Entrevista - Aprovado no concurso do STM - TJAA

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ENTREVISTA: Jorge Rezende – Aprovado no concurso do Superior Tribunal Militar no cargo de Técnico Judiciário Área Administrativa

“Se você tem um sonho, agarre-o e defenda ele com todas as suas forças e não deixe ninguém dizer que é impossível, independentemente do tamanho que esse sonho tenha. Não coloque prazos nos seus planos. Coloque fé, mas comece hoje a construir seu império. Traga para perto de si pessoas positivas e que agreguem valor e sentido. E, acima de tudo, alimente a sua mente que você tem potencial de transformar a sua realidade!”

Confira nossa entrevista com Jorge Rezende, aprovado nas provas objetivas do concurso do Superior Tribunal Militar no cargo de Técnico Judiciário Área Administrativa:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Jorge Rezende: Meu nome é Jorge Luiz Rodrigues Rezende (ou só Jorge Rezende, muitos me conhecem assim) e tenho 23 anos de idade. Filho adotivo de pais divorciados e nascido em Contagem – MG, ainda quando era muito novo (não tinha nem 10 anos completos) eu vim com minha avó e mãe para a capital mineira, cidade onde moro atualmente. Com formação em Ensino Médio na turma de 2012, ingressei no “mundo dos concursos” no ano seguinte quando, pela primeira vez, prestei concurso para a AFA (Academia da Força Aérea). Já em 2017, me formei como Técnico em Administração pela Escola do SEBRAE.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Jorge: Eu tive que passar pelos dois lados da moeda. Quando comecei meus estudos para concurso eu trabalhava durante o dia e, à noite, frequentava a sala de aula. Entre 2016 e 2018 eu me dediquei inteiramente aos estudos, pois não mais trabalhava depois que a empresa onde eu era empregado fechou as portas.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Jorge: Até o presente momento, coleciono 3 (três) aprovações em provas objetivas:

  • Em 2016 pelo IBGE, como Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas;
  • Em 2017 como Agente Censitário Municipal e Supervisor, também pelo IBGE; e
  • Em 2018 como Técnico Judiciário Administrativo pelo STM.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Jorge: É uma satisfação imensurável saber que meus esforços me renderam bons resultados. E cada vez mais eu sinto maior confiança em dar o melhor de mim nas próximas vezes!

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc.? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Jorge: Eu sempre procurei manter contato com as pessoas mais próximas a mim, que são meus parentes e alguns amigos. Mantinha o mínimo possível não porque eu queria, mas era o melhor que eu podia fazer naquele momento tendo em vista que precisava dedicar maior tempo aos estudos. Foi uma tarefa muito complicada, principalmente porque eu tinha o hábito de estar a maior parte do tempo com eles, então foi uma mudança difícil ter que converter o tempo de convívio social e de lazer para o convívio com as aulas e cadernos.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Jorge: Não sou casado e ainda não tenho filhos, embora tenha vontade de um dia ser pai. Atualmente, moro com a minha mãe, dois irmãos e o pai deles. Somos 5 (cinco) pessoas na casa e, desde que me tornei concurseiro, nunca tive apoio nenhum. No começo minha mãe não entendia muito, foi difícil aceitar mas, aos poucos, consegui convencê-la.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

Jorge: Sim, tentei outros concursos. Para ser sincero, as aprovações não foram do meu concurso “fim”, foram de concursos “meio”. Como eu já vinha de muito tempo de preparo, surgiram os editais e eu aproveitei para testar meus conhecimentos, meu emocional, enfim, meu comportamento de forma geral no dia da prova.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? 

Jorge: Eu acredito que, sim, é válido tentar outros concursos até atingir o objetivo final, desde que não sejam áreas bastante distintas (por exemplo área bancária e de segurança pública) pois, geralmente, as matérias não coincidem. Ficar rodeando concursos “menores” até passar em algum pode ajudar ao candidato(a) ter maior confiança para atingir o concurso que se pretende aposentar.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Jorge: Contando desde o início até hoje, cerca de 5 (cinco) anos, mas não para um concurso específico. Comecei estudando com o intuito de passar, ser aprovado em algum, principalmente se fosse da área militar (eu queria ser Oficial das Forças Armadas). Agora, se for contar meus estudos mais direcionados para concursos da Administração Pública, o período é de 3 (três) anos. Como sou apaixonado pelas Forças Armadas desde muito novo, e não consegui ingressar na Aeronáutica, optei por seguir a área de Segurança Pública pois em muito se assemelham ambas as áreas (no que tange aos princípios, objetivos e valores, por exemplo).

