de empenho. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) A recomposi\u00e7\u00e3o das dota\u00e7\u00f5es, objeto do ato de limita\u00e7\u00e3o, depende do restabelecimento integral da receita. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) A limita\u00e7\u00e3o de empenho implica a desvincula\u00e7\u00e3o dos recursos previamente vinculados a finalidade espec\u00edfica. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) \u00c9 vedada a limita\u00e7\u00e3o de despesas que constituam obriga\u00e7\u00f5es constitucionais e legais do ente. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) O referido ato pode ser publicado em qualquer momento da execu\u00e7\u00e3o, a crit\u00e9rio do Poder Executivo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>a) Errada. Os crit\u00e9rios s\u00e3o fixados pela <strong>lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias <\/strong>(art. 9\u00ba, <em>caput<\/em>, da LRF).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposi\u00e7\u00e3o das dota\u00e7\u00f5es cujos empenhos foram limitados dar-se-\u00e1 de <strong>forma proporcional<\/strong> \u00e0s redu\u00e7\u00f5es efetivadas ( art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da LRF).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Errada. Os recursos legalmente vinculados a finalidade espec\u00edfica ser\u00e3o utilizados <strong>exclusivamente<\/strong> para atender ao objeto de sua vincula\u00e7\u00e3o, <strong>ainda que em exerc\u00edcio diverso<\/strong> daquele em que ocorrer o ingresso (art. 8\u00ba, \u00a7 \u00fanico, da LRF).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Correta. N\u00e3o ser\u00e3o objetos de limita\u00e7\u00e3o as despesas que constituam obriga\u00e7\u00f5es constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do servi\u00e7o da d\u00edvida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias (art. 9\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da LRF).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errado. Se verificado, <strong>ao final de um bimestre<\/strong>, que a realiza\u00e7\u00e3o da receita poder\u00e1 n\u00e3o comportar o cumprimento das metas de resultado prim\u00e1rio ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Minist\u00e9rio P\u00fablico promover\u00e3o, por ato pr\u00f3prio e nos montantes necess\u00e1rios, <strong>nos trinta dias subsequentes<\/strong>, limita\u00e7\u00e3o de empenho e movimenta\u00e7\u00e3o financeira, segundo os crit\u00e9rios fixados pela lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias (art. 9\u00ba, <em>caput<\/em>, da LRF).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra D<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>24 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018)<\/strong> <strong>Com rela\u00e7\u00e3o aos conceitos b\u00e1sicos, aos procedimentos de inscri\u00e7\u00e3o, \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal e \u00e0 contabiliza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa da fazenda p\u00fablica, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) A execu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa \u00e9 requisito b\u00e1sico para o recebimento de transfer\u00eancias volunt\u00e1rias. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) A ocorr\u00eancia do fato gerador da obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para a inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) Cada unidade gestora \u00e9 respons\u00e1vel pela inscri\u00e7\u00e3o de seus respectivos cr\u00e9ditos na d\u00edvida ativa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) A inscri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito na d\u00edvida ativa deve ser contabilizada como receita. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) Somente os cr\u00e9ditos de natureza tribut\u00e1ria podem ser inscritos na d\u00edvida ativa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>a) Correta. De acordo com o art. 11 da LRF, a institui\u00e7\u00e3o, previs\u00e3o e efetiva arrecada\u00e7\u00e3o de todos os tributos da compet\u00eancia constitucional do ente da Federa\u00e7\u00e3o s\u00e3o requisitos essenciais para a responsabilidade na gest\u00e3o fiscal.\u00a0J\u00e1 o par\u00e1grafo \u00fanico do mesmo artigo afirma que o ente que n\u00e3o institua e arrecade os impostos n\u00e3o poder\u00e1 receber transfer\u00eancias volunt\u00e1rias.<\/p>\n<p>Portanto, para que o ente seja destinat\u00e1rio de transfer\u00eancia volunt\u00e1ria, dever\u00e1 adotar medidas para a efetiva arrecada\u00e7\u00e3o de duas receitas, inclusive a a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. D\u00edvida ativa s\u00e3o cr\u00e9ditos devidos pela Fazenda P\u00fablica que n\u00e3o foram arrecadados no prazo devido. Portanto, a ocorr\u00eancia do fato gerador da receita \u00e9 condi\u00e7\u00e3o <strong>necess\u00e1ria, mas<\/strong> n\u00e3o \u00e9 suficiente, pois a arrecada\u00e7\u00e3o no prazo n\u00e3o gera d\u00edvida ativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Errada. A D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o ser\u00e1 apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional (art. 39, \u00a7 5\u00ba, da Lei 4.320\/64). Nos Estados e Munic\u00edpios cabe \u00e0 respectiva procuradoria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada. Os cr\u00e9ditos da Fazenda P\u00fablica, de natureza tribut\u00e1ria ou n\u00e3o tribut\u00e1ria, ser\u00e3o escriturados como receita do exerc\u00edcio em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas or\u00e7ament\u00e1rias (art. 39 da Lei 4.320\/64).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errado. A d\u00edvida ativa pode ser tribut\u00e1ria ou n\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra A<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>25 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Para realizar uma despesa p\u00fablica, a autoridade competente deve proceder, sucessivamente, \u00e0s etapas de <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) fixa\u00e7\u00e3o, programa\u00e7\u00e3o financeira, pagamento, empenho e liquida\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) programa\u00e7\u00e3o financeira, empenho, fixa\u00e7\u00e3o, liquida\u00e7\u00e3o e pagamento. