ENTREVISTA: Mário Canossi – Aprovado no concurso da Polícia Federal (Provas objetiva, discursiva e TAF) em 43º lugar no cargo de Agente

Entrevista:

ENTREVISTA: Mário Canossi – Aprovado no concurso da Polícia Federal (Provas objetiva, discursiva e TAF) em 43º lugar no cargo de Agente

“Não tente reinventar a roda. Escolha o método de estudos que mais se adapta à sua realidade, use um dia no início organizando um plano com o total de tempo que você vai ter até o concurso e o mais importante: SIGA o plano. Decifre a banca, não pegue atalhos, não fuja das aulas chatas, não estude somente o que você tem facilidade”

Confira nossa entrevista com Mário Canossi, aprovado no concurso da Polícia Federal (Provas objetiva, discursiva e TAF) em 43º lugar no cargo de Agente:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Mário Canossi: Me chamo Mário Canossi, tenho 25 anos e sou baiano de nascimento. Sou formado em Engenharia de Petróleo pela Universidade Federal de Sergipe, estado onde moro há 8 anos, desde que me mudei para estudar.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Mário: Não sou um “concurseiro” no sentido popular do termo. Até pouco tempo atrás, tinha um pequeno empreendimento onde trabalhava na Diretoria Financeira e, inclusive, esperava permanecer nessa área por mais um tempo. Também nunca tive como sonho ou vocação a área policial quando criança.

Porém, ao lançarem o edital da Polícia Federal, percebi algumas mudanças programáticas, com a inclusão e retirada de várias disciplinas em relação aos 3 editais anteriores.

Essas mudanças me fizeram tomar a decisão de fazer esse concurso por dois fatores: primeiramente, porque percebi uma mudança no perfil exigido dos candidatos, mais voltado à investigação dos modernos crimes financeiros e cibernéticos, que sempre chamaram minha atenção.

Por fim, as matérias alteradas me beneficiaram de maneira muito significativa, além de serem inéditas nesse tipo de concurso, o que me indicou que eu poderia ter uma chance contra os candidatos que já vinham estudando com afinco há mais tempo que eu.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Mário: Permaneci mais algumas semanas no trabalho e após isso saí para me dedicar exclusivamente aos estudos.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Mário: Só fui aprovado em um outro concurso há 4 anos, na minha área de atuação, na PETROBRAS. O cargo era Engenheiro de Petróleo e fiquei na posição 89. Porém não tinha sido convocado ainda, devido ao fato de o processo ter sido judicializado. E agora consegui a aprovação na Polícia Federal, em 43º lugar.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados nas primeiras fases do certame?

Mário: Sensação difícil de explicar. É um sentimento de alívio, de dever cumprido. De que as batalhas da vida ao final valem a pena.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Mário: Reduzi o convívio social ao mínimo, devido ao tempo muito curto disponível para minha preparação. Deixava um dia por semana, geralmente o domingo, para fazer os exercícios e depois poder relaxar um pouco. Mas sabia que aquilo seria por um tempo fixo e preparei o psicológico para isso.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Mário: Sou solteiro, mas tenho uma namorada que me apoiou durante essa jornada, entendendo quando eu precisei me afastar um pouco das festas e demais saídas. Minha família, que é bem pequena, e amigos também entenderam a situação, e sempre me estimulavam dando apoio moral e resolvendo alguns pequenos probleminhas para eu não precisar ocupar minha cabeça com outras coisas na reta final. A eles sou muito grato.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Mário: Com certeza. Mesmo que você tenha como objetivo um concurso específico, a experiência de fazer outras provas vai preparando você, diminuindo o nervosismo do momento. E em caso de sucesso em algum concurso intermediário, isto certamente dará mais conforto para sua missão. Se tiver oportunidade e condições, faça todas as provas que puder.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Mário: Devido à proximidade da prova em relação ao edital, só consegui estudar por aproximadamente 3 meses, porém de maneira bastante disciplinada.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Mário: Não, iniciei os estudos depois de o edital ser lançado.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Mário: Usei quase que exclusivamente materiais do Estratégia. Comprei o pacote logo após a saída do edital, e aproveitei a totalidade dos recursos. Em sua maioria, estudava pelos PDFs, o que me poupava bastante tempo. Quando a matéria era mais difícil de assimilar, recorria às videoaulas. Aulas presenciais não funcionariam comigo, pois não tinha tempo disponível e esse tipo de material geralmente é mais indicado para estudos de longo prazo. Finalmente, na última semana, assinei um site de questões para conseguir resolver as provas antigas da Polícia Federal.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Mário: Hoje em dia, é praticamente impossível estudar para concursos e não conhecer o Estratégia. Não me lembro ao certo quando conheci, mas foi no YouTube, nas aulas gratuitas que eram transmitidas frequentemente.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Mário: Destrinchei todo o edital em aulas, seguindo a programação do Estratégia. Montei várias planilhas no Excel, organizando os estudos, revisões, simulados, etc. Estudei todas as 10 matérias ao mesmo tempo, dividindo-as de segunda a sexta no início e deixando o sábado para revisões e domingo para exercícios. Já perto do final, deixei dois dias para revisar.

