{"id":1001564,"date":"2022-04-05T00:46:46","date_gmt":"2022-04-05T03:46:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=1001564"},"modified":"2022-04-05T00:46:48","modified_gmt":"2022-04-05T03:46:48","slug":"informativo-stj-729-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 729 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><br \/>Informativo n\u00ba 729 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/04\/05004621\/stj-729.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_Zhz8b4yvrGQ\"><div id=\"lyte_Zhz8b4yvrGQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/Zhz8b4yvrGQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/Zhz8b4yvrGQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/Zhz8b4yvrGQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-i-legalidade-da-imposicao-de-limitacao-metrica-ao-funcionamento-de-radios-comunitarias-por-meio-de-ato-regulamentar\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento de r\u00e1dios comunit\u00e1rias por meio de ato regulamentar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal a <a>imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento de r\u00e1dios comunit\u00e1rias por meio de ato regulamentar<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.955.888-SP, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a Uni\u00e3o com o objetivo de ver afastadas certas restri\u00e7\u00f5es ao funcionamento das r\u00e1dios comunit\u00e1rias previstas em atos normativos infralegais, a saber: (i) \u00e1rea de execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o limitada ao raio de 1.000 (mil) metros da antena transmissora; e (ii) exig\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia de seus dirigentes dentro dessa mesma \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta o&nbsp;<em>Parquet<\/em>, em s\u00edntese, que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a Lei n. 9.612\/1998 n\u00e3o impuseram qualquer limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento das r\u00e1dios comunit\u00e1rias, bem assim no que importa \u00e0 resid\u00eancia de seus dirigentes na comunidade abrangida pelo servi\u00e7o &#8211; da\u00ed porque as exig\u00eancias constantes apenas do Decreto n. 2.615\/1998 e da Portaria n. 462 do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o poderiam prevalecer.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.612\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba S\u00e3o competentes para explorar o Servi\u00e7o de Radiodifus\u00e3o Comunit\u00e1ria as funda\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, sem fins lucrativos, desde que legalmente institu\u00eddas e devidamente registradas, sediadas na \u00e1rea da comunidade para a qual pretendem prestar o Servi\u00e7o, e cujos dirigentes sejam brasileiros natos ou naturalizados h\u00e1 mais de 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Os dirigentes das funda\u00e7\u00f5es e sociedades civis autorizadas a explorar o Servi\u00e7o, al\u00e9m das exig\u00eancias deste artigo, dever\u00e3o manter resid\u00eancia na \u00e1rea da comunidade atendida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-legal-a-limitacao-por-ato-regulamentar\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legal a limita\u00e7\u00e3o por ato regulamentar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a Uni\u00e3o com o objetivo de ver afastadas certas restri\u00e7\u00f5es ao funcionamento das r\u00e1dios comunit\u00e1rias previstas em atos normativos infralegais, a saber: (i) \u00e1rea de execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o limitada ao raio de 1.000 (mil) metros da antena transmissora; e (ii) exig\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia de seus dirigentes dentro dessa mesma \u00e1rea.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta o&nbsp;<em>Parquet<\/em>, em s\u00edntese, que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a Lei n. 9.612\/1998 n\u00e3o impuseram qualquer limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento das r\u00e1dios comunit\u00e1rias, bem assim no que importa \u00e0 resid\u00eancia de seus dirigentes na comunidade abrangida pelo servi\u00e7o &#8211; da\u00ed porque as exig\u00eancias constantes apenas do Decreto n. 2.615\/1998 e da Portaria n. 462 do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem prevalecer.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato normativo do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es que regulava a mat\u00e9ria no in\u00edcio da demanda era a Portaria n. 197\/2013, que foi revogada pela Portaria n. 4.334\/2015, a qual prev\u00ea, no art. 7\u00ba,&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;e inciso X, que, &#8220;[p]ara os fins desta Portaria, considera-se: (&#8230;) \u00e1rea pretendida para presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o (\u00e1rea da comunidade atendida): a \u00e1rea limitada por um raio igual ou inferior a quatro mil metros a partir da antena transmissora; (Inclu\u00eddo pela Portaria n. 1.909, de 05.04.2018)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, quanto aos dirigentes, prev\u00ea o item XII do Anexo &#8211; II (Requerimento de Outorga &#8211; Radiofus\u00e3o Comunit\u00e1ria), reda\u00e7\u00e3o dada pela Portaria n. 1.909\/2018, que deve ser declarado que &#8220;todos os dirigentes da entidade residem dentro da \u00e1rea pretendida para presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, que corresponde \u00e0 \u00e1rea limitada por um raio igual ou inferior a quatro mil metros a partir da antena transmissora (&#8230;)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o tema, verifica-se que a reda\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 7\u00ba da <a>Lei n. 9.612\/1998 <\/a>n\u00e3o imp\u00f5e qualquer restri\u00e7\u00e3o de ordem m\u00e9trica estabelecida por Portaria do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, limitando-se a determinar que &#8220;os dirigentes das funda\u00e7\u00f5es e sociedades civis autorizadas a explorar o Servi\u00e7o dever\u00e3o manter resid\u00eancia na \u00e1rea da comunidade atendida<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal impondo a resid\u00eancia dos dirigentes das r\u00e1dios comunit\u00e1rias na \u00e1rea de alcance da antena transmissora, bastando que esteja na mesma comunidade beneficiada pelo servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal a imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento de r\u00e1dios comunit\u00e1rias por meio de ato regulamentar.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-termo-inicial-do-prazo-prescricional-da-pretensao-do-segurado-em-face-da-seguradora-nos-contratos-de-seguro-em-geral\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Termo inicial do prazo prescricional da pretens\u00e3o do segurado em face da seguradora nos contratos de seguro em geral<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos contratos de seguro em geral, <a>a ci\u00eancia do segurado acerca da recusa da cobertura securit\u00e1ria<\/a> \u00e9 o <a>termo inicial <\/a><a>do prazo prescricional da pretens\u00e3o do segurado em face da seguradora<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.970.111-MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado 15\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Cleiton contratou um seguro com a seguradora Pagonada. Ocorre que, mesmo ap\u00f3s o sinistro, a seguradora recusou o pagamento securit\u00e1rio. Cleiton ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o na qual iniciou-se o debate acerca do termo inicial do prazo prescricional da pretens\u00e3o do segurado em face da seguradora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 206. Prescreve:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>Em um ano:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a pretens\u00e3o do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo:<\/p>\n\n\n\n<p>b) quanto aos demais seguros, da ci\u00eancia do fato gerador da pretens\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 771. Sob pena de perder o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o, o segurado participar\u00e1 o sinistro ao segurador, logo que o saiba, e tomar\u00e1 as provid\u00eancias imediatas para minorar-lhe as conseq\u00fc\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Correm \u00e0 conta do segurador, at\u00e9 o limite fixado no contrato, as despesas de salvamento conseq\u00fcente ao sinistro.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-qual-o-termo-inicial-a-ser-observado\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o termo inicial a ser observado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A data da ci\u00eancia do segurado acerca da recusa da cobertura securit\u00e1ria!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A prescri\u00e7\u00e3o tem como termo inicial do transcurso do seu prazo o nascimento da pretens\u00e3o (teoria da&nbsp;<em>actio nata<\/em>). Somente a partir do instante em que o titular do direito pode exigir a sua satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 que se revela l\u00f3gico imputar-lhe eventual in\u00e9rcia em ver satisfeito o seu interesse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com rela\u00e7\u00e3o aos seguros em geral, na vig\u00eancia do CC\/1916, a Segunda Se\u00e7\u00e3o assentou a tese de que n\u00e3o poderia transcorrer prazo prescricional algum enquanto a seguradora n\u00e3o decidisse o pleito indenizat\u00f3rio endere\u00e7ado a ela pelo segurado.<\/strong> Editou-se, assim, o enunciado da S\u00famula 229: &#8220;o pedido do pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 seguradora suspende o prazo de prescri\u00e7\u00e3o at\u00e9 que o segurado tenha ci\u00eancia da decis\u00e3o&#8221;. Todavia, ainda na vig\u00eancia desse diploma civilista, passou a jurisprud\u00eancia do STJ a perfilhar a tese segundo a qual o termo inicial do prazo prescricional seria o momento da recusa de cobertura pela seguradora, ao fundamento de que s\u00f3 ent\u00e3o nasceria a pretens\u00e3o do segurado em face da seguradora.