ENTREVISTA: Maxênio do Monte Ferrer - Aprovado em 16º lugar no concurso PRF para o estado do Pará (provas objetiva e discursiva)

Entrevista:

ENTREVISTA: Maxênio do Monte Ferrer – Aprovado em 16º lugar no concurso PRF para o estado do Pará (provas objetiva e discursiva)

“Se esse é o seu sonho, continue! Por mais difícil que seja, quando vir seu nome entre os aprovados, toda a dificuldade cairá e você terá certeza de que valeu a pena. Com disciplina e regularidade, você chegará onde quiser. Acredite!”

Confira nossa entrevista com Maxênio do Monte Ferrer, aprovado em 16º lugar no concurso da Polícia Rodoviária Federal para o estado do Pará (provas objetiva e discursiva):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Maxênio do Monte Ferrer: Olá, me chamo Maxênio do Monte Ferrer, mas a maioria das pessoas me conhecem, simplesmente, como Max. Tenho 23 anos e sou de Fortaleza-CE. Estou me formando, nesse semestre, em Gestão Financeira.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Max: Talvez essa resposta seja um pouco mais longa que as outras, porque minha história é um tanto peculiar e diferente da maioria das pessoas que estudam para concurso, mas tentarei ser breve. Desde os 14 anos de idade jogo futebol, sendo, a partir dos 18 anos, profissionalmente. Joguei em alguns clubes no Ceará, no resto do Brasil e, até mesmo, na Europa. Apesar de muitas pessoas acharem que essa profissão é a melhor do mundo e que se ganha muito dinheiro, essa não é a realidade para a maioria dos jogadores.

Dentro desses quase 10 anos dentro do futebol, passei por imensas dificuldades, como má alimentação, moradias precárias, salários atrasados e tantas outras. Resumindo um pouco: Voltei da Europa (sonho de todo jogador de futebol) em junho de 2017, sem clube e sem perspectivas. Em setembro, minha irmã, que também estuda pra concurso, me falou que haveria um concurso do TRT aqui em Fortaleza e me sugeriu que eu estudasse. Ela disse que eu sempre tive facilidade nos estudos e que seria uma boa experiência, pelo menos enquanto estivesse sem clube.

Por incrível que pareça, com um mês de estudos (bem ruins, para falar a verdade), eu consegui aprovação. Claro que com uma pontuação baixa, mas consegui! Mas foi só em dezembro que eu decidi: quero estudar para ser Policial Federal. A escolha foi, principalmente, porque meu pai é Policial Federal e eu sempre tive nele um dos maiores exemplos da minha vida, além de ver de perto a relevância do seu trabalho. Então, foi a partir daí que minha trajetória para concursos começou: dia 06/12/2017.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Max: Trabalhei durante os primeiros meses de estudo, mais especificamente de dezembro/17 a maio/18. Era algo bem complicado, porque os treinos profissionais de futebol exigem muito do atleta, não só da parte física, mas também da parte mental. Certos dias eu quase não conseguia olhar para a tela do computador ou para o livro, mas a vontade de vencer era sempre maior. O futebol me ensinou a ser muito disciplinado e determinado, então isso era uma vantagem que eu possuía.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado(a)? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Max: Fui aprovado em 4 concursos dos 5 que fiz. O último foi o da Polícia Rodoviária Federal. Os outros foram para Agente da Polícia Federal, o qual ainda está em andamento; o de Técnico do TRT, como citei anteriormente; e o de Técnico do STM, que não estudei especificamente para ele, mas fiz porque tinha várias matérias em comum com o antigo edital da Polícia Federal e me serviu como um ótimo treino.

Também fiz o concurso para Agente de Inteligência da ABIN, pelo mesmo motivo do STM, mas não consegui uma boa pontuação. Para a PRF, no momento, estou em 16º colocado das 60 vagas previstas para o Pará.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Max: Na prova da PRF, eu fiz uma ótima pontuação no gabarito preliminar e tinha gostado da minha redação, então estava um pouco mais tranquilo. Mas a ansiedade era grande para divulgação dos gabaritos definitivos e da nota da redação (principalmente porque o concurso fora suspenso por uma semana).

