{"id":1019689,"date":"2022-05-03T03:14:41","date_gmt":"2022-05-03T06:14:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1019689"},"modified":"2022-05-03T03:14:43","modified_gmt":"2022-05-03T06:14:43","slug":"informativo-stj-732-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-732-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 732 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><br \/>Informativo n\u00ba 732 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/05\/03031358\/stj-732.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_y8w2y92ioIQ\"><div id=\"lyte_y8w2y92ioIQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/y8w2y92ioIQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/y8w2y92ioIQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/y8w2y92ioIQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-interesses-particulares-dos-proprietarios-dos-imoveis-e-intervencao-fedecal\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interesses particulares dos propriet\u00e1rios dos im\u00f3veis e interven\u00e7\u00e3o fedecal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A excepcionalidade e a gravidade que circundam a interven\u00e7\u00e3o federal, bem como a complexidade que emana do cumprimento da ordem de desocupa\u00e7\u00e3o, sobrep\u00f5em-se ao interesse particular dos propriet\u00e1rios do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>IF 113-PR, Rel. Min. Jorge Mussi, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 06\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Suzete realizou pedido de interven\u00e7\u00e3o federal perante o Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1, com amparo no art. 34, VI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, sob alega\u00e7\u00e3o de descumprimento de ordem judicial de reintegra\u00e7\u00e3o de posse pelo ente federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, o Estado do Paran\u00e1 sustenta que tem trabalhado no sentido de viabilizar a desocupa\u00e7\u00e3o mediante atua\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os, aliada \u00e0 necessidade de reassentamento das fam\u00edlias em outro local.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 34. A Uni\u00e3o n\u00e3o intervir\u00e1 nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; manter a integridade nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; repelir invas\u00e3o estrangeira ou de uma unidade da Federa\u00e7\u00e3o em outra;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; p\u00f4r termo a grave comprometimento da ordem p\u00fablica;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; garantir o livre exerc\u00edcio de qualquer dos Poderes nas unidades da Federa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; reorganizar as finan\u00e7as da unidade da Federa\u00e7\u00e3o que:<\/p>\n\n\n\n<p>a) suspender o pagamento da d\u00edvida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de for\u00e7a maior;<\/p>\n\n\n\n<p>b) deixar de entregar aos Munic\u00edpios receitas tribut\u00e1rias fixadas nesta Constitui\u00e7\u00e3o, dentro dos prazos estabelecidos em lei;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; prover a execu\u00e7\u00e3o de lei federal, ordem ou decis\u00e3o judicial;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; assegurar a observ\u00e2ncia dos seguintes princ\u00edpios constitucionais:<\/p>\n\n\n\n<p>a) forma republicana, sistema representativo e regime democr\u00e1tico;<\/p>\n\n\n\n<p>b) direitos da pessoa humana;<\/p>\n\n\n\n<p>c) autonomia municipal;<\/p>\n\n\n\n<p>d) presta\u00e7\u00e3o de contas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, direta e indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>e) aplica\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transfer\u00eancias, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino e nas a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-intervem-ou-nao\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interv\u00e9m ou n\u00e3o?<\/a>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>&nbsp;Nah!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A interven\u00e7\u00e3o federal \u00e9 medida de natureza EXCEPCIONAL, por limitar a autonomia do ente federado, com vistas a restabelecer o equil\u00edbrio federativo, cujas hip\u00f3teses de cabimento encontram-se previstas taxativamente no art. 34 da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>. A finalidade da interven\u00e7\u00e3o consiste em resguardar a estrutura estabelecida na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, sobretudo quando se estiver diante de atos atentat\u00f3rios praticados pelos entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, os documentos acostados evidenciam que o n\u00e3o cumprimento da ordem de desocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem o cond\u00e3o de autorizar interven\u00e7\u00e3o, medida excepcional, porque as circunst\u00e2ncias dos fatos e justificativas apresentadas pelo ente estatal, no <a>sentido de que viabilizar a desocupa\u00e7\u00e3o mediante atua\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os, aliada \u00e0 necessidade de reassentamento das fam\u00edlias em outro local<\/a>, devem ser sopesadas com o direito dos requerentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A excepcionalidade e a gravidade que circundam a interven\u00e7\u00e3o federal, bem como a complexidade que emana do cumprimento da ordem de desocupa\u00e7\u00e3o, sobrep\u00f5em-se ao interesse particular dos propriet\u00e1rios do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 como reconhecer tenha o ente estatal se mantido inerte, em afronta \u00e0 decis\u00e3o judicial, n\u00e3o havendo que se falar em recusa il\u00edcita, a ponto de justificar a interven\u00e7\u00e3o, porquanto a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica comprovada nos autos revela quest\u00e3o de cunho social e coletivo, desbordando da esfera individual dos requisitantes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do pedido de interven\u00e7\u00e3o federal perpassa inevitavelmente pela aplica\u00e7\u00e3o das normas constitucionais, encontrando solu\u00e7\u00e3o imediata no princ\u00edpio da proporcionalidade, e, em seguida, na tomada de novas medidas administrativas e, se for o caso, judiciais frente \u00e0 realidade atual da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal conclus\u00e3o afigura-se ainda mais consent\u00e2nea \u00e0 hip\u00f3tese, ao constatar-se que remanesce aos requerentes o direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o, que pode ser exercido por meio de a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A excepcionalidade e a gravidade que circundam a interven\u00e7\u00e3o federal, bem como a complexidade que emana do cumprimento da ordem de desocupa\u00e7\u00e3o, sobrep\u00f5em-se ao interesse particular dos propriet\u00e1rios do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-estacionamento-de-veiculo-em-vaga-reservada-a-pessoa-com-deficiencia-e-dano-moral-coletivo\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estacionamento de ve\u00edculo em vaga reservada \u00e0 pessoa com defici\u00eancia e dano moral coletivo.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>estacionamento de ve\u00edculo em vaga reservada \u00e0 pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o configura dano moral coletivo.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.927.324-SP, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022, DJe 07\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O MP ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em desfavor de Creiton, visando \u00e0 condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u, condutor de ve\u00edculo automotor, ao pagamento de compensa\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo, em raz\u00e3o de ter estacionado em vaga reservada \u00e0 pessoa com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Conforme o MP, diante do grande n\u00famero de autua\u00e7\u00f5es realizadas pela Pol\u00edcia Militar e demais agentes de tr\u00e2nsito, as meras penalidades administrativas previstas para tais situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o sendo suficientes para coibir o uso indevido das vagas de uso exclusivo de pessoas com defici\u00eancia ou idosos, o que gera, por seu turno, uma s\u00e9rie de dificuldades \u00e0queles que deveriam ser os reais benefici\u00e1rios da norma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-configurado-o-dano-moral-coletivo\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Configurado o dano moral coletivo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dano moral coletivo \u00e9 categoria aut\u00f4noma de dano, independente de atributos da pessoa humana (dor, sofrimento etc.), e que se configura nos casos em que h\u00e1 les\u00e3o \u00e0 esfera extrapatrimonial de determinada comunidade e fique demonstrado que a conduta agride, de modo ilegal ou intoler\u00e1vel, os valores fundamentais da sociedade, causando repulsa e indigna\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia coletiva. Preenchidos esses requisitos, o dano configura-se&nbsp;<em>in re ipsa<\/em>, dispensando, portanto, a demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos concretos ou de efetivo abalo moral.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o pedido \u00e9 de condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u condutor de ve\u00edculo automotor ao pagamento de compensa\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo, em raz\u00e3o de ter estacionado em vaga reservada \u00e0 pessoa com defici\u00eancia; ausentes peculiaridades do caso, como reincid\u00eancia ou maior desvalor na conduta da pessoa natural.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em casos tais, a Segunda Turma do STJ n\u00e3o tem acolhido a pretens\u00e3o condenat\u00f3ria, considerando a aus\u00eancia de elementos que, n\u00e3o obstante a relev\u00e2ncia da tutela coletiva dos direitos da pessoa com defici\u00eancia ou idosa, evidenciem que a conduta agrida, de modo intoler\u00e1vel, os valores fundamentais da sociedade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 como afirmar que a conduta tenha infringido valores essenciais da sociedade ou que possua atributos da gravidade e intolerabilidade. O caso trata, pois, de mera infring\u00eancia \u00e0 lei de tr\u00e2nsito, o que \u00e9 insuficiente para a caracteriza\u00e7\u00e3o do dano moral coletivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O estacionamento de ve\u00edculo em vaga reservada \u00e0 pessoa com defici\u00eancia n\u00e3o configura dano moral coletivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-imunidade-profissional-do-advogado-e-possibilidade-de-condenacao-pelos-eventuais-excessos\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imunidade profissional do advogado e possibilidade de condena\u00e7\u00e3o pelos eventuais excessos<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Excessos cometidos pelo advogado n\u00e3o podem ser cobertos pela imunidade profissional, sendo em tese poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil ou penal do caus\u00eddico pelos danos que provocar no exerc\u00edcio de sua atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.731.439-DF, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022, DJe 08\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Dr. Creisson, advogado, indignado com a senten\u00e7a prolatada pelo juiz do trabalho Craudio, apresentou recurso com express\u00f5es grosseiras, desairosas e com o prop\u00f3sito de atacar o Magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Craudio moveu a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o em face do advogado, alegando que a inviolabilidade profissional do advogado n\u00e3o incide quando proferidas express\u00f5es cujo objetivo n\u00e3o \u00e9 outro sen\u00e3o ofender o juiz da causa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 133. O advogado \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, sendo inviol\u00e1vel por seus atos e manifesta\u00e7\u00f5es no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, nos limites da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 8.906\/1994:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba S\u00e3o direitos do advogado:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II \u2013 a inviolabilidade de seu escrit\u00f3rio ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspond\u00eancia escrita, eletr\u00f4nica, telef\u00f4nica e telem\u00e1tica, desde que relativas ao exerc\u00edcio da advocacia;<\/p>\n\n\n\n<p>XIX &#8211; recusar-se a depor como testemunha em processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6<sup>o<\/sup>&nbsp; Presentes ind\u00edcios de autoria e materialidade da pr\u00e1tica de crime por parte de advogado, a autoridade judici\u00e1ria competente poder\u00e1 decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>deste artigo, em decis\u00e3o motivada, expedindo mandado de busca e apreens\u00e3o, espec\u00edfico e pormenorizado, a ser cumprido na presen\u00e7a de representante da OAB, sendo, em qualquer hip\u00f3tese, vedada a utiliza\u00e7\u00e3o dos documentos, das m\u00eddias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informa\u00e7\u00f5es sobre clientes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-possivel-a-responsabilizacao-do-advogado-quando-cometidos-excessos\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o do advogado quando cometidos \u201cexcessos\u201d?