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o advento do <a>CC\/2002<\/a>, alterou-se a reda\u00e7\u00e3o da al\u00ednea &#8220;b&#8221; do II do \u00a7 1\u00ba do art. 206, estabelecendo como termo inicial do prazo prescricional a data da ci\u00eancia do &#8220;fato gerador da pretens\u00e3o&#8221;. <strong>A interpreta\u00e7\u00e3o desse dispositivo em conjunto com o estabelecido no art. 771 do mesmo diploma legal conduz \u00e0 conclus\u00e3o de que, antes da regula\u00e7\u00e3o do sinistro e da recusa de cobertura nada pode exigir o segurado do segurador, motivo pelo qual n\u00e3o se pode considerar iniciado o transcurso do prazo prescricional t\u00e3o somente com a ci\u00eancia do sinistro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, \u00e9, em regra, a ci\u00eancia do segurado acerca da recusa da cobertura securit\u00e1ria pelo segurador que representa o &#8220;fato gerador da pretens\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos contratos de seguro em geral, a ci\u00eancia do segurado acerca da recusa da cobertura securit\u00e1ria \u00e9 o termo inicial do prazo prescricional da pretens\u00e3o do segurado em face da seguradora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-acao-de-nulidade-de-doacao-inoficiosa-e-contagem-do-prazo-prescricional\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o de nulidade de doa\u00e7\u00e3o inoficiosa e contagem do prazo prescricional<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o de <a>nulidade de doa\u00e7\u00e3o inoficiosa, o prazo prescricional <\/a>\u00e9 contado a partir do registro do ato jur\u00eddico que se pretende anular, salvo se <a>houver anterior ci\u00eancia inequ\u00edvoca do suposto prejudicado.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.933.685-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 15\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso especial no qual o STJ deve definir se o termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o de nulidade de doa\u00e7\u00e3o inoficiosa deve ser a data do registro do ato em cart\u00f3rio ou a data da celebra\u00e7\u00e3o do respectivo neg\u00f3cio jur\u00eddico mediante escritura p\u00fablica, da qual participou, na qualidade de interveniente-anuente, a parte a quem a nulidade aproveitaria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-qual-a-data-a-ser-observada\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual a data a ser observada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A do registro do ato jur\u00eddico em cart\u00f3rio, salvo se houver anterior ci\u00eancia inequ\u00edvoca do suposto prejudicado!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, no julgamento do REsp 1.755.379\/RJ, concluiu-se que o entendimento segundo o qual o prazo para nulificar a doa\u00e7\u00e3o inoficiosa deve ser contado a partir do registro do ato jur\u00eddico que se pretende anular est\u00e1 fundado &#8220;em um dos principais pilares norteadores do sistema registral, qual seja, o princ\u00edpio da publicidade, segundo o qual o registro por si s\u00f3 \u00e9 capaz de gerar presun\u00e7\u00e3o de conhecimento por todos os interessados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante observar, a esse respeito, que <strong>tanto no referido precedente, como nos demais precedentes em que a mat\u00e9ria foi enfrentada no STJ, o exame dessa quest\u00e3o se deu sob a perspectiva de ato registral anterior em confronto com atos ou fatos jur\u00eddicos subsequentes que se alegava serem os elementos deflagradores do prazo prescricional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, no julgamento do REsp 1.049.078\/SP, por exemplo, verifica-se que a Terceira Turma entendeu que o prazo prescricional havia se iniciado com o registro do ato jur\u00eddico de doa\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio &#8211; e n\u00e3o com a abertura da sucess\u00e3o do doador, que lhe era subsequente &#8211; pois aquele primeiro ato jur\u00eddico era suficiente para conferir ci\u00eancia inequ\u00edvoca, ou ao menos presumida, da doa\u00e7\u00e3o inoficiosa pelo suposto prejudicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, na presente hip\u00f3tese existe um ato jur\u00eddico anterior ao registro da doa\u00e7\u00e3o na matr\u00edcula do im\u00f3vel, igualmente dotado de publicidade e, mais do que isso, do qual efetivamente participou o recorrente na qualidade de interveniente-anuente.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, deve-se conferir FLEXIBILIDADE \u00e0 tese de que o termo inicial da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o de nulidade da doa\u00e7\u00e3o inoficiosa \u00e9 a data do registro do ato de doa\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio, de modo a excepcionar esse entendimento nas hip\u00f3teses em que o suposto prejudicado possu\u00eda a ci\u00eancia inequ\u00edvoca da exist\u00eancia da doa\u00e7\u00e3o alegadamente inoficiosa antes mesmo do referido registro, caso em que esse ser\u00e1 o termo inicial do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito de outra maneira, em se tratando de a\u00e7\u00e3o de nulidade de doa\u00e7\u00e3o inoficiosa, o prazo prescricional \u00e9 contado a partir do registro do ato jur\u00eddico que se pretende anular, salvo se houver anterior ci\u00eancia inequ\u00edvoca do suposto prejudicado, hip\u00f3tese em que essa ser\u00e1 a data de deflagra\u00e7\u00e3o do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-resultado-final\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o de nulidade de doa\u00e7\u00e3o inoficiosa, o prazo prescricional \u00e9 contado a partir do registro do ato jur\u00eddico que se pretende anular, salvo se houver anterior ci\u00eancia inequ\u00edvoca do suposto prejudicado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-interrupcao-do-prazo-para-a-execucao-de-pagar-em-razao-do-ajuizamento-da-obrigacao-de-fazer\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interrup\u00e7\u00e3o do prazo para a execu\u00e7\u00e3o de pagar em raz\u00e3o do ajuizamento da obriga\u00e7\u00e3o de fazer<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer n\u00e3o interrompe o prazo para a execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de pagar.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no AREsp 1.804.754-RN, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de AirOcean S.A. A quest\u00e3o ent\u00e3o chegou ao STJ em agravo interno para decidir acerca da possibilidade da interrup\u00e7\u00e3o do prazo para a execu\u00e7\u00e3o de pagar em raz\u00e3o do ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-o-prazo-deve-ser-interrompido\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O prazo deve ser interrompido?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, cumpre salientar que a atual jurisprud\u00eancia da Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do REsp 1.340.444-RS, rel. Acd. Min. Herman Benjamin, DJe 12\/06\/2019, assentou o entendimento de <strong>que o prazo prescricional para a pretens\u00e3o execut\u00f3ria \u00e9 \u00fanico e o ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer n\u00e3o interrompe o prazo para a propositura da execu\u00e7\u00e3o que visa ao cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de pagar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento, somente pode ser excepcionado nas hip\u00f3teses em que a pr\u00f3pria decis\u00e3o transitada em julgado, ou o ju\u00edzo da execu\u00e7\u00e3o, dentro do prazo prescricional, reconhecer que a execu\u00e7\u00e3o de um tipo de obriga\u00e7\u00e3o dependa necessariamente da pr\u00e9via execu\u00e7\u00e3o de outra esp\u00e9cie de obriga\u00e7\u00e3o, peculiaridade que n\u00e3o ocorreu no caso em an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, registre-se que a tese acerca da autonomia das pretens\u00f5es execut\u00f3rias vem sendo adotada de forma pac\u00edfica no \u00e2mbito da Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de fazer n\u00e3o interrompe o prazo para a execu\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de pagar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-competencia-para-julgamento-das-causas-envolvendo-reformas-de-estabelecimento-de-ensino-de-criancas-e-adolescentes\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para julgamento das causas envolvendo reformas de estabelecimento de ensino de crian\u00e7as e adolescentes<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 <a>Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude <\/a>processar e julgar <a>causas envolvendo reformas de estabelecimento de ensino de crian\u00e7as e adolescentes<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.840.462-SP, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/03\/2022, DJe 18\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de S\u00e3o Paulo ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em desfavor do Estado de S\u00e3o Paulo, visando \u00e0 melhora das condi\u00e7\u00f5es do pr\u00e9dio onde funciona escola estadual, que comprometem a integridade f\u00edsica de todos os seus frequentadores. Aduziu que laudo pericial realizado em dezembro de 2019, apontou a exist\u00eancia de irregularidades prediais graves. Pleiteou al\u00e9m de provid\u00eancias quanto ao pr\u00e9dio, a realoca\u00e7\u00e3o dos alunos em outras escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi julgada parcialmente procedente em primeiro grau, mas reformada pela C\u00e2mara C\u00edvel do TJ local. O MP ent\u00e3o interp\u00f4s recurso especial no qual aduziu que, por se tratar de demanda que busca a prote\u00e7\u00e3o de direitos de crian\u00e7as e adolescentes, a compet\u00eancia origin\u00e1ria foi atribu\u00edda \u00e0 Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude local, de modo que caberia \u00e0 C\u00e2mara Especial do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo o julgamento do agravo de instrumento, e n\u00e3o \u00e0 6\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, como se deu.