Fazia muitos resumos nas primeiras semanas e fui progressivamente migrando para grifos no PDF, conforme o tempo foi apertando. A decisão de quais aulas seriam resumidas foi feita baseada em análises estatísticas de quais assuntos mais caíam em provas anteriores. Foquei 80% em teoria e 20% em exercícios, e estudava em média de 5 a 6 horas por dia.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Mário: No geral, as disciplinas eram familiares a mim devido à minha graduação, ou de assimilação razoavelmente simples. Porém, posso destacar em minha opinião o Direito Administrativo como a matéria mais chata de se aprender, por causa do seu caráter bem teórico. Como tinha um peso bem pequeno, foquei em memorizar os assuntos mais cobrados e coloquei aulas extras para compensar a dificuldade.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Mário: Minha última semana teve uma carga menor de estudos, bastante focada em revisões e com as poucas aulas importantes que faltavam. No último dia, me concentrei apenas na revisão final de véspera realizada pelo site.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Mário: Foquei em fazer algumas redações de treinamento, e estudar como seria a cobrança da banca. O material que eu tinha me deu um bom norte. Aconselho a praticar bastante a escrita e principalmente ler muito. Estou sempre lendo as mais diversas fontes e assuntos, e isso enriquece bastante o vocabulário e a criação de frases que se conectam suavemente.

Estratégia: Como foi sua preparação para o TAF? E para as demais fases do concurso, como está sendo?

Mário: Precisei me descuidar um pouco da parte física nesses meses de estudo intenso, mas sempre pratiquei esportes e tinha uma resistência física aceitável. Assim que corrigi o gabarito e estimei que tinha uma chance de ser aprovado, contratei um amigo como personal trainer, que me preparou uma rotina 100% focada nas provas que precisaria enfrentar. Além disso, cortei todo tipo de álcool, refrigerantes e frituras por esse tempo e parei de perder noites como perdia estudando.

Quanto às demais fases do concurso, estou solicitando os exames médicos aos poucos, sem muita ansiedade, e aproveitando para curtir um pouco esses momentos de felicidade.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Mário: Acho que todos os candidatos ficam com a impressão de que poderiam ter estudado mais horas e comigo não é diferente. Talvez um erro que eu possa apontar tenha sido na demora em desistir dos resumos escritos na reta final: acabei não estudando alguns assuntos fáceis que foram cobrados, na pequena parcela do edital que deixei de lado.

O acerto maior sem dúvidas foi na organização: a ajuda indispensável das planilhas de acompanhamento e a colocação de metas possíveis me fizeram ganhar um pouco mais de eficiência. Também a escolha precisa dos assuntos a serem aprofundados, um pouco mais por “sorte” (estatística) que por competência, poderia ser considerado um acerto em minha preparação.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Mário: Muito difícil ter que deixar tudo de lado e se concentrar somente em uma tarefa que é bem desgastante. Ver muitos dos seus amigos saindo e seu sábado ser na frente do computador não era muito motivante. Porém, não passou pela minha cabeça desistir em nenhum momento, principalmente por causa do apoio que eu recebia pelos que estavam ao meu lado.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Mário: Minha principal motivação foi a chance de poder fazer parte de uma das corporações com maior prestígio hoje na sociedade, com aprovação quase unânime por parte da população e ajudar a resolver alguns dos problemas que sempre impediram e ainda hoje impedem o desenvolvimento do nosso país.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Mário: Passarei a mensagem que eu queria que tivessem me passado no meu primeiro dia de estudos: não tente reinventar a roda. Escolha o método de estudos que mais se adapta à sua realidade, use um dia no início organizando um plano com o total de tempo que você vai ter até o concurso e o mais importante: SIGA o plano. Decifre a banca, não pegue atalhos, não fuja das aulas chatas, não estude somente o que você tem facilidade.

Fazendo essas coisas simples e que parecem óbvias não haverá segredo: a aprovação também vai chegar pra você!

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