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Em tese, SIM!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de controv\u00e9rsia, em sede de a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria movida por magistrado contra advogada, acerca dos limites da inviolabilidade dos advogados no exerc\u00edcio de sua essencial atividade profissional, ante a alega\u00e7\u00e3o de excesso quando da formula\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es de recurso ordin\u00e1rio em face do Juiz do Trabalho, prolator da senten\u00e7a apelada e autor da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, na segunda parte do seu art. 133, ilumina a interpreta\u00e7\u00e3o das normas federais infraconstitucionais, dispondo que o advogado \u00e9 &#8220;inviol\u00e1vel por seus atos e manifesta\u00e7\u00f5es no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, nos limites da lei&#8221;.<\/strong> A necess\u00e1ria inviolabilidade do profissional da advocacia encontra naturalmente seus LIMITES na pr\u00f3pria lei, sendo a norma do art. 133 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de efic\u00e1cia redut\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>O ordenamento jur\u00eddico, a\u00ed incluindo-se o Estatuto da Advocacia, d\u00e1 o tom e a medida dessa prerrogativa, pois a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o alcan\u00e7ou ao advogado um salvo conduto de indenidade, estando a prerrogativa voltada a um prof\u00edcuo exerc\u00edcio de sua atividade essencial \u00e0 presta\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, n\u00e3o se podendo da\u00ed DESBORDAR a sua inviolabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estatuto da Advocacia fez descriminar que a inviolabilidade configura-se mediante o sigilo profissional (art. 7\u00ba, II e XIX e \u00a76\u00ba) e enquanto imunidade penal (art. 7\u00ba, \u00a7\u00a72\u00ba e 3\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se a imunidade de um instrumento para garantir a efetividade da atua\u00e7\u00e3o do advogado na tutela dos interesses do seu cliente, n\u00e3o de uma licen\u00e7a para ofender em situa\u00e7\u00f5es em que o advogado n\u00e3o esteja desempenhando a advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As ofensas cometidas por ocasi\u00e3o do exerc\u00edcio de suas atividades &#8211; mas n\u00e3o no exerc\u00edcio destas atividades, pois a advocacia n\u00e3o se compraz com a zombaria, o vilip\u00eandio de direitos, notadamente ligados \u00e0 dignidade, o desrespeito &#8211; podem dar azo ao reconhecimento da pr\u00e1tica de ato il\u00edcito pelo caus\u00eddico e, ainda, ao reconhecimento do direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos morais por elas ocasionadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 por outra raz\u00e3o que o pr\u00f3prio Estatuto da Advocacia exorta os profissionais a &#8220;proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que contribua para o prest\u00edgio da classe e da advocacia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o alcance do seu desiderato, na hip\u00f3tese, de modo algum precisaria, o caus\u00eddico, ter utilizado coloca\u00e7\u00f5es deselegantes, adotado tom jocoso e desrespeitoso para evidenciar o desacerto da decis\u00e3o do magistrado que, quando da indica\u00e7\u00e3o das provid\u00eancias judiciais, determinou o envio de c\u00f3pias para o Minist\u00e9rio P\u00fablico para apura\u00e7\u00e3o de eventual ato il\u00edcito cometido na esp\u00e9cie e de of\u00edcio para a OAB, para a apura\u00e7\u00e3o de eventual desvio de conduta do profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente o resultado posteriormente obtido no sentido de ver reformada a decis\u00e3o ora referida seria alcan\u00e7ado tivesse o profissional atendido ao que a \u00e9tica profissional dele exigia, \u00e9tica aqui entendida no benfazejo sentido da temperan\u00e7a, mansid\u00e3o, magnanimidade, respeito, decoro e urbanidade com os demais atores do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A par do destempero verificado na hip\u00f3tese, ele o fora no contexto da impugna\u00e7\u00e3o elaborada contra a senten\u00e7a prolatada, raz\u00e3o por que n\u00e3o existe espa\u00e7o para o reconhecimento de dano moral indeniz\u00e1vel. Assim, apesar de desconfort\u00e1veis, as impreca\u00e7\u00f5es n\u00e3o se avolumaram em intensidade a ponto de ferir-se o plano da dignidade do magistrado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Excessos cometidos pelo advogado n\u00e3o podem ser cobertos pela imunidade profissional, sendo em tese poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o civil ou penal do caus\u00eddico pelos danos que provocar no exerc\u00edcio de sua atividade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-termo-inicial-dos-juros-de-mora-incidentes-sobre-as-diferencas-entre-os-valores-do-aluguel-estabelecido-no-contrato-e-aquele-fixado-na-acao-renovatoria\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Termo inicial dos juros de mora incidentes sobre as diferen\u00e7as entre os valores do aluguel estabelecido no contrato e aquele fixado na a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O termo inicial <a>dos juros de mora incidentes sobre as diferen\u00e7as entre os valores do aluguel estabelecido no contrato e aquele fixado na a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria <\/a><a>ser\u00e1 a data para pagamento fixada na pr\u00f3pria senten\u00e7a transitada em julgado (mora ex re) ou a data da intima\u00e7\u00e3o do devedor para pagamento na fase de cumprimento de senten\u00e7a (mora ex persona).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.888.401-DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/03\/2022, DJe 05\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Lojas Mexicanas S.A. promoveu a\u00e7\u00e3o em desfavor de Imobile Investimentos Imobili\u00e1rios Ltda. postulando a renova\u00e7\u00e3o de contrato de aluguel de im\u00f3vel n\u00e3o residencial. O Magistrado de primeiro grau julgou procedente o pedido para declarar renovado o contrato pelo prazo de 10 (dez) anos, assim como determinou que, caso n\u00e3o fosse adimplida voluntariamente a diferen\u00e7a entre os alugu\u00e9is quitados e os arbitrados, a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pelo INPC e os juros morat\u00f3rios fluiriam desde a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Interposta apela\u00e7\u00e3o pela r\u00e9, o Tribunal local deu-lhe parcial provimento para adotar o IGP-DI-FGV como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e determinar que os juros de mora incidam a contar do inadimplemento de cada obriga\u00e7\u00e3o. Inconformada, Lojas Mexicanas interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta ser inadmiss\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o da data do vencimento de cada aluguel como o termo inicial dos juros de mora, devendo ser estabelecida a data da intima\u00e7\u00e3o para o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o ou a data do tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria, assim como das diferen\u00e7as dos alugu\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.245\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 51. Nas loca\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis destinados ao com\u00e9rcio, o locat\u00e1rio ter\u00e1 direito a renova\u00e7\u00e3o do contrato, por igual prazo, desde que, cumulativamente:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o prazo m\u00ednimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos contratos escritos seja de cinco anos;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; o locat\u00e1rio esteja explorando seu com\u00e9rcio, no mesmo ramo, pelo prazo m\u00ednimo e ininterrupto de tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 72. A contesta\u00e7\u00e3o do locador, al\u00e9m da defesa de direito que possa caber, ficar\u00e1 adstrita, quanto \u00e0 mat\u00e9ria de fato, ao&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Na contesta\u00e7\u00e3o, o locador, ou sublocador, poder\u00e1 pedir, ainda, a fixa\u00e7\u00e3o de aluguel provis\u00f3rio, para vigorar a partir do primeiro m\u00eas do prazo do contrato a ser renovado, n\u00e3o excedente a oitenta por cento do pedido, desde que apresentados elementos h\u00e1beis para aferi\u00e7\u00e3o do justo valor do aluguel.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 73. Renovada a loca\u00e7\u00e3o, as diferen\u00e7as dos alugu\u00e9is vencidos ser\u00e3o executadas nos pr\u00f3prios autos da a\u00e7\u00e3o e pagas de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n\n\n\n<p>CC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 394. Considera-se em mora o devedor que n\u00e3o efetuar o pagamento e o credor que n\u00e3o quiser receb\u00ea-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a conven\u00e7\u00e3o estabelecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 396. N\u00e3o havendo fato ou omiss\u00e3o imput\u00e1vel ao devedor, n\u00e3o incorre este em mora.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-qual-o-termo-inicial-a-ser-observado\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o termo inicial a ser observado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data para pagamento fixada na pr\u00f3pria senten\u00e7a transitada em julgado (mora ex re) ou a data da intima\u00e7\u00e3o do devedor para pagamento na fase de cumprimento de senten\u00e7a (mora ex persona)!