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 206. O ensino ser\u00e1 ministrado com base nos seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; igualdade de condi\u00e7\u00f5es para o acesso e perman\u00eancia na escola;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.394\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba O ensino ser\u00e1 ministrado com base nos seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; igualdade de condi\u00e7\u00f5es para o acesso e perman\u00eancia na escola;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.069\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 148. A Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude \u00e9 competente para:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>IV &#8211; conhecer de a\u00e7\u00f5es civis fundadas em interesses individuais, difusos ou coletivos afetos \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, observado o disposto no art. 209;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 209. As a\u00e7\u00f5es previstas neste Cap\u00edtulo ser\u00e3o propostas no foro do local onde ocorreu ou deva ocorrer a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, cujo ju\u00edzo ter\u00e1 compet\u00eancia absoluta para processar a causa, ressalvadas a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-a-quem-compete-o-julgamento\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete o julgamento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> . <strong>\u00c0 Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, foi ajuizada a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica visando \u00e0 presta\u00e7\u00e3o jurisdicional que garanta que crian\u00e7as e adolescentes possam adequadamente e sem riscos permanecer em escola, institui\u00e7\u00e3o de ensino fundamental e m\u00e9dio de Carapicu\u00edba\/SP, diante de irregularidades prediais graves onde funciona a institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos da <a>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica <\/a>(art. 206, I, da CF) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (art. 3\u00ba, I, da <a>Lei n. 9.394\/1996<\/a>), o Poder P\u00fablico deve ter em conta &#8220;a igualdade de condi\u00e7\u00f5es para o acesso e perman\u00eancia na escola&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A igualdade nas condi\u00e7\u00f5es para o acesso (matr\u00edcula) ao ensino n\u00e3o basta, se as condi\u00e7\u00f5es de perman\u00eancia e funcionamento da institui\u00e7\u00e3o de ensino s\u00e3o prec\u00e1rias. Assim, perman\u00eancia na escola implica a viabilidade de perman\u00eancia f\u00edsica e funcionamento das instala\u00e7\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o de ensino sem riscos \u00e0 integridade f\u00edsica dos alunos e professores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sendo, pois, acesso e perman\u00eancia mutuamente dependentes, a respectiva compet\u00eancia jurisdicional segue a mesma l\u00f3gica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mat\u00e9ria de acesso (matr\u00edcula) ao ensino de crian\u00e7as e adolescentes e a respectiva compet\u00eancia para o conhecimento de demandas judiciais, verifica-se que a Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude tem compet\u00eancia absoluta para processar e julgar causas envolvendo matr\u00edcula em creches ou escolas, nos termos dos arts. 148, IV, e 209 da <a>Lei n. 8.069\/1990<\/a>. Este entendimento foi assentado, em regime de recursos repetitivos, pela Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (REsp 1.846.781\/MS, Rel. Ministra Assusete Magalh\u00e3es, DJe 29\/3\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse precedente obrigat\u00f3rio sobre acesso (matr\u00edcula) ao ensino se aplica, portanto, a demandas que discutam perman\u00eancia, o que abrange reformas de estabelecimentos de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, conforme apontado, trata-se de mat\u00e9ria de compet\u00eancia jurisdicional absoluta da Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude e, por isso, cabe ao \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio do Tribunal de origem ao qual incumbiria essa compet\u00eancia, o julgamento do recurso.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a da Inf\u00e2ncia e da Juventude processar e julgar causas envolvendo reformas de estabelecimento de ensino de crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-validade-do-processo-em-que-nao-houve-a-intimacao-e-a-intervencao-do-ministerio-publico-em-primeiro-grau-de-jurisdicao-apesar-da-presenca-de-parte-com-enfermidade-psiquica-grave-e-cujos-legitimados-para-propor-eventual-acao-de-interdicao-possuem-conflitos-de-interesses\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Validade do processo em que n\u00e3o houve a intima\u00e7\u00e3o e a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, apesar da presen\u00e7a de parte com enfermidade ps\u00edquica grave e cujos legitimados para propor eventual a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o possuem conflitos de interesses<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nulo <a>o processo em que n\u00e3o houve a intima\u00e7\u00e3o e a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, apesar da presen\u00e7a de parte com enfermidade ps\u00edquica grave e cujos legitimados para propor eventual a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o possuem conflitos de interesses<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.969.217-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 08\/03\/2022, DJe 11\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jurema ajuizou a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer em face de seu ex-c\u00f4njuge Tadeu e de seus filhos Creide e Creiton. Por meio da a\u00e7\u00e3o, Jurema pleiteou que que fossem os r\u00e9us obrigados a acolher a autora em uma de suas resid\u00eancias ou que fossem eles obrigados a residir com a autora em sua pr\u00f3pria resid\u00eancia. Subsidiariamente, pleiteou que fossem os r\u00e9us obrigados a custear, em parte, local especializado para sua moradia.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a julgou improcedente os pedidos em rela\u00e7\u00e3o ao ex-c\u00f4njuge, ao fundamento de que o v\u00ednculo conjugal entre as partes foi dissolvido h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, inexistindo responsabilidade ou obriga\u00e7\u00e3o entre as partes e julgou improcedente os pedidos em rela\u00e7\u00e3o aos filhos, ao fundamento de que os filhos n\u00e3o possu\u00edam capacidade financeira para custear o local especializado para moradia da autora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que no julgamento da apela\u00e7\u00e3o, foi verificada a falta de intima\u00e7\u00e3o do MP no processo, raz\u00e3o pela qual este interp\u00f4s recurso especial no qual alega a nulidade absoluta do processo diante da aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que se faria necess\u00e1ria desde o 1\u00ba grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, sendo irrelevante que n\u00e3o tenha havido a declara\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via de incapacidade da autora, especialmente porque, ao tempo da propositura da a\u00e7\u00e3o, j\u00e1 se tinha conhecimento da doen\u00e7a mental incapacitante (esquizofrenia) da autora e o Minist\u00e9rio P\u00fablico seria um dos colegitimados a propor a a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 178. O Minist\u00e9rio P\u00fablico ser\u00e1 intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, intervir como fiscal da ordem jur\u00eddica nas hip\u00f3teses previstas em lei ou na&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o Federal&nbsp;e nos processos que envolvam:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II &#8211; interesse de incapaz;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 747. A interdi\u00e7\u00e3o pode ser promovida:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; pelo c\u00f4njuge ou companheiro;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; pelos parentes ou tutores;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; pelo representante da entidade em que se encontra abrigado o interditando;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 748. O Minist\u00e9rio P\u00fablico s\u00f3 promover\u00e1 interdi\u00e7\u00e3o em caso de doen\u00e7a mental grave:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; se as pessoas designadas nos&nbsp;incisos I, II e III do art. 747&nbsp;n\u00e3o existirem ou n\u00e3o promoverem a interdi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-nulo-o-processo\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nulo o processo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ se consolidou no sentido de que a nulidade do processo por aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o e de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico apenas dever\u00e1 ser decretada quando sobressair preju\u00edzo \u00e0 pessoa cujos interesses deveriam ser zelados pelo&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;no processo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1, em regra, nulidade do processo em virtude da aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o e de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em 1\u00ba grau de jurisdi\u00e7\u00e3o quando houver a atua\u00e7\u00e3o ministerial em 2\u00ba grau<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a regra do art. 178, II, do <a>CPC\/2015<\/a>, ao prever a necessidade de intima\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico no processo que envolva interesse de incapaz refere-se n\u00e3o apenas ao juridicamente incapaz, mas tamb\u00e9m ao comprovadamente incapaz de fato, ainda que n\u00e3o tenha havido pr\u00e9via declara\u00e7\u00e3o judicial da incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, a indispensabilidade da intima\u00e7\u00e3o e da interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico se justifica pelo fato incontroverso de que a parte possui doen\u00e7a ps\u00edquica grave, aliado ao fato de que todos os legitimados ordin\u00e1rios \u00e0 propositura de eventual a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o (art. 747, I a III, do CPC\/2015) n\u00e3o existem ou possuem conflito de interesses com a parte enferma, de modo que a aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;teve, como consequ\u00eancia, preju\u00edzo concreto \u00e0 parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Vislumbra-se, assim, que o \u00fanico legitimado habilitado a eventualmente propor a a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o seria, justamente, o Minist\u00e9rio P\u00fablico (art. 747, IV, do CPC\/2015), que possui legitimidade residual para a hip\u00f3tese em que haja doen\u00e7a mental grave (art. 748,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC\/2015), mas n\u00e3o tenha havido o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o pelos demais legitimados (art. 748, I, do CPC\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, constata-se que o \u00fanico legitimado indiscutivelmente isento e potencialmente interessado em avaliar a eventual necessidade de promover a a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o &#8211; o Minist\u00e9rio P\u00fablico &#8211; n\u00e3o foi intimado da exist\u00eancia da a\u00e7\u00e3o em 1\u00ba grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, oportunidade em que teria ci\u00eancia da enfermidade ps\u00edquica grave da autora e poderia adotar as