Leopoldo Faiad – Aprovado no concurso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

Entrevista:

Leopoldo Faiad – Aprovado no concurso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

“Só quem já passou horas e horas trancado, em uma biblioteca, ou em casa, sabe o que se passa na cabeça. É uma combinação de estresse, ansiedade, angústia, sonhos e expectativas; tudo misturado no liquidificador. Mas vale muito a pena! É uma sensação que demora meses para passar. Foi muito estranho, para mim, quando eu vi meu nome publicado no DOU. Eu fiquei achando que estava sonhando”

Todos nós sabemos que a caminhada do concurseiro não é fácil. Mas, a certeza de que, no final, vai dar tudo certo, leva-nos a acreditar que toda dificuldade, todos os desafios, merecem ser superados. E que vai valer a pena! O Advogado Leopoldo Faiad, recém-aprovado, no concurso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para o cargo de Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Terrestres, é um exemplo disso.

Em entrevista, concedida ao professor e coordenador do Estratégia Concursos, Mário Pinheiro, Leopoldo conta sobre sua trajetória como concurseiro. A emoção de ver o nome dele publicado no Diário Oficial da União e como fez para vencer um dos piores sentimentos do concurseiro: a ansiedade. 

Mário Pinheiro: Parabéns pela aprovação no concurso da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Leopoldo! Você é formado em que área? Já era servidor público?

Leopoldo Faiad: Muito obrigado, Mário! Eu sou formado em Direito. Mas, não me dedicava a concursos jurídicos tradicionais; estudei para o ciclo de gestão. Não era servidor, atuava como advogado em alguns processos; porém, minha dedicação principal era o estudo para concursos.

Mário Pinheiro: Qual foi seu tempo de preparação focado no concurso da ANTT? Tinha feito outros concursos para agências reguladoras em anos anteriores?

Leopoldo Faiad: Eu me preparei, especificamente, para a ANTT por, aproximadamente dois meses. Ou seja, logo após a publicação do concurso. Duas semanas após a saída do edital, foi quando o estudo estava, realmente, caminhando. Nunca tinha estudado, especificamente, para agências reguladoras antes. Meu foco principal foram as carreiras do ciclo de gestão do Executivo. Estudei para Analista de Comércio Exterior do MDIC e Analista de Finanças e Controle da STN. Ao longo de meu estudo para o Tesouro, saiu o concurso da ANAC, mas eu não o fiz. Naquele momento, percebi que havia perdido uma grande oportunidade. E prometi a mim que não cometeria esse erro novamente.

Mário Pinheiro: Já tinha feito outros concursos para agências reguladoras em anos anteriores? E concursos da banca CESPE, tinha prestado outros recentemente?

Leopoldo Faiad: Como disse, anteriormente, não fiz nenhum concurso para agências reguladoras especificamente. Quando saiu o edital da ANVISA, percebi que estava muito fora de meu escopo de estudos. Quanto ao CESPE, fiz diversos concursos dessa banca; as bancas que eu mais estudei foram o CESPE e a ESAF. Durante os meses de junho e julho, eu me inscrevi em, praticamente, todos os concursos que saíram pelo CESPE para praticar português, Direito Constitucional e Administrativo. Foram tantas provas que eu nem sei listar os órgãos; esses meses transformaram minha rotina!

Apesar do gasto financeiro e do desgaste pessoal. Mas, isso me ajudou bastante. Os amigos e a namorada ficaram chateados porque eu não ia mais a evento algum; mas, todos foram bastante compreensivos! Fazer uma prova, acordando cedo, com o fiscal olhando para você, o concorrente fazendo barulho, tendo que pedir autorização para sair da sala, é bem diferente de fazer a mesma prova em uma biblioteca ou em casa. Além disso, tão importante quanto conhecer o conteúdo é conhecer como a banca examinadora explora o conteúdo. No dia da prova da ANTT, eu já não sentia mais tanta pressão; era um domingo como qualquer outro.

Mário Pinheiro: Como era seu planejamento e sua rotina de estudos antes e depois do edital? Qual foi a média de horas de estudo por dia? Quantas matérias você estudava por dia?

Leopoldo Faiad: No momento que saiu o edital, eu estava acostumado com o gerenciamento de estudos. Utilizava uma planilha com cronômetro e o ciclo de estudo de 16 horas, fazendo entre 1 ciclo e meio a 2 por semana. Gastava, em geral, uma hora por matéria, não ultrapassando uma hora e meia. Isso fazia com que passasse por todas as matérias do edital durante a semana.

Antes do edital da ANTT, estava estudando para o concurso de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) do MPOG, que naquele momento, também não tinha saído o edital. Assim estudava por livros e resumos as matérias básicas, como direito constitucional, administrativo, português e raciocínio lógico, e algumas específicas, como administração, administração pública e economia. Quando saiu o edital de Gestor, percebi que havia muitos pontos controversos. Então, estimei que aquele certame pudesse ser impugnado judicialmente. Na semana anterior, tinha sido publicado o edital da ANTT; então, depois de pensar bastante em um fim de semana, alterei o estudo e foquei no edital para o concurso de Especialista em regulação. Não foi uma decisão fácil, um ofertava 150 vagas, ao passo que o outro ofereceu 15 vagas.

Após o edital, foquei, com afinco, nas matérias específicas, como legislação de transportes. Dediquei mais aos exercícios e à legislação seca. Antes do edital, eu estudava uma média de 6 horas líquidas. O que exclui o tempo de pegar água ou qualquer outro tipo de atividade que não seja estudar. Após o edital, essa média alterou-se para umas sete horas ou sete horas e meia. Eu estudava, após o edital, umas 4 ou 5 matérias por dia, tentando alternar entre exercícios e leitura.

