PROVAS COMENTADAS DETRAN SP (PORTUGUÊS)
Felipe Luccas

PROVAS COMENTADAS DETRAN SP (PORTUGUÊS)

Fala, pessoal! Professor Felipe Luccas aqui na área com mais uma novidade para vocês: as provas comentadas de Agente de Trânsito e Oficial de Trânsito – DETRAN SP.

PROVA AGENTE ESTADUAL DE TRÂNSITO

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto abaixo.

O paradoxo da promessa

Em que circunstâncias alguém se exalta e defende com ardor uma opinião? “Ninguém sustenta fervorosamente que 7 x 8 = 56, pois se pode demonstrar que isso é uma verdade”, observa Bertrand Russel. O ânimo persuasivo só recrudesce e lança mão das artes e artimanhas da retórica apaixonada quando se trata de incutir opiniões que são duvidosas ou demonstravelmente falsas.

O mesmo vale para o ato de prometer alguma coisa. O simples fato de que uma promessa precisa ser feita com toda a ênfase indica a existência de dúvida quanto à sua concretização. Só prometemos acerca do que exige um esforço extra da vontade. E quanto mais solene ou enfática a promessa – “Te juro, meu amor, agora é pra valer!” – mais duvidosa ela é: protesting too much (‘proclamar excessivo’), como dizem os ingleses. “Só os deuses podem prometer, porque são imortais”, adverte o poeta.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 26)

Questão 1

Deve-se entender, segundo a fundamentação apresentada no texto, que uma promessa

(A) produz seus efeitos toda vez que formulada com recursos de uma retórica vibrante.

(B) terá cumprimento à medida que seu sujeito tenha vontade de cumpri-la.

(C) costuma indicar não o seu cumprimento, mas a dificuldade de efetivação dele.

(D) é por vezes tão frágil em si mesma que os próprios deuses não têm como cumpri-la.

(E) vale muitas vezes mais do que uma opinião que não possa ser comprovada.

Comentários:

Questão direta: a promessa é feita justamente quando sua realização é duvidosa, em outras palavras, quando parece ser difícil sua efetivação.

Vejamos o problema das demais:

A) Incorreto. Não se fala dos efeitos da promessa, só da origem.

B) Incorreto. O texto não garante que a promessa será cumprida; pelo contrário, sugere que é difícil ser cumprida.

D) Incorreto. Só os deuses devem fazer promessas, pois são imortais.

E) Incorreto. A promessa é justamente algo que não pode ser comprovado de antemão.

Gabarito letra C.

Questão 2

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

(A) se exalta e defende com ardor (1º parágrafo) = arrebata-se e sustenta com paixão.

(B) ânimo persuasivo só recrudesce (1º parágrafo) = intenção retórica só se arrefece.

(C) lança mão das artes e artimanhas (1º parágrafo) = exclui a força artesanal convincente.

(D) dúvida quanto à sua concretização (2º parágrafo) = projeção da fé em sua efetividade.

(E) quanto mais solene ou enfática (2º parágrafo) = tanto mais sincera quanto consciente.

Comentários:

A equivalência está na primeira alternativa: ardor foi utilizado com sentido de uma exaltação do espírito, uma emoção que arde: ardor.

Vejamos o problema das demais:

B) Incorreto. “Arrefecer” é esfriar, com ideia de redução; “recrudescer” foi utilizado no sentido de ficar mais intenso.

C) Incorreto. “lançar mão” é usar, não tem relação com “excluir”.

D) Incorreto. “projetar fé” é acreditar, não é duvidar.

E) Incorreto. “enfática” é a promessa que recebeu realce retórico, que foi feita com ardor, empolgação; não significa consciência nem sinceridade. Gabarito letra A.

Questão 3

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

(A) Têm muitas pessoas que creem poder ter uma promessa qualquer garantia de que venha a cumpri-la.

(B) São justamente aqueles que mais prometem quem menos cumprem o que prometeram com ânimo tão susceptível.

(C) Ainda quando se ponham em promessas todo o ardor, visto que nem assim mesmo se possam garanti-las.

(D) Até mesmo as promessas de amor soam tão mais duvidosas quanto maior a ênfase com que se fazem.

(E) Não cabem aos humanos tentar prometer tudo aquilo com que só os deuses se podem encarregar.

Comentários:

Vejamos erros que possibilitam eliminar de pronto as alternativas:

A) Incorreto. Não se deve usar “ter” com sentido de “existir”, configura linguagem informal. Além disso, a redação não é clara nem coerente.

B) Incorreto. O verbo fica no singular, concordando com o pronome “quem”: quem menos cumpre…

C) Incorreto. O verbo fica no singular, concordando com o sujeito passivo “todo ardor”: ainda que se ponha todo ardor (ainda que todo ardor seja posto)

D) Correto.

E) Incorreto. O verbo fica no singular, pois o sujeito é oracional: ISTO não cabe aos seres humanos. Gabarito letra D.

Questão 4

Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:

(A) Não são em todas as circunstâncias que a gente é capaz de defender as opiniões que emitem com segurança.

(B) As artes e as artimanhas que sejam propagadas com ênfase podem indicar a insegurança de quem delas se vale.