A sensação é indescritível. Estava mexendo no celular quando um amigo falou que o resultado tinha sido divulgado. A única reação que tive na hora que olhei meu nome, foi abraçar minha namorada (que estava ao meu lado), comemorar bastante junto com ela e ligar para meus pais e para minha irmã, uma das maiores incentivadoras que tive durante toda essa trajetória.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Max: Durante os estudos para a Polícia Federal, eu abdiquei praticamente de tudo. Lembro que em apenas um dia de toda a preparação, eu não fiz alguma coisa relacionada aos estudos. Porém isso não me fez bem. Cheguei com uma pressão enorme para a prova, pois estava sempre entre os primeiros colocados nos simulados, havia me preparado muito bem e isso me atrapalhou bastante.

Já para Polícia Rodoviária Federal, eu continuei estudando bastante, mas diminuí a carga horária. Sempre que podia, saía com amigos, namorada etc. Creio que o equilíbrio é fundamental para uma boa qualidade nos estudos.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Max: Estou namorando há 7 anos com uma das pessoas mais incríveis do mundo! Moro com meus pais. De início, tive um apoio muito grande das minhas irmãs, da minha mãe e da minha namorada. Não contava para quase ninguém que estava estudando.

Meu pai, apesar de ser Policial Federal e me apoiar, no começo sempre se preocupava se os estudos estavam atrapalhando na minha carreira no futebol. Com o tempo, passou a ser, também, um dos meus maiores apoiadores.

As formas de apoio eram várias, mas uma das coisas que mais deixa um estudante tranquilo é não colocarem pressão em cima de você e te deixarem à vontade para estudar. Isso foi fundamental nos meus estudos.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Max: Acho que se for só realizar a prova não tem problema, pois serve como teste. Mas creio que não vale a pena mudar a rotina de estudos para fazer outros concursos, com foco diferente.

Uma das minhas grandes vantagens foi ter estudado, exclusivamente, para o concurso da Polícia Federal. Em nenhum momento toquei em matérias de outros concursos, mesmo o da PRF. E isso me ajudou a ser aprovado em tão pouco tempo. Assim também foi para o concurso da PRF. Foram pouco mais de 2 meses me dedicando, exclusivamente, para esse certame.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Max: Para o concurso da Polícia Federal estudei pouco mais de 9 meses, iniciando do zero. Para a Polícia Rodoviária federal estudei pouco mais de 2 meses, com uma bagagem muito boa dos estudos para a Polícia Federal.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Max: Sim, para o concurso da Polícia Federal estudei 6 meses sem edital. O futebol me ajudou muito a ter disciplina e, como eu sabia que o concurso estava bem próximo, eu não poderia parar um segundo sequer. Estava em desvantagem quando comparado a tempo de estudo: à época trabalhava e não estava estudando há muito tempo, quando comparado às outras pessoas.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Max: Primeiramente, comecei a estudar com alguns materiais que minha irmã me disponibilizou, dentre eles alguns livros de autores renomados. Após pouco tempo, conheci o Estratégia e comprei o material que, por sinal, é excelente. Estudei a grande maioria das matérias em PDF.

A vantagem dos PDFs é a velocidade com a qual você estuda, pois é bastante objetivo e, no caso do Estratégia, é completo. A desvantagem é que, no início, os assuntos são mais difíceis de serem compreendidos do que em uma videoaula, por exemplo.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Max: Primeiramente através da minha irmã, que já tinha alguns materiais do Estratégia. Também vi algumas aulas no Youtube e gostei bastante da didática dos professores.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Max: Procurei, a partir de um certo tempo, estudar todas as matérias no período de uma semana, fazendo um ciclo de estudos. As que tinham mais peso, eu colocava mais horas semanais e vice-versa. Realmente, a quantidade de assuntos é algo gigantesco quando se trata de concurso público, então devem existir estratégias para a memorização.

