ENTREVISTA: Rafael Incaua - Aprovado no concurso BRB no cargo de Escriturário

Entrevista:

ENTREVISTA: Rafael Incaua – Aprovado no concurso BRB no cargo de Escriturário

“Quando for estudar, estude para valer! Renda para valer! Quando for descansar, esqueça do estudo, descanse sua mente. Alternar momentos de estudos com pequenos momentos de descanso/lazer acho que é fundamental para conseguir se estudar mais tempo”

Confira nossa entrevista com Rafael Incaua, aprovado em 11° lugar no concurso BRB no cargo de Escriturário:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Rafael Incaua: Tenho 26 anos, nasci em Belém-Pa mas me mudei com 7 anos para Brasília, onde vivo até hoje. Sou formado em engenharia mecânica pela Universidade de Brasília e, no momento, fazendo pós-graduação em Gestão Financeira.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Rafael: Um conjunto de fatores. O primeiro foi o incentivo e o suporte da família para que eu fizesse concursos. Tanto os meus pais como os meus irmãos são concursados em diferentes setores e puderam me mostrar os benefícios e os desafios de uma carreira no setor público. Além disso, buscava uma oportunidade trabalhar em um lugar que oferecesse boa remuneração e oportunidades de crescimento e, com certeza, estabilidade nesse processo.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Rafael: A aprovação no BRB foi a primeira. Fiquei em 4° na prova objetiva, com a redação cai um pouco, fui para 11°, mas estou na expectativa do recurso para recuperar algumas posições.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Rafael: Foi bem emocionante! Agradeci a Deus, não sabia se ria ou se chorava, acabei fazendo os dois juntos. Valeu todo o esforço, os sacrifícios, todas as horas de estudo.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Rafael: Acabei abdicando de muita coisa no período, mas não achei que abdicar de todo convívio social com a família, namorada e amigos fosse algo saudável. Tive que estabelecer prioridades e me afastar de algumas atividades que demandavam muito tempo.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Rafael: Não tenho filhos e não sou casado, mas namoro faz mais de quatro anos. Ela ainda está terminando os estudos, então não estamos com muita pressa para casar. Moro com meus pais e eles não podiam ter sido mais parceiros nessa caminhada. Não só eles, como minha namorada e meus irmãos. Meus pais, além de me darem bons exemplos de conduta, força e motivação para continuar os estudos, também me apoiaram financeiramente quando decidi sair de um emprego na iniciativa privada para me dedicar aos estudos. Sempre tinham uma mensagem positiva para passar. Isso fez toda a diferença.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Rafael: Olha, acho que essa é uma pergunta que depende muitos dos objetivos e do momento que a pessoa passa. Eu, hoje, depois de fazer muitas provas de áreas diferentes, não recomendaria isso para uma pessoa que tenha a oportunidade de poder esperar um pouco até sair o concurso desejado. No final das contas, parece clichê, mas o seu maior concorrente é você mesmo. Se você não conseguir fechar todo o edital umas duas vezes, pelo menos, e fazer muitos exercícios (sempre olhando o seu aproveitamento nas disciplinas), você, provavelmente, não irá ser aprovado nem se tiver muitas vagas ou se o certame tiver baixa concorrência.

Enfim, resumindo, meu conselho seria: foque em uma área e, no máximo, faça pequenos desvios. Mas se sua área estiver fraca de concursos e você estiver precisando urgentemente, vá na fé, que nenhum conhecimento é impossível de se obter e nada se perde.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Rafael: Comecei a estudar, mais ou menos, no meio de junho, assim que fiz uma última prova na área fiscal. Então, deu uns 2 meses, 2 meses e meio…

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Rafael: Não.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Rafael: Eu utilizei os materiais do Estratégia Concursos, principalmente os materiais em PDF. Acho que o estudo com o PDF rende mais e você consegue estudar mais conteúdo em um dia. Quando já havia fechado todo o conteúdo do concurso duas vezes, comecei a ver algumas videoaulas quando já estava um pouco cansado. Acredito que as videoaulas facilitam a compreensão de alguns temas, mas demandam muito tempo. Por isso, minha preferência é pelos PDFs.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Rafael: Como sempre fui fã de estudar lendo, se não me engano, busquei no google “cursinho para concursos PDF”. Pesquisei umas empresas no mercado e vi muitas indicações do material do Estratégia. Resolvi testar e não mudei mais. Recomendo a todos os colegas que vão iniciar os estudos para concursos.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Rafael: Bem, a primeira coisa que fiz para me preparar para o concurso do BRB foi estudar o edital. Analisei o peso que cada disciplina tinha no total de pontos, estabeleci quantas horas líquidas iria estudar por dia e para cada matéria, de acordo com o peso delas, e montei uma planilha de estudo, inspirada em uma planilha que o professor Túlio Lages elaborou para o Sefaz-DF, se não me engano.