(C) São paradoxais as promessas feitas com tanta ênfase, que parece apontar, de fato, para sua fragilidade.

(D) Quando alguém enuncia verdades incontestáveis não precisam lançar mão de qualquer esforço para prová-las.

(E) Mesmo nas declarações de amor podem haver promessas que, por conta de sua ênfase, não se poderá cumprir.

Comentários:

Vejamos:

A) Incorreto. Não há voz passiva.

B) Correto.

C) Incorreto. A concordância é feita com “promessas”: promessas que parecem apontar, de fato, para sua fragilidade.

D) Incorreto. Faltou a vírgula após a oração adverbial temporal antecipada “Quando alguém enuncia verdades incontestáveis”; além disso, o verbo deve ficar no singular, concordando com “alguém”: precisa.

E) Faltou a vírgula após a oração adverbial concessiva antecipada “Quando alguém enuncia verdades incontestáveis”; há erro de concordância, o verbo “haver” é impessoal, então nenhum verbo da locução se flexiona: pode haver promessas; promessas não se poderão cumprir (poderão ser cumpridas) Gabarito letra B.

Questão 5

É adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

(A) As promessas de que não cumprimos são aquelas à quem emprestamos a maior ênfase.

(B) A ênfase com cuja ele se exprime não faz ninguém confiar nada ao que ele diga.

(C) A frase de Bertrand Russel na qual o autor se refere é uma verdade onde ninguém duvida.

(D) A frase que a tradução está entre parênteses expressa uma denúncia para os excessos do amor.

(E) A sinceridade é um sentimento em que não cabe exagero, nada conspira contra sua força.

Comentários:

A última alternativa está perfeita: “em que” traz a ideia de “cabe em um sentimento; cabe na sinceridade”; “contra” é a preposição exigida por “conspirar”.

Vejamos o problema das demais:

(A) As promessas que não cumprimos são aquelas a quem emprestamos a maior ênfase. (emprestamos A)

(B) A ênfase com que ele se exprime não faz ninguém confiar nada no que ele diga. (exprimir-se COM ênfase; confiar EM)

(C) A frase de Bertrand Russel AO o autor se refere é uma verdade de que ninguém duvida. (referir-se A)

(D) A frase cuja a tradução está entre parênteses expressa uma denúncia para os excessos do amor. (tradução DA frase) Gabarito letra E.

Atenção: Para responder às questões de números 6 a 8, baseie-se no texto abaixo.

Da alegria

Fico comovido toda vez que ouço o finalzinho da música que Chico Buarque escreveu para a filha recém-nascida, dizendo o seu melhor desejo: “… e que você seja da alegria sempre uma aprendiz…”

Haverá coisa maior que se possa desejar? Acho que não. E penso que Beethoven concordaria: ao final de sua maior obra, a Nona Sinfonia, o que o coral canta são versos da “Ode à alegria” de Schiller. Já o filósofo Nietzsche não se envergonhava de tratar desse assunto de tão pouca respeitabilidade acadêmica (em nossas escolas a alegria não é tópico de nenhum currículo), ele dizia que o nosso único pecado original é a falta de alegria.

(Adaptado de: ALVES, Rubem. Tempus fugit. São Paulo: Paulus, 1990, p. 41)

Questão 6

Ao valorizar o sentimento da alegria, o autor do texto lembra que

(A) as considerações teóricas que o ensino superior já teceu sobre esse tema estão há muito sendo negligenciadas.

(B) o fato de ela ser um tópico de currículo escolar não a torna mais importante do que quando expressa por Beethoven.

(C) ela nunca foi prestigiada como um tema a ser seriamente considerado em qualquer programa escolar.

(D) Beethoven e Nietzsche manifestaram posições inteiramente controversas sobre esse polêmico sentimento.

(E) a “Ode à alegria”, de Schiller, foi uma obra cujo sentido Beethoven acabou por contestar em sua Nona Sinfonia.

Comentários:

Questão literal, cujo cerne está no segmento: Já o filósofo Nietzsche não se envergonhava de tratar desse assunto de tão pouca respeitabilidade acadêmica (em nossas escolas a alegria não é tópico de nenhum currículo)

O autor diz que a alegria não é um tema tratado como sério ou relevante no universo escolar/acadêmico, como consta na letra C.

Vejamos o problema das demais:

A) Incorreto. Não são tecidas essas considerações teóricas no nível superior, pois não há interesse acadêmico.

B) Incorreto. Não é tópico de nenhum currículo escolar.

D) Incorreto. As posições foram elogiosas e também convergentes, em concordância.

E) Incorreto. Não contestou a obra nem a alegria. Gabarito letra C.

Questão 7

Ele não se envergonhava de tratar desse assunto tão desprestigiado.

 Uma nova e aceitável redação da frase acima, em que se mantenham sua correção e seu sentido básico, será:

(A) Sendo tão depreciado esse assunto, nem por isso se envergonhava ao tratar dele.

(B) Ainda que fosse um assunto controverso, ele não se envergonharia de tratá-lo.

(C) Em que pese envergonhar-se, ele chegou a tratar desse assunto sem interesse.

(D) Nunca se mostrava intimidado pelo fato de desprestigiar esse assunto.

(E) Ao se redimir de um assunto cujo prestígio era pouco, nem por isso se embaraçava.