Sempre estudei sozinho, o tempo todo, exceto uma única vez que frequentei sala de aula no mesmo ano em que passei pela primeira vez no IBGE. Manter o foco e disciplina nunca fora uma tarefa fácil e por diversas vezes me peguei voando nos pensamentos. O que de certa forma me ajudou pois eu viajava tanto projetando meu futuro que logo eu voltava a me concentrar nos estudos, tendo em mente que eu só alcançaria meus planos lá na frente se me dedicasse hoje.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, tele presenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Jorge: Sempre fui um cara bastante audiovisual, no que tange aos estudos. Utilizei na maior parte as aulas gravadas no Youtube (e as transmissões ao vivo, quando tinha) e também os materiais em PDF. Recorria aos cadernos quando sabia que já tinha alguma anotação importante ali, mas em geral eu consultava os materiais online.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Jorge: Conheci o Estratégia Concursos em meados de 2017, através de uma recomendação do próprio Youtube enquanto eu buscava por algum conteúdo em vídeo que pudesse me ajudar a estudar. Foi então que na home do site (Youtube) eu vi um vídeo com o tema relacionado à aula que eu procurava naquela ocasião e, por curiosidade, cliquei e me interessei tanto que até hoje acompanho os eventos do Estratégia!

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Jorge: A grande quantidade de matérias para estudar é um dilema, sem contar os tópicos de cada uma! Geralmente em meu ciclo de estudos eu conto com uma planilha que eu mesmo personalizo, elaborada de acordo com o edital do concurso e com a minha disponibilidade durante a semana, fazendo um ciclo alternado de 2 (duas) matérias por dia e, aos finais de semana, usando o sábado para fazer revisões e o domingo para resolução de exercícios e simulado das matérias vistas ao longo da semana anterior.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Jorge: Nunca me dei bem com as matérias de exatas. Matemática e Física sempre foram as grandes vilãs, desde a primeira vez que me aventurei pelo mundo dos concursos em 2013. Hoje em dia não tenho mais elas como foco, mas naquela época eu nem sabia como ou por onde começar (lembrando, sempre estudando sozinho e sem orientação profissional). Agora as coisas mudaram um pouco, e eu conheci um parente próximo chamado Raciocínio Lógico. Tenho certa dificuldade em aprender alguns conceitos nessa última, mas já coleciono bons progressos, principalmente pelo tempo de bagagem e por priorizar a matéria em detrimento de outras que considero mais fáceis. Gosto de focar na dificuldade para que ela deixe de ser um percalço na jornada.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc.?

Jorge: Uma frase que eu sempre digo é: “hoje eu vou estudar até meus olhos virarem para trás.” E esta frase se faz presente principalmente nos momentos finais antes da prova. Abro mão de redes sociais quase que por completo. Vez ou outra ainda entro para distrair a cabeça e rir um pouco, mas não passava muito tempo. Se eu já vi a matéria, então eu vou focar nos exercícios, verificando meus acertos e erros. Nos que eu errar, volto para os resumos para pegar o conceito e refaço o exercício algum tempo depois.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desacelerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Jorge: Acredito que ambas as posturas são válidas, isso depende de cada um e do tanto de experiência que conseguiu acumular ao longo da preparação. Particularmente falando, eu gosto de descansar a mente no último dia que antecede a prova. Mas se eu já estiver confiante e tranquilo, não desprezo um aulão de véspera, pois pode me ajudar a garantir algumas questões no dia seguinte, como foi com a aula de revisão que o Estratégia preparou um dia antes da prova do STM.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Jorge: Meu maior erro foi ter começado a estudar de qualquer maneira, sem ter um único foco. Como não tinha orientação, já cheguei até a deixar pessoas dizerem que eu deveria ir por determinado caminho que me traria retorno. Pois era isso que iria acontecer na visão delas, era o que elas queriam fazer e falavam para que eu fizesse. Não sabia como estudar, não tinha um ciclo de estudos, nem estratégia alguma para planos de futuro. Hoje já tenho um norte, adequando constantemente meus estudos com bons materiais (um dos maiores acertos foi ter procurado ajuda de pessoas que estão envolvidas ou já chegaram aonde eu pretendo chegar). É importante estar próximo de quem também tem objetivos semelhantes!

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Jorge: Um dos maiores erros que observo em muitos colegas de concurso é que a maioria não mantém a disciplina. Começa um projeto de estudos e, na primeira dificuldade, desanima e larga de lado. E também tem o imediatismo: muitos querem conquistar algo grandioso, mas não sabem esperar o tempo adequado para se preparar.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

Jorge: O mais difícil é a vida solitária nos estudos, dias e noites tendo como companhia somente as aulas e os cadernos. E o meu maior fator de motivação foi assistir a entrevistas de pessoas que foram aprovadas e suas histórias de vida, como elas conseguiram chegar até onde chegaram. Isso me ajuda a crer que para mim também é possível!

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Jorge: Se você tem um sonho, agarre-o e defenda ele com todas as suas forças e não deixe ninguém dizer que é impossível, independentemente do tamanho que esse sonho tenha. Não coloque prazos nos seus planos. Coloque fé, mas comece hoje a construir seu império. Traga para perto de si pessoas positivas e que agreguem valor e sentido. E, acima de tudo, alimente a sua mente que você tem potencial de transformar a sua realidade!

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