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No que tange ao termo inicial dos juros, importante relembrar, preliminarmente, que a <a>Lei n. 8.245\/1991 <\/a>previu o direito do locat\u00e1rio n\u00e3o residencial \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do contrato, por igual prazo, quando preenchidos os pressupostos do seu art. 51, quais sejam, contrato escrito e por tempo determinado, prazo m\u00ednimo dos contratos de 5 (cinco) anos e o locat\u00e1rio esteja explorando seu com\u00e9rcio, no mesmo ramo, h\u00e1 pelo menos 3 (tr\u00eas) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto<strong>, a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria \u00e9 um mecanismo processual para compelir o locador do im\u00f3vel n\u00e3o residencial a renovar o contrato de loca\u00e7\u00e3o, protegendo, assim, o esfor\u00e7o do locat\u00e1rio empres\u00e1rio de tornar sua atividade lucrativa<\/strong> e, de outro lado, impossibilitando que o locador usurpe o afinco alheio para se locupletar indevidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>De outro lado, a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia n\u00e3o deixa o locador desprotegido e submisso \u00e0 benevol\u00eancia do locat\u00e1rio quanto aos termos da renova\u00e7\u00e3o e, para tanto, d\u00e1 a possibilidade de requerer, em sua contesta\u00e7\u00e3o, a fixa\u00e7\u00e3o de aluguel provis\u00f3rio, que vigorar\u00e1 a partir do primeiro m\u00eas do prazo do contrato a ser renovado, n\u00e3o excedente a 80% do pedido e desde que presentes elementos h\u00e1beis para aferi\u00e7\u00e3o do justo valor do aluguel (art. 72, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 8.245\/1991).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>julgada procedente a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria, as diferen\u00e7as dos alugu\u00e9is vencidos ser\u00e3o executados nos pr\u00f3prios autos da a\u00e7\u00e3o e pagas de uma s\u00f3 vez, consoante determina o art. 73 da referida lei.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o que se coloca em discuss\u00e3o diz respeito ao termo inicial dos juros de mora incidentes sobre essas diferen\u00e7as dos alugu\u00e9is, tendo o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido determinado sua incid\u00eancia a partir do vencimento de cada parcela, pois o aluguel fixado na a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria \u00e9 devido desde a data da renova\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, importante anotar que o art. 394 do <a>CC<\/a> considera em mora o devedor que n\u00e3o efetuar o pagamento e o credor que n\u00e3o quiser receb\u00ea-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a conven\u00e7\u00e3o estabelecer, enquanto o art. 396 do CC determina que n\u00e3o incorrer\u00e1 em mora o devedor quando n\u00e3o houver fato ou omiss\u00e3o que lhe seja imput\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Salienta-se que os alugu\u00e9is provis\u00f3rios poder\u00e3o ou n\u00e3o ser fixados pelo Magistrado na a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria, mas, independente do seu arbitramento, o locat\u00e1rio dever\u00e1 manter o pagamento de alugu\u00e9is ao locador, seja do valor anteriormente estabelecido no contrato, seja do montante correspondente aos alugu\u00e9is provis\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a diferen\u00e7a entre os alugu\u00e9is que vinham sendo pagos durante a a\u00e7\u00e3o e aqueles fixados na senten\u00e7a \u00e9 que ser\u00e1 objeto de execu\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3prios autos e pagos em uma \u00fanica parcela, o que implica em definir qual o termo inicial dos juros morat\u00f3rios incidentes sobre a referida verba.<\/p>\n\n\n\n<p>Conjugando os comandos normativos do C\u00f3digo Civil e da Lei n. 8.245\/1991, v\u00ea-se que a aus\u00eancia de uma d\u00edvida exequ\u00edvel torna invi\u00e1vel a fixa\u00e7\u00e3o do termo inicial dos juros morat\u00f3rios como a data do vencimento de cada parcela, consoante determinado pelo ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;<em>a quo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nota-se que somente ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a condenat\u00f3ria que fixa o valor do aluguel a ser renovado \u00e9 que se poder\u00e1 apurar o montante devido e, a partir de ent\u00e3o, incidir os juros de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a Terceira Turma do STJ, em recent\u00edssimo julgado de relatoria da Ministra Nancy Andrighi, <strong>entendeu que o tr\u00e2nsito em julgado apenas implica o fato de que o credor das diferen\u00e7as dos alugu\u00e9is possui o direito ao cr\u00e9dito e a pretens\u00e3o de sua cobran\u00e7a, o que n\u00e3o pressup\u00f5e, necessariamente, a mora do devedor<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Salientou-se que a mora do devedor n\u00e3o decorre t\u00e3o somente da exigibilidade da d\u00edvida, sendo necess\u00e1ria a interpela\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial do devedor, conforme determina o art. 397 do CC.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, deve-se perquirir se a senten\u00e7a da a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria fixa prazo para o pagamento do saldo devedor, haja vista que, se o fizer, a mora do devedor se dar\u00e1 com o tr\u00e2nsito em julgado (mora&nbsp;<em>ex re<\/em>), mas caso o t\u00edtulo executivo judicial n\u00e3o fa\u00e7a refer\u00eancia ao prazo para adimplemento, caber\u00e1 ao credor interpelar o devedor para pagamento (mora&nbsp;<em>ex persona<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O termo inicial dos juros de mora incidentes sobre as diferen\u00e7as entre os valores do aluguel estabelecido no contrato e aquele fixado na a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria ser\u00e1 a data para pagamento fixada na pr\u00f3pria senten\u00e7a transitada em julgado (mora&nbsp;<em>ex re<\/em>) ou a data da intima\u00e7\u00e3o do devedor para pagamento na fase de cumprimento de senten\u00e7a (mora&nbsp;<em>ex persona<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-prazo-prescricional-e-fluencia-antes-do-transito-em-julgado-da-sentenca-penal\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo prescricional e flu\u00eancia antes do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 200 do <a>CC\/2002 <\/a>assegura que o prazo prescricional n\u00e3o comece a fluir antes do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal, independentemente do resultado da a\u00e7\u00e3o na esfera criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.987.108-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 29\/03\/2022, DJe 01\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em face de Tadeu, alegando ter sido v\u00edtima de amea\u00e7as e abuso sexual por parte deste ainda no ano de 2001. A den\u00fancia foi oferecida pelo MP em 2012, \u00e9poca em que Creide completou 18 anos de idade, por\u00e9m, a a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi interposta em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz de primeiro grau e o TJ rejeitaram a alega\u00e7\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o, sob o fundamento de que n\u00e3o correr\u00e1 prescri\u00e7\u00e3o antes da prola\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a definitiva no \u00e2mbito da jurisdi\u00e7\u00e3o criminal, se a a\u00e7\u00e3o se originou de fato que deva ser apurado por aquele Ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Tadeu interp\u00f4s recurso especial no qual alega que a aplica\u00e7\u00e3o da causa de suspens\u00e3o invocada no ac\u00f3rd\u00e3o impugnado pressup\u00f5e o exerc\u00edcio v\u00e1lido da a\u00e7\u00e3o penal, raz\u00e3o pela qual, uma vez reconhecida a decad\u00eancia (como no caso), o prazo prescricional come\u00e7aria a fluir, no m\u00e1ximo, a partir dessa decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 200. Quando a a\u00e7\u00e3o se originar de fato que deva ser apurado no ju\u00edzo criminal, n\u00e3o correr\u00e1 a prescri\u00e7\u00e3o antes da respectiva senten\u00e7a definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 935. A responsabilidade civil \u00e9 independente da criminal, n\u00e3o se podendo questionar mais sobre a exist\u00eancia do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas quest\u00f5es se acharem decididas no ju\u00edzo criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;65.&nbsp;&nbsp;Faz coisa julgada no c\u00edvel a senten\u00e7a penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em leg\u00edtima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exerc\u00edcio regular de direito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-o-prazo-inicia-se-antes-do-transito-da-acao-penal\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O prazo inicia-se antes do tr\u00e2nsito da a\u00e7\u00e3o penal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acerca da interpreta\u00e7\u00e3o ao art. 200 do diploma civil, merece registro que, consoante abalizada doutrina, trata-se de &#8220;causa especial de suspens\u00e3o de prescri\u00e7\u00e3o&#8221;, na medida em que impede o transcurso do tempo necess\u00e1rio para a extin\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o pela in\u00e9rcia do interessado.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do mencionado dispositivo legal tem campo, justamente, quando existe uma rela\u00e7\u00e3o de prejudicialidade entre as esferas c\u00edvel e penal. Quer dizer que a independ\u00eancia entre tais inst\u00e2ncias n\u00e3o \u00e9 absoluta, porquanto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel indagar a exist\u00eancia do fato e sua autoria no ju\u00edzo c\u00edvel quando estas quest\u00f5es se acharem decididas na esfera penal (art. 935 do CC\/2002), assim como tamb\u00e9m quando nesta for reconhecida causa excludente de ilicitude, dentre os quais o estado de necessidade, a leg\u00edtima defesa, o estrito cumprimento de dever legal e o exerc\u00edcio regular de um direito (art. 65 do <a>CPP<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Acerca do assunto, <strong>o STJ j\u00e1 decidiu reiteradas vezes que &#8220;a aplica\u00e7\u00e3o do art. 200 do CC\/2002 tem valia quando houver rela\u00e7\u00e3o de prejudicialidade entre as esferas c\u00edvel e penal &#8211; isto \u00e9, quando a conduta originar-se de fato tamb\u00e9m a ser apurado no ju\u00edzo criminal -, sendo fundamental a exist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o penal em curso (ou ao menos inqu\u00e9rito policial em tr\u00e2mite)<\/strong>&#8220;(REsp 1.135.988\/SP, 4\u00aa Turma, DJe 17\/10\/2013).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A finalidade, pois, do preceituado no art. 200 do CC\/2002 \u00e9 evitar a possibilidade de solu\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias entre as duas searas, especialmente quando a solu\u00e7\u00e3o do processo penal seja determinante do resultado do processo c\u00edvel. Por isso, permite-se \u00e0 v\u00edtima aguardar a solu\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal para apenas depois ajuizar a demanda indenizat\u00f3ria na esfera c\u00edvel<\/strong> (REsp 1.180.237\/MT, 3\u00aa Turma, DJe 22\/06\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se descura, tamb\u00e9m, da utilidade do disposto no mencionado preceito legal quando o ofendido desconhece as circunst\u00e2ncias concretas em que se deu o evento danoso, ou mesmo a identifica\u00e7\u00e3o de todos os respons\u00e1veis pela sua ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que a causa de suspens\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o consagrada na previs\u00e3o normativa em comento aplica-se \u00e0s v\u00edtimas do delito a ser apurado na esfera penal, de forma a serem favorecidas, uma vez que ter\u00e3o a faculdade de aguardar o desfecho do processo criminal para promover a pretens\u00e3o indenizat\u00f3ria na esfera c\u00edvel (a\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>ex delicto<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante esclarecer, ainda, que o art. 200 do CC\/2002 incidir\u00e1 INDEPENDENTEMENTE do resultado alcan\u00e7ado na esfera criminal, ou seja, mesmo se for reconhecida a decad\u00eancia no processo crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha de ideias, a doutrina destaca que &#8220;o legislador n\u00e3o discrimina crit\u00e9rio diverso para a hip\u00f3tese de senten\u00e7a penal absolut\u00f3ria, com