Comentários:

Depreciado foi reescrito com um sinônimo: desprestigiado, sem prestígio, sem apreciação. A ideia original também sugere uma oposição implícita: era assunto desprestigiado, mesmo assim não tinha vergonha de tratar dele:

Sendo tão depreciado esse assunto, nem por isso se envergonhava ao tratar dele.

Gabarito letra A.

Vejamos o problema das demais:

B) Incorreto. Não era controverso, era “desprestigiado”; além disso, a forma correta seria “tratar dele”.

C) Incorreto. A oração “Em que pese envergonhar-se” significa “Apesar de se envergonhar”, ele não se envergonhava.

D) Incorreto. Ele não desprestigiava o assunto, pelo contrário.

E) Incorreto. Não há qualquer ideia de “redimir-se”.  

Questão 8

No período E penso que Beethoven concordaria, a oração sublinhada exerce a mesma função sintática que a oração grifada em:

(A) Escreveria sobre a alegria se fosse capaz.

(B) Mesmo que tente, não consigo ser alegre.

(C) Eles resolveram se unir para compor uma grande sinfonia.

(D) O compositor não previu que faria tanto sucesso.

(E) Seria preferível que você continuasse a compor.

Comentários:

A oração é complemento de “penso”, temos oração subordinada substantiva objetiva direta, ou um objeto direto oracional:

E penso que Beethoven concordaria

E penso ISTO

O mesmo ocorre em:

O compositor não previu que faria tanto sucesso.

O compositor não previu ISTO.

Vejamos a função sintática das demais:

(A) Escreveria sobre a alegria se fosse capaz. (oração subordinada adverbial condicional)

(B) Mesmo que tente, não consigo ser alegre. (oração subordinada adverbial concessiva)

(C) Eles resolveram se unir para compor uma grande sinfonia. (oração subordinada adverbial final)

 (E) Seria preferível que você continuasse a compor. (oração subordinada substantiva completiva nominal: complemento nominal do adjetivo “preferível”) Gabarito letra D.

PROVA OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto abaixo.

Olhador de anúncio

Eis que se aproxima o inverno, pelo menos nas revistas, cheias de anúncios de cobertores, lãs e malhas. O que é o desenvolvimento! Em outros tempos, se o indivíduo sentia frio, passava na loja e adquiria os seus agasalhos. Hoje são os agasalhos que lhe batem à porta, em belas mensagens coloridas.

E nunca vêm sós. O cobertor traz consigo uma linda mulher, que se apresenta para se recolher debaixo de sua “nova textura antialérgica”, e a legenda: “Nosso cobertor aquece os corpos de quem já tem o coração quente”. A mulher parece convidar-nos: “Venha também”. Ficamos perturbados. (…)

Não, a mulher absolutamente não faz parte do cobertor, que é que o senhor estava pensando? Nem adianta telefonar para a loja ou agência de publicidade, pedindo o endereço da moça do cobertor antialérgico. Modelo fotográfico é categoria profissional respeitável, como qualquer outra. Tome juízo, amigo. E leve só o cobertor.

São decepções do olhador de anúncios. Em cada anúncio uma sugestão erótica. Identificam-se o produto e o ser humano. A tônica do interesse recai sobre este último? É logo desviada para aquele. Operada a transferência, fecha-se o negócio. O erotismo fica sendo agente de vendas. Pobre Eros! Fizeram-te auxiliar de Mercúrio (*).

(*) Eros e Mercúrio são, respectivamente, o deus do amor e o deus dos negócios na mitologia clássica.

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. O poder ultrajovem. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 167)

Questão 1

É comum que a linguagem da propaganda empregue palavras ou expressões com maliciosa duplicidade de sentido. É o que ocorre, por exemplo, em

(A) São decepções do olhador de anúncio (4º parágrafo).

(B) belas mensagens coloridas (1º parágrafo).

(C) O que é o desenvolvimento! (1º parágrafo).

(D) aquece os corpos de quem já tem o coração quente (2º parágrafo).

(E) Nem adianta telefonar para a loja (3º parágrafo).

Comentários:

A duplicidade de sentido está em “coração quente”, que foi utilizada em sentido figurado e permite uma segunda leitura: um coração (conjunto de sentimentos) quente (terno, bom, caridoso, solidário). Gabarito letra D.

Questão 2

O autor do texto refere-se à iniciativa decidida e algo invasiva da propaganda quando afirma:

(A) São decepções do olhador de anúncios (4º parágrafo).

(B) são os agasalhos que lhe batem à porta (1º parágrafo).

(C) passava na loja e adquiria os seus agasalhos (1º parágrafo).

(D) a mulher absolutamente não faz parte do cobertor (3º parágrafo).

(E) Modelo fotográfico é categoria profissional respeitável (3º parágrafo).

Comentários:

O enunciado diz “algo invasiva”, no sentido de “um pouco intrometida no espaço do outro”. Essa ideia é retomada em: são os agasalhos que lhe batem à porta, pois essa figura de linguagem dá ideia de que o produto agora persegue o consumidor, chegando ao extremo de incomodá-lo na própria casa. Gabarito letra B.

