ENTREVISTA: Renan Brendler Grando - Aprovado em 1º lugar no concurso SEFAZ RS para o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Estadual

Entrevista:

ENTREVISTA: Renan Brendler Grando – Aprovado em 1º lugar no concurso SEFAZ RS para o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Estadual

“Os concurseiros que passam são os que se prepararam com bastante antecedência e que oferecem o seu melhor, ao longo de toda a preparação. Com dedicação e técnicas de estudo, a aprovação vai ser só questão de tempo. Deem o melhor de vocês a cada dia. Cedo ou tarde o resultado virá”

Confira nossa entrevista com Renan Grando, aprovado em 1º lugar no concurso da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul para o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Estadual:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Renan Grando: Sou formado em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal do Rio Grande do sul (UFRGS). Tenho 25 anos e sou de Erechim/RS.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Renan: As poucas oportunidades no setor privado e, em geral, com uma remuneração muito inferior a de quando iniciei a faculdade (não possibilitaria ter uma qualidade de vida média nem ser independente).

O que pesou bastante foi a pouca perspectiva de crescimento, com base no mérito, qualificação e dedicação dentro das empresas.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Renan: Quando decidi focar nos estudos para concursos, larguei o estágio que fazia na época (estava no último semestre da faculdade) e me dediquei integralmente aos estudos.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Renan: Quando decidi estudar, defini que meu foco seria no Sul (de preferência no meu Estado, o Rio Grande do Sul). Então só fiz concursos no RS e em SC. No total fiz 8 concursos. Os resultados foram os seguintes:

2017:

– Agente Penitenciário do RS: Reprovado. Não fiz os mínimos em uma matéria.

– Técnico Judiciário do TJ-RS: 560º

– Técnico ADM da DPE-RS: 166º (nomeado em Outubro/2018)

– ISS-Criciúma: 13º (nomearam 9 até agora)

– Agente da PC-SC: 71º (dentro das vagas)

2018:

– Escrivão da PC-RS: 13º (dentro das vagas)

– Técnico Tributário da Receita Estadual (TTRE-RS): 1º

2019:

– AFRE-RS: 1º

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Renan: Foi uma sensação de dever cumprido. De que todo o esforço valeu a pena e que todas as horas de estudo e abdicações foram recompensadas.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Renan: Reduzi bastante o convívio social, saídas, barzinhos, baladas e etc. Mas ainda assim, saía de vez em quando para relaxar e esquecer um pouco dos estudos. Sempre tive minhas horas de lazer. inclusive, aos domingos nunca estudava.

Durante a semana era foco total nos estudos e com o tempo cronometrado. Nos intervalos mais longos, ia para a academia, ficava com a família, via algum filme ou praticava algum exercício.

Sempre fazia alguma outra coisa durante o dia para dar uma relaxada, mas sempre dentro de um horário determinado, para não prejudicar os estudos. Esse descanso maior fazia os meus estudos renderem mais, principalmente no final do dia quando eu já estava mais cansado.

Nos finais de semana era mais light. Só estudava até o início da tarde do sábado e o resto do final de semana tirava pra mim.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Renan: Eu Namoro e ainda moro com meus pais. Minha família sempre foi bem compreensiva nesta decisão, sempre me apoiaram e entenderam minhas “ausências”, apesar de às vezes acharem que eu exagerava por ser muito chato com a questão do horário de estudo (tinha que fechar as horas de cada dia).

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Renan: No total fiz 8 concursos, 4 deles praticamente sem estudar (sabia as matérias comuns, que geralmente representavam boa parte da prova. Mas nem sequer pegava as matérias que não caiam na área Fiscal).

Ao meu ver, foi válido e bem proveitoso. O bom disso é que fui me adaptando ao dia da prova, passar para o gabarito e etc. A ideia era “errar” nessas e ir pegando o jeito de fazer prova.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Renan: Eu comecei a estudar para concursos em Abril de 2016 (até então, nem sabia o que era concurso). Estudei até maio de 2017 exclusivamente para Auditor-Fiscal da Receita Federal.

Depois disso, estudei cerca de 3 meses para Auditor-Fiscal de SC (que acabou não sendo autorizado naquele momento, só 1 ano depois). Depois mais 2 meses para Fiscal de Rendas e Tributos de Criciúma. E o restante do período para Técnico Tributário da Receita Estadual do RS e Auditor-Fiscal do RS.

Depois da prova de Criciúma, inclui algumas matérias de Escrivão da PC-RS no meu ciclo de estudos (era pouca coisa e achava que não me prejudicaria). Antes da prova da PC-RS deixei de lado a área fiscal por umas 5 semanas, já que ainda não tinha nada muito concreto sobre concursos fiscais, e a PC-RS tem uma carreira bem atrativa.

Focado exclusivamente no ICMS-RS, estudei desde Março de 2018 (11 meses até o AFRE e 9 até o TTRE). Nesse momento eu já tinha o conhecimento muito consolidado nas demais matérias da área fiscal, porque havia estudado desde Abril de 2016 praticamente todas as matérias do edital (exceto alguns assuntos pontuais em algumas matérias, TI e a legislação específica).

