ENTREVISTA: Henry Cezar Filho - Aprovado no concurso SEFAZ BA em 16º lugar no cargo de Auditor Fiscal / Administração, Finanças e Controle Interno

Entrevista:

ENTREVISTA: Henry Cezar Filho – Aprovado no concurso SEFAZ BA em 16º lugar no cargo de Auditor Fiscal / Administração, Finanças e Controle Interno

“Aconselho a não se deixar levar pelas pessoas que tentam fazer parecer que passar em concursos de alto nível é coisa para gênios e afins. A maioria das pessoas que eu conheço que obtiveram êxito são pessoas normais, mas que tinham em comum a vontade de chegar lá e encararam com seriedade o desafio. O esforço compensa eventuais limitações. É possível SIM!”

Confira nossa entrevista com Henry Cezar Filho, aprovado no concurso SEFAZ BA, em 16º lugar para o cargo de Auditor Fiscal área Administração, Finanças e Controle Interno:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Henry Filho: Sou graduado em Engenharia de Produção, tenho 37 anos e sou morador do Rio de Janeiro.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Henry: Essa decisão foi curiosa…

Quando eu saí da faculdade (há uns bons anos rs), nem pensava em fazer concurso. Eu queria fazer carreira na iniciativa privada e, nisso, consegui um emprego em uma empresa da área de óleo e gás. Trabalhei lá por uns anos, troquei de empresa posteriormente, mas sempre tendo como cliente principal a Petrobras. Minha área era responsável pela elaboração dos boletins de medição para apresentação ao cliente. Víamos sempre a preocupação deles de que tudo estivesse impecável para que pudéssemos ser pagos, pois eles estavam sujeitos a fiscalizações do TCU. Eu via como o TCU era respeitado e, por coincidência, era um momento em que os órgãos de controle estavam em evidência, por toda a situação que o país vivia. Isso me despertou a curiosidade de entender melhor a função destes órgãos, algo que até então eu sabia “por cima”. Ao buscar esse conhecimento, senti que era aquilo que eu gostaria de fazer.

Também conheci melhor outras carreiras interessantes, como a de Auditor Fiscal de Tributos, e fui me informando sobre esse mundo de concursos. Aliado a uma certa insatisfação com a empresa em que trabalhava, comecei a alimentar essa ideia de fazer provas, mas levei um tempo até decidir de fato mudar o rumo da vida e começar a estudar. Quando eu soube que o TCM RJ ia abrir concurso para Auditor de Controle Externo, decidi que era a hora de encarar esse desafio.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Henry: Decidi me dedicar inteiramente aos estudos. Sou um pouco mão de vaca, então fiz uma reservinha para me manter por um período (rsrs).

Estratégia: Quantos concursos já fez e em quais já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Henry: Eu confesso que não fui um daqueles caras que fazem muitas provas. Logo após eu começar a estudar, saiu edital do TCE PE. Foi minha primeira experiência como concurseiro “profissional”, mas estava muito cru ainda e nem cheguei perto de matar o edital. E eu, inocente, fui lá achando que ia conseguir algo (rsrsrs). Foi minha primeira porrada nessa vida =D 

Em seguida saiu o edital do TCE PB (idêntico ao do TCE PE), mas decidi não fazer. Na minha autoavaliação não conseguiria melhorar tanto a ponto de beliscar uma vaga num espaço de tempo tão curto, então o gasto de outra viagem longa não compensaria. Preferi focar em fechar e solidificar o ciclo básico de matérias e aguardar o próximo. O problema é que esse próximo não vinha.

Os concursos que abriam exigiam formação específica ou então não pareciam atraentes. Resultado: fiquei esperando mais de 1 ano pelo TCM RJ (e que até agora nada rsrsrs). Foi quando saiu o edital da SEFAZ BA e vi que tinha um cargo de Administração, Finanças e Controle Interno. Olhei o edital e resolvi que ia fazer.

Precisei fazer algumas adaptações, pois cobraram algumas matérias / assuntos que não são tão frequentes em Tribunais de Contas ou então que não estavam no programa que eu usava de base, como Direito Tributário, Economia e TI. Foram 3 meses de foco nessas matérias e de manutenção das que eu já tinha uma boa base. Graças a Deus deu certo. Fiquei na 16ª colocação nesse que foi o meu segundo teste como concurseiro de fato (rsrs).

