ENTREVISTA: Rony Calisto - Aprovado no concurso IPHAN em 2º lugar para o cargo de Auxiliar Institucional (Maranhão)

Entrevista:

ENTREVISTA: Rony Calisto – Aprovado no concurso IPHAN em 2º lugar para o cargo de Auxiliar Institucional (Maranhão)

“Mantenha-se sempre estudando. Comece hoje mas continue amanhã, depois de amanhã e se precisar mais um mês, dois meses, um ano, dois e por aí em diante. Para poder conseguir seu cargo, você não pode parar de estudar”

Confira nossa entrevista com Rony Calisto, aprovado no concurso IPHAN, em 2º lugar, para o cargo de Auxiliar Institucional (Maranhão):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Rony Calisto: Tenho 25 anos e sou natural de São Luís do Maranhão, onde resido. Atualmente não trabalho, apenas estudo para concursos. Comecei há 2 anos e 2 meses, em 2016.

Bem, tenho apenas o ensino médio completo. Cheguei a começar o ensino superior no curso de Direito, pelo qual me apaixonei, mas como a faculdade era privada e meus pais não tiveram mais condições de pagar, fui obrigado a trancar. Por isso, no momento, meu foco para concursos estão nos de nível médio.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Rony: Em primeiro lugar foi poder ter um vencimento que possa pagar um nível superior e me sustentar sozinho. Hoje dependo muito dos meus pais.

Sempre soube que, eventualmente, estudaria para concursos. Só não esperava que fosse agora. Pretendia terminar a faculdade para focar em concursos do poder judiciário, de nível superior.

Os valores pagos pelo poder público são bem em conta, mesmo para cargos intermediários. Isso, juntamente com a estabilidade e os pagamentos em dia, foram outros fatores que selaram a escolha do foco no cargo público.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Rony: A minha caminhada como concurseiro ainda não acabou e provavelmente não irá terminar tão cedo. Quando conseguimos uma boa aprovação, como essa do IPHAN, a vontade de conquistar voos mais altos só aumenta. Também sempre quis um cargo no poder judiciário ou no MPU, o qual, esse último também obtive aprovação.

Nessa jornada de estudos nunca trabalhei, sempre foquei 100% nos estudos. Todo santo dia, 9 horas por dia. Nos sábados e domingos reduzia para 5 horas.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Rony:  

  • Fui aprovado no concurso de Assistente Administrativo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), na posição 350 e poucos, sem chances de nomeação;
  • Aprovado para Técnico Judiciário do Tribunal Regional Federal 1ª Região, posição 225, com 74 pontos (banca Cespe);
  • Aprovado para Técnico Judiciário do Superior Tribunal Militar (STM), com 81 pontos (banca Cespe). Sem chances de nomeação, pois o primeiro colocado fez 20 pontos a mais que eu;
  • Aprovado no IPHAN, 2º lugar para o Maranhão, com 87 pontos (banca Cespe) e com prova discursiva que valia 40 pontos;
  • O último concurso que tive aprovação ainda está em andamento. É o do MPU 2018, o qual fiz 77 pontos para o Rio Grande do Sul. Chances pequenas de nomeação a curto e médio prazo, principalmente por causa das políticas de austeridade que irão começar no início do próximo governo federal. Porém com grandes e ótimas chances a longo prazo. E tenho muita fé que conseguirei sim!

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Rony: Simplesmente indescritível, pois a concorrência era muito pesada. A banca do concurso, o Cespe, decidiu listar apenas uma quantidade muito limitada de aprovados (menos de 10 pessoas) e menor ainda de classificados (3 pessoas). Ou seja, para ser nomeado de verdade, tinha que fazer a primeira colocação. Infelizmente, por dois pontos, não consegui a primeira colocação, mas consegui a 2ª e está muito bom!

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Rony: Costumo dizer que sou uma exceção à regra nesse caso. Não tenho amigos e minha família mora comigo, então passo o dia inteiro com eles. Nunca fui de sair ou ir à festas também.O ambiente social em nada foi alterado e ficou até mais fácil para ter horas e horas de estudo. 

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Rony: Não sou casado, não tenho filhos e não tenho namorada, aliás, nunca namorei. Como já citei, também não tenho amigos. O foco total é estudar mesmo, sem ter esses tipos de distrações ou preocupações. E, para quem é mais caseiro como eu, é bem tranquilo. Moro com meus pais, pois o foco é estudar e eles me apoiam principalmente com ajuda para comprar materiais, papéis para imprimir PDFs do Estratégia. Me apoiam totalmente, desde o começo.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? 

