ENTREVISTA: Felipe Amorim - Aprovado no concurso INSS

Entrevista:

ENTREVISTA: Fábio Cunha Link – Aprovado em 2º lugar (Novo Hamburgo – RS) no concurso INSS

“Se você deseja passar em concurso público, corra atrás, leve a sério. Não saia estudando de qualquer jeito, por qualquer material. Informe-se sobre como estudar, faça um planejamento exequível e coloque-o em prática. Não desista. Supere as frustrações que porventura aconteçam e aprimore-se constantemente que sua hora chegará mais cedo ou mais tarde”

Confira nossa entrevista com Fábio Cunha Link, aprovado em 2º lugar (Novo Hamburgo – RS) no concurso INSS:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Fábio Cunha Link: Meu nome é Fábio Cunha Link, tenho 29 anos, fui criado em Sentinela do Sul – cidade do interior do Rio Grande do Sul. Sou formado em Ciências Sociais pela PUCRS e atualmente resido em Campo Bom, RS.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Fábio: No início da minha caminhada apenas estudava. Porém, após ser aprovado no concurso da CAIXA e ingressar na empresa, sempre trabalhei e estudei. Durante minha preparação para o INSS, minha carga horária de trabalho era de 6 horas diárias, de meio dia às 6. Assim, fiz um planejamento para estudar todas as manhãs das 6 e meia às 11, com um pequeno intervalo, e mais uma hora à noite, quando conseguia vencer o cansaço. Aos finais de semana, sábado estudava de manhã e tirava a tarde para descansar e domingo estudava o dia todo. Nesse período procurei ter uma rotina bem rígida de horários. Além disso, tirei um período de 15 dias de férias nos quinze dias que antecederam o concurso a fim de me dedicar integralmente aos estudos.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Fábio: Fui aprovado em 5 concursos: para TBN da CAIXA, na décima primeira colocação, em 2012; em quarto para antropólogo do MPU, em 2013; recentemente, no segundo semestre de 2015, fiquei na octogésima colocação para técnico do TRE-RS e na segunda para sociólogo da DPU; e, por último, fiquei  empatado em primeiro com mais um candidato para técnico do INSS para a GEX de Novo Hamburgo (em segundo na classificação final devido ao critério de desempate de mais acertos na prova de conhecimentos específicos).

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Fábio: Cada uma das aprovações proporcionou sensações diferentes, muito em função do contexto de vida. Penso que aquela responsável por mais euforia e felicidade tenha sido a da Caixa, pois eu estava passando por uma fase complicadíssima. A do MPU despertou muita expectativa, já que seria uma possibilidade ímpar de unir minha carreira acadêmica a um emprego que me possibilitaria uma excelente remuneração. No concurso do TRE e da DPU já foi uma sensação mais de dever cumprido, de saber que o planejamento e a execução dos meus estudos estavam no caminho certo, que meu esforço estava dando resultado. Por sua vez, ficar classificado dentro do número de vagas no concurso do INSS realmente teve um sabor muito especial por minha colocação ter superado em muito minhas expectativas e, de alguma forma, ter me mostrado que tenho potencial para concorrer de igual para igual com os concurseiros de alto nível.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível? Além disso, você considera que teve apoio na sua caminhada de concurseiro? Se sim, como?

Fábio: Para ser franco, adotei uma postura radical. Depois da publicação do edital me isolei do mundo e vivia para os estudos e trabalho. Os momentos de lazer foram pouquíssimos. Como moro sozinho, foi mais fácil estabelecer minha rotina de estudos.

Penso que as pessoas importantes para mim sempre me apoiaram. É difícil dizer a maneira pela qual esse apoio acontece na prática, ainda mais em relação a uma pessoa independente como sou. É algo subjetivo. A maior parte das vezes apoiar um concurseiro é não lhe atrapalhar. Talvez esse apoio esteja em pequenos gestos, em ouvir com atenção as angústias, em não pressionar, em colocar uma palavra de incentivo.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

Fábio: Tentei alguns, sim. Lá atrás tentei técnico do INSS e MPU, e mais recentemente analista do ICMBIO e CNMP, além de técnico do TCU.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? 

Fábio: É muito relativo. Varia de pessoa para pessoa. No meu caso foi importante prestar concursos diversos para ganhar experiência, mesmo porque eu tinha interesse de fato em assumir os cargos para os quais eu prestava a prova. Não tenho dúvidas de que ter sido eliminado nos concursos do TCU e do CNMP serviu para alavancar meu rendimento e ter sido aprovado no TRE e INSS, pois pude aparar arestas na minha preparação e perceber o nível em que eu estava realmente. No entanto, não dá pra sair prestando tudo que é concurso que aparecer, é necessário que haja semelhança entre eles. O INSS ainda não é o fim da minha caminhada de concurseiro. Estou refletindo sobre qual será o meu foco daqui pra diante.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Fábio: Estudo para concursos de maneira séria desde 2011. Quando entrei na Caixa parei um tempo a fim de concluir minha graduação e só retomei em meados de 2014. Acho que por eu já ser concursado, consegui lidar relativamente bem com os momentos em que foi necessário estudar sem edital. A disciplina vem da consciência da importância de cada hora de estudo para o alcance dos objetivos de vida.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Fábio: Estudo por cursos em PDF, livros e sites de questões comentadas. Excepcionalmente, em matérias que tenho muita dificuldade, recorro a vídeo-aulas. Sou um grande fã de cursos em PDF, considero o melhor material do mercado. O Estratégia possui professores excelentes e o formato dos cursos, com linguagem simples, esquemas e muitas questões, potencializa significativamente a aprendizagem. Sempre recorro ao site nas matérias mais importantes ou mais difíceis dos concursos.

