ISS Goiânia - Entrevista com aprovado Rodrigo Boente

Entrevista:

ENTREVISTA: Rodrigo Boente – Aprovado em 4º lugar no concurso para Auditor de Tributos da Prefeitura Municipal de Goiânia (ISS Goiânia)

“Acho que você tem que ter certeza onde você quer chegar. E não falo somente em querer ocupar o cargo A ou B, mas que caminho você quer pra sua vida. Se você ainda não sabe, vá descobrindo essa resposta aos poucos. Acredito que essa é a base para que se mantenha motivado por um bom tempo. E com motivação em alta, um bom planejamento, bons materiais, disciplina e fé, sem dúvidas, você chegará aonde você quer!”

Confira nossa entrevista com Rodrigo Boente, aprovado em 4º lugar no concurso para Auditor de Tributos da Prefeitura Municipal de Goiânia (ISS Goiânia):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nosso leitor possa te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Rodrigo Boente: Sou Rodrigo Boente, 32 anos, baiano, de Salvador e formado em Engenharia Elétrica.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Rodrigo: Desde quando comecei a estudar (Julho de 2014), me dediquei exclusivamente aos estudos.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Rodrigo: Fui aprovado em 2 concursos: Analista Fazendário da Prefeitura Municipal de Salvador (37° colocado) em Janeiro de 2015, cargo que eu aguardo nomeação e acabo de concluir o curso de formação para o cargo de Auditor de Tributos da Prefeitura Municipal de Goiânia (4° colocado)

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Rodrigo: Não tem como não se emocionar, imediatamente lembrei de todo esforço, dedicação, de todos os fins de semana enclausurado no quarto de estudo, de todos aqueles que me apoiaram (principalmente minha família e minha namorada) e agradeci muito a Deus, que me concedeu essa graça

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Rodrigo: Posso dizer que era mais radical. Acredito que grandes conquistas exigem grandes sacrifícios. Quando não tinha edital lançado, costumava estudar de segunda a sexta num ritmo intenso, sábado durante um turno e descansava nos domingos para estar pronto para mais uma semana de batalha. Após o lançamento do edital, realmente a vida social restava prejudicada de vez. Estudava todos os dias, somente pegando um pouco mais leve aos domingos. O Sprint final é fundamental, não somente em horas de estudo, mas também no foco mental naquele objetivo. É importante que viva e respire a prova!

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Rodrigo: Não sou casado e não tenho filhos. Namoro com minha futura esposa, rsrs. Atualmente moro com meus pais. Li alguns depoimentos aqui no Estratégia, sobre colegas que não recebiam muito apoio das famílias. Eu não posso falar isso. Desde o momento que decidi estudar para concursos, tive apoio incondicional de toda a minha família e da minha namorada. Todos sempre falavam que acreditavam em mim e viam meu esforço e que seria recompensado. Essa energia positiva de quem está ao seu redor é muito importante para o sucesso nessa empreitada.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