Rony: Vale a pena fazer um concurso diferente do que realmente almeja, somente se ele estiver em área correlacionada à aquele dos sonhos. Não creio que seja correto fazer concurso do judiciário, por exemplo, quando o sonho da pessoa é a área fiscal ou bancária, pois não tem nada a ver. Agora fazer um concurso de técnico administrativo ou judiciário, para poder continuar estudando, e chegar ao cargo de analista judiciário, oficial de justiça, ou até mesmo analista legislativo ou auditor de controle externo, é válido pois são áreas que não tem disciplinas tão diferentes umas das outras.

No meu caso, o meu concurso dos sonhos, é o cargo de Auditor de Controle Externo do TCU ou TCE. Mas ainda tenho muito caminho pela frente, principalmente pelo nível de dificuldade do concurso, um dos mais difíceis do Brasil. Acredito que ainda tenho que seguir outras carreiras menos complexas, como cargos de técnico judiciário ou do MPU, ou de Técnico de Controle Externo. Espero um dia chegar lá!

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Rony: Especificamente para o IPHAN, foi algo em torno de 3 meses. Mas todo o conhecimento que usei para ser aprovado, veio desde quando iniciei os estudos, há 2 anos. Se nunca tivesse estudado para concursos e fosse começar com apenas 3 meses, nunca, jamais, teria conseguido a aprovação.

Meu foco sempre foi concursos da banca Cespe e já tinha sim feito algumas provas dela. Suas disciplinas são bastante correlatas e isso ajudou demais, apenas tive que sedimentar o conhecimento já visto outrora. Quanto mais tempo de estudo sério e focado a pessoa tem, mais ela consegue evoluir a cada prova que faz.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Rony: Sim, meu maior tempo de estudo foi sem edital na praça. Comecei nos últimos quatro meses de 2016 e até Agosto ou Setembro de 2017 não saiu um edital sequer, de qualquer concurso, seja nacional ou grande, ou o que pretendia. Esse tempo foi muito bom para sedimentar e aprofundar nas disciplinas.

O foco para manter a disciplina e a motivação, foi saber que ainda estava no começo dos estudos e realmente precisava daquele tempo sem edital para conhecer todas as disciplinas básicas e específicas. O tempo que não tiver edital é aquele em que o candidato de fato construirá a base para sua aprovação, seja em qual concurso for.  Se ficar esperando sair edital, quando sair, o tempo de estudo será muito curto para conseguir uma boa nota.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Rony: Sempre usei vídeo aulas e PDFs, principalmente do Estratégia. As vídeo aulas foram mais no início da preparação, quando era bem leigo em algumas disciplinas. Com o passar do tempo aperfeiçoei o uso dos PDFs, que já usava e que, em minha opinião, é o melhor material para preparação em concursos.

PDFs só uso os do Estratégia Concursos. São os melhores, sem dúvidas. Já as vídeo aulas, além das do Estratégia, já estudei por outros cursos também.

Não recomendo, de forma alguma, cursos presenciais, pois tem pouco nível de profundidade e foco. Sem falar da perda de tempo para chegar até o local. O uso de livros não acho que seja necessário para concursos de nível médio.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Rony: Através do meu tio, que é concursado, técnico do IBAMA. Logo quando ele veio a exercício, me recomendou alguns sites, mais especificamente os dois melhores para preparação para concursos. Observei os dois e preferi o Estratégia pela didática, profundidade e seriedade do material.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Rony: Sempre estudei através de ciclos, com várias matérias ao mesmo tempo. Geralmente 4 disciplinas juntas, diárias. Depois que terminava essas, acrescentava novas.

Sempre seguia o padrão do PDF: primeiro a teoria e depois fazia as questões da aula. No meu caso específico, costumo ler 3 aulas de uma disciplina, com teoria e questões comentadas. Só depois faço as questões sem comentários, dessas 3 aulas, para juntar uma grande quantidade de questões com variados assuntos de uma mesma disciplina. Costumava estudar 9 horas brutas por dia o que, de forma líquida, devia dar umas 8 horas e 40 minutos.

O uso de resumos também fiz, mas de forma esporádica, em momentos específicos. Acho que resumo é algo bem pessoal, tem que montar da forma que mais o agrade e que ela entenda de forma clara.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Rony: Sempre tive bastante dificuldade com Português, uma das disciplinas, se não a disciplina, mais importante para qualquer concurso. Para lidar com esse problema procurei ver materiais completos dos mais variados professores, seja em vídeo aula ou PDF.

Já vi os materiais de professores como Rafaela Freitas, Décio Terror, Felipe Luccas, Odilei França (este último em vídeo aula) e isso ajudou demais a melhorar na matéria. Sempre tentei manter essa disciplina no meu cronograma, mesmo já tendo visto várias vezes.