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) fixa\u00e7\u00e3o, empenho, programa\u00e7\u00e3o financeira, liquida\u00e7\u00e3o e pagamento. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) programa\u00e7\u00e3o financeira, fixa\u00e7\u00e3o, empenho, pagamento e liquida\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) fixa\u00e7\u00e3o, programa\u00e7\u00e3o financeira, empenho, liquida\u00e7\u00e3o e pagamento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em geral, etapas s\u00e3o usadas como sin\u00f4nimos de fases ou est\u00e1gios. Assim, os est\u00e1gios s\u00e3o fixa\u00e7\u00e3o (ou programa\u00e7\u00e3o), empenho, liquida\u00e7\u00e3o e pagamento. Nesta sequ\u00eancia, a \u00fanica resposta poss\u00edvel \u00e9 a Alternativa &#8220;E&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Utilizando a forma mais t\u00e9cnica, as etapas da despesa or\u00e7ament\u00e1ria s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><u>Planejamento<\/u>: a etapa do planejamento abrange, de modo geral, a <strong>fixa\u00e7\u00e3o<\/strong> da despesa or\u00e7ament\u00e1ria, <strong><u>a descentraliza\u00e7\u00e3o\/movimenta\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos<\/u><\/strong>, <strong>a programa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e financeira<\/strong>, e <u>o processo de <strong>licita\u00e7\u00e3o<\/strong> e contrata\u00e7\u00e3o<\/u>.<\/li>\n<li><u>Execu\u00e7\u00e3o<\/u>: \u00e9 a etapa em que os atos e fatos s\u00e3o praticados na Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica para implementa\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o governamental, e na qual ocorre o processo de operacionaliza\u00e7\u00e3o objetiva e concreta de uma pol\u00edtica p\u00fablica. A Lei 4.320\/1964 estabelece como est\u00e1gios da execu\u00e7\u00e3o da despesa or\u00e7ament\u00e1ria <strong>o<\/strong> <strong>empenho, a liquida\u00e7\u00e3o e o pagamento<\/strong>.<\/li>\n<li><u>Controle e avalia\u00e7\u00e3o<\/u>: como na receita, compreende a fiscaliza\u00e7\u00e3o realizada pelos \u00f3rg\u00e3os de controle e pela sociedade. Visa \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o governamental, da gest\u00e3o dos administradores p\u00fablicos e da aplica\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos por entidades de direito privado, por interm\u00e9dio da fiscaliza\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil, financeira, or\u00e7ament\u00e1ria, operacional e patrimonial.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Novamente a \u00fanica resposta poss\u00edvel \u00e9 a alternativa \u201cE\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Faltaram alguns processos, como podem perceber, mas falamos bastante nos cursos que item incompleto para o CESPE n\u00e3o significa que esteja errado.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra E<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>26 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Se o limite de despesa de pessoal previsto na legisla\u00e7\u00e3o vigente for ultrapassado, a indica\u00e7\u00e3o das medidas corretivas adotadas ou a serem adotadas devem ser demonstradas no <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) relat\u00f3rio resumido da execu\u00e7\u00e3o financeira. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) anexo de metas fiscais. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) demonstrativo de ren\u00fancia de receita. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) relat\u00f3rio de gest\u00e3o fiscal. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) anexo de riscos fiscais.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio de Gest\u00e3o Fiscal conter\u00e1 comparativo com os limites de que trata a LRF, dos seguintes montantes (art. 55, I, da LRF):<\/p>\n<p>_ despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos e pensionistas;<\/p>\n<p>_ d\u00edvidas consolidada e mobili\u00e1ria; concess\u00e3o de garantias; e opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, inclusive por antecipa\u00e7\u00e3o de receita (tais demonstrativos estar\u00e3o apenas no RGF do Poder Executivo).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se ultrapassado qualquer dos limites, o <strong>Relat\u00f3rio de Gest\u00e3o Fiscal<\/strong> conter\u00e1 tamb\u00e9m a indica\u00e7\u00e3o das medidas corretivas adotadas ou a adotar (art. 55, II, da LRF).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra D<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>27 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Se determinado \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico precisar adquirir equipamentos novos necess\u00e1rios \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de determinada obra, a despesa correspondente ser\u00e1 classificada como <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) transfer\u00eancia de capital. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) invers\u00e3o financeira. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) investimento. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) subven\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Classificam-se como investimentos as dota\u00e7\u00f5es para o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o de obras, inclusive as destinadas \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis considerados necess\u00e1rios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o destas \u00faltimas, bem como para os programas especiais de trabalho, <strong>aquisi\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es, equipamentos e material permanente<\/strong> e constitui\u00e7\u00e3o ou aumento do capital de empresas que n\u00e3o sejam de car\u00e1ter comercial ou financeiro (art. 12, \u00a7 4\u00ba, da Lei 4320\/1964).