ENTREVISTA: Isadora Nogueira de Araújo - Aprovada em 1° lugar no concurso SEFAZ AL no cargo de Auditor Fiscal

Entrevista:

ENTREVISTA: Isadora Nogueira de Araújo – Aprovada em 1° lugar no concurso SEFAZ AL no cargo de Auditor Fiscal

“Acredito que não tem “segredo”. O principal é não desistir, acreditar que a hora vai chegar e manter o foco ao máximo, com um ritmo constante de estudos e dedicação máxima após sair o edital”

Confira nossa entrevista com Isadora Nogueira de Araújo, aprovada em 1° lugar no concurso da Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas no cargo de Auditor Fiscal:

Estratégia Concursos: Você é formada em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Isadora Nogueira de Araújo: Sou Engenheira Civil e tenho 28 anos. Sou de Maceió/AL.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Isadora: Estava um pouco insatisfeita com o mercado de trabalho de Maceió para minha profissão e comecei a pesquisar sobre concursos e cargos que me interessariam. Como já estava tendo rumores de concurso para SEFAZ-AL, pesquisei sobre o cargo de Auditor Fiscal e me interessei muito. Então resolvi começar a estudar.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Isadora: Me dediquei inteiramente aos estudos.

Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Isadora: O primeiro concurso que fui aprovada (ainda no resultado preliminar!) dentro das vagas na área fiscal foi o da SEFAZ-AL. Na lista do resultado preliminar estou na primeira colocação.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Isadora: O concurso ainda está no resultado preliminar, mesmo assim foi uma emoção muito grande! Uma sensação maravilhosa de dever cumprido e gratidão à minha mãe que me deu a oportunidade de me dedicar 100% aos estudos.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Isadora: Antes de sair o edital de Alagoas, eu tinha uma rotina mais tranquila. Como não trabalhava, conseguia organizar meu tempo para estudar 25-30h por semana e ter tempo livre para exercícios físicos, viagens curtas e sair com amigos e família.

Minha rotina melhorou muito quando fui para uma sala de estudos, comecei a encarar meus estudos um pouco como um trabalho e aquilo virou uma rotina para mim.

Quando saiu o edital fiquei um pouco mais dedicada, não saía muito e evitei festas e bebidas, para me manter focada. Esse período durou três meses.

Estratégia: Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?

Isadora: Sou noiva e, durante a preparação, morei um tempo sozinha e outro tempo com minha família. Minha família e meu noivo me deram todo o apoio possível, de maneira que eu ficava com a cabeça livre para me concentrar apenas nos estudos.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Isadora: Acho que depende muito da situação, do quanto aquele concurso especificamente é importante para pessoa, qual a base que tem, quais as previsões, etc.

Acho importante, no mínimo, escolher uma área de interesse (fiscal, controle…) e focar nela até ter uma boa base na maioria das disciplinas. Uma coisa que eu também acho importante é fazer provas na área escolhida, mas sabendo que isso não significa “parar” para estudar para aquele concurso (estudar a legislação específica do estado/município, por exemplo).

No meu caso, iniciei a preparação já pensando no concurso da SEFAZ-AL e foi difícil me manter focada só nele, sem estudar para os demais da área fiscal que foram surgindo. É normal ficar ansioso para ver o resultado dos estudos e, às vezes, eu ficava pensando que estava perdendo oportunidades. Acho que só me mantive “firme” estudando para Alagoas sem edital por quase 2 anos porque tive orientação de um consultor e ele me mostrou como eu precisava ter base nas disciplinas se queria maximizar minhas chances no concurso “dos sonhos”.

Mesmo mantendo o foco no concurso de Alagoas, fui fazer prova em Sobral/CE, GO, RS, Petrolina/PE e BA, todas da área fiscal. Essas provas me ajudaram a ir ganhando confiança, medir meu nível em algumas disciplinas, ganhar experiência de prova, etc. No meu caso, funcionou. Quando saiu o edital de AL eu tinha uma base boa na maioria dos conteúdos exigidos (inclusive legislação).

Por outro lado, quando saiu o edital da SEFAZ-DF (um mês e meio antes de AL, mais ou menos) eu comecei a estudar focando no DF, e acho que aprendi muita coisa nesse um mês e meio sobre esse tipo de estudo focado em um edital aberto. Então, no final das contas, acho que é uma questão muito particular que deve variar de acordo com cada pessoa e cada situação.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovada?

Isadora: 2 anos e 3 meses. Desde o início da minha preparação estudei direcionada para SEFAZ-AL.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Isadora: Sim, cerca de 2 anos. A maior parte do tempo da minha preparação eu estudei numa sala de estudos. Para mim, essa rotina foi fundamental. Acho difícil se manter “motivado” todo dia. Havia dias que acordava cansada e desmotivada, mas estudar já era parte da minha rotina, então não deixava de estudar. O ambiente da sala de estudos também me ajudou muito, tinha prazer de ir para lá e tinha oportunidade de conviver com pessoas que estavam na mesma situação.