Questão 3

Ao se afirmar, no 2º parágrafo, que Ficamos perturbados, está-se admitindo que

(A) somos atingidos pela sedução deliberada dos anúncios.

(B) a propaganda é inócua, pois não satisfaz nossos desejos.

(C) nossa reação à propaganda é inteiramente imprevisível.

(D) o produto nos convence por suas intrínsecas qualidades.

(E) mostramos nossa contrariedade diante da má-fé da propaganda.

Comentários:

Em “Ficamos perturbados”, registra-se a reação forte que os anúncios causam nas pessoas; dito de outra forma: somos atingidos pela sedução deliberada dos anúncios.

Vejamos o problema das demais:

B) Incorreto. Não é inócua (sem efeito), pois nos atinge.

C) Incorreto. É previsível: desejar e comprar.

D) Incorreto. O produto nos convence pelos elementos acessórios da propaganda (a mulher), que desviam o olhar da verdadeira necessidade.

E) Incorreto. Cedemos e compramos. Gabarito letra A.

Questão 4

É plenamente adequado o emprego do elemento sublinhado na frase:

(A) Esse cobertor foi anunciado por uma mulher em cuja beleza todos os clientes se sentiram atraídos.

(B) A propaganda é bonita, mas nem por isso os consumidores responderam-na com a compra do produto anunciado.

(C) A sedução de uma bela modelo não deve ser o fator do qual nos deixemos levar para consumir o que ela anuncia.

(D) Muitos conhecem os truques de uma propaganda, mas ainda assim lhes subestimam na hora de comprar.

(E) Fizemos muitas compras, compras excessivas, das quais gostaríamos de não ter que nos arrepender amanhã.

Comentários:

Aqui temos que observar se o pronome está corretamente empregado e se a preposição é adequada. Isso ocorre em:

Fizemos muitas compras, compras excessivas, das quais gostaríamos de não ter que nos arrepender amanhã. [gostaríamos DE + AS QUAIS (=as compras)]

Vejamos o problema das demais:

A) Incorreto; por cuja (atraído por)

B) Incorreto; responderam-lhe (a ela): responder é VTI, pede -lhe.  

C) Incorreto; pelo qual (deixar-se levar por)

D) Incorreto; os subestimam (subestimar é VTD, não aceita-lhe) Gabarito letra E.

Questão 5

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

(A) A tônica do interesse recai (4º parágrafo) = O desejo despertado investe.

(B) Eis que se aproxima o inverno (1º parágrafo) = A estação do frio é iminente.

(C) E nunca vêm sós (2º parágrafo) = Jamais se deixam acompanhar.

(D) é categoria profissional respeitável (3º parágrafo) = trata-se de profissão requisitada.

(E) Em cada anúncio uma sugestão erótica (4º parágrafo) = Cada propaganda erótica assim se anuncia.

Comentários:

A equivalência de sentido está em: Eis que se aproxima o inverno (1º parágrafo) = A estação do frio é iminente.

O inverno é a própria “estação do frio”; “iminente” é o que está por vir, é o que está próximo, que se aproxima no tempo.

Gabarito letra B.

Vejamos o problema das demais:

A) Incorreto. “Investir” não é sinônimo de “recair”.

C) Incorreto. Se não estão sós, estão acompanhados.

D) Incorreto. “Requisitado” (demandado) é diferente de “Respeitável” (admirado). Drogas, por exemplo, são muito demandadas, mas não são respeitáveis.

E) Incorreto. “Assim” como? Essa ideia de modo não está na primeira frase.  

Questão 6

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:

(A) As figuras mitológicas de Eros e Mercúrio são exemplificadas como representantes de elementos normalmente que uma propaganda se constitue.

(B) São os atrativos de uma mulher bonita que a propaganda investe para que se atraiam os consumidores.

(C) Mesmo nas vendas de agasalhos não se dispensa os dotes de uma mulher bonita para sugerir a sensualidade de seu calor.

(D) Ainda que o consumidor não se interesse por um produto, a propaganda que os expõem a venda acabam por despertar-lhes a atenção.

(E) Na análise do autor do texto, o teor erótico de uma propaganda acaba promovendo a venda dos mais diversos produtos.

Comentários:

Façamos possíveis correções:

(A) As figuras mitológicas de Eros e Mercúrio são exemplificadas como representantes de elementos normalmente que uma propaganda se constituI.

(B) É NOS os atrativos de uma mulher bonita QUE a propaganda investe para que se atraiam os consumidores.

Aqui foi usada a expressão expletiva “SER+QUE”, que, quando separada, pede que o verbo “ser” faça concordância.

NOS atrativos de uma mulher bonita É QUE a propaganda investe

É NOS atrativos de uma mulher bonita QUE a propaganda investe

(C) Mesmo nas vendas de agasalhos, não se dispensaM os dotes de uma mulher bonita para sugerir a sensualidade de seu calor.

A primeira oração é adverbial concessiva e está antecipada, a vírgula é obrigatória. O núcleo do sujeito passivo é “dotes”: dotes não são dispensados.

(D) Ainda que o consumidor não se interesse por um produto, a propaganda A que os expõem a venda acaba por despertar-lhes a atenção. (“expõe” A algo)

(E) Na análise do autor do texto, o teor erótico de uma propaganda acaba promovendo a venda dos mais diversos produtos.