responsabilidade civil apenas residual; n\u00e3o negado o fato ou a sua autoria, a prescri\u00e7\u00e3o correr\u00e1 da senten\u00e7a definitiva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tal entendimento prestigia a boa-f\u00e9 objetiva, impedindo que o prazo prescricional para deduzir a pretens\u00e3o reparat\u00f3ria se inicie previamente \u00e0 apura\u00e7\u00e3o definitiva do fato no ju\u00edzo criminal, criando uma esp\u00e9cie legal de&nbsp;<em>actio nata<\/em>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O art. 200 do CC\/2002 assegura que o prazo prescricional n\u00e3o comece a fluir antes do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal, independentemente do resultado da a\u00e7\u00e3o na esfera criminal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-impenhorabilidade-do-bem-de-familia-oferecido-como-caucao-em-contrato-de-locacao-comercial\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia oferecido como CAU\u00c7\u00c3O em contrato de loca\u00e7\u00e3o comercial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 impenhor\u00e1vel o bem de fam\u00edlia oferecido como cau\u00e7\u00e3o em contrato de loca\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.789.505-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 22\/03\/2022, DJe 07\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Lurdinha moveu a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial (contrato de loca\u00e7\u00e3o comercial) em face de Creosvaldo, o qual, r\u00e1pido como um raio, alegou que o im\u00f3vel que ele oferecera como cau\u00e7\u00e3o se tratava impenhorabilidade de bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agravo de instrumento, o tribunal local entendeu que a impenhorabilidade deveria ceder em raz\u00e3o da semelhan\u00e7a da cau\u00e7\u00e3o com o instituto da hipoteca que faria incidir a exce\u00e7\u00e3o prevista no artigo 3\u00ba, V, da Lei n\u00ba 8.009\/90. Tamb\u00e9m entendeu a corte local que houve ren\u00fancia expressa \u00e0 eventual prote\u00e7\u00e3o de bem de fam\u00edlia pelo caucionante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.245\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. No contrato de loca\u00e7\u00e3o, pode o locador exigir do locat\u00e1rio as seguintes modalidades de garantia:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; cau\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; fian\u00e7a;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; seguro de fian\u00e7a locat\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; cess\u00e3o fiduci\u00e1ria de quotas de fundo de investimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 vedada, sob pena de nulidade, mais de uma das modalidades de garantia num mesmo contrato de loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.009\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba A impenhorabilidade \u00e9 opon\u00edvel em qualquer processo de execu\u00e7\u00e3o civil, fiscal, previdenci\u00e1ria, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; para execu\u00e7\u00e3o de hipoteca sobre o im\u00f3vel oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-impenhoravel-o-bem-oferecido-em-caucao-na-locacao-de-imovel-comercial\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impenhor\u00e1vel o bem oferecido em cau\u00e7\u00e3o na loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel comercial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaphh!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O escopo da Lei n. 8.009\/1990 n\u00e3o \u00e9 proteger o devedor contra suas d\u00edvidas, mas sim a entidade familiar no seu conceito mais amplo, raz\u00e3o pela qual as hip\u00f3teses permissivas da penhora do bem de fam\u00edlia, em virtude do seu car\u00e1ter excepcional, devem receber interpreta\u00e7\u00e3o restritiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais<strong>, a fian\u00e7a e a cau\u00e7\u00e3o s\u00e3o institutos explicitamente DIFERENCIADAS pelo legislador enquanto modalidades de garantia do contrato de loca\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 37 da <a>Lei n. 8.245\/1991<\/a>. Trata-se de mecanismos com regras e din\u00e2mica de funcionamento pr\u00f3prias, cuja equipara\u00e7\u00e3o em suas consequ\u00eancias implicaria inconsist\u00eancia sist\u00eamica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, a doutrina esclarece que &#8220;a cau\u00e7\u00e3o \u00e9 a cautela, precau\u00e7\u00e3o e, juridicamente, a submiss\u00e3o de um bem ou uma pessoa a uma obriga\u00e7\u00e3o ou d\u00edvida pr\u00e9-constitu\u00edda. Portanto, a cau\u00e7\u00e3o \u00e9 g\u00eanero, do qual s\u00e3o esp\u00e9cies a hipoteca, o penhor, a anticrese, o aval, a fian\u00e7a etc&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim sendo, consoante asseverado pela eminente Min. Nancy Andrighi, relatora do REsp 1.873.594\/SP, julgado em 02\/03\/2021 pela Terceira Turma, &#8220;o legislador optou, expressamente, pela esp\u00e9cie (fian\u00e7a), e n\u00e3o pelo g\u00eanero (cau\u00e7\u00e3o), n\u00e3o deixando, por conseguinte, margem para d\u00favidas [&#8230;]. Caso o legislador desejasse afastar da regra da impenhorabilidade o im\u00f3vel residencial oferecido em cau\u00e7\u00e3o o teria feito, assim como o fez no caso do im\u00f3vel dado em garantia hipotec\u00e1ria (art. 3\u00ba, V, da <a>Lei n. 8.009\/1990<\/a>)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dessa forma, violaria a isonomia e a pr\u00f3pria previsibilidade das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas estender \u00e0 cau\u00e7\u00e3o as gravosas consequ\u00eancias aplicadas \u00e0 fian\u00e7a pela Lei n. 8.009\/1990.<\/strong> \u00c9 que o ofertante do bem em cau\u00e7\u00e3o n\u00e3o aderiu aos efeitos legais atribu\u00eddos ao contrato de fian\u00e7a. Noutros termos, a pr\u00f3pria autonomia da vontade, elemento fundamental das rela\u00e7\u00f5es contratuais, restaria solapada se equiparados os regimes jur\u00eddicos em tela.<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, a cau\u00e7\u00e3o levada a registro, embora constitua garantia real, n\u00e3o encontra previs\u00e3o em qualquer das exce\u00e7\u00f5es legais, devendo prevalecer a impenhorabilidade do im\u00f3vel, quando se tratar de bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 impenhor\u00e1vel o bem de fam\u00edlia oferecido como cau\u00e7\u00e3o em contrato de loca\u00e7\u00e3o comercial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ATEN\u00c7\u00c3O!!!! BEM DE FAM\u00cdLIA E IMPENHORABILIDADE DOS IM\u00d3VEIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Ministro(a)<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>SE A GARANTIA FOR FIAN\u00c7A<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>SE A GARANTIA FOR CAU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>PENHOR\u00c1VEL O BEM DE FAM\u00cdLIA DO FIADOR DE LOCA\u00c7\u00c3O DE IM\u00d3VEL RESIDENCIAL OU COMERCIAL<\/td><td>IMPENHOR\u00c1VEL O BEM DE FAM\u00cdLIA DO CAUCIONANTE EM LOCA\u00c7\u00c3O COMERCIAL<\/td><\/tr><tr><td>STF. Plen\u00e1rio. RE 1.307.334\/SP (Info STF 940)<\/td><td>REsp 1.789.505-SP, 07\/04\/2022. (Info STJ 732)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-i-legitimidade-do-mp-para-impetrar-mandado-de-seguranca-a-fim-de-promover-a-defesa-dos-interesses-transindividuais-e-do-patrimonio-publico-material-ou-imaterial\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legitimidade do MP para impetrar Mandado de Seguran\u00e7a a fim de promover a defesa dos interesses transindividuais e do patrim\u00f4nio p\u00fablico material ou imaterial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade ativa para <a><\/a><a>impetrar Mandado de Seguran\u00e7a a fim de promover a defesa dos interesses transindividuais e do patrim\u00f4nio p\u00fablico material ou imaterial<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 67.108-MA, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso em mandado de seguran\u00e7a no qual \u00e9 discutida a legitimidade ativa do MP para impetrar Mandado de Seguran\u00e7a a fim de promover a defesa dos interesses transindividuais e do patrim\u00f4nio p\u00fablico material ou imaterial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 129. S\u00e3o fun\u00e7\u00f5es institucionais do Minist\u00e9rio P\u00fablico:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; promover o inqu\u00e9rito civil e a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, para a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.625\/1993:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 32. Al\u00e9m de outras fun\u00e7\u00f5es cometidas nas Constitui\u00e7\u00f5es Federal e Estadual, na Lei Org\u00e2nica e demais leis, compete aos Promotores de Justi\u00e7a, dentro de suas esferas de atribui\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; impetrar habeas-corpus e mandado de seguran\u00e7a e requerer correi\u00e7\u00e3o parcial, inclusive perante os Tribunais locais competentes;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-tem-legitimidade-para-tanto\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tem legitimidade para tanto?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme disp\u00f5e o art. 129, inciso III, da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, \u00e9 fun\u00e7\u00e3o institucional do Minist\u00e9rio P\u00fablico &#8220;promover o inqu\u00e9rito civil e a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, para a prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio p\u00fablico e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fato de o citado dispositivo constitucional indicar que o Minist\u00e9rio P\u00fablico deve promover a A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica na defesa do patrim\u00f4nio p\u00fablico, obviamente, n\u00e3o o impossibilita de se utilizar de outros meios para a prote\u00e7\u00e3o de interesses e direitos constitucionalmente assegurados, difusos, coletivos, individuais e sociais indispon\u00edveis,<\/strong> especialmente diante do princ\u00edpio da m\u00e1xima efetividade dos direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal outorga ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a incumb\u00eancia de promover a defesa dos interesses individuais indispon\u00edveis, podendo, para tanto, exercer o direito de a\u00e7\u00e3o nos termos de todas a normas, compat\u00edveis com sua finalidade institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, ali\u00e1s, disp\u00f5e o art. 177 do CPC\/2015: O Minist\u00e9rio P\u00fablico exercer\u00e1 o direito de a\u00e7\u00e3o em conformidade com suas atribui\u00e7\u00f5es constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 32, inciso I, da Lei Org\u00e2nica Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico, <a>Lei n. 8.625\/1993, <\/a>a, seu turno, preconiza expressamente que os membros do \u00f3rg\u00e3o ministerial podem impetrar Mandado de Seguran\u00e7a nos Tribunais Locais no exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente que a defesa dos direitos indispon\u00edveis da sociedade, dever institucional do Minist\u00e9rio P\u00fablico, pode e deve ser plenamente garantida por meio de todos os instrumentos poss\u00edveis, abrangendo n\u00e3o apenas as demandas coletivas, a de que s\u00e3o exemplo a A\u00e7\u00e3o de Improbidade, A\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, como tamb\u00e9m os rem\u00e9dios constitucionais quando voltados \u00e0 tutela dos interesses transindividuais e \u00e0 defesa do patrim\u00f4nio p\u00fablico material ou imaterial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico possui legitimidade ativa para impetrar Mandado de Seguran\u00e7a a fim de promover a defesa dos interesses transindividuais e do patrim\u00f4nio p\u00fablico material ou imaterial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-prisao-civil-e-regime-de-cumprimento-da-pena-durante-a-pandemia\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pris\u00e3o civil e regime de cumprimento da pena durante a pandemia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ao magistrado determinar o regime fechado para cumprimento da pris\u00e3o civil de acordo com o caso espec\u00edfico e a observ\u00e2ncia do contexto epidemiol\u00f3gico local.