Li o livro “Ciclo EARA”, do autor Fernando Mesquita, e apliquei a técnica que ele dispõe em seu livro, que, para mim, funcionou perfeitamente. Usava resumos e mapas mentais para fazer as revisões diárias. Uma coisa importantíssima: a revisão é essencial. Sem a revisão, é quase impossível passar. E, claro, não poderiam faltar as questões: se sem a revisão é QUASE impossível passar, sem treinar exaustivamente através de questões É IMPOSSÍVEL conseguir êxito.

Para a Polícia Federal estudava por volta de 10 a 11 horas líquidas diárias no pós-edital e, para PRF, estudava por volta de 7 a 8 horas líquidas diárias no pós-edital.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Max: Minha maior dificuldade era português. Para vencer essa dificuldade, vi que o ideal era fazer muitas e muitas questões, E era isso que eu procurava fazer.

Outra disciplina que me tirava a tranquilidade era informática, que, inclusive, teve um peso gigantesco na prova da Polícia Federal. Para essa matéria, eu aumentei a carga horária semanal de estudos, sempre revezando entre teoria, questões e revisões.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Max: Na semana pré-prova, apenas revisei todos os meus mapas mentais e resumos. Também fiz algumas questões que havia selecionado anteriormente para revisar nos dias anteriores à prova.

Na véspera, assisti alguns momentos da revisão de véspera do Estratégia. Mas procurei dar uma relaxada maior, para não chegar exausto na prova.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Max: Meu estudo para discursiva foi um pouco negligente, admito. Principalmente para a PF e isso me custou caro: poderia estar em uma posição muito melhor se tivesse me dedicado mais. Para PRF, fazia discursivas sempre que fazia os simulados, então fazia por volta de uma a duas discursivas por semana.

Resultado: meu rendimento foi bem melhor e me fez subir algumas posições. O ideal é que o estudante encaixe em sua carga horária o estudo da discursiva, praticando bastante e, se possível, corrigindo com alguém especializado na banca do concurso.

Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Max: Para o TAF minha preparação tem sido tranquila, pois sempre fui muito atlético. Então, essa fase, para mim é a mais tranquila. Tenho feito exercícios por volta de 4 a 5 vezes por semana, não só especificamente para o TAF.

Para as demais etapas, ainda não estou me preparando. Meu foco agora tem sido o teste psicológico para o concurso da Polícia Federal.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Max: Erros – Como falei anteriormente, no concurso da PF me abdiquei praticamente de tudo e isso, pra mim, foi um grande erro. O estudo, em si, já é algo estressante, imagine sem vida social ativa. Outro erro, já citado anteriormente, foi a não preparação correta para as discursivas.

Acertos – Disciplina e regularidade nos estudos; fazer muitas questões; revisar diariamente e dar importância à revisão.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Max: Creio que o mais difícil foi ter abandonado o futebol. Apesar de todas as dificuldades que passei, é algo que sou apaixonado! Trabalhar com isso era algo que fazia eu esquecer tudo de ruim que eu já havia passado. Outra dificuldade foram os próprios estudos em si, a estressante carga horária, a falta de lazer e outros.

Não lembro de ter pensado em desistir em algum momento, por incrível que pareça.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Max: A principal motivação foi o sonho de me tornar policial. Era um sonho que estava em estado de latência durante todos esses anos que passei jogando e que se acendeu com muita força nos últimos meses. Mas, claro, sempre há outras motivações, como o sonho de ter uma vida mais estável financeiramente, o sonho de construir uma família, de casar e outros.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Max: A minha mensagem é a seguinte: se esse é o seu sonho, continue! Por mais difícil que seja, quando vir seu nome entre os aprovados, toda a dificuldade cairá e você terá certeza de que valeu a pena. Com disciplina e regularidade, você chegará onde quiser. Acredite!

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Abraços,

Thaís Mendes


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