medidas adequadas para salvaguardar os seus interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>\u00e9 inaplic\u00e1vel o entendimento segundo o qual n\u00e3o h\u00e1 nulidade do processo em virtude da aus\u00eancia de intima\u00e7\u00e3o e de interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o quando houver a atua\u00e7\u00e3o ministerial em segundo grau, uma vez que a ci\u00eancia do&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;acerca da a\u00e7\u00e3o e da situa\u00e7\u00e3o da parte ainda em primeiro grau poderia, em tese, conduzir \u00e0 a\u00e7\u00e3o a desfecho substancialmente diferente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, percebe-se que a interven\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio se fazia necess\u00e1ria n\u00e3o apenas para a efetiva participa\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Parquet<\/em>&nbsp;na fase instrut\u00f3ria (por exemplo, requerendo dilig\u00eancias para melhor elucidar a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos filhos e a suposta impossibilidade de prestar aux\u00edlio \u00e0 m\u00e3e), mas tamb\u00e9m para, se necess\u00e1rio, propor a a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o apta a, em tese, influenciar decisivamente o desfecho desta a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 nulo o processo em que n\u00e3o houve a intima\u00e7\u00e3o e a interven\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico em primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, apesar da presen\u00e7a de parte com enfermidade ps\u00edquica grave e cujos legitimados para propor eventual a\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o possuem conflitos de interesses.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-cpc-1973-e-compatibilidade-logica-entre-o-acordo-na-pretensao-principal-de-separacao-conjugal-e-o-prosseguimento-do-feito-quanto-as-pretensoes-conexas\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; CPC\/1973 e compatibilidade l\u00f3gica entre o acordo na pretens\u00e3o principal de separa\u00e7\u00e3o conjugal e o prosseguimento do feito quanto \u00e0s pretens\u00f5es conexas.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O SOB SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sob a \u00e9gide do CPC\/1973, inexiste <a>incompatibilidade l\u00f3gica <\/a><a>entre o acordo efetuado quanto \u00e0 pretens\u00e3o principal de separa\u00e7\u00e3o conjugal e o <\/a><a>prosseguimento do feito quanto \u00e0s pretens\u00f5es conexas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creide ajuizou a\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o judicial cumulada com pedido condenat\u00f3rio na qual foi realizada autocomposi\u00e7\u00e3o parcial, transmudando a natureza da demanda, quanto \u00e0 separa\u00e7\u00e3o, de litigiosa para consensual. Por\u00e9m, Creide sustenta que em nenhum momento declarou expressamente desist\u00eancia ou ren\u00fancia ao pedido condenat\u00f3rio de indeniza\u00e7\u00e3o. Requereu o prosseguimento do processo prosseguimento do feito quanto \u00e0s pretens\u00f5es conexas. O r\u00e9u Jeremias alegou a incompatibilidade l\u00f3gica entre o acordo e a continuidade do processo em rela\u00e7\u00e3o aos pedidos indenizat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><a>(Caso imagin\u00e1rio: processo sob segredo judicial \u2013 parte f\u00e1tica n\u00e3o divulgada).<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 114. Os neg\u00f3cios jur\u00eddicos ben\u00e9ficos e a ren\u00fancia interpretam-se estritamente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-segue-ou-para\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Segue ou para?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segueeee o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>Cinge-se a controv\u00e9rsia \u00e0 configura\u00e7\u00e3o nos casos de separa\u00e7\u00e3o judicial cumulada com pedido condenat\u00f3rio de ren\u00fancia t\u00e1cita a direito de a\u00e7\u00e3o ou \u00e0 perda superveniente do interesse de agir, a obstar o prosseguimento do feito quanto ao pedido condenat\u00f3rio (indenizat\u00f3rio), diante da autocomposi\u00e7\u00e3o, mesmo sendo parcial, celebrada por ocasi\u00e3o da audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em aten\u00e7\u00e3o ao sistema normativo vigente por ocasi\u00e3o da senten\u00e7a e do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido (C\u00f3digo de Processo Civil de 1973), observa-se que a ren\u00fancia ao direito consubstanciaria a pr\u00f3pria resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito do pedido e n\u00e3o o reconhecimento da aus\u00eancia de interesse de agir<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que, enquanto instrumento de declara\u00e7\u00e3o ou ren\u00fancia a direitos, a transa\u00e7\u00e3o deve ser interpretada de forma RESTRITIVA, o que vai ao encontro, ali\u00e1s, do vetor hermen\u00eautico consubstanciado no artigo 114 do <a>C\u00f3digo Civil<\/a>,&nbsp;<em>in verbis<\/em>: os neg\u00f3cios jur\u00eddicos ben\u00e9ficos e a ren\u00fancia interpretam-se estritamente.<\/p>\n\n\n\n<p>No particular, assinala-se que a demanda subjacente ao recurso especial, assim como a autocomposi\u00e7\u00e3o celebrada, deu-se em momento anterior \u00e0 Emenda Constitucional n. 66\/2010, a qual introduziu o div\u00f3rcio direto e, de forma elogi\u00e1vel, mitigou a necessidade de interfer\u00eancia estatal na esfera familiar, possibilitado a concretiza\u00e7\u00e3o, pelos c\u00f4njuges, de sua autonomia privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme dispunha o vigente artigo 1.123 do CPC\/1973, \u00e9 l\u00edcito \u00e0s partes, a qualquer tempo, no curso da separa\u00e7\u00e3o judicial, requererem a convers\u00e3o em separa\u00e7\u00e3o consensual [&#8230;], sem que isso implique ren\u00fancia ou perda de interesse de agir em rela\u00e7\u00e3o a pretens\u00f5es conexas, decorrentes do descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0 sociedade conjugal, mormente nas hip\u00f3teses em que igualmente consubstanciam grave les\u00e3o a direito de personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, nada obstante tenha a parte autora, ao <a>entabular acordo, transmudado a natureza da demanda, no que se refere \u00e0 separa\u00e7\u00e3o &#8211; de litigiosa para consensual -, com o acertamento dos demais pedidos decorrentes (guarda, visitas), em nenhum momento declarou expressamente desist\u00eancia ou ren\u00fancia ao direito em que fundamentado o pedido condenat\u00f3rio.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Adotar a interpreta\u00e7\u00e3o ampliativa implica um cerceamento ao exerc\u00edcio do direito de a\u00e7\u00e3o titularizado pela parte autora, ao subtrair sua autonomia, exercida por ocasi\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o da autocomposi\u00e7\u00e3o. De fato, legitimar-se-ia, indevidamente, o condicionamento entre a pronta separa\u00e7\u00e3o judicial \u00e0 pr\u00f3pria ren\u00fancia ao direito de a\u00e7\u00e3o pertinente aos danos morais e patrimoniais, decorrentes da conduta imputada ao requerido, c\u00f4njuge var\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a manuten\u00e7\u00e3o desse entendimento, com a amplia\u00e7\u00e3o dos termos da transa\u00e7\u00e3o, entendendo-se pela ren\u00fancia de direito n\u00e3o indicado, poderia implicar um desest\u00edmulo \u00e0 autocomposi\u00e7\u00e3o, na medida em que causaria certa inseguran\u00e7a jur\u00eddica no que concerne aos limites daquilo que fora acordado e as interpreta\u00e7\u00f5es judiciais decorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a circunst\u00e2ncia de ter sido celebrado acordo no que tange \u00e0 separa\u00e7\u00e3o, aos alimentos, visitas e guarda da prole comum (resultado da transforma\u00e7\u00e3o consensual do pedido original de separa\u00e7\u00e3o judicial), n\u00e3o impede a aprecia\u00e7\u00e3o judicial das demais pretens\u00f5es inicialmente deduzidas, neste caso, de cunho condenat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Sob a \u00e9gide do CPC\/1973, inexiste incompatibilidade l\u00f3gica entre o acordo efetuado quanto \u00e0 pretens\u00e3o principal de separa\u00e7\u00e3o conjugal e o prosseguimento do feito quanto \u00e0s pretens\u00f5es conexas.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-in-aplicabilidade-os-efeitos-de-normas-aplicaveis-no-ambito-dos-tributos-federais-ou-do-simples-nacional-aos-tributos-estaduais-em-razao-da-pandemia\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Aplicabilidade os efeitos de normas aplic\u00e1veis no \u00e2mbito dos tributos federais ou do Simples Nacional aos tributos estaduais em raz\u00e3o da pandemia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o estadual espec\u00edfica que conceda o direito \u00e0 posterga\u00e7\u00e3o do vencimento ou \u00e0 suspens\u00e3o da exigibilidade das presta\u00e7\u00f5es dos parcelamentos de tributos estaduais, n\u00e3o h\u00e1 como se estender <a>os efeitos de normas aplic\u00e1veis no \u00e2mbito dos tributos federais ou do Simples Nacional<\/a>, ou mesmo benef\u00edcios concedidos por outro Estado da Federa\u00e7\u00e3o, aos tributos devidos em raz\u00e3o da pandemia (Covid-19).