Considero estudar por livros muito produtivo também. Como vantagem, penso que existem ótimas opções no mercado, além de ser possível fazer marcações, anotações, enfim, personalizar o material. Percebo como desvantagem o fato de se desatualizarem rapidamente e, no geral, não possuírem exercícios comentados.

No que se refere a sites de questões comentadas, creio que a principal vantagem seja a dinamicidade, pois são atualizados com frequência e é possível resolver questões de acordo com a necessidade do candidato. A desvantagem é que se as questões não são comentadas pelo mesmo professor ou autor do material teórico, o estudo perde na organicidade, por exemplo, os professores podem usar mnemônicos diferentes para um mesmo assunto.

Penso que vídeo-aulas devam servir apenas para as matérias em que se tem muita dificuldade, como complementação dos estudos, ou então para “descansar” da leitura de PDFs ou livros.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Fábio: Como concurseiro, sempre me inteirei sobre os melhores materiais de estudo em sites especializados, fóruns e grupos de estudo. Nesses espaços é que tomei conhecimento do Estratégia.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Fábio: No caso do INSS o edital veio bem enxuto. Para quem já vinha de uma preparação de médio prazo, a quantidade de matérias não assustou. Há poucos meses eu tinha prestado o concurso do TRE-RS, que também foi organizado pelo CESPE, então matérias como português, informática, direito administrativo e constitucional eu já vinha em alto nível. Previdenciário também eu já tinha estudado inteiro antes do edital, comprei o curso do Ali Jaha quase um ano antes de sair o edital. Apenas interrompi o estudo de previdenciário quando saiu o edital do TRE.

Quando saiu o edital do INSS, priorizei resumos e exercícios. Lia os resumos da matéria e fazia os exercícios. Aqueles que eu errava ou acertava sem muita convicção, eu anotava a resolução, e se eu errava muito determinado conteúdo, revia sua teoria. Além disso, em previdenciário, reli toda a teoria da parte de benefícios e LOAS devido a sua importância para a prova. Durante os dias em que trabalhava, estudava 3 matérias por dia, uma hora cada e fazia pequenos intervalos de descanso entre uma e outra. Nos finais de semana aumentava um pouco o tempo de estudo de cada matéria.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Fábio: Sempre tive dificuldade com matemática. Para minha alegria, o INSS não cobrou a fundo essa matéria, mas apenas dois pequenos tópicos dentro de raciocínio lógico – porcentagem e conjuntos. A estratégia que me fez superar em parte essa dificuldade foi dedicar mais tempo a essa disciplina, bem como estudar repetidamente a matemática básica. Comprei um curso de matemática para iniciantes do professor Arthur Lima que ajudou bastante.

Não caiu no concurso do INSS, mas também acho complicada a maneira pela qual as bancas cobram administração, não por ser difícil a matéria, mas porque as questões são muito subjetivas, dando margem para várias interpretações. Penso que a única forma de ir bem na matéria é resolvendo muitas questões da banca.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc?

Fábio: Penso que a reta final seja importantíssima. Nesse período priorizei resumos e exercícios e distribui meus estudos de maneira homogênea de acordo com a quantidade de conteúdo de cada disciplina. Acredito que em concursos concorridos como foi esse do INSS priorizar determinada matéria é ilusão porque embora haja matérias com mais peso, o nível dos candidatos está tão alto que o diferencial pode ser uma questão de uma matéria aparentemente sem importância, como ética, por exemplo.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Fábio: Penso que se deva estudar o quanto mais possível sem descuidar da saúde. Por exemplo, se você trabalha durante o dia e só tem a noite para estudar, não adianta entrar madrugada a dentro estudando e dormir apenas 5 horas por noite, pois o estudo não renderá.

Aumentei minha carga horária de estudos para cerca 8 horas por dia nesse período, o que só foi possível porque tirei uns dias de férias do meu trabalho.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Fábio: Especificamente na preparação para o INSS, penso que meu maior erro foi ter cogitado prestar mais dois concursos em datas bem próximas (MP-RS e MP-RJ). Perdi horas preciosas de estudo por falta de foco. Felizmente me dei por conta a tempo e resolvi me dedicar exclusivamente ao INSS.

Com relação aos acertos, penso que os principais foram ter estudado com antecedência e com planejamento, além de ter optado por materiais de excelente qualidade.

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Fábio: Os erros clássicos de concurseiros iniciantes: estudar só depois que sair edital, estudar sem planejamento, sem foco, de maneira errada e por materiais errados.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

Fábio: O mais difícil foi o dia-a-dia, acordar cedo, ficar horas e horas estudando, investindo tempo e dinheiro em algo de retorno incerto, conseguir manter o foco mesmo depois de reprovações sucessivas.

O que me mantinha motivado era a vontade de melhorar de vida e ter um emprego no qual eu pudesse dar uma contribuição efetiva à sociedade. Além disso, penso que estudar para concurso também faz com que tenhamos um crescimento pessoal, pois é preciso ter disciplina para estudar, paciência para ser aprovado, que sejamos fortes para superar as frustrações, que saibamos ser humildes, etc. Enfim, no início da minha caminhada o que me motivava era a necessidade, mas com o tempo a realização pessoal foi ganhando cada vez mais espaço.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Fábio: Tenha a certeza de que você é capaz de alcançar seus objetivos desde que esteja disposto a fazer sua parte. Se você deseja passar em concurso público, corra atrás, leve a sério. Não saia estudando de qualquer jeito, por qualquer material. Informe-se sobre como estudar, faça um planejamento exequível e coloque-o em prática. Não desista. Supere as frustrações que porventura aconteçam e aprimore-se constantemente que sua hora chegará mais cedo ou mais tarde.

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