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra D<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"text-decoration: underline\"><b>Direito Financeiro<\/b><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>52 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Com rela\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios que regem a atividade financeira do Estado, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) De acordo com o princ\u00edpio da unidade, os programas e projetos devem ser estabelecidos em um \u00fanico sistema ou m\u00e9todo or\u00e7ament\u00e1rio, ainda que n\u00e3o haja unidade documental. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) A veda\u00e7\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o das chamadas caudas or\u00e7ament\u00e1rias na lei que fixa as receitas e despesas decorre do princ\u00edpio da universalidade. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) Os programas de dura\u00e7\u00e3o continuada devem constar do plano plurianual e s\u00e3o regidos pelo princ\u00edpio da programa\u00e7\u00e3o, embora, quanto \u00e0 libera\u00e7\u00e3o de recursos, contemple a possibilidade de que a despesa n\u00e3o esteja antecipadamente prevista. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) Segundo o princ\u00edpio da n\u00e3o vincula\u00e7\u00e3o da receita derivada dos impostos, lei espec\u00edfica n\u00e3o poder\u00e1 tratar de v\u00e1rias esp\u00e9cies de incentivos fiscais relativas a tributos diversos e ao mesmo tempo cuidar de mat\u00e9rias afins. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) A anualidade or\u00e7ament\u00e1ria exige que o or\u00e7amento deva ser aprovado antes do in\u00edcio do exerc\u00edcio financeiro, evitando que a lei nova possa atingir fatos passados.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a) Correta. Segundo o princ\u00edpio da unidade, o or\u00e7amento deve ser uno, isto \u00e9, deve existir apenas um or\u00e7amento, e n\u00e3o mais que um para cada ente da Federa\u00e7\u00e3o em cada exerc\u00edcio financeiro. Houve uma remodela\u00e7\u00e3o pela doutrina do princ\u00edpio da unidade, de forma que abrangesse as novas situa\u00e7\u00f5es, sendo por muitos denominado de princ\u00edpio da totalidade, sendo constru\u00eddo, ent\u00e3o, para possibilitar a coexist\u00eancia de m\u00faltiplos or\u00e7amentos que, entretanto, devem sofrer consolida\u00e7\u00e3o. O princ\u00edpio da totalidade n\u00e3o necessariamente significa um documento \u00fanico, j\u00e1 que o processo de integra\u00e7\u00e3o planejamento\u00ad\u2011or\u00e7amento tornou o or\u00e7amento necessariamente multidocumental, em virtude da aprova\u00e7\u00e3o, por leis diferentes, dos v\u00e1rios instrumentos de planejamento, com datas de encaminhamento diferentes para aprova\u00e7\u00e3o pelo Poder Legislativo. Em que pesem tais documentos serem distintos, devem obrigatoriamente ser compatibilizados entre si.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada, A veda\u00e7\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o das chamadas caudas or\u00e7ament\u00e1rias na lei que fixa as receitas e despesas decorre do princ\u00edpio da <strong>exclusividade<\/strong>, o qual determina que a Lei Or\u00e7ament\u00e1ria n\u00e3o poder\u00e1 conter mat\u00e9ria estranha \u00e0 previs\u00e3o das receitas e \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o das despesas. Exce\u00e7\u00e3o se d\u00e1 para as autoriza\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos suplementares e opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, inclusive por antecipa\u00e7\u00e3o de receita or\u00e7ament\u00e1ria (art. 165, \u00a7 8\u00ba da CF\/88).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Errada. Os programas de dura\u00e7\u00e3o continuada devem constar do plano plurianual e s\u00e3o regidos pelo princ\u00edpio da programa\u00e7\u00e3o e, ainda, <strong>devem constar da lei or\u00e7ament\u00e1ria anual.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada. Qualquer subs\u00eddio ou isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, concess\u00e3o de cr\u00e9dito presumido, anistia ou remiss\u00e3o, relativos a impostos, taxas ou contribui\u00e7\u00f5es, s\u00f3 poder\u00e1 ser concedido mediante lei <strong>espec\u00edfica<\/strong>, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as mat\u00e9rias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribui\u00e7\u00e3o (art. 150, \u00a7 6\u00ba, da CF\/1988). Entretanto, o princ\u00edpio da n\u00e3o vincula\u00e7\u00e3o de receitas <strong>disp\u00f5e que nenhuma receita de impostos poder\u00e1 ser reservada ou comprometida para atender a certos e determinados gastos, salvo as ressalvas constitucionais.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errada. A anualidade or\u00e7ament\u00e1ria exige que o or\u00e7amento deva ser aprovado para <strong>um ano ou um exerc\u00edcio financeiro<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra A<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>53 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) No que se refere a veda\u00e7\u00f5es constitucionais em mat\u00e9ria or\u00e7ament\u00e1ria dispostas nas normas gerais de direito financeiro da CF, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) A CF n\u00e3o veda a abertura de cr\u00e9dito suplementar ou especial, mesmo sem a indica\u00e7\u00e3o dos recursos correspondentes e a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o legislativa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) O in\u00edcio de programas e projetos n\u00e3o inclu\u00eddos na LOA \u00e9 admitido excepcionalmente pela CF, desde que a sua execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ultrapasse a previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria fixada no exerc\u00edcio financeiro anterior. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) A CF veda aos estados e \u00e0s suas institui\u00e7\u00f5es financeiras a realiza\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia volunt\u00e1ria de recursos aos munic\u00edpios para pagamento de despesas com pessoal. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) A LOA permite a inclus\u00e3o de dispositivo estranho \u00e0 previs\u00e3o da receita e \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o da despesa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) A CF admite a edi\u00e7\u00e3o de medida provis\u00f3ria para a abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio para o atendimento de despesas imprevis\u00edveis e urgentes, desde que haja autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do Poder Legislativo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>a) Errada. A CF <strong>veda<\/strong> a abertura de cr\u00e9dito suplementar ou especial <strong>sem<\/strong> a indica\u00e7\u00e3o dos recursos correspondentes e <strong>sem<\/strong> pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o legislativa (art. 167, V, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. \u00a0\u00c9 <strong>vedado<\/strong> o in\u00edcio de programas ou projetos n\u00e3o inclu\u00eddos na lei or\u00e7ament\u00e1ria anual (art. 167, I, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Certa. \u00c9 vedada a transfer\u00eancia volunt\u00e1ria de recursos e a concess\u00e3o de empr\u00e9stimos, inclusive por antecipa\u00e7\u00e3o de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas institui\u00e7\u00f5es financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios (art. 167, X, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada. A lei or\u00e7ament\u00e1ria anual <strong>n\u00e3o<\/strong> conter\u00e1 dispositivo estranho \u00e0 previs\u00e3o da receita e \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o da despesa, n\u00e3o se incluindo na proibi\u00e7\u00e3o a autoriza\u00e7\u00e3o para abertura de cr\u00e9ditos suplementares e contrata\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, ainda que por antecipa\u00e7\u00e3o de receita, nos termos da lei (art. 165, \u00a7 8\u00ba, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errada. A CF admite a edi\u00e7\u00e3o de medida provis\u00f3ria para a abertura de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio para o atendimento de despesas imprevis\u00edveis e urgentes, <strong>devendo submet\u00ea-las de imediato ao Congresso Nacional. <\/strong>A autoriza\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o<\/strong> \u00e9 pr\u00e9via.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Resposta: Letra C<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>54 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Considerando o regime constitucional das leis que tratam do or\u00e7amento p\u00fablico, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Em raz\u00e3o do princ\u00edpio da efici\u00eancia or\u00e7ament\u00e1ria, o Poder Executivo, mesmo sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o legislativa, pode utilizar os recursos que n\u00e3o tenham despesa correspondente aprovada em virtude de emenda no projeto da LOA. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) A LOA compreende o or\u00e7amento da seguridade social das entidades e \u00f3rg\u00e3os vinculados \u00e0 Uni\u00e3o, inclusive de todas as funda\u00e7\u00f5es, autarquias, empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) O modelo de or\u00e7amento anual adotado na CF \u00e9 meramente autorizativo, apesar da exist\u00eancia de dispositivos constitucionais que tornam obrigat\u00f3ria a despesa nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) A LOA prev\u00ea a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito que excedam o montante das despesas de capital, desde que a proposta seja aprovada por maioria qualificada. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) O plano plurianual tem por objetivo estabelecer a previs\u00e3o da receita e a fixa\u00e7\u00e3o da despesa para o per\u00edodo de quatro anos.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a) Errada. Os recursos que, em decorr\u00eancia de veto, emenda ou rejei\u00e7\u00e3o do projeto de lei or\u00e7ament\u00e1ria anual, ficarem sem despesas correspondentes poder\u00e3o ser utilizados, conforme o caso, mediante cr\u00e9ditos especiais ou suplementares, <strong>com pr\u00e9via e espec\u00edfica<\/strong> <strong>autoriza\u00e7\u00e3o legislativa<\/strong> (art. 166, \u00a7 8\u00ba, da CF\/1988)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. A lei or\u00e7ament\u00e1ria anual compreender\u00e1, entre outros, or\u00e7amento da seguridade social, <strong>abrangendo todas as entidades e \u00f3rg\u00e3os a ela vinculados<\/strong>, <strong>da administra\u00e7\u00e3o direta ou indireta, bem como os fundos e funda\u00e7\u00f5es institu\u00eddos e mantidos pelo Poder P\u00fablico<\/strong> (art. 165, \u00a7 5\u00ba, III, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Correta. O modelo de or\u00e7amento anual adotado na CF\/1988 \u00e9 meramente autorizativo, ou seja, como regra geral n\u00e3o existe obrigatoriedade de execu\u00e7\u00e3o das despesas consignadas no or\u00e7amento p\u00fablico, j\u00e1 que o Poder P\u00fablico tem a discricionariedade para avaliar a conveni\u00eancia e a oportunidade do que deve ou n\u00e3o ser executado. Em nosso pa\u00eds, o or\u00e7amento \u00e9 autorizativo na quase totalidade da LOA. Como regra geral, o fato de ser fixada uma despesa na lei or\u00e7ament\u00e1ria anual n\u00e3o gera o direito de exig\u00eancia de sua realiza\u00e7\u00e3o por via judicial. Isso \u00e9 diferente de despesas obrigat\u00f3rias, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, oriundas da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada \u00c9 vedada a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos que excedam o montante das despesas de capital, <strong>ressalvadas as autorizadas mediante cr\u00e9ditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta <\/strong>(art. 167, III, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errada. Apesar da vig\u00eancia de quatro anos, a lei que instituir o plano plurianual <strong>estabelecer\u00e1, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de dura\u00e7\u00e3o continuada <\/strong>(art. 165, \u00a7 1\u00ba, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra C<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>55 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) A respeito da receita p\u00fablica e de sua classifica\u00e7\u00e3o, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) O recebimento de amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica e o ingresso de recursos financeiros decorrentes de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito se classificam como receita corrente. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) As contribui\u00e7\u00f5es sociais e de melhoria, assim como as multas decorrentes do n\u00e3o pagamento de impostos, classificam-se como receitas tribut\u00e1rias. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) A defini\u00e7\u00e3o de receita p\u00fablica origin\u00e1ria inclui a cau\u00e7\u00e3o dada em garantia pelo particular que contrata com o poder p\u00fablico. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) O pagamento pelo consumo de energia el\u00e9trica e a taxa de preven\u00e7\u00e3o a inc\u00eandio constituem exemplos de receita p\u00fablica origin\u00e1ria e derivada, respectivamente. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) A receita proveniente da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dos estados \u00e9 classificada como origin\u00e1ria por estar diretamente relacionada ao exerc\u00edcio da compet\u00eancia constitucional daqueles entes federativos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>a) Errada. Amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica \u00e9 <strong>despesa de capital<\/strong> e as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito s\u00e3o <strong>receitas de capital<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. As receitas tribut\u00e1rias s\u00e3o oriundas de impostos, taxas e contribui\u00e7\u00f5es de melhoria. As contribui\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o receitas de <strong>contribui\u00e7\u00f5es<\/strong>. J\u00e1 as multas de impostos, classificam-se, segundo a nova classifica\u00e7\u00e3o da receita, como receita tribut\u00e1ria, identificadas pelo tipo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Errada. As cau\u00e7\u00f5es s\u00e3o receitas <strong>extraor\u00e7ament\u00e1rias<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Correta. O recebimento de recursos decorrente da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de fornecimento de energia el\u00e9trica \u00e9 classificado como receita origin\u00e1ria, pois n\u00e3o decorre do poder de imposi\u00e7\u00e3o do Estado, diferentemente das receitas de multas, que s\u00e3o receitas derivadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errada. A arrecada\u00e7\u00e3o de tributos \u00e9 classificada como receitas <strong>derivada<\/strong>, pois decorre do poder de imposi\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra D<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>56 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018)<\/strong> <strong>\u00c0 luz da CF, assinale a op\u00e7\u00e3o correta quanto \u00e0s leis or\u00e7ament\u00e1rias. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) Se o Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o encaminhar a proposta or\u00e7ament\u00e1ria no prazo previsto na LDO, o Poder Executivo dever\u00e1 enviar para o Poder Legislativo o projeto da LOA sem contemplar os recursos destinados a esse poder. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) A LDO deve anteceder a edi\u00e7\u00e3o da LOA, independentemente da esfera federativa, em virtude do seu car\u00e1ter anual. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) As eventuais altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com impacto na previs\u00e3o de receita devem ser incorporadas \u00e0 LOA. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) O objetivo constitucional de construir um programa geoecon\u00f4mico e social visando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais deve ser contemplado, prioritariamente, na LDO. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) Ao presidente da Rep\u00fablica \u00e9 vedado o envio de mensagem modificativa dos projetos relativos \u00e0s leis or\u00e7ament\u00e1rias subsequente ao parecer da comiss\u00e3o mista de deputados e senadores.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a) Errada. Se os \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o encaminharem as respectivas propostas or\u00e7ament\u00e1rias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias, o Poder Executivo considerar\u00e1, para fins de consolida\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria anual, <strong>os valores aprovados na lei or\u00e7ament\u00e1ria vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do \u00a7 1\u00ba deste artigo<\/strong> (art. 99, \u00a7 3\u00ba, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Correta. Como compete \u00e0 LDO orientar a elabora\u00e7\u00e3o da LOA, em tese deve ser encaminhada antes do envio da LOA para que o planejamento or\u00e7ament\u00e1rio fique coerente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Errada. A <strong>lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias <\/strong>compreender\u00e1 as metas e prioridades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, incluindo as despesas de capital para o exerc\u00edcio financeiro subsequente, orientar\u00e1 a elabora\u00e7\u00e3o da lei or\u00e7ament\u00e1ria anual, <u>dispor\u00e1 sobre as altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/u> e estabelecer\u00e1 a pol\u00edtica de aplica\u00e7\u00e3o das ag\u00eancias financeiras oficiais de fomento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada. Os <strong>or\u00e7amentos<\/strong> fiscal e de investimentos, compatibilizados com o <strong>plano plurianual,<\/strong> ter\u00e3o entre suas fun\u00e7\u00f5es a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo crit\u00e9rio populacional (art. 165, \u00a7 7\u00ba, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errada. O Presidente da Rep\u00fablica poder\u00e1 enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modifica\u00e7\u00e3o nos projetos a que se refere este artigo <strong>enquanto n\u00e3o iniciada a vota\u00e7\u00e3o,<\/strong> na Comiss\u00e3o mista, da parte cuja altera\u00e7\u00e3o \u00e9 proposta (art. 166, \u00a7 5\u00ba, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra B<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>57 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Acerca da despesa p\u00fablica, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) As subven\u00e7\u00f5es s\u00e3o transfer\u00eancias destinadas ao custeio de programas sociais e econ\u00f4micos previamente aprovados na lei or\u00e7ament\u00e1ria. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) O pr\u00e9vio empenho \u00e9 dispens\u00e1vel na medida em que a legisla\u00e7\u00e3o admite o adiantamento de pagamento de despesas que n\u00e3o se subordinam ao processo normal de aplica\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) O empenho \u00e9 o ato da autoridade competente que estabelece o cronograma de pagamento segundo a estimativa da despesa prevista na lei or\u00e7ament\u00e1ria. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) A despesa de custeio engloba os gastos p\u00fablicos com o pagamento dos juros e encargos da d\u00edvida p\u00fablica e sua amortiza\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) A liquida\u00e7\u00e3o da despesa p\u00fablica \u00e9 o pagamento mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de nota que certifica a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ou a entrega do produto.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a) Correta. Consideram-se subven\u00e7\u00f5es, para os efeitos desta lei, as transfer\u00eancias destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades beneficiadas, distinguindo-se como (art. 12, \u00a7 3\u00ba, da CF\/1988):<\/p>\n<p>_ subven\u00e7\u00f5es sociais, as que se destinem a institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas de car\u00e1ter assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa;<\/p>\n<p>_ subven\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, as que se destinem a empresas p\u00fablicas ou privadas de car\u00e1ter industrial, comercial, agr\u00edcola ou pastoril.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. \u00c9 <strong>vedada<\/strong> a realiza\u00e7\u00e3o de despesa sem pr\u00e9vio empenho (art. 60 da Lei 4320\/1964). O regime de adiantamento \u00e9 aplic\u00e1vel aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numer\u00e1rio a servidor, <strong>sempre precedida de empenho<\/strong> na dota\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para o fim de realizar despesas, que n\u00e3o possam subordinar-se ao processo normal de aplica\u00e7\u00e3o art. 68 da Lei 4320\/1964).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Errada. O empenho de despesa \u00e9 o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obriga\u00e7\u00e3o de pagamento pendente ou n\u00e3o de implemento de condi\u00e7\u00e3o (art. 58 da Lei 4320\/1964).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada. No \u00e2mbito da Lei 4320\/1964, os juros da d\u00edvida s\u00e3o <strong>transfer\u00eancias correntes<\/strong> e a amortiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida \u00e9 <strong>transfer\u00eancia de capital.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errada. \u00a0A liquida\u00e7\u00e3o da despesa consiste na verifica\u00e7\u00e3o do direito adquirido pelo credor tendo por base os t\u00edtulos e documentos comprobat\u00f3rios do respectivo cr\u00e9dito (art. 63 da Lei 4320\/1964).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra A<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>58 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 disciplina constitucional dos precat\u00f3rios, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) O Poder Executivo dever\u00e1 abrir cr\u00e9ditos adicionais com a indica\u00e7\u00e3o de recursos suficientes para saldar o d\u00e9bito no caso de esgotamento dos recursos destinados ao pagamento dos precat\u00f3rios requisitados pelo Poder Judici\u00e1rio. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) Os cr\u00e9ditos de natureza aliment\u00edcia devidos aos maiores de sessenta anos de idade ter\u00e3o prefer\u00eancia sobre os demais d\u00e9bitos inscritos em precat\u00f3rio, vedado o seu fracionamento para tal finalidade. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) Os juros de mora devem incidir no per\u00edodo compreendido entre a data de elabora\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos e a data de expedi\u00e7\u00e3o do precat\u00f3rio. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) O pagamento dos precat\u00f3rios deve ser feito rigorosamente de acordo com a ordem cronol\u00f3gica de sua apresenta\u00e7\u00e3o, independentemente do valor da obriga\u00e7\u00e3o imposta pela condena\u00e7\u00e3o judicial. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) Aos d\u00e9bitos judiciais dos conselhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o profissional aplica-se o regime de precat\u00f3rios e requisi\u00e7\u00f5es de pequeno valor.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a) Errada. \u00c9 obrigat\u00f3ria a inclus\u00e3o, no or\u00e7amento das entidades de direito p\u00fablico, de verba necess\u00e1ria ao pagamento de seus d\u00e9bitos, oriundos de senten\u00e7as transitadas em julgado, constantes de precat\u00f3rios judici\u00e1rios <strong>apresentados at\u00e9 1\u00ba de julho<\/strong>, fazendo-se o pagamento at\u00e9 o final do exerc\u00edcio seguinte, quando ter\u00e3o seus valores atualizados monetariamente (art. 100, \u00a7 5\u00ba, da CF\/1988).