<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 67.443-ES, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 15\/03\/2022, DJe 18\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Toretto Ve\u00edculos impetrou mandado de seguran\u00e7a por meio do qual visava a suspens\u00e3o do pagamento do parcelamento tribut\u00e1rio estadual j\u00e1 aderido, referentes aos vencimentos de mar\u00e7o de 2020 at\u00e9 dezembro de 2020. Conforme o autor, frente \u00e0 calamidade p\u00fablica que se instaurou em decorr\u00eancia da pandemia do coronav\u00edrus (COVID-19), vem sofrendo redu\u00e7\u00e3o exponencial em suas atividades, por meio de decretos estaduais e municipais impositivos de paralisa\u00e7\u00e3o das empresas, para implanta\u00e7\u00e3o do isolamento social. Alegou a falta de isonomia em raz\u00e3o da prorroga\u00e7\u00e3o do prazo para pagamento dos tributos federais, mas n\u00e3o dos estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>A ordem foi inicialmente denegada, raz\u00e3o pela qual Toretto interp\u00f4s recurso ordin\u00e1rio no qual defende alega ainda a quebra do princ\u00edpio da isonomia pelo Poder Executivo (Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica) que deve ser observado pelo julgador. Como j\u00e1 exposto, as atitudes implementadas pelos governos foram em busca de socorrer as micros e pequenas empresas, sendo as demais &#8216;deixadas \u00e0 ermo&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-possivel-a-extensao-dos-efeitos\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a extens\u00e3o dos efeitos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de pedido de suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do vencimento e da posterga\u00e7\u00e3o do prazo de pagamento das presta\u00e7\u00f5es dos parcelamentos de tributos estaduais at\u00e9 o fim do estado de calamidade p\u00fablica decorrente da pandemia causada pela Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem<strong>, a parte invocou a Portaria 12, de 20\/01\/2012, do Minist\u00e9rio da Fazenda, que prorrogou o prazo para pagamento de tributos federais e dos parcelamentos, para contribuintes domiciliados em munic\u00edpios abrangidos por decreto estadual que tenha reconhecido estado de calamidade p\u00fablica, bem como a Portaria da Receita Federal do Brasil 218, de 05\/02\/2020, que tomou igual medida quanto a contribuintes domiciliados em Munic\u00edpios do Esp\u00edrito Santo, em rela\u00e7\u00e3o aos quais fora declarado estado de calamidade p\u00fablica por decreto estadual<\/strong>. Sustentou ofensa ao princ\u00edpio da isonomia, porquanto a resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Gestor do Simples Nacional 152\/2020 desonerou dos pagamentos de parcelamentos as empresas integrantes do Simples Nacional, e que a Resolu\u00e7\u00e3o PGE\/RJ 4.532\/2020 tomou igual provid\u00eancia quanto aos tributos estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto se reconhe\u00e7a os efeitos negativos da pandemia na atividade econ\u00f4mica, o STF j\u00e1 decidiu, enfrentando pretens\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 presente, que a interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio na esfera de discricionariedade de uma escolha pol\u00edtica deve cingir-se ao exame de legalidade e constitucionalidade, sob pena de ofensa ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, tendo em vista que n\u00e3o cabe ao juiz agir como legislador positivo e que o Supremo Tribunal Federal j\u00e1 afastou a possibilidade de concess\u00e3o de morat\u00f3ria pela via judicial (STF, ARE 1.307.729 AgR\/SP, Rel. Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 07\/05\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, o plen\u00e1rio do STF assentou que, &#8220;em tempos de pandemia, os inevit\u00e1veis conflitos entre particulares e o Estado, decorrentes da ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias tendentes a combat\u00ea-la, devem ser equacionados pela tomada de medidas coordenadas e voltadas ao bem comum, sempre tendo por norte que n\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio decidir quem deve ou n\u00e3o pagar impostos, ou mesmo quais pol\u00edticas p\u00fablicas devem ser adotadas, substituindo-se aos gestores respons\u00e1veis pela condu\u00e7\u00e3o dos destinos do Estado. A suspens\u00e3o da exigibilidade de tributos, ainda que parcial, e a dila\u00e7\u00e3o dos prazos para seu pagamento impostos por decis\u00f5es judiciais implicam a desarticula\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o da pol\u00edtica tribut\u00e1ria estatal e acarretam s\u00e9rio risco de les\u00e3o \u00e0 ordem e \u00e0 economia p\u00fablicas&#8221; (STF, SS 5.363 AgR\/SP, Rel. Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe de 29\/10\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e0 falta de legisla\u00e7\u00e3o estadual espec\u00edfica que conceda o direito \u00e0 posterga\u00e7\u00e3o do vencimento de tributos ou \u00e0 suspens\u00e3o da exigibilidade das presta\u00e7\u00f5es dos parcelamentos, n\u00e3o h\u00e1 como se estender os efeitos de normas aplic\u00e1veis no \u00e2mbito dos tributos federais ou do Simples Nacional, ou mesmo benef\u00edcios concedidos por outro Estado da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o estadual espec\u00edfica que conceda o direito \u00e0 posterga\u00e7\u00e3o do vencimento ou \u00e0 suspens\u00e3o da exigibilidade das presta\u00e7\u00f5es dos parcelamentos de tributos estaduais, n\u00e3o h\u00e1 como se estender os efeitos de normas aplic\u00e1veis no \u00e2mbito dos tributos federais ou do Simples Nacional, ou mesmo benef\u00edcios concedidos por outro Estado da Federa\u00e7\u00e3o, aos tributos devidos em raz\u00e3o da pandemia (Covid-19).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-legitimidade-subsidiaria-da-associacao-e-dos-demais-sujeitos-previstos-no-art-82-do-cdc-em-cumprimento-de-sentenca-coletiva-fica-condicionada-e-condicoes\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legitimidade subsidi\u00e1ria da associa\u00e7\u00e3o e dos demais sujeitos previstos no art. 82 do CDC em cumprimento de senten\u00e7a coletiva fica condicionada e condi\u00e7\u00f5es<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A legitimidade <a>subsidi\u00e1ria da associa\u00e7\u00e3o e dos demais sujeitos previstos no art. 82 do CDC em cumprimento de senten\u00e7a coletiva fica condicionada<\/a>, passado um ano do tr\u00e2nsito em julgado, a n\u00e3o haver habilita\u00e7\u00e3o por parte dos benefici\u00e1rios ou haver em n\u00famero desproporcional ao preju\u00edzo, nos termos do art. 100 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.955.899-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado 15\/03\/2022, DJe 21\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Instituto Constitui\u00e7\u00e3o Forte ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra o SERASA, cujos pedidos foram julgados parcialmente procedentes para condenar a r\u00e9 na obriga\u00e7\u00e3o de, quando da pr\u00e1tica do <em>credit scoring<\/em>, fornecer gratuitamente o hist\u00f3rico de consultas; possibilitar a impugna\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es ali contidas; e informar quais s\u00e3o os principais elementos e crit\u00e9rios considerados para o c\u00e1lculo, sempre que assim for requerido pelo consumidor, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, em decis\u00e3o interlocut\u00f3ria, o juiz de primeiro grau arquivou os autos, por entender n\u00e3o ser cab\u00edvel a an\u00e1lise individualizada do cumprimento ou n\u00e3o da senten\u00e7a pela SERASA S.A. a partir das consultas realizadas pela parte exequente nos sistemas daquela, cabendo a eventuais consumidores interessados ajuizar demanda pr\u00f3pria para tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o TJ local reformou a decis\u00e3o para cassar a senten\u00e7a e determinar o retorno dos autos \u00e0 origem para prosseguimento dos atos execut\u00f3rios. O SERASA ent\u00e3o interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a n\u00e3o poderia ser promovida pelo Instituto, uma vez que pressup\u00f5e a an\u00e1lise individual casu\u00edstica de cada consumidor e estaria condicionada \u00e0 presen\u00e7a de um dano efetivo sofrido pelos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 82. Para os fins do art. 81, par\u00e1grafo \u00fanico, s\u00e3o legitimados concorrentemente:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9008.htm#art7\">(<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o Minist\u00e9rio P\u00fablico,<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;II &#8211; a Uni\u00e3o, os Estados, os Munic\u00edpios e o Distrito Federal;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as entidades e \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, direta ou indireta, ainda que sem personalidade jur\u00eddica, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; especificamente destinados \u00e0 defesa dos interesses e direitos protegidos por este c\u00f3digo;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; as associa\u00e7\u00f5es legalmente constitu\u00eddas h\u00e1 pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este c\u00f3digo, dispensada a autoriza\u00e7\u00e3o assemblear.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00b0 O requisito da pr\u00e9-constitui\u00e7\u00e3o pode ser dispensado pelo juiz, nas a\u00e7\u00f5es previstas nos arts. 91 e seguintes, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimens\u00e3o ou caracter\u00edstica do dano, ou pela relev\u00e2ncia do bem jur\u00eddico a ser protegido.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 97. A liquida\u00e7\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a poder\u00e3o ser promovidas pela v\u00edtima e seus sucessores, assim como pelos legitimados de que trata o art. 82.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 98. A execu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser coletiva, sendo promovida pelos legitimados de que trata o art. 82, abrangendo as v\u00edtimas cujas indeniza\u00e7\u00f5es j\u00e1 tiveram sido fixadas em senten\u00e7a de liquida\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo do ajuizamento de outras execu\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00b0 A execu\u00e7\u00e3o coletiva far-se-\u00e1 com base em certid\u00e3o das senten\u00e7as de liquida\u00e7\u00e3o, da qual dever\u00e1 constar a ocorr\u00eancia ou n\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 \u00c9 competente para a execu\u00e7\u00e3o o ju\u00edzo:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; da liquida\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a ou da a\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria, no caso de execu\u00e7\u00e3o individual;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; da a\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria, quando coletiva a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 100. Decorrido o prazo de um ano sem habilita\u00e7\u00e3o de interessados em n\u00famero compat\u00edvel com a gravidade do dano, poder\u00e3o os legitimados do art. 82 promover a liquida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o devida.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O produto da indeniza\u00e7\u00e3o devida reverter\u00e1 para o fundo criado pela Lei n.\u00b0 7.347, de 24 de julho de 1985.