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Henry: Alívio define isso! É uma alegria enorme ver que é possível e que o esforço valeu a pena. Dessa vez o choro foi de alegria, ao contrário do choro de quando estudava TI (hahaha).

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Henry: Eu reduzi bastante a vida social. Isso foi bem difícil. Não abdiquei por completo porque, para mim, isso seria um tiro no pé. Comecei a selecionar muito os programas que faria. Geralmente tentava marcar para o domingo, que é o dia em que eu tirava de folga.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Henry: Namoro, sendo que eu moro no RJ e ela em SP. Ela me deu muito apoio e sempre acreditou em mim. Meus pais também confiavam e sempre tentavam deixar claro que eu não deveria me pressionar demais, que com calma atingiria o objetivo. Esse apoio foi fundamental. A maior pressão vinha de mim mesmo e eles agiam para equilibrar isso.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Henry: Isso é bastante pessoal, pois envolve muitos fatores. Se a pessoa pode esperar o concurso dos sonhos e há possibilidade real de fazer provas na área de interesse, não vejo motivos para sair do foco ou pular de galho em galho. Mas se a pessoa não tem essa condição, seja por questões financeiras ou pela falta de perspectiva de provas para sua área num prazo razoável, acho válido.

De qualquer maneira, saber bem aonde quer chegar poupa um tempo precioso.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Henry: Direcionado para o concurso SEFAZ BA foram 3 meses (pós-edital). Mas no dia da prova já tinha 1 ano e 11 meses de estudo ao todo.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Henry: Basicamente só estudei sem edital. Eu sempre fui bastante disciplinado, então mantinha um cronograma de estudos que eu seguia à risca. Tratava os estudos como um trabalho. Respeitava os horários, as metas que eu mesmo me colocava e, principalmente, a vontade de passar, que era maior do que a frustração de não estar na praia ou no barzinho (rs).

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Henry: Eu iniciei meus estudos em um cursinho presencial no RJ. Foi bom para ter um primeiro contato com as matérias mas, ao meu ver, não seria suficiente. Lá alguns colegas me indicaram o Estratégia. Assim, fiz toda a minha base por PDF. Para as matérias centrais eu comprei livros também, mas com o intuito de usar como consulta a tópicos específicos e não para um novo estudo. Videoaula usei pouquíssimo, apenas para a parte de exatas ou quando estava cansado e queria descansar da leitura.

Os PDFs são os materiais que mais me serviram, pela objetividade e por forçar o estudante a manter a atenção. Os livros são bons também, mas em alguns momentos podem ser muito densos e por isso ia direto aos tópicos de interesse. As videoaulas podem ser muito úteis para solucionar dúvidas, mas o tempo consumido é muito grande, além do fato de a abordagem não ser tão detalhada quanto a do material escrito.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Henry: Indicação de amigos que já conheciam e usavam os materiais. Baixei umas aulas demonstrativas e gostei da abordagem.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Henry: Durante os meus estudos eu tentei de tudo um pouco e fui me adaptando. Eu patinei um pouco no início, tentando ajustar a minha forma de estudar. Tentei fazer resumos, mas desisti logo, pois tomavam muito tempo. Preferi grifar os PDFs e complementar com anotações próprias. Funcionou muito bem para mim. Eu equilibrava bastante teoria e exercícios. Achava importante solidificar a base teórica, pois caso uma eventual questão fugisse do padrão eu teria condições de articular um raciocínio que ajudasse a resolver (algo que às vezes pode ficar prejudicado quando entramos no “modo automático” de resolução de questões).

Meus dias normais de estudo giravam em torno de 7 horas líquidas (segunda a sábado). Domingo eu folgava, mas no pós-edital estudei aos domingos pela manhã também. Eu fiz um cronograma que me permitisse ver todas as matérias ao mesmo tempo. Para isso, dividi o dia em blocos e encaixei as disciplinas, ponderando a importância dela na prova e o meu nível de conhecimento. Segunda, Quarta e Sexta eu estudava um grupo de matérias. Terça, Quinta e Sábado outro grupo. Nesse meu plano eu ignorei Estatística, pois possuía baixo peso na prova e eu já tinha muitas novidades, para aprender do zero, com uma importância bem maior. Foi arriscado, pois hoje em dia um décimo de ponto pode te tirar do concurso. Mas graças a Deus funcionou.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Henry: Sem sombra de dúvidas, TI. Nossa, eu achava que entendia a teoria mas, na hora de praticar, era sempre uma decepção. Como dizem, todo dia era um novo 7×1. Essa matéria arrancou lágrimas (e não estou usando figura de linguagem…rs)