Portanto, esses 11 meses foram mais dedicados a manter o conhecimento que eu já tinha, aprender TI e a legislação específica do Rio Grande do Sul, bem como me aprofundar mais em Direito Civil, Penal e Empresarial (estudava há pouco tempo essas três).

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Renan: Quase todo meu tempo de estudos foi sem edital. A RFB nunca saiu, o ICMS-SC também não (naquela época que estudava).

Para esse concurso da SEFAZ-RS, estudei até Setembro de 2018 sem ter o edital. Mas o concurso já estava autorizado e as vagas definidas.

Logo depois saiu a banca (se não me engano, uns 3 meses antes de sair o edital) e o edital prevendo provas só para quase 5 meses depois. Quando o edital saiu, eu já estava em um ótimo nível em quase todas as matérias do AFRE, apenas inclui Ética e alguns assuntos de TI que só cairiam para TTRE e que eu não estava estudando.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Renan: No início dos meus estudos, em 2016, eu comprei uns 3 livros que haviam me indicado, junto com o curso completo de AFRFB do Estratégia. Cheguei a ler os livros, mas tirei pouco proveito (quando acabei parecia que nem tinha lido). Se fosse voltar no tempo, jamais teria comprado livros.

O que usei mesmo foram materiais em PDF e muitos exercícios. Videoaulas nunca assisti. Os PDFs tinham um melhor custo-benefício para mim e eram bem completos. Mas em TI baixei os áudios de algumas aulas que eu tinha dificuldade e ouvia durante a academia, na reta final da prova.

Como comecei a estudar com certa antecedência, ainda não havia aulas com a Legislação Tributária Estadual Específica. Então usei bastante lei seca. Posteriormente, à medida que iam saindo as aulas, ia complementando meu estudo da lei seca com elas.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Renan: Pelos vídeos entrevistando os aprovados e as estatísticas de aprovação. Observei que a maior parte do pessoal que passava na área fiscal, era aluno do Estratégia. Então vi que ali teria um material de qualidade, que me daria a direção para conseguir o mesmo.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Renan: Antes de começar a estudar, li o livro do Alexandre Meirelles sobre como estudar e, em seguida, basicamente fiz o que estava lá (o que me ajudou bastante, já que eu não tinha muita noção de como estudar para concursos).

Quando eu comecei meus estudos, fui incluindo as matérias aos poucos (assim como estava no livro e como a maioria dos professores recomendavam).

Seguia os períodos de revisões (24 horas – 7 dias – 30 dias). Depois que já havia estudado todas as matérias, era só revisar, seguindo o intervalo de cerca de 30 dias entre as revisões.

Não contava o tempo de cada matéria, mas sempre revisava tudo de maneira que não ficava mais de 30-40 dias sem ver o assunto. Eram cerca de 8 a 10 matérias por dia. Nas que eu já estava em um nível melhor, gastava menos tempo e focava mais no que eu não sabia muito bem (mesmo que o peso na prova fosse menor).

Nas minhas revisões, eu aprofundava o conhecimento na matéria. Nelas eu me baseava mais nos resumos que o Estratégia disponibiliza nos finais de cada aula (eu também complementava com anotações) e nos exercícios. Isso, principalmente, nas matérias que eu já estava num nível elevado.

Só retornava às aulas e via os destaques quando eu sentia que estava fraco na matéria.

O foco mesmo era nessas revisões e nos exercícios (até porque não daria tempo de repassar todas aulas e manter a periodicidade das revisões em 30 dias). Deixava as revisões mais detalhadas apenas para as matérias mais novas para mim.

Quando comecei a estudar as matérias específicas do RS, só as inclui no meu ciclo de estudos e fazia o mesmo que nas demais matérias (claro que gastava mais tempo nessas novas e, geralmente, repassava por toda a aula com mais frequência).

Desde o início dos meus estudos, sempre estudei 50 horas líquidas por semana. De segunda à sexta 9 horas e 5 horas no sábado de manhã. Para compensar um pouco, no domingo eu não estudava. O meu cronograma era sempre o mesmo e com intervalos de no mínimo 15 minutos.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Renan: Minha maior dificuldade era TI (principalmente a parte de banco de dados). Para melhorar nessa matéria, gastava mais tempo de estudo com ela do que com as demais. Por exemplo, Direito Tributário e Contabilidade, apesar de valerem 30 pontos cada e TI 26, eu gastava muito mais tempo em TI, visando reforçar essa minha deficiência.

Sempre quis ter um ótimo nível em todas as matérias, mesmo aquelas que valiam menos, sabendo que cada questão na prova poderia fazer a diferença na classificação.

Acabei não indo tão bem em TI mesmo assim. Em TTRE fiz 13/20 e AFRE 19/26, mas consegui recuperar esses pontos nas demais matérias.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Renan: Desde que saíram os dois editais (TTRE e AFRE), foi um período complicado, pois eu precisava conciliar o conteúdo das duas provas. Apesar de terem muitas semelhanças, em TTRE caia vários conteúdos que não tinham para AFRE.