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-necessario-decurso-de-tempo-entre-o-transito-em-julgado-para-se-configurar-a-legitimidade-subsidiaria\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio decurso de tempo entre o tr\u00e2nsito em julgado para se configurar a legitimidade subsidi\u00e1ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Supremo Tribunal Federal, a tutela coletiva dos interesses individuais homog\u00eaneos se desdobra em duas fases: a primeira tem como regra a legitimidade extraordin\u00e1ria dos autores coletivos, substitutos processuais, na medida em que ocorre um ju\u00edzo de conhecimento sobre as quest\u00f5es f\u00e1ticas e jur\u00eddicas indivis\u00edveis, como a exist\u00eancia da obriga\u00e7\u00e3o, a natureza da presta\u00e7\u00e3o e o sujeito passivo. J\u00e1 na segunda fase, predomina a legitimidade ordin\u00e1ria dos titulares do direito material efetivamente lesados, uma vez que \u00e9 quando ser\u00e3o definidos os demais elementos indispens\u00e1veis, como a titularidade do direito e o&nbsp;<em>quantum debeatur<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob esse enfoque, &#8220;a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00f5es coletivas que versem sobre direitos individuais homog\u00eaneos \u00e9 disciplinada nos artigos 97 a 100 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, podendo [&#8230;] o cumprimento ser (i) individual, (ii) individual realizado de forma coletiva (art. 98 do CDC) ou (iii) coletivo propriamente dito (art. 100 do CDC)&#8221; (REsp 1.156.021\/RS, 4\u00aa Turma, DJe 05\/05\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, <strong>embora o art. 98 do <a>CDC <\/a>se refira \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a coletiva, a particularidade da fase executiva obsta a atua\u00e7\u00e3o dos legitimados coletivos na forma de substitui\u00e7\u00e3o processual, pois o interesse social que autorizaria sua atua\u00e7\u00e3o est\u00e1 vinculado ao n\u00facleo de homogeneidade do direito do qual carece este segundo momento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por conta disso, o art. 100 do CDC previu hip\u00f3tese espec\u00edfica e acidental de tutela dos direitos individuais homog\u00eaneos pelos legitimados do rol do art. 82, que poder\u00e3o figurar no polo ativo do cumprimento de senten\u00e7a por meio da denominada recupera\u00e7\u00e3o fluida (<em>fluid recovery<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, conforme a jurisprud\u00eancia do STJ, a legitima\u00e7\u00e3o prevista no art. 97 do CDC aos sujeitos elencados no art. 82 do CDC \u00e9 subsidi\u00e1ria para a liquida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a coletiva, implementando-se no caso de, passado um ano do tr\u00e2nsito em julgado, n\u00e3o haver habilita\u00e7\u00e3o por parte dos benefici\u00e1rios ou haver em n\u00famero desproporcional ao preju\u00edzo em quest\u00e3o, nos termos do art. 100 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A legitimidade subsidi\u00e1ria da associa\u00e7\u00e3o e dos demais sujeitos previstos no art. 82 do CDC em cumprimento de senten\u00e7a coletiva fica condicionada, passado um ano do tr\u00e2nsito em julgado, a n\u00e3o haver habilita\u00e7\u00e3o por parte dos benefici\u00e1rios ou haver em n\u00famero desproporcional ao preju\u00edzo, nos termos do art. 100 do CDC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-plano-de-saude-e-a-limitacao-do-reembolso-pelo-preco-de-tabela-ao-usuario-que-utilizar-para-o-tratamento-de-terapia-coberta-os-profissionais-e-estabelecimentos-nao-credenciados\"><a>10.&nbsp; Plano de sa\u00fade e a limita\u00e7\u00e3o do reembolso, pelo pre\u00e7o de tabela, ao usu\u00e1rio que utilizar para o tratamento de terapia coberta, os profissionais e estabelecimentos n\u00e3o credenciados<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a limita\u00e7\u00e3o <a>do reembolso, pelo pre\u00e7o de tabela, ao usu\u00e1rio que utilizar para o tratamento de terapia coberta, os <\/a><a>profissionais e estabelecimentos n\u00e3o credenciados<\/a>, estejam eles dentro ou fora da \u00e1rea de abrang\u00eancia do munic\u00edpio\/\u00e1rea geogr\u00e1fica e de estar ou n\u00e3o o paciente em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no REsp 1.933.552-ES, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Rel. Acd. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por maioria, julgado em 15\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jurema ajuizou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria que objetiva o reembolso de despesas m\u00e9dicas e hospitalares particulares, no Hospital Benefic\u00eancia, al\u00e9m de danos morais. Ocorre que tais despesas ocorreram em raz\u00e3o de tratamento em profissionais e estabelecimentos n\u00e3o credenciados pelo plano de sa\u00fade, raz\u00e3o pela qual houve a limita\u00e7\u00e3o dos valores pagos a t\u00edtulo de reembolso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;35-G.&nbsp;&nbsp;Aplicam-se subsidiariamente aos contratos entre usu\u00e1rios e operadoras de produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7&nbsp;1<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 1<sup>o<\/sup>&nbsp;desta Lei as disposi\u00e7\u00f5es da Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;8.078, de 1990.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-devida-a-limitacao\"><a>10.2.2. Devida a limita\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaphhhh!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, ressalta-se que a Terceira Turma recentemente remodelou a sua compreens\u00e3o acerca do tema atinente ao ressarcimento do usu\u00e1rio pela utiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os da rede n\u00e3o credenciada, estabelecendo, contudo, n\u00e3o o ressarcimento integral mas nos limites da tabela do plano de sa\u00fade contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>Da ementa do mencionado julgado, extrai-se que &#8220;6. Se a operadora de plano de sa\u00fade \u00e9 obrigada a ressarcir o SUS na hip\u00f3tese de tratamento em hospital p\u00fablico, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para deixar de reembolsar o pr\u00f3prio benefici\u00e1rio que se utiliza dos servi\u00e7os do hospital privado que n\u00e3o faz parte da sua rede credenciada. 7. O reembolso das despesas efetuadas pelo benefici\u00e1rio com assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade deve ser permitido quando n\u00e3o for poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os pr\u00f3prios, contratados, credenciados ou referenciados pelas operadoras, sendo as hip\u00f3teses de urg\u00eancia e emerg\u00eancia apenas exemplos (e n\u00e3o requisitos) dessa seguran\u00e7a contratual dada aos consumidores. (REsp 1.575.764\/SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 07\/05\/2019, DJe 30\/05\/2019)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estabelece-se como norte hermen\u00eautico para a interpreta\u00e7\u00e3o da lei a ineg\u00e1vel incid\u00eancia do diploma consumerista \u00e0 rela\u00e7\u00e3o mantida entre benefici\u00e1rio\/usu\u00e1rio e operadora de plano de sa\u00fade<\/strong> (art. 35-G da <a>Lei n. 9.656\/1988<\/a>), salvo aqueles de autogest\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa toada, em observ\u00e2ncia aos princ\u00edpios previstos no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, notadamente a boa-f\u00e9 objetiva, que, inclusive, deve guiar a elabora\u00e7\u00e3o e a execu\u00e7\u00e3o de todos os contratos, e a interpreta\u00e7\u00e3o sempre em benef\u00edcio do hipossuficiente, n\u00e3o se afigura razo\u00e1vel que na hip\u00f3tese da enfermidade estar coberta pelo plano de sa\u00fade e de n\u00e3o ser poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os pr\u00f3prios, contratados, credenciados ou referenciados pelas operadoras, seja no limite do munic\u00edpio ou fora da \u00e1rea de abrang\u00eancia municipal, o reembolso das despesas realizadas pelo usu\u00e1rio somente possa se dar em caso de urg\u00eancia ou emerg\u00eancia &#8211; em que pese seja essa a hip\u00f3tese dos autos -, haja vista que se o tratamento da enfermidade \u00e9 coberto pelo contrato mantido com a operadora, acaso houvessem profissionais e cl\u00ednicas no limite geogr\u00e1fico da municipalidade estaria o plano obrigado a suportar, ao menos, a cobertura consoante contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessa assertiva, de que o tratamento da doen\u00e7a \u00e9 coberto, abre-se ao usu\u00e1rio tr\u00eas possibilidades distintas com consequ\u00eancias bem definidas: a) fazer uso do SUS, oportunidade na qual o Estado demandar\u00e1 a operadora do reembolso integral, nos limites do contrato; b) deslocar-se para munic\u00edpio ou \u00e1rea geogr\u00e1fica lim\u00edtrofe e ser atendido por profissional ou cl\u00ednica conveniada, tendo direito a traslado (ida e volta), nos termos da resolu\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, e, em caso de descumprimento por parte da operadora (de fornecimento do traslado), ter\u00e1 o direito de ser reembolsado integralmente nos termos do artigo 9\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o n. 268\/2011 caso o benefici\u00e1rio tenha sido obrigado a pagar os custos do atendimento e c) utilizar-se de profissionais\/estabelecimentos n\u00e3o conveniados\/referenciados pelo plano, seja no \u00e2mbito da extens\u00e3o geogr\u00e1fica ou fora dela, ficando o ressarcimento limitado ao valor de tabela do plano contratado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00faltima hip\u00f3tese, n\u00e3o se cogita em viola\u00e7\u00e3o ao equil\u00edbrio atuarial da operadora &#8211; afinal est\u00e1 contratualmente obrigada ao tratamento da doen\u00e7a coberta -, mas em interpreta\u00e7\u00e3o que a um s\u00f3 tempo mant\u00e9m as estipula\u00e7\u00f5es pactuadas e garante ao usu\u00e1rio o atendimento de que necessita para o tratamento da enfermidade. A limita\u00e7\u00e3o de reembolso ao valor de tabela afasta qualquer possibilidade de enriquecimento indevido do usu\u00e1rio ao se utilizar de profissional ou hospital de refer\u00eancia que muitas vezes demandam altas somas pelo trabalho desempenhado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a limita\u00e7\u00e3o do reembolso ao usu\u00e1rio pelo pre\u00e7o de tabela, quando n\u00e3o for hip\u00f3tese de descumprimento pela operadora de conceder traslado e demais benef\u00edcios, \u00e9 medida que se imp\u00f5e quando o usu\u00e1rio utilizar, para o tratamento de terapia coberta, os profissionais e estabelecimentos n\u00e3o credenciados, estejam eles dentro ou fora da \u00e1rea de abrang\u00eancia do munic\u00edpio\/\u00e1rea geogr\u00e1fica e de estar ou n\u00e3o o paciente em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia\/urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a limita\u00e7\u00e3o do reembolso, pelo pre\u00e7o de tabela, ao usu\u00e1rio que utilizar para o tratamento de terapia coberta, os profissionais e estabelecimentos n\u00e3o credenciados, estejam eles dentro ou fora da \u00e1rea de abrang\u00eancia do munic\u00edpio\/\u00e1rea geogr\u00e1fica e de estar ou n\u00e3o o paciente em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-i-legitimidade-das-associacoes-civis-sem-fins-lucrativos-com-finalidade-e-atividades-economicas-para-requerer-recuperacao-judicial\"><a>11.