\u00a0Portanto, se o precat\u00f3rio for apresentado ap\u00f3s essa data, n\u00e3o haver\u00e1 necessidade de abertura de cr\u00e9dito adicionais<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. Os d\u00e9bitos de natureza aliment\u00edcia cujos titulares, origin\u00e1rios ou por sucess\u00e3o heredit\u00e1ria, tenham 60 (sessenta) anos de idade, ou sejam portadores de doen\u00e7a grave, ou pessoas com defici\u00eancia, assim definidos na forma da lei, ser\u00e3o pagos com prefer\u00eancia sobre todos os demais d\u00e9bitos, at\u00e9 o valor equivalente ao triplo fixado em lei para os fins do disposto no \u00a7 3\u00ba deste artigo, admitido o fracionamento para essa finalidade, sendo que o restante ser\u00e1 pago na ordem cronol\u00f3gica de apresenta\u00e7\u00e3o do precat\u00f3rio (art. 100, 2\u00ba, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Correta. De acordo com o STF, incidem juros da mora entre a data da realiza\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos e a da requisi\u00e7\u00e3o ou do precat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada. O disposto no <em>caput<\/em> deste artigo relativamente \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios <strong>n\u00e3o se aplica aos pagamentos de obriga\u00e7\u00f5es definidas em leis como de pequeno valor<\/strong> que as Fazendas referidas devam fazer em virtude de senten\u00e7a judicial transitada em julgado (art. 100, \u00a7 3\u00ba, da CF\/1988).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Errada. Segundo o STF, os pagamentos devidos, em raz\u00e3o de pronunciamento judicial, pelos conselhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o se submetem ao regime de precat\u00f3rios<\/strong>. O Plen\u00e1rio reconheceu que os conselhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o profissional s\u00e3o autarquias especiais, pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico, que se submetem \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o do TCU e ao sistema de concurso p\u00fablico para a sele\u00e7\u00e3o de pessoal. Al\u00e9m disso, esses \u00f3rg\u00e3os s\u00e3o dotados de poder de pol\u00edcia e poder arrecadador. Entretanto, eles n\u00e3o participam do or\u00e7amento p\u00fablico, n\u00e3o recebem aporte do Poder Central nem se confundem com a Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra C<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>59 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) A respeito de receita p\u00fablica e da sua reparti\u00e7\u00e3o no sistema constitucional, assinale a op\u00e7\u00e3o correta. <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) As multas administrativas n\u00e3o s\u00e3o inclu\u00eddas no conceito de receita p\u00fablica porque s\u00e3o atos punitivos. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) Todo ingresso de receita nos cofres do Estado pressup\u00f5e sua previs\u00e3o na lei or\u00e7ament\u00e1ria, pois a movimenta\u00e7\u00e3o de recursos financeiros exige a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o legislativa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) O princ\u00edpio da unidade de tesouraria implica a centraliza\u00e7\u00e3o de todo o ingresso de receitas no tesouro p\u00fablico para que seja contabilizado como receita provis\u00f3ria. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) A reten\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos atribu\u00eddos aos estados e derivados da receita dos impostos \u00e9 vedada \u00e0 Uni\u00e3o, raz\u00e3o pela qual \u00e9 inconstitucional o condicionamento do repasse ao pagamento de cr\u00e9ditos devidos ao governo federal. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) As parcelas do imposto sobre a renda retidas na fonte incidente sobre os rendimentos pagos pelos estados lhes pertencem, incorporando-se, desde logo, \u00e0s respectivas receitas correntes.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o que mistura Direito Constitucional (Sistema Tribut\u00e1rio Nacional) e Direito Financeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>a) Errada. Embora as multas sejam oriundas de atos de san\u00e7\u00e3o, s\u00e3o consideradas receitas <strong>or\u00e7ament\u00e1rias<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>b) Errada. Ressalvado o disposto no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 3\u00ba desta lei ser\u00e3o classificadas como receita or\u00e7ament\u00e1ria, sob as rubricas pr\u00f3prias, <strong>todas as receitas arrecadadas<\/strong>, inclusive as provenientes de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, <strong>ainda que n\u00e3o previstas no Or\u00e7amento<\/strong> (art. 57 da Lei 4320\/1964).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>c) Errada. \u00a0O recolhimento de todas as receitas far-se-\u00e1 em estrita observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio de unidade de tesouraria, <strong>vedada qualquer fragmenta\u00e7\u00e3o para cria\u00e7\u00e3o de caixas especiais<\/strong> (art. 56 da Lei 4320\/1964).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>d) Errada. De acordo com o art. 160 da CF\/1988, \u00e9 vedada a reten\u00e7\u00e3o ou qualquer restri\u00e7\u00e3o \u00e0 entrega e ao emprego dos recursos atribu\u00eddos, nesta se\u00e7\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios, neles compreendidos adicionais e acr\u00e9scimos relativos a impostos. Por\u00e9m, de acordo com o par\u00e1grafo \u00fanico do mesmo artigo, essa veda\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a Uni\u00e3o e os Estados de condicionarem a entrega de recursos ao pagamento de seus cr\u00e9ditos, inclusive de suas autarquias ou ao cumprimento do disposto no art. 198, \u00a7 2\u00ba, incisos II e III.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e) Correta. De acordo com o art. 157, I da CF\/88, pertencem aos Estados e ao Distrito Federal o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto da Uni\u00e3o sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer t\u00edtulo, por eles, suas autarquias e pelas funda\u00e7\u00f5es que institu\u00edrem e mantiverem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra E<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>77 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018)<\/strong> <strong>Multas e juros de mora que incidem sobre tributos arrecadados por entidades do setor p\u00fablico enquadram-se nas receitas <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) extraor\u00e7ament\u00e1rias, origin\u00e1rias e vinculadas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) or\u00e7ament\u00e1rias, correntes, origin\u00e1rias e vinculadas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) extraor\u00e7ament\u00e1rias, origin\u00e1rias e n\u00e3o vinculadas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) or\u00e7ament\u00e1rias, de capital, derivadas e n\u00e3o vinculadas. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) or\u00e7ament\u00e1rias, correntes, derivadas e n\u00e3o vinculadas.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Multas e juros de mora s\u00e3o classificadas como receitas <strong>or\u00e7ament\u00e1rias <\/strong>(incorporam-se ao patrim\u00f4nio do Estado), <strong>correntes<\/strong> (por terem origem tribut\u00e1ria), <strong>derivadas<\/strong> (pois s\u00e3o oriundas do poder de imposi\u00e7\u00e3o do Estado) e <strong>n\u00e3o vinculadas<\/strong>, uma vez que sua utiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 vinculada a \u00f3rg\u00e3o, fundo ou despesa.<\/p>\n<p>Resposta: Letra E<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>78 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) O lan\u00e7amento em que a legisla\u00e7\u00e3o atribui ao sujeito passivo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria o dever de antecipar o pagamento do tributo sem que haja pr\u00e9vio exame da autoridade administrativa denomina-se lan\u00e7amento <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) de of\u00edcio. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) direto. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) por homologa\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) por declara\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) pr\u00e9vio.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No lan\u00e7amento por <strong>homologa\u00e7\u00e3o ou autolan\u00e7amento<\/strong>, o pagamento e as informa\u00e7\u00f5es prestadas pelo contribuinte s\u00e3o realizados sem qualquer exame pr\u00e9vio da autoridade administrativa. S\u00e3o tributos de car\u00e1ter instant\u00e2neo e com multiplicidade de fatos geradores, em que o recolhimento \u00e9 exigido do devedor independentemente de pr\u00e9via manifesta\u00e7\u00e3o do sujeito ativo. Assim, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o sujeito ativo efetue o lan\u00e7amento para tornar exig\u00edvel a presta\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra C<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>79 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) Os empenhos aplic\u00e1veis \u00e0s despesas relacionadas ao consumo de energia el\u00e9trica e os aplic\u00e1veis aos compromissos decorrentes de alugu\u00e9is classificam-se, respectivamente, em <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) estimativos e globais. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) estimativos e ordin\u00e1rios. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) globais e estimativos. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) ordin\u00e1rios e estimativos. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) ordin\u00e1rios e globais.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O <strong>empenho por estimativa<\/strong> tem como caracter\u00edstica a exist\u00eancia de despesa cujo montante n\u00e3o se possa determinar. S\u00e3o exemplos as <strong>despesas <\/strong>relacionadas ao consumo de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>O <strong>empenho global<\/strong> \u00e9 utilizado para atender \u00e0s despesas com montante definido, por\u00e9m para aquelas contratuais e outras sujeitas a parcelamento. S\u00e3o exemplos as despesas decorrentes de alugu\u00e9is.<\/p>\n<p>Resposta: Letra A<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>80 (CESPE \u2013 Auditor de Contas P\u00fablicas &#8211; TCE\/PB \u2013 2018) As fases da receita or\u00e7ament\u00e1ria e da despesa or\u00e7ament\u00e1ria em que h\u00e1 o reconhecimento cont\u00e1bil desses eventos pelas entidades do setor p\u00fablico s\u00e3o, respectivamente, as fases de <\/strong><\/p>\n<p><strong>a) recolhimento e de liquida\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>b) arrecada\u00e7\u00e3o e de empenho. <\/strong><\/p>\n<p><strong>c) recolhimento e de empenho. <\/strong><\/p>\n<p><strong>d) lan\u00e7amento e de liquida\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/p>\n<p><strong>e) arrecada\u00e7\u00e3o e de pagamento.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Lei 4320\/1964, pelo enfoque or\u00e7ament\u00e1rio:<\/p>\n<p><em>Art. 35. Pertencem ao exerc\u00edcio financeiro: <\/em><\/p>\n<p><em>I \u2013 as receitas nele <strong>arrecadadas<\/strong>; <\/em><\/p>\n<p><em>II \u2013 as despesas nele legalmente <strong>empenhadas<\/strong>.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resposta: Letra B<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quer aprender AFO e Direito Financeiro de verdade e &#8220;arrebentar em provas como essa&#8221;? Invista nos cursos espec\u00edficos para o seu concurso clique em: <a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/cursosPorProfessor\/sergio-mendes-3000\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quero aprender AFO e LRF de verdade.<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Forte abra\u00e7o!<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Mendes<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.instagram.com\/sergiomendesafo\">www.instagram.com\/sergiomendesafo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/sergiomendesafo\">www.facebook.com\/sergiomendesafo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/sergiomendesafo\">www.youtube.com\/sergiomendesafo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.portaldoorcamento.com.br\/\">www.portaldoorcamento.com.br<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prova comentada TCE-PB &#8211; Auditor de Contas P\u00fablicas No\u00e7\u00f5es\u00a0 de \u00a0Administra\u00e7\u00e3o\u00a0 Or\u00e7ament\u00e1ria\u00a0 e Financeira\u00a0 e Or\u00e7amento\u00a0 P\u00fablico Direito Financeiro &nbsp; Ol\u00e1 amigos! Foi realizada a prova do TCE\/PB para o cargo de Auditor\u00a0 de Contas P\u00fablicas e, como era esperado, vieram muitas quest\u00f5es de AFO e Direito Financeiro. 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