Perfeito, a vírgula foi corretamente utilizada para isolar adjunto adverbial antecipado; o verbo “acabar” concorda no singular com “teor”. Gabarito letra E.

Questão 7

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para compor adequadamente a frase:

(A) Aos apelos eróticos de uma propaganda não (suceder), necessariamente, um aumento significativo das vendas.

(B) Não se (esperar) que os atrativos de uma propaganda equivalham às qualidades do produto.

(C) Nem todos os consumidores que (pretender) a propaganda convencer são pessoas crédulas.

(D) Ao consumidor que (sensibilizar) os dotes de uma mulher bonita recomenda-se que seja sensato em sua compra.

(E) Não se (aplicar) aos consumidores atentos a regra de que uma mulher bonita promove qualquer produto.

Comentários:

Ao consumidor que os dotes de uma mulher bonita (sensibilizaM) recomenda-se que seja sensato em sua compra.

O verbo “sensibilizar” concorda no plural com o núcleo “dotes”.  

Vejamos as demais, com marcação do núcleo que comanda a concordância:

(A) Aos apelos eróticos de uma propaganda não (sucede), necessariamente, um aumento significativo das vendas.

(B) Não se (espera) [que os atrativos de uma propaganda equivalham às qualidades do produto].

Sujeito oracional passivo, verbo no singular:

[ISTO] não se espera>> [ISTO] não é esperado.

(C) Nem todos os consumidores que (pretende) a propaganda convencer são pessoas crédulas.

(E) Não se (aplica) aos consumidores atentos a regra de que uma mulher bonita promove qualquer produto. Gabarito letra D.

Questão 8

Há emprego de verbo na voz passiva e adequada articulação entre os tempos e modos verbais na frase:

(A) Se as qualidades do cobertor fossem proporcionais à beleza da modelo talvez possam valer o preço que estejam cobrando.

(B) Sempre ficaria decepcionado aquele consumidor que vier a esperar que uma propaganda só estampasse verdades.

(C) Por mais honestos que pareçam os propósitos de uma propaganda, o consumidor deve acautelar-se para não ser por ela seduzido.

(D) Caso a propaganda não se valesse de artifícios maliciosos, é possível que muitos consumidores não lhes deem tanta atenção.

(E) Não é de se crer que a propaganda venha a se ater exclusivamente às qualidades reais do produto que tivesse anunciado.

Comentários:

Para haver voz passiva, precisamos localizar duas estruturas:

SER+PARTICÍPIO (PASSIVA ANALÍTICA)

Ex: O jogador foi contratado pelo clube.

VTD+SE (PASSIVA SINTÉTICA)

Ex: Espera-se um concurso grande este ano. (é esperado)

As correlações verbais básicas são:

Se eu pudeSSE, viajaRIA

Se eu pudeR, viajarei

Caso eu possA, viajarei

Devemos tentar aplicar essas correlações nas alternativas, fazendo, evidentemente, adaptações aos verbos e pessoas, que vão variar. Vejamos:

(A) Se as qualidades do cobertor fossem proporcionais à beleza da modelo talvez PUDESSEM valer o preço que estejam cobrando.

Não há voz passiva aqui.

(B) Sempre ficaria decepcionado aquele consumidor que vieSSE a esperar que uma propaganda só estampasse verdades.

Não há voz passiva aqui também.

(C) Por mais honestos que pareçam os propósitos de uma propaganda, o consumidor deve acautelar-se para não ser por ela seduzido.

Perfeita na correção e na voz passiva (ser seduzido). O agente da passiva “por ela” entrou no meio da locução.

(D) Caso a propaganda não se valesse de artifícios maliciosos, é possível que muitos consumidores não lhes deSSEM tanta atenção.

Não há voz passiva.

(E) Não é de se crer que a propaganda venha a se ater exclusivamente às qualidades reais do produto que tivesse anunciado. Gabarito letra C.

Atenção: Para responder às questões de números 9 a 15, baseie-se no texto abaixo.

Conversas movimentadas

É muito comum que logo pela manhã, nas grandes cidades, a conversa entre colegas de trabalho se inicie por frases que aludam aos congestionamentos enfrentados no caminho, ou à surpresa de o trânsito naquela praça não estar inteiramente prejudicado, ou então – milagre dos milagres! − ao fato inexplicável de como dessa vez não demorou quase nada a travessia da famosa ponte. Tais assuntos dominam as conversas, determinam o humor; representam-se nelas o pequeno drama, a ansiedade, a aflição ou o desespero que vivem os habitantes das metrópoles.

É um assunto tão invasivo quanto obrigatório, do qual não se pode fugir. A simples locomoção de um lugar para outro reedita, a cada dia, a façanha que é o ir e o vir nas grandes cidades, o desafio que está na chamada “mobilidade urbana”, designação do conjunto de fatores que condicionam a movimentação dos indivíduos no espaço público. A mobilidade urbana tem enorme importância para a qualidade de vida da população. Não se trata, simplesmente, da movimentação mecânica de um lugar para outro; trata-se do modo pelo qual ela ocorre, de seus efeitos no cotidiano, da fixação de prazos e horários de trabalho e lazer, do humor dos indivíduos, dos prazeres e desprazeres que acarreta.