&nbsp; (I)Legitimidade das associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos com finalidade e atividades econ\u00f4micas para requerer recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO INTERNO NO PEDIDO DE TUTELA PROVIS\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00f5es civis sem <a>fins lucrativos com finalidade e atividades econ\u00f4micas det\u00eam legitimidade para requerer recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt no TP 3.654-RS, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Rel. Acd. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por maioria, julgado em 15\/03\/2022. (Info 729)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Grupo M\u00e9todo, Associa\u00e7\u00e3o civil sem fins lucrativos, mas com finalidade econ\u00f4mica, requereu a recupera\u00e7\u00e3o judicial. A pretens\u00e3o foi acatada, mas alguns dos credores do grupo realizaram pedido de tutela provis\u00f3ria para suspender a decis\u00e3o que acatou o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial sob o fundamento da ilegitimidade ativa das sociedades a serem abrangidas na recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba Esta Lei disciplina a recupera\u00e7\u00e3o judicial, a recupera\u00e7\u00e3o extrajudicial e a fal\u00eancia do empres\u00e1rio e da sociedade empres\u00e1ria, doravante referidos simplesmente como devedor.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 2\u00ba Esta Lei n\u00e3o se aplica a:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 empresa p\u00fablica e sociedade de economia mista;<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 institui\u00e7\u00e3o financeira p\u00fablica ou privada, cooperativa de cr\u00e9dito, cons\u00f3rcio, entidade de previd\u00eancia complementar, sociedade operadora de plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, sociedade seguradora, sociedade de capitaliza\u00e7\u00e3o e outras entidades legalmente equiparadas \u00e0s anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 47. A recupera\u00e7\u00e3o judicial tem por objetivo viabilizar a supera\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o de crise econ\u00f4mico-financeira do devedor, a fim de permitir a manuten\u00e7\u00e3o da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preserva\u00e7\u00e3o da empresa, sua fun\u00e7\u00e3o social e o est\u00edmulo \u00e0 atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-tais-associacoes-detem-legitimidade-para-requerer-a-recuperacao-judicial\"><a>11.2.2. Tais associa\u00e7\u00f5es det\u00eam legitimidade para requerer a recupera\u00e7\u00e3o judicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia principal est\u00e1 em definir se h\u00e1 legitimidade ativa para apresentar pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial das associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos, por\u00e9m com finalidade e atividades econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade da recupera\u00e7\u00e3o judicial das associa\u00e7\u00f5es civis \u00e9 tema latente e que vem dividindo o entendimento tanto da doutrina especializada como da jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Deveras, <strong>apesar de n\u00e3o se enquadrarem literalmente nos conceitos de empres\u00e1rio e sociedade empres\u00e1ria do art. 1\u00ba da <a>Lei n. 11.101\/2005 <\/a>para fins de recupera\u00e7\u00e3o judicial, as associa\u00e7\u00f5es civis tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o inseridas no rol dos agentes econ\u00f4micos exclu\u00eddos de sua sujei\u00e7\u00e3o<\/strong> (art. 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Em diversas circunst\u00e2ncias as associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos acabam se estruturando como verdadeiras empresas do ponto de vista econ\u00f4mico, em que, apesar de n\u00e3o distribu\u00edrem o lucro entre os s\u00f3cios, exercem atividade econ\u00f4mica organizada para a produ\u00e7\u00e3o e\/ou a circula\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os, empenhando-se em obter super\u00e1vit financeiro e crescimento patrimonial a ser revertido em prol da pr\u00f3pria entidade e manten\u00e7a de todas as benesses sociais das quais vinculada.<\/p>\n\n\n\n<p>Exatamente por isso \u00e9 que o Enunciado n. 534 do CJF\/STJ, da VI Jornada de Direito Civil (2013) disp\u00f5e que &#8220;<strong>as associa\u00e7\u00f5es podem desenvolver atividade econ\u00f4mica, desde que n\u00e3o haja finalidade lucrativa<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode olvidar, por outro lado, que n\u00e3o \u00e9 o registro\/inscri\u00e7\u00e3o no Registro de Empresas que confere a qualidade empres\u00e1ria \u00e0quela atividade. Conforme j\u00e1 difundido na doutrina e consolidado nos enunciados 198 e 199 Jornadas de Direito Civil do Conselho de Justi\u00e7a Federal, &#8220;a inscri\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio na Junta Comercial n\u00e3o \u00e9 requisito para a sua caracteriza\u00e7\u00e3o, admitindo-se o exerc\u00edcio da empresa sem tal provid\u00eancia. O empres\u00e1rio irregular re\u00fane os requisitos do art. 966, sujeitando-se \u00e0s normas do C\u00f3digo Civil e da legisla\u00e7\u00e3o comercial, salvo naquilo em que forem incompat\u00edveis com a sua condi\u00e7\u00e3o ou diante de expressa disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio&#8221; e &#8220;a inscri\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio ou sociedade empres\u00e1ria \u00e9 requisito delineador de sua regularidade, e n\u00e3o de sua caracteriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, a outra quest\u00e3o que se imp\u00f5e \u00e9: a Lei Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancia n\u00e3o seria aplic\u00e1vel \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, apesar de n\u00e3o terem o fim lucrativo (esp\u00e9cie), teriam finalidade econ\u00f4mica (g\u00eanero)? Tal indaga\u00e7\u00e3o surge justamente porque as associa\u00e7\u00f5es civis podem ter como desiderato a atividade econ\u00f4mica, ainda que n\u00e3o realizem a distribui\u00e7\u00e3o de lucros entre os associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Realmente, muitas associa\u00e7\u00f5es civis, apesar de n\u00e3o ser sociedade empres\u00e1ria propriamente dita, possuem imenso relevo econ\u00f4mico e social, seja em raz\u00e3o de seu objeto, seja pelo desempenho de atividades, perfazendo direitos sociais e fundamentais onde muitas vezes o estado \u00e9 omisso e ineficiente, criando empregos, tributos, renda e benef\u00edcios econ\u00f4micos e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente em raz\u00e3o de sua relev\u00e2ncia econ\u00f4mica e social que se tem autorizado a recupera\u00e7\u00e3o judicial de diversas associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos e com fins econ\u00f4micos, garantindo a manuten\u00e7\u00e3o da fonte produtiva, dos empregos, da renda, o pagamento de tributos e todos os benef\u00edcios sociais e econ\u00f4micos decorrentes de sua explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, apesar de realmente haver posicionamentos doutrin\u00e1rios em sentido contr\u00e1rio, assinalo que tamb\u00e9m h\u00e1 diversas doutrinas especializadas defendendo, com substrato nos princ\u00edpios e objetivos insculpidos no art. 47 da LREF, a possibilidade de se efetivar uma leitura sist\u00eamica dos arts. 1\u00ba e 2\u00ba de modo que, em interpreta\u00e7\u00e3o final\u00edstica da norma fulcrada nos princ\u00edpios da preserva\u00e7\u00e3o da empresa e de sua fun\u00e7\u00e3o social, reconhecem como poss\u00edvel a extens\u00e3o do instituto da recupera\u00e7\u00e3o judicial a entidades que tamb\u00e9m exer\u00e7am atividade econ\u00f4mica, gerando riqueza e, na maioria das vezes, bem-estar social, apesar de n\u00e3o se enquadrarem literalmente no conceito de empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Deveras, a quest\u00e3o jur\u00eddica em comento j\u00e1 foi apreciada pelo STJ. Em 2006, reconheceu-se a possibilidade de uma associa\u00e7\u00e3o civil valer-se da recupera\u00e7\u00e3o judicial com fundamento, entre outras raz\u00f5es, na relev\u00e2ncia do papel social desempenhado, na teoria do fato consumado e nos princ\u00edpios da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da estabilidade das rela\u00e7\u00f5es. (REsp 1004910\/RJ, Rel. Ministro Fernando Gon\u00e7alves, Quarta Turma, julgado em 18\/03\/2008, DJe 04\/08\/2008)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos com finalidade e atividades econ\u00f4micas det\u00eam legitimidade para requerer recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-eca-e-conceito-da-expressao-cena-de-sexo-explicito-ou-pornografica\"><a>12.&nbsp; ECA e conceito da express\u00e3o &#8220;cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica&#8221;<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O SOB SEGREDO JUDICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 241-E do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, ao explicitar o sentido da <a>express\u00e3o &#8220;cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica&#8221; <\/a>n\u00e3o restringe tal conceito apenas \u00e0s imagens em que a genit\u00e1lia de crian\u00e7as e adolescentes esteja desnuda.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo sob segredo judicial, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/03\/2022. <a>(Info 729)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o penal, o TJ local&nbsp;adotou entendimento segundo o qual, para a configura\u00e7\u00e3o das condutas t\u00edpicas preconizadas nos arts. 240 e 241-B do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, seria necess\u00e1rio que as fotografias das v\u00edtimas contivessem a exibi\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os genitais, cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica, o que n\u00e3o teria ocorrido na hip\u00f3tese em an\u00e1lise, tendo em vista que as adolescentes usavam lingerie ou biqu\u00edni nas fotografias juntadas pelo MP.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa dos acusados impetrou sucessivos recursos alegando ent\u00e3o a atipicidade da conduta e a consequente absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(Caso imagin\u00e1rio: processo sob segredo judicial \u2013 parte f\u00e1tica n\u00e3o divulgada).