É uma disciplina bastante técnica e para quem não é da área às vezes é um pouco difícil visualizar o que está sendo passado. Nessa matéria eu usei bastante o Passo Estratégico, para ver o que de fato mais caía e torci para ser cobrado de forma semelhante. Se eu fosse tentar entender todos os detalhes técnicos, talvez não saísse do lugar. Para as coisas que não entendi eu apostei na memória de curto prazo (decorei mesmo rs)

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Henry: Na última semana eu foquei nas revisões dos principais tópicos das disciplinas que eu tinha menos familiaridade pois, para mim, era ali que morava o perigo. Fui para Salvador na véspera da prova, então aproveitei para comer em um lugar legal e dar uma relaxada, mas quando voltei para o hotel ainda dei uma olhada final em alguns pontos bem específicos.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Henry: Eu aconselho que não façam o que eu fiz, pois eu não pratiquei discursiva (rs). Deu tudo certo e consegui tirar a nota máxima, mas confesso que fiquei bastante inseguro sobre a estrutura a ser adotada. Por sorte, nesse concurso, as perguntas foram bem diretas e não exigiam um formato mais rebuscado.

No caso de provas em que a discursiva tenha o formato de peça técnica, aí não tem jeito, tem que praticar bastante, pois além do conhecimento há a questão da estrutura a ser seguida.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS.

Henry: Acho que meu maior erro foi não realizar simulados ou provas completas para aprender a controlar o tempo melhor. Fiz muitos exercícios, mas nenhuma simulação de ponta a ponta, com controle de tempo e tudo mais. Eu senti falta disso, pois na P1 eu não consegui terminar a prova. Na FCC o controle de tempo é crucial e não podemos travar muito numa pergunta ou ficar lendo e relendo o mesmo item para ver se está certo. Com o CESPE eu não senti essa dificuldade com o tempo

Por outro lado, acho que meu maior acerto foi na organização dos estudos. Meu planejamento funcionou bem (dentro da estratégia que eu me propus a seguir), com um cronograma que me permitisse ter contato com todas as matérias, incluindo leituras, exercícios e revisões

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Henry: Nunca pensei em desistir, mas em diversos momentos me questionei se seria capaz. Em alguns dias, eu era o mais confiante do mundo e em outros, me perguntava se conseguiria mesmo. É normal sentir isso. As notas de corte altas, o “terrorismo” que a gente vê nas redes sociais não me faziam bem e me jogavam pra baixo às vezes – por mais que no fundo eu não concordasse que “passar é coisa pra alien”. Eles existem sim, mas a maioria dos aprovados conseguiu com base no foco, disciplina e perseverança. 

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Henry: Não consigo citar um fator apenas, mas posso dizer que minha vontade de passar era enorme e que eu estava disposto a abrir mão de muita coisa para atingir esse objetivo. Saber que eu poderia ter um trabalho importante para a sociedade e para o Estado, remunerado de forma adequada e que dependia apenas de mim conseguir isso me motivava bastante.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso? Deixe sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Henry: Eu aconselharia, antes de tudo, a escolher bem a área em que deseja atuar. Claro que todos querem ser bem pagos, jamais seria hipócrita de dizer o contrário, mas muito cuidado ao tomar uma decisão com base exclusivamente neste critério, porque depois de certo ponto a insatisfação não compensa o que você recebe. Dito isso, também aconselho a não se deixar levar pelas pessoas que tentam fazer parecer que passar em concursos de alto nível é coisa para gênios e afins. A maioria das pessoas que eu conheço que obtiveram êxito são pessoas normais, mas que tinham em comum a vontade de chegar lá e encararam com seriedade o desafio. O esforço compensa eventuais limitações. É possível SIM!

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Um abraço,

Thaís Mendes

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Resultados:

  • TRF 4a Região - 2019 14 alunos do Estratégia ficaram em 1º lugar, em suas respectivas regiões
  • Tribunal de Justiça-PR 2019 Dos 10 primeiros colocados, 7 foram nossos alunos
  • Agente da Polícia Federal 2018 Dos 180 aprovados, 113 foram nossos alunos
  • Concurso PGE - SP Procurador do Estado Dos 208 aprovados, 134 são nossos alunos
  • Concurso CLDF Procurador Legislativo Dos 31 aprovados, 24 são nossos alunos

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