Na reta final, não mudei muito minha rotina de estudos. Aumentei para umas 54 horas semanais para não cansar muito e não prejudicar o rendimento do estudo. Assim foi até o dia da prova.

Cerca de 20 dias antes da prova de TTRE, parei de estudar o conteúdo de AFRE e foquei exclusivamente no TTRE para dar aquele gás final e deixar o conteúdo mais quente na cabeça para a hora da prova.

Cerca de 1 semana antes da prova, revisei os resumos e assim consegui passar por toda a matéria nessa semana anterior (via pelos resumos o que eu estava mais fraco ou não estava bem consolidado).

Para AFRE fiz parecido, mas dediquei cerca de 10 dias para essa revisão final, deixando para os 2 últimos dias apenas TI e Legislação Tributária (que eram as matérias com mais “decoreba” e que seria difícil lembrar por muito tempo).

No Sábado que teve a prova, acordei cedo e usei umas 2 horas para dar uma revisada final em TI, já que a prova estava marcada para as 13 horas.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Renan: Não vejo nenhum erro considerável, a única coisa que faria diferente é não ter estudado por livros (usei bem pouco, mas se fosse voltar, nem teria aberto os livros).

Como acertos, posso citar a determinação (o principal, na minha opinião). A utilização dos ciclos de estudos, intervalos e as revisões frequentes, isso é fundamental para manter o conteúdo vivo no cérebro e se aprofundar cada vez mais nele. E também cito como acerto, estudar desde o início com um método de estudo, o que me evitou perder tempo estudando “errado”.

Relato como diferencial também, a preparação antecipada para o dia da prova em si. Achei fundamental, dias antes, acordar no horário que iria ter que acordar (eu tive que acordar as 5:30), para evitar cansaço ou dificuldade de dormir à noite.

Além disso, para esse concurso da SEFAZ-RS, imagino que o diferencial para ter alcançado o primeiro lugar, nos dois cargos, tenha sido o foco exclusivo no RS. Foi um período em que estavam começando sair vários editais e boa parte do pessoal fazia vários ou até mesmo todos (o que no meu caso prejudicaria meu nível de preparação e diminuiria minha chance de passar).

Por isso mesmo optei por não estudar e nem fazer SEFAZ-GO, nem SEFAZ-SC (apesar de ter estudado boa parte da matéria lá em 2017, quando era pra sair), por achar que isso prejudicaria o meu objetivo final (Auditor-Fiscal do RS).

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Renan: Com certeza, o mais difícil foi a abdicação dos amigos e da família. Apesar de eu não ter abdicado totalmente disso, o convívio foi consideravelmente reduzido.

Não é fácil ver o pessoal saindo, se divertindo e você ali, tendo que estudar ou ir dormir cedo para acordar de manhã, no sábado, para estudar. E além disso, mesmo nas horas de lazer, apesar de não estar estudando, a matéria e o assunto do concurso ficam na cabeça, o que é bem exaustivo.

Pensei algumas vezes em desistir, principalmente quando estava estudando para a RFB. Já tinha estudado todo edital, estava em um ótimo nível, em todas as matérias, e o edital não vinha nunca. Isso me deu uma boa desmotivada. Mas então eu lembrava do meu objetivo final e seguia atrás dele.

Valeu a pena, logo depois acabou vindo a possibilidade de sair ICMS-SC em 2017 (que acabou não saindo), o que me fez ter uma boa base na parte geral da legislação tributária estadual, que usei posteriormente no ICMS-RS e também no Direito Civil, Penal e Empresarial (que não caiu no último edital da Receita Federal).

Quando o concurso de Santa Catarina foi negado, logo na sequência, veio o ISS-Criciúma e pouco depois o Secretário da Fazenda do RS afirmou que haveria o concurso. Desde então, a motivação com o edital iminente me ajudava a ficar focado e continuar dando o meu melhor.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Renan: Minha principal motivação era o cargo em si. Desde que comecei a pesquisar sobre qual concurso estudar, passei a ter uma admiração pelo cargo de Auditor-Fiscal. Além disso, poder proporcionar uma vida melhor à minha família sempre foi um grande motivador.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Renan: Estudar para concursos é um caminho muito difícil e incerto. Às vezes é preciso se adaptar a realidade e aos editais que estão saindo ou que são possíveis de sair. Mas sempre sem desviar muito do que está estudando.

Os concurseiros que passam são os que se prepararam com bastante antecedência e que oferecem o seu melhor, ao longo de toda a preparação. Com dedicação e técnicas de estudo, a aprovação vai ser só questão de tempo. Deem o melhor de vocês a cada dia. Cedo ou tarde o resultado virá.

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Abraços,

Thaís Mendes

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Resultados:

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  • Concurso CLDF Procurador Legislativo Dos 31 aprovados, 24 são nossos alunos
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  • SEFAZ-BA / Técnologia da Informação Dos 68 aprovados, 52 são nossos alunos
  • SEFAZ-BA / AUDITOR FISCAL Dos 303 aprovados, 253 são nossos alunos

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