Para mim, também, sempre foi muito importante o sono. Em todo tempo de minha preparação não abri mão de tempo de sono. Se eu tinha uma noite mal dormida, tinha muita dificuldade de estudar no dia seguinte. Há pessoas que dormem poucas horas por noite e sentem-se dispostas, mas esse nunca foi meu caso e eu nunca senti que estava “perdendo tempo” com uma boa noite de sono.

Claro que eu tinha todo o meu dia disponível para organizar minha rotina, então isso pode não se aplicar a todos, foi apenas o que funcionou comigo.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Isadora: Logo quando resolvi estudar, comecei um cursinho presencial focado no concurso SEFAZ-AL e lá conheci colegas que me indicaram os cursos do Estratégia.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?

Isadora: Iniciei com aulas presenciais, que me deram uma base nas principais disciplinas. Para mim foi muito bom começar assim, pois me “inseri” no mundo dos concursos, encontrei colegas que estavam na mesma situação também. Mas para aprofundar e fixar o conhecimento, é fundamental estudar em casa. Eu, particularmente, preferia cursos em PDF, na maioria das disciplinas mas, dependendo da matéria, usei: PDFs, videoaulas, livros e presencial. Em geral, foi um método para cada disciplina, para aprender a teoria e preparar meu material de revisão.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Isadora: Primeiro, eu nunca pensei que iria conseguir reter a quantidade de informação que eu tinha guardada no dia da prova. Eu iniciei os estudos pelas principais disciplinas e, à medida que ia avançando, ia inserindo outras. Nunca fiquei estudando pela primeira vez 10 disciplinas ao mesmo tempo.

Eu fiz resumos da maioria das disciplinas, à mão, em cadernos. Então em revisões eu fazia questões – MUITAS! – e buscava colocar observações nos meus resumos (ou nas leis) sobre o que encontrava nas questões e não estava nos resumos. Às vezes usava também marca texto nos meus resumos, para chamar atenção àquilo que era muito cobrado ou que eu errava muito.

Era muito raro eu ficar tentando “decorar” algo durante os estudos, me preocupava em entender bem e a memorização vinha com a repetição de leitura de resumos e/ou lei seca e questões.

Eu fiz, durante a maior parte do tempo da minha preparação, uma consultoria para concursos, então não me preocupava com o plano de estudos.

Eu costumava estudar 5-6h líquidas por dia no pré-edital. No pós-edital estudava em torno de 7h líquidas por dia, alguns dias menos e poucos dias mais.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

 Isadora: Tive muita dificuldade em TI, muito conteúdo, muita coisa difícil de entender e muita coisa para decorar. O que busquei em TI foi fazer muitas questões da banca. Ajudou muito!

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Isadora: Na semana da prova busquei revisar o máximo que consegui, especialmente das disciplinas com maior peso. Procurei ler o máximo de lei seca, principalmente a legislação tributária de Alagoas.

Na véspera da prova revezei entre assistir o aulão de véspera do Estratégia e ler os artigos marcados como mais importantes da legislação tributária de Alagoas.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Isadora: Fiz cursos presenciais e online voltados especificamente para discursivas da SEFAZ-AL. Acho que, além de estudar bastante a teoria, é muito importante praticar.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Isadora: Acho que aponto como um dos principais erros, a resistência em estudar por “lei seca” que tive, principalmente no início dos estudos.

Eu diria que acertei ao estudar conteúdos novos, sempre pensando em preparar um bom material de revisão. Claro que nem sempre acertei de primeira o que seria um bom material de revisão para mim, mas ao fazer questões ia tentando melhorar.

Para mim os materiais de revisão eram fundamentais e muito úteis quando feitos por mim (eu, particularmente, gostava muito de marcações nas leis e/ou resumos). Muitas vezes, quando eu tinha uma dúvida. eu sabia exatamente em que parte do caderno ou da lei deveria ir tirar essa dúvida. Isso sempre me ajudou muito, tenho uma memória muito visual também, então tentei usar isso ao meu favor.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Isadora: Acho que, para mim, a maior dificuldade foi ficar alguns anos sem trabalhar, fica uma sensação de que a vida está parada. Apesar disso, tive muito apoio do meu noivo, da minha mãe e da minha família toda, então não cheguei a pensar em desistir.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Isadora: Desde o início, minha principal motivação foi a oportunidade de ter uma carreira no serviço público e a motivação aumentou com a possibilidade de ser em casa.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Isadora: Acredito que não tem “segredo”. O principal é não desistir, acreditar que a hora vai chegar e manter o foco ao máximo, com um ritmo constante de estudos e dedicação máxima após sair o edital.

Entrevista em vídeo:

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Um abraço,
Thaís Mendes

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Resultados:

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