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino teve sua pris\u00e3o civil em regime fechado decretada em raz\u00e3o do inadimplemento da pens\u00e3o aliment\u00edcia por ele devida. A defesa de Crementino, inconformada, alega que o regime fechado seria por demais arriscado em raz\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica (covid-19).<\/p>\n\n\n\n<p>Caso imaginado \u2013 processo sob segredo judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-como-fica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como fica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Cabe ao magistrado decidir de acordo com a situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica local!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente cumpre salientar que, durante o per\u00edodo da crise sanit\u00e1ria gerada pela pandemia da Covid-19, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a publicou a Recomenda\u00e7\u00e3o n. 62, de 17 mar\u00e7o de 2020, em que orientou os magistrados a conceder a pris\u00e3o domiciliar aos devedores de alimentos (art. 6\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o obstante, diante do arrefecimento da pandemia, do avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e da prioridade da subsist\u00eancia alimentar dos destinat\u00e1rios das obriga\u00e7\u00f5es alimentares judicialmente reconhecidas, essa orienta\u00e7\u00e3o foi mitigada pela Recomenda\u00e7\u00e3o CNJ n. 122, de 3 de novembro de 2021, que trouxe NOVAS VARI\u00c1VEIS a serem consideradas pelo Estado-Juiz durante a an\u00e1lise dos pedidos de pris\u00e3o civil, quais sejam:<\/strong> a) o contexto epidemiol\u00f3gico local e a situa\u00e7\u00e3o concreta dos casos no munic\u00edpio e da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria; b) o calend\u00e1rio vacinal do munic\u00edpio de resid\u00eancia do devedor de alimentos, em especial se j\u00e1 lhe foi ofertada a dose \u00fanica ou todas as doses da vacina; c) a eventual recusa do devedor em vacinar-se como forma de postergar o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, caber\u00e1 ao magistrado de origem, de acordo com o caso espec\u00edfico e com observ\u00e2ncia do contexto epidemiol\u00f3gico local, definir se \u00e9 ou n\u00e3o o caso de determinar, no presente momento, o regime fechado para cumprimento da pris\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Cabe ao magistrado determinar o regime fechado para cumprimento da pris\u00e3o civil de acordo com o caso espec\u00edfico e a observ\u00e2ncia do contexto epidemiol\u00f3gico local.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-parcelamento-tributario-requerido-por-um-dos-devedores-solidarios-e-renuncia-a-solidariedade-em-relacao-aos-demais-coobrigados\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parcelamento tribut\u00e1rio requerido por um dos devedores solid\u00e1rios e ren\u00fancia \u00e0 solidariedade em rela\u00e7\u00e3o aos demais coobrigados.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O parcelamento <a>tribut\u00e1rio requerido por um dos devedores solid\u00e1rios n\u00e3o importa em ren\u00fancia \u00e0 solidariedade em rela\u00e7\u00e3o aos demais coobrigados.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.978.780-SP, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio Cobromesmo ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal em face de Su\u00ed\u00e7a Park e Incorporadora Corpus, visando a cobran\u00e7a de IPTU dos exerc\u00edcios de 2016 a 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, Su\u00ed\u00e7a Park informou nos autos que procedeu ao parcelamento do aludido d\u00e9bito e pleiteou a suspens\u00e3o do processo executivo, o que foi acatado pela Municipalidade. A Incorporadora Corpus atravessou recurso, alegando que o parcelamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio pelo promitente comprador, aceito pelo Munic\u00edpio, importaria em ren\u00fancia \u00e0 solidariedade em rela\u00e7\u00e3o ao promitente vendedor, circunst\u00e2ncia que ensejaria sua exclus\u00e3o do polo passivo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 265. A solidariedade n\u00e3o se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 282. O credor pode renunciar \u00e0 solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os devedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistir\u00e1 a dos demais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-o-parcelamento-importa-na-renuncia-a-solidariedade\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O parcelamento importa na ren\u00fancia \u00e0 solidariedade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente cumpre salientar que, embora o art. 282 do <a>C\u00f3digo Civil <\/a>permita ao credor renunciar \u00e0 solidariedade em favor dos devedores, da\u00ed n\u00e3o se extrai que o parcelamento tribut\u00e1rio, requerido por um dos devedores solid\u00e1rios &#8211; no caso, a promitente compradora -, importe, em ren\u00fancia \u00e0 solidariedade, em rela\u00e7\u00e3o aos demais coobrigados, no caso, o promitente vendedor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ali\u00e1s, o art. 265 da C\u00f3digo Civil prev\u00ea que &#8220;a solidariedade n\u00e3o se presume; resulta da lei ou da vontade das partes&#8221;, sendo l\u00eddimo concluir que, por simetria, a ren\u00fancia \u00e0 solidariedade tamb\u00e9m n\u00e3o se presume, decorrendo da lei ou da vontade das partes, e n\u00e3o se extra\u00ed, das disposi\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional relativas ao parcelamento ou \u00e0 solidariedade<\/strong>, a intelec\u00e7\u00e3o prestigiada pelo Tribunal de origem, para afastar a tese firmada pelo STJ, no REsp 1.111.202\/SP (Tema 122\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte<strong>, <\/strong>o mero parcelamento da d\u00edvida tribut\u00e1ria por um dos devedores solid\u00e1rios &#8211; no caso, a promitente compradora -, desprovida da ren\u00fancia expressa, pelo sujeito ativo da exa\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 solidariedade passiva do promitente vendedor, n\u00e3o configura raz\u00e3o bastante para afastar a l\u00f3gica da tese firmada no&nbsp;Tema 122\/STJ&nbsp;(tanto o promitente comprador &#8211; possuidor a qualquer t\u00edtulo &#8211; do im\u00f3vel quanto seu propriet\u00e1rio\/promitente vendedor &#8211; aquele que tem a propriedade registrada no Registro de Im\u00f3veis &#8211; s\u00e3o contribuintes respons\u00e1veis pelo pagamento do IPTU).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, n\u00e3o se desconhece que a obriga\u00e7\u00e3o de levar a registro o instrumento de compra e venda, ap\u00f3s o integral adimplemento da aven\u00e7a, em geral incumbe ao comprador, que, n\u00e3o raro, resiste \u00e0 imediata averba\u00e7\u00e3o, visando postergar o pagamento de taxas, emolumentos e de imposto incidente na opera\u00e7\u00e3o. Sucede que tal oposi\u00e7\u00e3o ou procrastina\u00e7\u00e3o, em gerando preju\u00edzo \u00e0 parte contratante, resolve-se em perdas e danos, n\u00e3o interferindo na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria entre os sujeitos passivos solid\u00e1rios do IPTU e o sujeito ativo. Na forma da jurisprud\u00eancia do STJ, s\u00f3 o registro da escritura definitiva de compra e venda autoriza o reconhecimento da aus\u00eancia de responsabilidade tribut\u00e1ria do propriet\u00e1rio vendedor do im\u00f3vel &#8220;raz\u00e3o pela qual n\u00e3o serve a essa finalidade o contrato de promessa, ainda que registrado e apoiado nas cl\u00e1usulas de irretratabilidade e irrevogabilidade&#8221; (AgInt no REsp 1.948.435\/RJ, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, DJe de 18\/11\/2021).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O parcelamento tribut\u00e1rio requerido por um dos devedores solid\u00e1rios n\u00e3o importa em ren\u00fancia \u00e0 solidariedade em rela\u00e7\u00e3o aos demais coobrigados.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-da-crianca-e-do-adolescente\"><a>DIREITO DA CRIAN\u00c7A E DO ADOLESCENTE<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-execucao-de-execucao-de-medida-socioeducativa-e-contabilizacao-do-periodo-de-tratamento-medico\"><a>10.&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de medida socioeducativa e contabiliza\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de tratamento m\u00e9dico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na <a>execu\u00e7\u00e3o de medida socioeducativa, <\/a><a>o per\u00edodo de tratamento m\u00e9dico deve ser contabilizado <\/a>no prazo de 3 anos para a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima da medida de interna\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 121, \u00a7 3\u00ba, do ECA.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.956.497-PR, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jurema cumpria medida socioeducativa de interna\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica de atos infracionais an\u00e1logos \u00e0 contraven\u00e7\u00e3o penal de vias de fato e ao crime de amea\u00e7a. Ap\u00f3s pedido do MP\/PR, com o qual concordou a defesa, o ju\u00edzo singular ordenou a submiss\u00e3o da adolescente a interna\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica, para tratamento de transtorno afetivo bipolar. O magistrado, todavia, foi al\u00e9m do pleito ministerial e suspendeu a medida socioeducativa durante o per\u00edodo de interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Irresignada, a defesa interp\u00f4s agravo de instrumento postulando a contabiliza\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de tratamento m\u00e9dico no prazo m\u00e1ximo de cumprimento da medida socioeducativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.594\/2012:<\/p>\n\n\n\n<p>Art 64. O adolescente em cumprimento de medida socioeducativa que apresente ind\u00edcios de transtorno mental, de defici\u00eancia mental, ou associadas, dever\u00e1 ser avaliado por equipe t\u00e9cnica multidisciplinar e multissetorial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Excepcionalmente, o juiz poder\u00e1 suspender a execu\u00e7\u00e3o da medida socioeducativa, ouvidos o defensor e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, com vistas a incluir o adolescente em programa de aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade mental que melhor atenda aos objetivos terap\u00eauticos estabelecidos para o seu caso espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>ECA:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 112. Verificada a pr\u00e1tica de ato infracional, a autoridade competente poder\u00e1 aplicar ao adolescente as seguintes medidas:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; advert\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; liberdade assistida;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; inser\u00e7\u00e3o em regime de semi-liberdade;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; interna\u00e7\u00e3o em estabelecimento educacional;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba A medida aplicada ao adolescente levar\u00e1 em conta a sua capacidade de cumpri-la, as circunst\u00e2ncias e a gravidade da infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Em hip\u00f3tese alguma e sob pretexto algum, ser\u00e1 admitida a presta\u00e7\u00e3o de trabalho for\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Os adolescentes portadores de doen\u00e7a ou defici\u00eancia mental receber\u00e3o tratamento individual e especializado, em local adequado \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 121. A interna\u00e7\u00e3o constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princ\u00edpios de brevidade, excepcionalidade e respeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o peculiar de pessoa em desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Em nenhuma hip\u00f3tese o per\u00edodo m\u00e1ximo de interna\u00e7\u00e3o exceder\u00e1 a tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>LEP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 183.