Rodrigo: Após ser aprovado no Analista Fazendário de Salvador (em Janeiro de 2015), houve uma seca muito grande de concursos na área fiscal. Em junho de 2015 saiu o edital para o concurso de Auditor de Controle Externo do TCU, e como não havia o menor sinal de fumaça de concursos na área fiscal, resolvi encarar. Apesar de não ter sido aprovado, foi uma experiência importante. Consegui elevar meu nível em algumas matérias em comum com os concursos fiscais como Direito Constitucional, Direito Administrativo, Adm. Pública, já que a cobrança é bem pesada. Acho que tudo depende do seu objetivo final, do seu nível em relação às matérias do concurso que é o seu foco e da oferta momentânea de concursos naquela sua área. Acho que se decidir fazer outros concursos, tente desviar o mínimo possível do seu real foco. É importante fazer prova, como dizem “treino é treino, e jogo é jogo”.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Rodrigo: Acho importante sim fazer outros concursos. Acredito que se concentrar unicamente no seu objetivo final, pode trazer uma pressão desnecessária. No caminho da preparação para o concurso de seus sonhos, é possível consegui aprovação em ótimos cargos públicos. Desde que iniciei minha preparação, meu grande objetivo sempre foi ser auditor da Receita Federal do Brasil (uma das razões é porque existe a possibilidade de exercer o cargo na minha cidade). 3 meses após o início dos meus estudos foi lançado o edital do ISS Salvador (cargos de Auditor Fiscal Municipal e Analista Fazendário). Quando vi essa oportunidade de um concurso que não acontecia há mais de 20 anos na minha cidade natal e bem no momento que comecei minha caminhada, pensei que não podia perder essa chance. Dei tudo de mim, e apesar de não consegui sucesso para auditor, fui aprovado para analista fazendário. Desde o início da minha preparação não saiu edital da Receita, e por isso decidi que deveria tentar outras oportunidades na mesma área. Além do ISS Salvador, fiz o concurso para AUFC do TCU (não fui aprovado), ISS Niteroi (190° colocado) e finalmente o ISS Goiania (4° colocado). Agora pretendo voltar meu foco para meu grande sonho, que é a Receita Federal.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Rodrigo: Estudei de Julho de 2014 a Janeiro de 2016, para ser aprovado no ISS Goiânia. Naqueles períodos sem edital, tentava manter o foco no meu objetivo tentando ser otimista e confiando que os editais começariam a sair e tinha que estar preparado o mais rápido e da melhor forma possível.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Rodrigo: Comecei , como a maioria, meio perdido. Fechei um curso presencial estilo pacotão para a Receita, mas logo vi que não era o ideal por conta do tempo perdido (trânsito) e da qualidade questionável de alguns professores. A vantagem do curso presencial foi que lá conheci dois amigos, e estivemos sempre trocando informações e nos incentivando nesse período, o que foi muito importante para me manter motivado. Livro, basicamente utilizei na disciplina Direito Tributário (a desvantagem é que não é muito fácil de carregar pra cima e pra baixo e gasta muito marcador) . Videoaulas utilizei em Contabilidade, em que acredito ser bastante recomendável essa modalidade de material, já que ajuda na didática e por ser uma disciplina que é uma das básicas da área fiscal e que se leva um tempo considerável para pegar uma boa base. A desvantagem é que se gasta um tempo muito maior do que simplesmente a leitura de um livro ou material em PDF. Cursos em pdf? Em todas as outras disciplinas! Como estudo no tablet , é muito fácil ter todo o material de estudo concentrado, organizado e acessível onde quer que eu vá. Como todo material, é preciso ter atenção à qualidade do professor que leciona a matéria.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Rodrigo: Conheci o Estratégia procurando cursos na Internet até que li algumas aulas demonstrativas e achei a didática muito interessante por ser de fácil absorção. Daí questionei alguns colegas e eles referendaram que se tratava de um curso de alto padrão. Daí comecei a estudar várias matérias pelo Estratégia. Acredito que hoje o Estratégia não é diferencial, mas sim pré-requisito na preparação para concursos públicos.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Rodrigo: Vamos lá, uma das primeiras coisas que fiz ao começar a estudar para concursos foi ler o livro do Alexandre Meirelles “Como estudar para Concursos” (recomendo sem medo de errar), do qual retirei diversas dicas para me planejar. Estudei por ciclos, começando pelas disciplinas básicas da área fiscal (Direito Tributário, Contabilidade, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Português e Raciocínio Lógico) e conforme fui avançando nas matérias, incluí outras como Economia, Direito Civil, Direito Empresarial. Geralmente, estudava 4 matérias por dia, lia a teoria pelo material escolhido (no máximo 2h por matéria), e reservava um tempo para fazer questões sobre o tema estudado. Conforme ia me desenvolvendo na matéria, reduzia o tempo de estudo da teoria e aumentava o tempo de exercícios. Os exercícios são fundamentais, já que conforme o volume de questões resolvidas aumenta, por mais que não se tenha muita base na matéria (principalmente aquelas lançadas inesperadamente depois do edital), acaba se marcando a alternativa correta. A ideia é entrar por osmose mesmo! Se você consegue distribuir os temas das questões a serem resolvidas de forma a estar sempre revisitando os assuntos já estudados de maneira uniforme, é um excelente método de revisão também.