Outra coisa que pesou foi a dificuldade ou facilidade que tinha em determinada matéria. Como tenho uma bagagem de engenharia, tenho facilidade com números e pude diminuir o tempo programada para estudar as matérias mais de exatas e focar em outras. Sabia que tinha pouco tempo, então, nesses dois meses de estudo, estudava cerca de oito horas líquidas por dia, quatro de manha e quatro à tarde.

Eu estudava oito matérias por dia e o tempo que estudava cada uma variava de meia hora, para disciplinas com pouco peso e que eu já tinha bagagem, a uma hora e meia, para as mais difíceis ou com maior peso na pontuação.

Sobre a questão de fazer resumos, sou um pouco seguidor da filosofia que o resumo é muito eficaz, mas pouquíssimo eficiente. Ou seja, funciona, mas você gasta tempo que não tem para fazê-lo. Focava mais em ler os PDFs e realizar muitos exercícios. Nisso, o passo estratégico me ajudou muito, principalmente nas matérias que já havia facilidade ou que já havia estudado e só queria revisar.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Rafael: Quando iniciei os estudos, apanhava muito para o português e para o direito em geral. Por mais que tivesse dificuldade, tentava trabalhar psicologicamente para não criar um “ranço” com uma matéria, porque eu acho que fica muito mais difícil você aprender quando você diz para o seu cérebro que algo é chato ou muito difícil.

O que me ajudou foi fazer muitos exercícios e começar a decorar padrões, como se tivesse brincando de jogo da memória. Depois de decorar padrões, fazendo mais exercícios comentados, comecei a entender o porquê de os padrões serem daquele jeito, daí ficou mais fácil.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Rafael: Acho que a reta final deve ser um momento de muita reflexão, no intuito de entender quais são seus pontos fortes e quais são os seus pontos fracos. Sabendo disso, você pode revisar rapidamente as matérias que você já está bem e atacar com intensidade aquelas em que você tem dificuldade.

Uma importante ferramenta, na minha opinião, é a realização de muitos exercícios e o acompanhamento do seu aproveitamento para saber a que pé anda determinada matéria.

Na véspera, dei uma pequena e última revisada e depois somente descansei, busquei deixar minha mente fresca para o dia da prova.

Estratégia: No seu concurso tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Rafael: Confesso que fui, de certa forma, um pouco displicente para essa etapa de preparação. Já fiz preparatórios para redação e treinei muito minhas redações no passado, o que fez que eu tivesse resultados muito bons nas últimas redações que havia feito. Na prova do BRB saí com a sensação de que tinha feito uma redação muito boa, mas o resultado não foi tão bom assim e acabei perdendo sete posições.

De qualquer forma, fiquei bem colocado e ainda tenho esperança de recuperar essas posições com a fase de recursos. Acho que não tem muito segredo, o negócio é fazer muita redação e contar com alguém para te mostrar seus erros. Daí você vai aprendendo com seus próprios erros a escrever.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS.

Rafael: Quanto aos erros, acho que poderia ter treinado, pelo menos, um pouco para a prova discursiva. Quantos aos acertos, acho que foi muito importante ter feito o planejamento de estudos, estabelecendo as prioridades e a forma de estudo antes de começar a preparação.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Rafael: Acredito que a parte mais difícil foi encontrar motivação depois de tantas reprovações no caminho. Querendo ou não, você passa a duvidar um pouco da sua capacidade. Em alguns momentos, vinha a vontade de desistir mas, com o apoio da família, buscava manter a constância nos estudos, sempre com o pensamento daquela comparação da aprovação dos concursos como uma fila: se você fizer sua parte e se mantiver disciplinado nos estudos, uma hora chega a sua vez.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Rafael: Minha principal motivação foi de ser aprovado, para que, de alguma forma, eu possa retribuir à minha família um pouco todos os sacrifícios que eles fizeram. Assim, poder dar um suporte aos meus pais na velhice e também construir minha própria vida.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Rafael: Bem, acho que a primeira coisa que aconselharia é refletir bem o que deseja na vida: quais são suas prioridades? os seus desejos? os seus pontos fortes e fracos? Sabendo disso, analisar se o serviço público atende aos seus anseios. Se atender, foco, fé e disciplina! Buscar estudar todos os dias e, acima de tudo, buscar estudar de forma inteligente, estabelecendo tempo de estudo e de descanso/lazer, respeitando cada um desses momentos.

Quando for estudar, estude para valer! Renda para valer! Quando for descansar, esqueça do estudo, descanse sua mente. Alternar momentos de estudos com pequenos momentos de descanso/lazer, acho que é fundamental para conseguir se estudar mais tempo.

Além disso, ninguém consegue nada sozinho! Seja grato e não abandone sua família e amigos, converse com eles, explique a sua situação e, se possível, tente encontrar um tempo para encontrá-los. Eles serão fundamentais para sua aprovação e farão de sua aprovação um momento ainda mais especial.

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Abraços,

Thaís Mendes

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