&nbsp; Quando, no curso da execu\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade, sobrevier doen\u00e7a mental ou perturba\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental, o Juiz, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, da Defensoria P\u00fablica ou da autoridade administrativa, poder\u00e1 determinar a substitui\u00e7\u00e3o da pena por medida de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-o-periodo-de-tratamento-medico-deve-ser-contabilizado\"><a>10.2.2. O per\u00edodo de tratamento m\u00e9dico deve ser contabilizado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a quest\u00e3o a saber se durante o cumprimento de medida socioeducativa, caso seja determinada a submiss\u00e3o do adolescente a tratamento psiqui\u00e1trico (na forma do art. 64 da <a>Lei n. 12.594\/2012<\/a>), o per\u00edodo de cuidado m\u00e9dico deve ser computado no prazo m\u00e1ximo de 3 anos da medida de interna\u00e7\u00e3o, previsto no art. 121, \u00a7 3\u00ba, do <a>ECA<\/a>, ou, ao rev\u00e9s, a medida socioeducativa e o tratamento m\u00e9dico podem durar por prazo indeterminado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ECA instituiu um regime disciplinar pr\u00f3prio ao adolescente em conflito com a Lei, pautado na tutela de seu melhor interesse e visando mais \u00e0 reeduca\u00e7\u00e3o do jovem do que, propriamente, \u00e0 sua puni\u00e7\u00e3o. N\u00e3o obstante, \u00e9 evidente que a imposi\u00e7\u00e3o de qualquer das medidas socioeducativas previstas no art. 112 do ECA traz, em algum n\u00edvel, gravame \u00e0 posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do adolescente; \u00e9 justamente por isso que se fala em uma natureza aflitiva na medida socioeducativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa realidade f\u00e1tica imp\u00f5e, dessarte, elevado grau de cuidado no manejo do instrumental jur\u00eddico do art. 112 do ECA e a observ\u00e2ncia de garantias b\u00e1sicas do adolescente em sua implementa\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que nenhuma decis\u00e3o judicial sobre o tema pode desconsiderar o referencial hermen\u00eautico humanizador constru\u00eddo com a edi\u00e7\u00e3o da Lei n. 12.594\/2012, cujo art. 35 elenca os princ\u00edpios gerais atinentes \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das medidas socioeducativas. Logo, a correta aplica\u00e7\u00e3o do art. 64, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 12.594\/2012, demanda um olhar atento aos princ\u00edpios do SINASE &#8211; Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, com destaque \u00e0queles previstos nos incisos I, V, VII e VIII do sobredito art. 35.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>na execu\u00e7\u00e3o de medida socioeducativa, ao adolescente n\u00e3o pode ser submetida a condi\u00e7\u00e3o mais gravosa do que a aplic\u00e1vel a um adulto que tenha praticado a mesma conduta il\u00edcita.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que, no caso do art. 183 da LEP, este STJ entende que o prazo de cumprimento da medida n\u00e3o pode ultrapassar o tempo remanescente da pena imposta na senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, considerando que a medida de seguran\u00e7a imposta ao apenado adulto que desenvolve transtorno mental no curso da execu\u00e7\u00e3o, com espeque no art. 183 da <a>LEP<\/a>, tem sua dura\u00e7\u00e3o limitada ao tempo remanescente da pena privativa de liberdade, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel impor regramento mais severo aos adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal compreens\u00e3o alinha-se ao teor da S\u00famula 527\/STJ, segundo a qual &#8220;o tempo de dura\u00e7\u00e3o da medida de seguran\u00e7a n\u00e3o deve ultrapassar o limite m\u00e1ximo da pena abstratamente cominada ao delito praticado&#8221;. Para a medida de interna\u00e7\u00e3o, esse limite m\u00e1ximo \u00e9 de 3 anos, previsto no art. 121, \u00a7 3\u00ba, do ECA.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, o pr\u00f3prio princ\u00edpio da n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, previsto no inciso VIII do art. 35 da Lei do SINASE, pro\u00edbe que condi\u00e7\u00f5es pessoais de sa\u00fade do adolescente impliquem agravamento na execu\u00e7\u00e3o da medida socioeducativa, em estrita conformidade com o que preconiza o art. 14 da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia. A correla\u00e7\u00e3o entre os arts. 35, VIII, e 64, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 12.594\/2012, a prop\u00f3sito, \u00e9 evidente e j\u00e1 foi detectada por nossa doutrina jur\u00eddica, para quem a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do adolescente, por mais grave que seja, n\u00e3o autoriza a supress\u00e3o de seus direitos individuais &#8211; como aquele previsto no art. 121, \u00a7 3\u00ba, do ECA.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, o per\u00edodo de tratamento deve ser computado no prazo de 3 anos, imposto pelo art. 121, \u00a7 3\u00ba, do ECA, como limite m\u00e1ximo \u00e0 medida socioeducativa de interna\u00e7\u00e3o, com a aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica do art. 183 da LEP, com a interpreta\u00e7\u00e3o que lhe d\u00e1 este Tribunal Superior, e da S\u00famula 527\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o de medida socioeducativa, o per\u00edodo de tratamento m\u00e9dico deve ser contabilizado no prazo de 3 anos para a dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima da medida de interna\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 121, \u00a7 3\u00ba, do ECA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-ordem-de-parada-em-contexto-de-policiamento-ostensivo-e-crime-de-desobediencia\"><a>11.&nbsp; Ordem de parada em contexto de policiamento ostensivo e crime de desobedi\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A desobedi\u00eancia \u00e0 ordem legal de parada, emanada por agentes p\u00fablicos em contexto de policiamento ostensivo, para a preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o de crimes, constitui conduta penalmente t\u00edpica, prevista no art. 330 do C\u00f3digo Penal Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.859.933-SC, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 09\/03\/2022, DJe 01\/04\/2022. (Tema 1060) (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton foi condenado, como incurso nas san\u00e7\u00f5es dos arts. 157, caput (roubo), e 330 (desobedi\u00eancia), ambos do C\u00f3digo Penal. A defesa interp\u00f4s recurso de apela\u00e7\u00e3o objetivando a desclassifica\u00e7\u00e3o do crime de roubo para o delito de furto. O apelo defensivo foi desprovido pelo Tribunal local, mas o qual concedeu a ordem de of\u00edcio para absolver Creiton no que tange \u00e0 pr\u00e1tica do crime tipificado no art. 330 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP ent\u00e3o interp\u00f4s recurso especial alegando que a conduta de Creiton, ter descumprido ordem de parada emanada por policiais para evitar a pris\u00e3o por outro crime (roubo), deveria configurar o crime de desobedi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-verifica-se-o-crime-de-desobediencia\"><a>11.2.1. Verifica-se o crime de desobedi\u00eancia?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 decidiu que &#8220;<strong>os direitos ao sil\u00eancio e de n\u00e3o produzir prova contra si mesmo n\u00e3o s\u00e3o absolutos, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o podem ser invocados para a pr\u00e1tica de outros delitos. Embora por fatos diversos, aplica-se ao presente caso a mesma solu\u00e7\u00e3o jur\u00eddica decidida pela Terceira Se\u00e7\u00e3o desta Corte Superior quando do julgamento do REsp n. 1.362.524\/MG, submetido \u00e0 sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos, no qual foi fixada a tese de que &#8216;t\u00edpica \u00e9 a conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial, ainda que em situa\u00e7\u00e3o de alegada autodefesa&#8217;<\/strong>&#8221; (HC 369.082\/SC, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, julgado em 27\/6\/2017, DJe 1\u00ba\/8\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em seu parecer, &#8220;a possibilidade de pris\u00e3o por outro delito n\u00e3o \u00e9 suficiente para afastar a incid\u00eancia da norma penal incriminadora, haja vista que a garantia da n\u00e3o autoincrimina\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode elidir a necessidade de prote\u00e7\u00e3o ao bem jur\u00eddico tutelado pelo crime de desobedi\u00eancia. [&#8230;] O acusado tem direito constitucional de permanecer calado, de n\u00e3o produzir prova contra si e, inclusive, de mentir acerca do fato criminoso. Contudo, a pretexto exercer tais prerrogativas, n\u00e3o pode praticar condutas consideradas penalmente relevantes pelo ordenamento jur\u00eddico, pois tal situa\u00e7\u00e3o caracteriza abuso do direito, desbordando a respectiva esfera protetiva&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o entendimento segundo o qual o indiv\u00edduo, quando no seu exerc\u00edcio de defesa, n\u00e3o teria a obriga\u00e7\u00e3o de se submeter \u00e0 ordem legal oriunda de funcion\u00e1rio p\u00fablico pode acarretar o est\u00edmulo \u00e0 impunidade e dificultar, ou at\u00e9 mesmo impedir, o exerc\u00edcio da atividade policial e, consequentemente, da seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\"><a>11.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A desobedi\u00eancia \u00e0 ordem legal de parada, emanada por agentes p\u00fablicos em contexto de policiamento ostensivo, para a preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o de crimes, constitui conduta penalmente t\u00edpica, prevista no art. 330 do C\u00f3digo Penal Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-lei-maria-da-penha-e-aplicabilidade-as-mulheres-trans-em-situacao-de-violencia-domestica\"><a>12.&nbsp; Lei Maria da Penha e aplicabilidade \u00e0s mulheres trans em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PROCESSO SOB SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 11.340\/2006 (Maria da Penha) \u00e9 aplic\u00e1vel <a>\u00e0s mulheres trans em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide, mulher trans, sofreu viol\u00eancia dom\u00e9stica por parte de seu pai Virso (que n\u00e3o aceitava o fato de ela se identificar com outro g\u00eanero), raz\u00e3o pela qual solicitou a aplica\u00e7\u00e3o e medidas protetivas. Por\u00e9m, mesmo ap\u00f3s realizada a den\u00fancia, o TJ local manteve a decis\u00e3o que negou as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha para uma mulher transg\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o TJ local, tais medidas somente poderiam ser aplicadas em caso de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar contra pessoas do sexo feminino.