Falar do trânsito, sobretudo de suas dificuldades que parecem fatais, torna-se, assim, mais do que um papo corriqueiro: vira uma espécie de senha familiar pela qual todos se reconhecem, um motivo para se reafirmar aquela cumplicidade solidária que os problemas comuns provocam nas criaturas. Um considerável salto civilizatório se dará quando as pessoas, no começo do dia de trabalho, não tiverem do que se queixar quanto à sua mobilidade, e puderem tratar de outros assuntos que melhor as congreguem.

Questão 9

Constituem uma relação de causa e consequência, nessa ordem, os segmentos:

(A) problemas comuns / cumplicidade solidária (3º parágrafo).

(B) aludam aos congestionamentos / ou à surpresa (1º parágrafo).

(C) assunto tão invasivo / quanto obrigatório (2º parágrafo).

(D) movimentação mecânica / de um lugar para outro (2º parágrafo).

(E) dos prazeres / e desprazeres que acarreta (2º parágrafo).

Comentários:

Questão muito sutil de semântica. Aqui não há um conectivo causal ou consecutivo denunciando a relação.

Os problemas de trânsito são tão comuns que acaba por unir as pessoas naquele drama e gerar uma sensação de cumplicidade, de congregação de interesses/emoções compartilhadas.

Então, o fato de ser comum é a causa de todo mundo se identificar; essa identificação é o efeito de algo tão comum. Gabarito letra A.

Questão 10

No 1º parágrafo, o segmento Tais assuntos dominam as conversas está-se referindo

(A) às surpresas que os habitantes de uma metrópole experimentam diante da resolução dos problemas do trânsito.

(B) às contrariedades de ordem pessoal que cada um dos colegas de trabalho experimenta logo pela manhã.

(C) aos fatos excepcionais de que se teve notícia pelos noticiários lidos já no começo da jornada de trabalho.

(D) a desafios comuns das grandes metrópoles, afetos à necessidade e à qualidade de locomoção.

(E) aos específicos transtornos causados por obras, numa praça ou num viaduto, que se prolongam no tempo.

Comentários:

Questão direta. “Tais assuntos” são os assuntos corriqueiros sobre as dificuldades de trânsito que todo mundo enfrenta; dito de outra forma: refere-se a desafios comuns das grandes metrópoles, afetos à necessidade e à qualidade de locomoção. Gabarito letra D.

Questão 11

No 2º parágrafo do texto, a “mobilidade urbana”

(A) é lembrada para indicar a iminência de uma superação dos transtornos causados pela densidade demográfica das capitais.

(B) surge para ser contestada como um problema real que de fato aflija a maior parte da população de uma metrópole.

(C) é definida como um conceito que diz respeito não apenas a soluções técnicas mas também à qualidade de vida.

(D) é apresentada como uma busca de melhor qualidade de vida daqueles que se afastam dos grandes centros.

(E) aparece como uma expressão ainda abstrata, pela qual se tenta qualificar os desafios da vida metropolitana.

Comentários:

No 2º parágrafo do texto, a “mobilidade urbana” é definida como um conceito que diz respeito não apenas a soluções técnicas mas também à qualidade de vida. Isso porque esta influencia totalmente na rotina, nas atividades dos indivíduos:

A mobilidade urbana tem enorme importância para a qualidade de vida da população. Não se trata, simplesmente, da movimentação mecânica de um lugar para outro; trata-se do modo pelo qual ela ocorre, de seus efeitos no cotidiano, da fixação de prazos e horários de trabalho e lazer, do humor dos indivíduos, dos prazeres e desprazeres que acarreta. Gabarito letra C.

Questão 12

No 3º parágrafo do texto, enfoca-se, principalmente,

(A) a dispersão de esforços quando as pessoas se contentam em falar de suas limitações, em vez de enfrentar seus desafios.

(B) a estranheza de que um assunto tão desgastado seja renovado a cada dia em grupos de conversa.

(C) a melhoria na qualidade de vida, que veio a agregar as pessoas e as aliviar do peso de seus problemas comuns.

(D) a condição de isolamento dos cidadãos que se sentem impotentes diante dos problemas das grandes cidades.

(E) o traço de solidariedade que une as pessoas quando se reconhecem atingidas por um problema comum.

Comentários:

Veja o terceiro parágrafo:

Falar do trânsito, sobretudo de suas dificuldades que parecem fatais, torna-se, assim, mais do que um papo corriqueiro: vira uma espécie de senha familiar pela qual todos se reconhecem, um motivo para se reafirmar aquela cumplicidade solidária que os problemas comuns provocam nas criaturas. Um considerável salto civilizatório se dará quando as pessoas, no começo do dia de trabalho, não tiverem do que se queixar quanto à sua mobilidade, e puderem tratar de outros assuntos que melhor as congreguem.

O foto do terceiro parágrafo é o fato de dificuldades de mobilidade urbana ser algo comum e universal, com que todos se identificam; dessa forma, gera um sentimento de cumplicidade, solidariedade ante um problema comum. Gabarito letra E.

Questão 13

Está plenamente adequada a pontuação da seguinte frase:

(A) Não há como deixar de sonhar, com o dia em que deixando de ser um problema, o trânsito já não seja um assunto obrigatório das conversas.