Fazia resumos em forma de mapas mentais dos temas mais críticos em termos de cobrança pelas bancas ou que tinha mais dificuldade em absorver. Considero uma ferramenta bem eficaz, quanto mais cores, desenhos diferentes e brincadeiras com associações relacionadas às suas experiências passadas, maior a chance daquele assunto ser fixado.

Ah, uma coisa que considero fundamental é a organização nos estudos. Eu tinha uma tabela em Excel que deixava aberta durante todo o dia, e após terminar o estudo de cada matéria, alimentava com todos os dados relevantes (páginas lidas, temas estudados, questões resolvidas, número de acertos). Acho que o controle é muito importante para saber onde você está e onde e como pode melhorar. Os números falam muito!

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Rodrigo: Português, acho a matéria mais imprevisível numa prova. Se não estiver bem preparado, ela te derruba. Utilizei uma técnica que me ajudou bastante na parte sintática, que é captar 3 frases por dia e tentar identificar as funções de cada termo.  Conselho de amigo, se sua banca é a FGV estude muito Português, a cobrança dessa banca é muito pesada.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Rodrigo: Quando abria o edital, minha primeira atitude era fazer um planejamento minucioso de como seriam meus próximos 60 dias de estudo. É importante dissecar o edital, e dar a atenção devida a cada matéria de acordo com o seu peso na prova. Como o período é curto e não dá pra reestudar tudo novamente, é preciso saber o que vai ser relido, o que vai ser revisado, em que temas serão focadas somente questões e também o que não vai ser estudado! É isso mesmo! Alguns temas possuem um extenso conteúdo, e dependendo do peso da cobrança no edital e da sua intimidade com o assunto, o custo benefício é muito baixo. Resumindo, na reta final a palavra chave é relevância. Se atenha ao que importa e o que vai fazer a maior diferença na prova.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Rodrigo: Eu acho importante desacelerar, porque chegar muito pilhado na prova pode ser ruim. Meu conselho é que a carga horária de estudo vá diminuindo ao longo da semana da prova. Mas também não dispenso uma olhadinha na véspera, rsrs

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Rodrigo: Um grande erro na minha preparação foi ter fechado um curso presencial por pacote completo, que foi pouco proveitoso. Outro erro foi não prestar atenção a uma sistemática de revisões desde o começo dos meus estudos. Acabei tendo que estudar alguns temas mais de 4 vezes, perdendo muito mais tempo caso estivesse revisando com frequência os temas mais importantes ou que tinha mais dificuldades.

Os maiores acertos acho que foram minha disciplina, otimismo, autoconfiança (acho importante que você se ache capaz de vencer) e planejamento eficaz no pós edital.

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Rodrigo: Acho que o maior erro que as pessoas cometem é perder muito tempo com o que está ao redor e que não tem importância (notícias pessimistas sobre concursos, conversas irrelevante em fóruns, pessoas que te desincentivam, temer a concorrência), ao invés de focar no cerne de sua preparação (planejamento , escolher bons materiais, como conseguir mais tempo para estudar, como conseguir mais concentração).

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

Rodrigo: O mais difícil foi esperar meu momento chegar, fiquei ansioso muitas vezes. Minha maior motivação foi olhar pra trás e ter cada vez mais orgulho de minha preparação, de todo esforço que empenhei e de saber que eu estava no caminho certo.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Rodrigo: Acho que você tem que ter certeza onde você quer chegar. E não falo somente em querer ocupar o cargo A ou B, mas que caminho você quer pra sua vida. Se você ainda não sabe, vá descobrindo essa resposta aos poucos. Acredito que essa é a base para que se mantenha motivado por um bom tempo. E com motivação em alta, um bom planejamento, bons materiais, disciplina e fé, sem dúvidas, você chegará aonde você quer!

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