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 240.&nbsp; Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica, envolvendo crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 241-B.&nbsp; Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, v\u00eddeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica envolvendo crian\u00e7a ou adolescente:<\/p>\n\n\n\n<p>Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 241-E.&nbsp; Para efeito dos crimes previstos nesta Lei, a express\u00e3o \u201ccena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica\u201d compreende qualquer situa\u00e7\u00e3o que envolva crian\u00e7a ou adolescente em atividades sexuais expl\u00edcitas, reais ou simuladas, ou exibi\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os genitais de uma crian\u00e7a ou adolescente para fins primordialmente sexuais<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-necessaria-a-exposicao-de-genitalias-para-configurar-o-crime\"><a>12.2.2. Necess\u00e1ria a exposi\u00e7\u00e3o de genit\u00e1lias para configurar o crime?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, <a>o Tribunal&nbsp;<em>a quo<\/em>&nbsp;adotou entendimento segundo o qual, para a configura\u00e7\u00e3o das condutas t\u00edpicas preconizadas nos arts. 240 e 241-B do <\/a><a>Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, <\/a>seria necess\u00e1rio que as fotografias das v\u00edtimas contivessem a exibi\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os genitais, cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica, o que n\u00e3o ocorre na hip\u00f3tese em an\u00e1lise, tendo em vista que as adolescentes usavam lingerie ou biqu\u00edni nas fotografias juntadas pela acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, \u00e0 luz da correta exegese aplic\u00e1vel \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, o exame da controv\u00e9rsia tem como premissa b\u00e1sica e inafast\u00e1vel o escopo (<em>mens legis<\/em>) que perpassa todo o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, especialmente o comando normativo insculpido no art. 6\u00ba do referido Diploma Legal, conforme as seguintes balizas,&nbsp;<em>in verbis<\/em>: &#8220;<strong>Na interpreta\u00e7\u00e3o desta Lei levar-se-\u00e3o em conta os fins sociais a que ela se dirige, as exig\u00eancias do bem comum, os direitos e deveres individuais e coletivos, e a condi\u00e7\u00e3o peculiar da crian\u00e7a e do adolescente como pessoas em desenvolvimento<\/strong>.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao amparo desse firme alicerce exeg\u00e9tico, inarred\u00e1vel a conclus\u00e3o de que o art. 241-E da Lei n. 8.069\/1990, ao explicitar o sentido da express\u00e3o &#8220;cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica&#8221; n\u00e3o o faz de forma integral e, por conseguinte, n\u00e3o restringe tal conceito apenas \u00e0quelas imagens em que a genit\u00e1lia de crian\u00e7as e adolescentes esteja desnuda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isso porque, tendo como diapas\u00e3o a prote\u00e7\u00e3o absoluta que a lei oferece \u00e0 crian\u00e7a e ao adolescente, a tipifica\u00e7\u00e3o dos delitos nela preconizados, para os quais \u00e9 necess\u00e1rio lan\u00e7ar m\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o de &#8220;cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica&#8221;, deve sopesar todo o contexto f\u00e1tico que circunda a conduta praticada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, para esse desiderato, \u00e9 imprescind\u00edvel verificar se, a despeito de as partes \u00edntimas das v\u00edtimas n\u00e3o serem vis\u00edveis nas cenas que comp\u00f5em o acervo probante (por exemplo, pelo uso de algum tipo de vestimenta), est\u00e3o presentes o fim sexual das imagens, poses sensuais, bem como evid\u00eancia de explora\u00e7\u00e3o sexual, obscenidade ou pornografia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O art. 241-E do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, ao explicitar o sentido da express\u00e3o &#8220;cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica&#8221; n\u00e3o restringe tal conceito apenas \u00e0s imagens em que a genit\u00e1lia de crian\u00e7as e adolescentes esteja desnuda.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-1e5f2de9-c98d-432c-9862-11570ae5d5ed\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/04\/05004621\/stj-729.pdf\">stj-729<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/04\/05004621\/stj-729.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-1e5f2de9-c98d-432c-9862-11570ae5d5ed\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 729 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento de r\u00e1dios comunit\u00e1rias por meio de ato regulamentar RECURSO ESPECIAL \u00c9 ilegal a imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-1001564","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 729 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 729 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 729 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento de r\u00e1dios comunit\u00e1rias por meio de ato regulamentar RECURSO ESPECIAL \u00c9 ilegal a imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-04-05T03:46:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-04-05T03:46:48+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jean Vilbert\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"48 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/\"},\"author\":{\"name\":\"Jean Vilbert\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\"},\"headline\":\"Informativo STJ 729 Comentado\",\"datePublished\":\"2022-04-05T03:46:46+00:00\",\"dateModified\":\"2022-04-05T03:46:48+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/\"},\"wordCount\":10173,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Concursos P\u00fablicos\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#respond\"]}],\"copyrightYear\":\"2022\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/\",\"name\":\"Informativo STJ 729 Comentado\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2022-04-05T03:46:46+00:00\",\"dateModified\":\"2022-04-05T03:46:48+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Informativo STJ 729 Comentado\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"description\":\"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization\",\"name\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\",\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg\",\"width\":230,\"height\":60,\"caption\":\"Estrat\u00e9gia Concursos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/x.com\/EstratConcursos\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999\",\"name\":\"Jean Vilbert\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jean Vilbert\"},\"url\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Informativo STJ 729 Comentado","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Informativo STJ 729 Comentado","og_description":"Informativo n\u00ba 729 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica ao funcionamento de r\u00e1dios comunit\u00e1rias por meio de ato regulamentar RECURSO ESPECIAL \u00c9 ilegal a imposi\u00e7\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o m\u00e9trica [&hellip;]","og_url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/","og_site_name":"Estrat\u00e9gia Concursos","article_published_time":"2022-04-05T03:46:46+00:00","article_modified_time":"2022-04-05T03:46:48+00:00","author":"Jean Vilbert","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@EstratConcursos","twitter_site":"@EstratConcursos","twitter_misc":{"Escrito por":"Jean Vilbert","Est. tempo de leitura":"48 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"NewsArticle","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/"},"author":{"name":"Jean Vilbert","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999"},"headline":"Informativo STJ 729 Comentado","datePublished":"2022-04-05T03:46:46+00:00","dateModified":"2022-04-05T03:46:48+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/"},"wordCount":10173,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"articleSection":["Concursos P\u00fablicos"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#respond"]}],"copyrightYear":"2022","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/","name":"Informativo STJ 729 Comentado","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website"},"datePublished":"2022-04-05T03:46:46+00:00","dateModified":"2022-04-05T03:46:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-729-comentado\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Informativo STJ 729 Comentado"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#website","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","description":"O blog da Estrat\u00e9gia Concursos traz not\u00edcias sobre concursos e artigos de professores oferecendo cursos para concursos (pdf + videaulas) no site.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#organization","name":"Estrat\u00e9gia Concursos","url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","contentUrl":"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2025\/06\/03203428\/logo_concursos-1.jpg","width":230,"height":60,"caption":"Estrat\u00e9gia Concursos"},"image":{"@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/x.com\/EstratConcursos"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/475a0922f10cff0d1bc8bfecde05f999","name":"Jean Vilbert","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1667694e4ebdd32feeac9ea2794de3f0470b5c55c6198181ab0b0c333b121921?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jean Vilbert"},"url":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/author\/jeanvilbertgmail-com\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1001564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/833"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1001564"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1001564\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1001566,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1001564\/revisions\/1001566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1001564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1001564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1001564"},{"taxonomy":"tax_estado","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tax_estado?post=1001564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}