(B) Não obstante, a dificuldade, das soluções, está-se avançando, no bom caminho da mobilidade urbana.

(C) Pautadas pelos desabafos pessoais, as conversas sobre o trânsito, animadas já na manhã, deixam ver uma cumplicidade solidária.

(D) O desafogo do trânsito, nas grandes cidades prende-se, de fato, a uma solução, que só se encontra na priorização do transporte coletivo.

(E) Não é possível separar, de modo algum a mobilidade urbana, da qualificação do nível de vida, numa metrópole.

Comentários:

A pontuação está perfeita em:

Pautadas pelos desabafos pessoais, as conversas sobre o trânsito, animadas já na manhã, deixam ver uma cumplicidade solidária.

A primeira vírgula marca uma oração antecipada; a segunda e a terceira isolam uma expressão isolada.

Nas demais alternativas, ocorre o erro de “fatiamento”, vírgulas indevidas separando termos em ordem direta ou picotando termos unitários. Façamos algumas correções:

(A) Não há como deixar de sonhar com o dia em que, deixando de ser um problema, o trânsito já não seja um assunto obrigatório das conversas.

(B) Não obstante a dificuldade das soluções, está-se avançando no bom caminho da mobilidade urbana.

(D) O desafogo do trânsito, nas grandes cidades, prende-se, de fato, a uma solução que só se encontra na priorização do transporte coletivo.

(E) Não é possível separar, de modo algum, a mobilidade urbana da qualificação do nível de vida numa metrópole. Gabarito letra C.

Questão 14

A mobilidade urbana tem enorme importância para a qualidade de vida da população (2º parágrafo)

Mantêm-se o sentido básico e a correção da frase acima numa nova redação que, iniciando-se por A qualidade de vida da população, venha a se complementar com

(A) condiciona os problemas que hajam na base da mobilidade urbana.

(B) guarda uma relação essencial com a mobilidade urbana.

(C) implica numa grande importância para a mobilidade urbana.

(D) é um aspecto de cujo não se pode desprezar na mobilidade urbana.

(E) refere-se a aspectos próprios de que se constituem a mobilidade urbana

Comentários:

Se “A mobilidade urbana tem enorme importância para a qualidade de vida da população”, isso implica dizer que A qualidade de vida da população  guarda uma relação essencial (de dependência) com a mobilidade urbana.

Gabarito letra B.

Vejamos o problema das demais:

(A) Incorreto. “Haver” impessoal não vai ao plural: haja/exista.

(C) Incorreto. Implicar, com sentido de “acarretar”, é “transitivo direto”, não aceita preposição “em”.

(D) Incorreto; “cujo” o quê? O pronome foi utilizado de forma inadequada, pois não liga dois substantivos com ideia de posse.

(E) Incorreto. A forma gramaticalmente correta seria: refere-se a aspectos próprios de que se constituI (de que é constituída) a mobilidade urbana.

Questão 15

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

(A) Para que se (atingir) os ideais de um salto civilizatório será preciso muito esforço.

(B) Logo pela manhã (aflorar) na conversa os problemas do trânsito.

(C) As condições de um trânsito bem fluente (constituir) um verdadeiro milagre.

(D) Não se (evidenciar) quaisquer melhorias no trânsito desta cidade.

(E) A solução técnica que (estudar) os técnicos do trânsito não é fácil de achar.

Comentários:

Questão clássica de identificação do núcleo que justifica a concordância. Vejamos:

(A) Para que se (atinjam) os ideais de um salto civilizatório será preciso muito esforço.

(B) Logo pela manhã (afloram) na conversa os problemas do trânsito.

(C) As condições de um trânsito bem fluente (constituem) um verdadeiro milagre.

(D) Não se (evidenciaM) quaisquer melhorias no trânsito desta cidade.

(E) A solução técnica que (estudaM) os técnicos do trânsito não é fácil de achar.

Gabarito letra D.

Atenção: Para responder às questões de números 16 a 20, baseie-se no texto abaixo.

Conversa entreouvida na antiga Atenas

Ao ver Diógenes ocupado em limpar vegetais ao pé de um chafariz, o filósofo Platão aproximou-se do filósofo rival e alfinetou: “Se você fizesse corte (*) a Dionísio, rei de Siracusa, não precisaria lavar vegetais”. E Diógenes, no mesmo tom sereno, retorquiu: “É verdade, Platão, mas se você lavasse vegetais você não estaria fazendo a corte a Dionísio, rei de Siracusa.”

(*) fazer corte = cortejar, bajular, lisonjear

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 92)

Questão 16

Platão alfinetou Diógenes, e este retorquiu com serenidade.

A frase acima manterá seu sentido básico caso se substituam os elementos sublinhados, respectivamente, por:

(A) perturbou − rebateu − animosidade

(B) redarguiu − correspondeu − harmonia

(C) provocou − replicou − tranquilidade

(D) incitou − devolveu − presteza

(E) recriminou − interpôs − dignidade

Comentários:

“Alfinetar” tem sentido figurado de provocar, estimular uma reação; “retorquir” é responder, replicar; “serenidade” é a qualidade de ser calmo, tranquilo.