Mário Pinheiro: Após o edital, você conciliava trabalho e estudo? Ou só estudava? Sobrava tempo para atividades físicas?

Leopoldo Faiad: Eu só estudava; o que me mantinha em uma posição estática a maior parte do dia. Assim, apesar da publicação do edital, as atividades físicas fizeram parte da minha rotina. Depois de acordar, eu treinava na academia, diariamente, por uma hora. Não praticava exercícios com muita intensidade, para não ficar cansado durante o restante dia. O foco era maior na musculatura; parte mais exigida quando dos estudos: as costas e a lombar.

Acredito que a atividade física diária garantia minha rotina. Além disso, era um momento para eu me focar em outros assuntos. No começo, tentei colocar o estudo em qualquer espaço possível de minha rotina. Então, eu malhava escutando a constituição. Com o passar do tempo, percebi que isso me atrapalhou mais do que ajudou.

Mário Pinheiro: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos PDF, videoaulas?

Leopoldo Faiad: Quando comecei a estudar para concursos em geral, as aulas presenciais ajudavam, porque o conteúdo básico é repassado de forma mais fácil. É uma ação passiva; você, no máximo, faz algumas anotações. Contudo, ao longo da preparação, a eficácia disso é reduzida. Além disso, o tempo de deslocamento, a heterogeneidade da turma e a didática de alguns professores atrapalham ainda mais a preparação.

É nessa hora, que descobri o conceito HBC (horas, bunda e cadeira). É só você e os livros ou você e os PDFs. Dessa forma, o estudo é ativo; se você não ler a matéria, o estudo não vai sair do lugar. Nesse momento, é bom fazer um resumo. Ele é o referencial para estudos posteriores e é uma ótima forma de revisar a matéria na semana da prova. O rendimento melhora consideravelmente nesse momento; entretanto, a disciplina deve ser redobrada.

Para a ANTT, especificamente, eu só estudei pelo material do Estratégia em PDF, pelos resumos que eu tinha feito e por sites de questões: o TECConcursos. Eu prefiro estudar por material escrito, pois o ritmo de estudo é dado pelo próprio aluno.

Mário Pinheiro: Você sempre estudava no mesmo local (casa, biblioteca, etc.) ou alternava? Estudava os PDFs impressos ou no tablet?

Leopoldo Faiad: Eu alternava. Aprendi a estudar em casa; mas a maior parte de minha preparação, foi dentro de uma biblioteca. Estudar, em casa, economiza tempo. Mas há mais possibilidade de se distrair e, de vez em quando, aumenta a ansiedade, devido ao isolamento. Ao sair de casa, nós estabelecemos uma rotina; e, ainda, temos contato com outras pessoas que estão em situação semelhante. Isso é bacana para lembrá-lo que não está sozinho.

Eu me acostumei a estudar pelo computador. No início, é diferente, porque eu sempre estudei em papel. Mas o ganho a longo prazo, é muito maior. Com os PDFs virtuais, é possível fazer anotações e organizá-los de modo mais adequado. Além disso, no computador, é possível ter um caderno de anotações editável.

Mário Pinheiro: Quais foram os principais erros e acertos em sua preparação?

Leopoldo Faiad: Um dos meus principais erros foi a ansiedade. Acredito que isso foi a base de parte de meus problemas. Pelo que vi e senti, o desgaste emocional é mais intenso que o desgaste físico e mental. Outro erro muito grande foi ir muito além do meu limite. É importante que cruze a linha da comodidade; contudo, dependendo da intensidade, isso pode atrapalhar mais do que ajudar. Você estuda 12 horas líquidas em um dia e perde os 4 dias seguintes de estudo.

O desenvolvimento da disciplina e do ritmo está entre os principais acertos. Aprendi a planejar em médio prazo; levando em consideração, uma rotina exequível nesse período. Dentro desse planejamento, a divisão de horas, por matéria, e a organização do material foram essenciais. Outro ponto que eu considero acertado, foi estudar a fundo, entre os editais, as matérias básicas de qualquer concurso: Português, Direito Constitucional e Administrativo. Quando o edital é publicado, só precisa revisar o conteúdo por meio de exercícios.

Mário Pinheiro: Quais seriam suas dicas para quem vai prestar os próximos concursos para Agências Reguladoras? Deixe uma mensagem para quem lutará por uma vaga nessa área.

Leopoldo Faiad: O que eu posso dizer é: Seja bem-vindo a uma das áreas mais dinâmicas do serviço público! As carreiras das Agências Reguladoras foram algumas das carreiras que mais cresceram nos últimos anos. Isso se deve à qualificação de seus membros e à possibilidade real de ajudar o país. É muito bacana trabalhar em um tema que, geralmente, passa na televisão. Você consegue enxergar o resultado prático de seu trabalho.

Quanto ao estudo, há diversas matérias extremamente específicas. Então, diversos candidatos evitam esses concursos. Essas matérias são exatamente o que demonstra o diferencial do concursando e garante sua aprovação. De um modo geral, acredito que os elementos psicológicos essenciais para qualquer aprovação são disciplina e fé, seja no que for!

Só quem já passou horas e horas trancado, em uma biblioteca, ou em casa, sabe o que se passa na cabeça. É uma combinação de estresse, ansiedade, angústia, sonhos e expectativas; tudo misturado no liquidificador. Mas vale muito a pena! É uma sensação que demora meses para passar. Foi muito estranho, para mim, quando eu vi meu nome publicado no DOU. Eu fiquei achando que estava sonhando.

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Assessoria de Comunicação

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