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei Maria da Penha:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Para os efeitos desta Lei, configura viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher qualquer a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o baseada no g\u00eanero que lhe cause morte, les\u00e3o, sofrimento f\u00edsico, sexual ou psicol\u00f3gico e dano moral ou patrimonial:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; no \u00e2mbito da unidade dom\u00e9stica, compreendida como o espa\u00e7o de conv\u00edvio permanente de pessoas, com ou sem v\u00ednculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; no \u00e2mbito da fam\u00edlia, compreendida como a comunidade formada por indiv\u00edduos que s\u00e3o ou se consideram aparentados, unidos por la\u00e7os naturais, por afinidade ou por vontade expressa;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; em qualquer rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. As rela\u00e7\u00f5es pessoais enunciadas neste artigo independem de orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-aplicavel-as-mulheres-trans\"><a>12.2.2. Aplic\u00e1vel \u00e0s mulheres trans?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha n\u00e3o reclama considera\u00e7\u00f5es sobre a motiva\u00e7\u00e3o da conduta do agressor, mas t\u00e3o somente que a v\u00edtima seja mulher e que a viol\u00eancia seja cometida em ambiente dom\u00e9stico, familiar ou em rela\u00e7\u00e3o de intimidade ou afeto entre agressor e agredida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Importa enfatizar que o conceito de g\u00eanero n\u00e3o pode ser empregado sem que se saiba exatamente o seu significado e de tal modo que acabe por desproteger justamente quem a Lei Maria da Penha deve proteger: mulheres, crian\u00e7as, jovens, adultas ou idosas e, no caso, tamb\u00e9m as trans.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para alicer\u00e7ar a discuss\u00e3o referente \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do art. 5\u00ba da <a>Lei Maria da Penha <\/a>quando tratar-se de mulher trans, necess\u00e1ria \u00e9 a diferencia\u00e7\u00e3o entre os conceitos de g\u00eanero e sexo, assim como breves no\u00e7\u00f5es de termos transexuais, transg\u00eaneros, cisg\u00eaneros e travestis, com a compreens\u00e3o voltada para a inclus\u00e3o dessas categorias no abrigo da Lei em comento, tendo em vista a rela\u00e7\u00e3o dessas minorias com a l\u00f3gica da viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>A balizada doutrina sobre o tema leva \u00e0 conclus\u00e3o de que as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero podem ser estudadas com base nas identidades feminina e masculina. G\u00eanero \u00e9 quest\u00e3o cultural, social, e significa intera\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres. Uma an\u00e1lise de g\u00eanero pode se limitar a descrever essas din\u00e2micas. O feminismo vai al\u00e9m, ao mostrar que essas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o de poder e que produzem injusti\u00e7a no contexto do patriarcado. Por outro lado, sexo refere-se \u00e0s caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas dos aparelhos reprodutores feminino e masculino, bem como ao seu funcionamento, de modo que, o conceito de sexo, como visto, n\u00e3o define a identidade de g\u00eanero. Em uma perspectiva n\u00e3o meramente biol\u00f3gica, portanto, mulher trans mulher \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estabelecido entendimento de mulher trans como mulher, para fins de aplica\u00e7\u00e3o da Lei n. 11.340\/2006, vale lembrar que a viol\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 resultante da organiza\u00e7\u00e3o social de g\u00eanero, a qual atribui posi\u00e7\u00e3o de superioridade ao homem. A viol\u00eancia contra a mulher nasce da rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o\/subordina\u00e7\u00e3o, de modo que ela sofre as agress\u00f5es pelo fato de ser mulher<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a vulnerabilidade de uma categoria de seres humanos n\u00e3o pode ser resumida \u00e0 objetividade de uma ci\u00eancia exata. As exist\u00eancias e as rela\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o complexas e o Direito n\u00e3o se deve alicer\u00e7ar em argumentos simplistas e reducionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 descabida a preponder\u00e2ncia de um fator meramente biol\u00f3gico sobre o que realmente importa para a incid\u00eancia da Lei Maria da Penha, com todo o seu arcabou\u00e7o protetivo, inclusive a compet\u00eancia jurisdicional para julgar a\u00e7\u00f5es penais decorrentes de crimes perpetrados em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica, familiar ou afetiva contra mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A Lei n. 11.340\/2006 (Maria da Penha) \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s mulheres trans em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-crimes-da-lei-de-organizacoes-criminosas-e-imposicao-automatica-da-prisao-preventiva\"><a>13.&nbsp; Crimes da Lei de Organiza\u00e7\u00f5es Criminosas e imposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da pris\u00e3o preventiva<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mera circunst\u00e2ncia de o agente ter sido denunciado <a>em raz\u00e3o dos delitos descritos na Lei n. 12.850\/2013 <\/a>n\u00e3o justifica a <a>imposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da pris\u00e3o preventiva<\/a>, devendo-se avaliar a presen\u00e7a de elementos concretos, previstos no art. 312 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 708.148-SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Rel. Acd. Min. Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Quinta Turma, por maioria, julgado em 05\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nerso foi denunciado em raz\u00e3o dos delitos descritos na Lei n. 12.850\/2013. O Juiz de primeiro grau entendeu que tal situa\u00e7\u00e3o autorizaria a imposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da pris\u00e3o preventiva. A defesa demorou 2 segundos para impetrar Habeas Corpus.<\/p>\n\n\n\n<p>No <em>writ<\/em>, o impetrante sustenta a aus\u00eancia de contemporaneidade da pris\u00e3o preventiva de Nerso, decretada em 2021, sem apontamento de fato novo que a justifique, destacando que o delito teria ocorrido no ano de 2019. Apontou ainda a aus\u00eancia de fundamentos concretos e atuais que justifiquem a pris\u00e3o preventiva, baseada apenas na gravidade abstrata do delito, e aduziu n\u00e3o estarem presentes os requisitos previstos no art. 312 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 312. A pris\u00e3o preventiva poder\u00e1 ser decretada como garantia da ordem p\u00fablica, da ordem econ\u00f4mica, por conveni\u00eancia da instru\u00e7\u00e3o criminal ou para assegurar a aplica\u00e7\u00e3o da lei penal, quando houver prova da exist\u00eancia do crime e ind\u00edcio suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 319.&nbsp; S\u00e3o medidas cautelares diversas da pris\u00e3o:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; comparecimento peri\u00f3dico em ju\u00edzo, no prazo e nas condi\u00e7\u00f5es fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de acesso ou frequ\u00eancia a determinados lugares quando, por circunst\u00e2ncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infra\u00e7\u00f5es;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de manter contato com pessoa determinada quando, por circunst\u00e2ncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de ausentar-se da Comarca quando a perman\u00eancia seja conveniente ou necess\u00e1ria para a investiga\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>V &#8211; recolhimento domiciliar no per\u00edodo noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha resid\u00eancia e trabalho fixos;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VI &#8211; suspens\u00e3o do exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou de atividade de natureza econ\u00f4mica ou financeira quando houver justo receio de sua utiliza\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es penais;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VII &#8211; interna\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria do acusado nas hip\u00f3teses de crimes praticados com viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, quando os peritos conclu\u00edrem ser inimput\u00e1vel ou semi-imput\u00e1vel&nbsp;&nbsp;e houver risco de reitera\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>VIII &#8211; fian\u00e7a, nas infra\u00e7\u00f5es que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstru\u00e7\u00e3o do seu andamento ou em caso de resist\u00eancia injustificada \u00e0 ordem judicial;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IX &#8211; monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-prisao-preventiva-automatica\"><a>13.2.2. Pris\u00e3o preventiva autom\u00e1tica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 bem assim!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No que concerne \u00e0 pris\u00e3o preventiva, \u00e9 cedi\u00e7o que a segrega\u00e7\u00e3o cautelar \u00e9 medida de exce\u00e7\u00e3o, devendo estar fundamentada em dados concretos, quando presentes ind\u00edcios suficientes de autoria e provas de materialidade delitiva e quando demonstrada sua imprescindibilidade, nos termos do art. 312 do<a> CPP<\/a>. Dado seu car\u00e1ter excepcional, deve ainda estar evidenciada a insufici\u00eancia de outras medidas cautelares, arroladas no art. 319 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto os tribunais superiores admitam a pris\u00e3o preventiva para interrup\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o de integrantes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, a mera circunst\u00e2ncia de o agente ter sido denunciado pelos delitos descritos na Lei n. 12.850\/2013 n\u00e3o justifica a imposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da cust\u00f3dia prisional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>deve-se avaliar a presen\u00e7a de elementos concretos, previstos no art. 312 do CPP, como o risco de reitera\u00e7\u00e3o delituosa ou ind\u00edcios de que o grupo criminoso continua em atividade, colocando em risco \u00e0 ordem p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, diante das peculiaridades de cada caso, pode ficar esvaziada a necessidade da cust\u00f3dia cautelar, sendo poss\u00edvel e suficiente a substitui\u00e7\u00e3o da cust\u00f3dia prisional por outras medidas cautelares para garantia da ordem p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A mera circunst\u00e2ncia de o agente ter sido denunciado em raz\u00e3o dos delitos descritos na Lei n. 12.850\/2013 n\u00e3o justifica a imposi\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da pris\u00e3o preventiva, devendo-se avaliar a presen\u00e7a de elementos concretos, previstos no art. 312 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-alcance-do-sequestro-para-garantir-o-ressarcimento-do-prejuizo-causado\"><a>14.&nbsp; Alcance do sequestro para garantir o ressarcimento do preju\u00edzo causado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A teor do art. 4\u00ba do Decreto-Lei n. 3.240\/1941, o qual foi recepcionado pela CF\/1988, a medida de sequestro para garantir o ressarcimento do preju\u00edzo causado, bem como o pagamento de eventuais multas e das custas processuais, pode recair sobre quaisquer bens e n\u00e3o apenas sobre aqueles que sejam produtos ou proveito do crime, bastando, para tal, ind\u00edcios de pr\u00e1tica criminosa.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no RMS 67.164-MG, Rel. Min. Reynaldo Soares Da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 29\/03\/2022, DJe 31\/03\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo da Vara Criminal determinou, com amparo no art. 3\u00ba do Decreto-Lei n. 3.240\/1941, o sequestro de dois im\u00f3veis de Nirse, nos autos de a\u00e7\u00e3o penal na qual Nirse e Tirso, s\u00f3cios da empresa Nutri Ltda., foram denunciados por suposta pr\u00e1tica de supress\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de tributo (ICMS-ST), mediante a promo\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas de mercadorias sujeitas \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria desacobertadas de documenta\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Nirse impetrou mandado de seguran\u00e7a na qual alega a origem l\u00edcita dos bens alcan\u00e7ados pelo sequestro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n.