Gabarito letra C.

Questão 17

Em sua resposta à observação do filósofo Platão, Diógenes

(A) contesta a agressão de Platão mostrando que mesmo um trabalho servil supera a filosofia.

(B) hostiliza o filósofo rival, admitindo que ambos são igualmente bajuladores de Dionísio.

(C) defende-se de ser um submisso a Dionísio, embora esteja lavando vegetais a seu mando.

(D) retruca acusando o filósofo rival de não saber valorizar a importância de servir a um rei.

(E) rebate a acusação invertendo a ordem lógica das ações referidas pelo filósofo rival.

Comentários:

A resposta de Diógenes apenas inverte a lógica de Platão: eu lavo vegetais e não dependo de um Rei; você não lava vegetais, mas depende de um rei.

Vejamos o problema das demais:

A) Incorreto. Não houve agressão.

B) Incorreto. Apenas Platão bajula.

C) Incorreto. Não é submisso, por isso não faz corte.

D) Incorreto. Ele não poderia dizer isso, porque não considera importante servir a um rei, não está submisso. Gabarito letra E.

Questão 18

Está inteiramente correta a redação da seguinte frase:

(A) Às palavras provocadoras e insensatas de Platão soube Diógenes dar resposta altaneira e perspicaz.

(B) Se Diógenes se ocupar de bajular o rei não teria porquê estar lavando vegetais, eis como Platão lhe provocou.

(C) Ao em vez de responder a Platão agressivamente, Diógenes preferiu-lhe contestar com astucia e respeitabilidade.

(D) Como visse Diógenes a lavar vegetais, Platão recriminou-lhe lembrando-o que poderia estar melhor servindo ao rei.

(E) Conquanto Diógenes estivesse lavando vegetais, Platão não exitou em contestar-lhe um serviço em cujo não haveria dignidade.

Comentários:

Está perfeita a primeira alternativa. Organizando, temos:

Diógenes (sujeito) soube dar (verbo) resposta altaneira e perspicaz (objeto direto) Às palavras provocadoras e insensatas de Platão (objeto indireto)

Ajustemos, na medida do possível, as demais:

(B) Se Diógenes se ocupasse de bajular o rei não teria por que estar lavando vegetais, como Platão o provocou.

(C) Ao invés (ao contrário) de responder a Platão agressivamente, Diógenes preferiu contestar com astúcia e respeitabilidade.

(D) Como visse Diógenes a lavar vegetais, Platão recriminou-o lembrando-lhe que poderia estar melhor servindo ao rei.

(E) Conquanto Diógenes estivesse lavando vegetais, Platão não hesitou em contestar um serviço no qual/em que não haveria dignidade. Gabarito letra A.

Questão 19

As orações Se você fizesse corte a Dionísio e se você lavasse vegetais

(A) constituem exemplos de oração subordinada condicional.

(B) valem-se de construção verbal na voz passiva.

(C) são ambas orações principais do período que integram.

(D) apresentam dois tempos verbais distintos.

(E) têm como complementos nominais Dionísio e vegetais.

Comentários:

Questão direta de sintaxe. Ambas são orações introduzidas pela conjunção subordinativa adverbial condicional “SE”.

Vejamos o problema das demais:

B) Incorreto. A voz é ativa.

C) Incorreto. São orações subordinadas adverbiais.

D) Incorreto. Apresentam o mesmo tempo: pretérito imperfeito do subjuntivo.

E) Incorreto. São complementos verbais. Gabarito letra A.

Questão 20

Atente para estas frases:

I. Platão abordou Diógenes.

II. Diógenes respondeu a Platão.

III. A resposta de Diógenes foi sábia e serena.

As frases acima constituem um único período, sem prejuízo para a clareza, correção e sentido básico originais, em:

(A) Em resposta plácida e sutil, contestou Platão Diógenes depois de sua abordagem.

(B) Com sabedoria e serenidade, Diógenes respondeu à abordagem de Platão.

(C) Imbuído de altivez e malogro, Platão viu respondida sua provocação a Diógenes.

(D) A abordagem de Platão, Diógenes deu uma resposta em cuja havia respeito e zelo.

(E) Sábio e sereno, assim se prontificou Diógenes diante da abordagem de Platão.

Comentários:

Há uma relação de sequência temporal: então, a resposta foi naturalmente depois da abordagem (e da pergunta). A pergunta, por sua vez, foi respondida de um modo sereno e sábio:

Com sabedoria e serenidade, Diógenes respondeu à abordagem de Platão.

Vejamos o problema das demais:

A) Incorreto. Há ambiguidade, não sabemos quem contestou.

C) Incorreto. “Altivez” é orgulho, brio; “Malogro” é fracasso. Não há essas ideias no segmento.

D) Incorreto. Faltou crase:

À abordagem de Platão Diógenes deu uma resposta na qual/em que havia respeito e zelo.

E) Incorreto. Diógenes não se “prontificou”, apenas respondeu à pergunta.

Gabarito letra B.

Posts Relacionados

Compartilhe:

Deixe seu comentário:

Deixe seu comentário:

Vídeos Relacionados

Cadastre-se para receber novidades e ofertas especiais sobre cursos.

Estamos aqui para ajudar você!
x