Na prova do IPHAN, essa disciplina foi fundamental para ter uma boa nota. Das 50 questões de conhecimentos básicos, 25 eram de português, ou seja 50% da prova de conhecimentos básicos. Tive a honra e prazer de errar apenas 2 questões e acertar 22.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Rony: Minha rotina em semana de prova é sempre a mesma, apenas revisando a parte final e das disciplinas mais importantes. Acredito que não se deve ver nada de novo na semana final. 

A véspera da prova também foi de estudo e de revisão. Foi como um dia normal. Acredito que cada um tem seu método de véspera, uns preferem descansar e outros não. No meu caso, acredito que se a pessoa tem tempo para revisar, revise!

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Rony: Eu era uma daquelas pessoas que tinha, não vou dizer medo, mas o chamado ‘respeito’ por uma prova discursiva. Desde que comecei a estudar firme para concursos, sabia que teria que enfrentar esse tipo de prova algum dia. 

Meu estudo para esse caso foi através de um curso bem rápido de vídeo aulas (12 vídeo aulas) de redação mesmo, bem simples, tipo para ENEM. Também usei um curso em PDF do mestre – e melhor professor de Português do Brasil – Décio Terror. Mas esses materiais são bem curtos, pouca coisa e são apenas 10% do necessário para ir bem numa discursiva. O segredo é treinar muito.

Toda semana eu fazia duas discursivas. Toda semana, sem falta. Usava temas de tudo quanto é lugar que achava. Devo ter feito umas 90 ou 100 redações em um período de 8 meses. A prova do IPHAN foi a primeira e única vez até aqui que fiz uma discursiva para concursos. Confesso que fazer lá na hora dá um nervosismo, pois não é a sua área de conforto uma sala de aula com um monte de gente, além de ter que escrever bem legível e com calma para não errar. O tema também achei muito difícil, me pegou de surpresa. Quando vi o resultado final da discursiva, com total de 39,30 de uma prova que valia 40, a maior nota do concurso no estado, foi um alívio sem fim.

Minha dica para quem tem que estudar discursivas e redações é: pratiquem! E muito! Estude a teoria, de como montar e se portar fazendo uma discursiva e, depois, só pratique e pratique. Faça dezenas, centenas de redações.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Rony: Creio que um dos principais erros foi não ter dado muita atenção às revisões, principalmente no início dos meus estudos. Isso foi bem no começo, nos primeiros 2 meses. Não gostava de fazer revisões, achava que perdia tempo. Mas depois de assistir alguns aulões do Estratégia, principalmente do coach Luis Eduardo, consegui ter uma visão mais ampla e adicionar as revisões. Hoje elas são fundamentais e devem estar em qualquer cronograma de estudos, pois é através delas que o conhecimento é massificado.  

Já como acerto, creio que tenha sido a persistência em ver e rever disciplinas que tenho dificuldade e acreditar que um dia teria facilidade com elas. Sempre que uma pessoa tiver dificuldade em alguma disciplina, deve insistir nela até se sentir confortável.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Rony: Nunca pensei em desistir de ser aprovado. Aliás, nunca penso nisso, estou sempre buscando a melhor nota. O que foi mais difícil nessa caminhada foi manter um ritmo de estudos: se acostumar a levantar todo dia cedo para simplesmente estudar. Isso é difícil para qualquer pessoa, mas basta manter o foco, a constância nesse objetivo, que um dia se acostumará e, principalmente, chegará onde quer chegar.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Rony: Foi a possibilidade de ter um cargo público federal, um emprego estável e que pague um vencimento relativamente bom para que possa manter uma qualidade de vida digna para mim e minha família. E, posteriormente, terminar o nível superior, que ainda não tenho.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Rony: O principal conselho para aquele que está começando é: mantenha-se sempre estudando, comece hoje, mas continue amanhã, depois de amanhã e se precisar mais um mês, dois meses, um ano, dois e por aí em diante. Para poder conseguir seu cargo, você não pode parar de estudar. Hoje existe uma profissionalização dos estudantes de concursos púbicos, as pessoas estão muito melhores, as questões das bancas estão se tornando mais difíceis e, o pior, as vagas vem diminuindo, por causa da recessão causada a alguns anos pelos governos passados. A pessoa tem que se manter constante, relevante e aí sim perseverará, por mais difícil que seja o concurso.

Estratégia: Obrigada Rony pela entrevista e, mais uma vez, parabéns pela aprovação. E que venham mais conquistas!

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Me mande um e-mail! [email protected]

Grande abraço!

Thaís Mendes

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