\u00ba 3.240\/1941:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba O sequestro pode recair sobre todos os bens do indiciado, e compreender os bens em poder de terceiros desde que estes os tenham adquirido dolosamente, ou com culpa grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bens doados ap\u00f3s a pr\u00e1tica do crime ser\u00e3o sempre compreendidos no sequestro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-o-sequestro-alcanca-os-bens-de-origem-licita\"><a>14.2.2. O sequestro alcan\u00e7a os bens de origem l\u00edcita?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 assente no sentido de que o Decreto-Lei n. 3.240\/1941 foi recepcionado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, continua sendo aplic\u00e1vel e n\u00e3o foi revogado pelo C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que a medida de sequestro, a teor do art. 4\u00ba do <a>Decreto-Lei n.\u00ba 3.240\/1941<\/a>, pode recair sobre quaisquer bens dos requerentes e n\u00e3o apenas sobre aqueles que sejam produtos ou proveito do crime (RMS 29.854\/RJ Rel. Ministro Nefi Cordeiro, 6\u00aa Turma, julgado em 01\/10\/2015, DJe 26\/10\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a incid\u00eancia do Decreto-Lei 3.240\/41 afasta a pr\u00e9via comprova\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>periculum in mora<\/em>&nbsp;para a imposi\u00e7\u00e3o do sequestro, bastando ind\u00edcios da pr\u00e1tica criminosa (AgRg no REsp 1.844.874\/SC, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, 5\u00aa Turma, julgado em 08\/09\/2020, DJe 15\/09\/2020)<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, <strong>a jurisprud\u00eancia do STJ est\u00e1 fixada no sentido de que \u00e9 poss\u00edvel a imposi\u00e7\u00e3o de medidas constritivas visando, al\u00e9m de garantir o ressarcimento do preju\u00edzo causado pelo r\u00e9u, abarcar o pagamento de eventuais multas e das custas processuais.<\/strong> (AgRg no RMS 64.068\/SP, Rel. Ministra Laurita Vaz, 6\u00aa Turma, julgado em 13\/10\/2020, DJe 23\/10\/2020).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A teor do art. 4\u00ba do Decreto-Lei n. 3.240\/1941, o qual foi recepcionado pela CF\/1988, a medida de sequestro para garantir o ressarcimento do preju\u00edzo causado, bem como o pagamento de eventuais multas e das custas processuais, pode recair sobre quaisquer bens e n\u00e3o apenas sobre aqueles que sejam produtos ou proveito do crime, bastando, para tal, ind\u00edcios de pr\u00e1tica criminosa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-nervosismo-como-caracterizador-da-fundada-suspeita-para-fins-de-busca-pessoal\"><a>15.&nbsp; Nervosismo como caracterizador da fundada suspeita para fins de busca pessoal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de nervosismo do averiguado por parte de agentes p\u00fablicos \u00e9 dotada de excesso de subjetivismo e, por isso, n\u00e3o \u00e9 suficiente para caracterizar a fundada suspeita para fins de busca pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.961.459-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022, DJe de 08\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho foi abordado por policiais enquanto caminhava tranquilamente em local conhecido como ponto de venda de drogas. Conforme os policiais envolvidos, este, ao visualizar a viatura, come\u00e7ou a demonstrar claro nervosismo, raz\u00e3o pela qual os agentes optaram pela abordagem e busca pessoal. Na busca, foi encontrada significativa quantidade de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o de Creitinho, sua incans\u00e1vel defesa interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega a ilicitude da prova obtida, pois os policiais militares n\u00e3o possuiriam qualquer fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea e concreta para realizarem a abordagem policial e busca pessoal, tratando-se de um ato arbitr\u00e1rio e discricion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-juridica\"><a>15.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;244.&nbsp;&nbsp;A busca pessoal independer\u00e1 de mandado, no caso de pris\u00e3o ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou pap\u00e9is que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-nervosismo-justifica-a-busca-pessoal\"><a>15.2.2. Nervosismo justifica a busca pessoal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Aparentemente, N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 244 do <a>C\u00f3digo de Processo Penal <\/a>disp\u00f5e que &#8220;[a] busca pessoal independer\u00e1 de mandado, no caso de pris\u00e3o ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou pap\u00e9is que constituam corpo de delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse particular, <strong>a execu\u00e7\u00e3o da busca pessoal sem mandado, como medida aut\u00f4noma, depende da presen\u00e7a de fundada suspeita da posse de objetos que constituam corpo de delito<\/strong>. Para tanto, ressalto que, conforme a doutrina, &#8220;n\u00e3o \u00e9 suficiente, est\u00e1 claro, a mera conjectura ou desconfian\u00e7a sobre tal posse, mas a suspeita amparada por circunst\u00e2ncias objetivas que permitam uma grave probabilidade de que sejam encontradas as coisas mencionadas pela lei&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, no caso dos autos, a busca pessoal realizada pelos policiais foi justificada apenas com base no fato de que o acusado, que estava em local conhecido como ponto de venda drogas, ao avistar a viatura policial, demonstrou nervosismo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a percep\u00e7\u00e3o de nervosismo por parte do agente policial &#8211; ainda que posteriormente confirmada pela apreens\u00e3o de objetos il\u00edcitos &#8211; \u00e9 dotada de excesso de subjetivismo e, por isso, n\u00e3o \u00e9 suficiente para caracterizar a fundada suspeita, que exige mais do que mera desconfian\u00e7a por parte dos agentes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-resultado-final\"><a>15.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de nervosismo do averiguado por parte de agentes p\u00fablicos \u00e9 dotada de excesso de subjetivismo e, por isso, n\u00e3o \u00e9 suficiente para caracterizar a fundada suspeita para fins de busca pessoal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-i-legalidade-do-encerramento-do-interrogatorio-do-paciente-que-se-nega-a-responder-aos-questionamentos-do-juiz-instrutor-antes-de-oportunizar-as-indagacoes-pela-defesa\"><a>16.&nbsp; (I)Legalidade do encerramento do interrogat\u00f3rio do paciente que se nega a responder aos questionamentos do juiz instrutor antes de oportunizar as indaga\u00e7\u00f5es pela defesa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal o <a><\/a><a>encerramento do interrogat\u00f3rio <\/a>do paciente que se nega a responder aos questionamentos do juiz instrutor antes de oportunizar as indaga\u00e7\u00f5es pela defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 703.978-SC, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 05\/04\/2022, DJe 07\/04\/2022. (Info 732)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-situacao-fatica\"><a>16.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementino foi denunciado pelo crime de homic\u00eddio. Iniciado o seu interrogat\u00f3rio, Crementino negou-se a responder aos questionamentos por parte do juiz instrutor, raz\u00e3o pela qual este optou pelo encerramento do interrogat\u00f3rio. A defesa se insurgiu suscitando nulidade, por ter sido negado \u00e0 defesa fazer questionamentos, o que teria resultado na viola\u00e7\u00e3o do direito e autodefesa e requereu a declara\u00e7\u00e3o de nulidade do interrogat\u00f3rio encerrado precocemente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-analise-estrategica\"><a>16.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-questao-juridica\"><a>16.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 186. Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusa\u00e7\u00e3o, o acusado ser\u00e1 informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogat\u00f3rio, do seu direito de permanecer calado e de n\u00e3o responder perguntas que lhe forem formuladas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. O sil\u00eancio, que n\u00e3o importar\u00e1 em confiss\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 ser interpretado em preju\u00edzo da defesa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 188. Ap\u00f3s proceder ao interrogat\u00f3rio, o juiz indagar\u00e1 das partes se restou algum fato para ser esclarecido, formulando as perguntas correspondentes se o entender pertinente e relevante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-legal-o-encerramento-do-interrogatorio\"><a>16.2.2. Legal o encerramento do interrogat\u00f3rio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nops!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>Iniciado o interrogat\u00f3rio do paciente, houve a sua negativa em responder questionamentos por parte do juiz instrutor, de modo a se concluir, a teor do art. 188 do <\/a><a>CPP<\/a>, que a falta de resposta a perguntas feitas pelo magistrado excluiria a possibilidade de outras esclarecimentos de qualquer das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa se insurgiu suscitando nulidade, por ter sido negado \u00e0 defesa fazer questionamentos. No que concerne ao exerc\u00edcio do direito ao sil\u00eancio, foi utilizado em preju\u00edzo da defesa, j\u00e1 que sequer se permitiu realizar o interrogat\u00f3rio do paciente, com perguntas do seu defensor constitu\u00eddo, diante de sua recusa em responder perguntas do Ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma previs\u00e3o legal que determine o encerramento do interrogat\u00f3rio sem possibilidade de indaga\u00e7\u00f5es pela defesa ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o da op\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do direito ao sil\u00eancio seletivo pelo acusado. Na verdade, <strong>o art.186 do CPP prev\u00ea que, depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusa\u00e7\u00e3o, o acusado ser\u00e1 informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogat\u00f3rio, do seu direito de permanecer calado e de n\u00e3o responder perguntas que lhe forem formuladas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A letra da lei \u00e9 clara ao dizer que ser\u00e3o formuladas perguntas, \u00e0s quais o r\u00e9u pode ou n\u00e3o responder. Significa que o interrogat\u00f3rio, como meio de defesa, permite a possibilidade de responder a todas, nenhuma ou a algumas perguntas direcionadas ao acusado, que tem direito de poder escolher a estrat\u00e9gia que melhor lhe aprouver.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-3-resultado-final\"><a>16.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal o encerramento do interrogat\u00f3rio do paciente que se nega a responder aos questionamentos do juiz instrutor antes de oportunizar as indaga\u00e7\u00f5es pela defesa.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-39967235-ec20-4e5b-89fc-efe999fe959b\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/05\/03031358\/stj-732.pdf\">stj-732<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/05\/03031358\/stj-732.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-39967235-ec20-4e5b-89fc-efe999fe959b\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 732 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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