ENTREVISTA: Felipe Bacelar - Aprovado em 18º lugar no concurso PRF para o estado de Amazonas (provas objetiva e discursiva)

Entrevista:

ENTREVISTA: Felipe Bacelar – Aprovado em 18º lugar no concurso PRF para o estado de Amazonas (provas objetiva e discursiva)

 “Escolha e foque na área e no cargo almejado. Tenha um planejamento adequado à sua rotina, estude por materiais de qualidade, faça muitas questões, prepare seu material de revisão e revise-os, faça simulados. Por fim, mantenha sempre a tranquilidade, persista até o limite, que sua hora vai chegar! “

Confira nossa entrevista com Felipe Bacelar, aprovado em 18º lugar no concurso da Polícia Rodoviária Federal para o estado de Amazonas (provas objetiva e discursiva):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Felipe Bacelar: Tenho 25 anos, nasci e moro em Aracaju/SE. Sou formado em engenharia civil pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e estou fazendo mestrado na área de engenharia geotécnica e de pavimentos, nesta mesma instituição.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Felipe: Desde criança eu achava muito interessante a profissão de policial, bem como a área militar. Quando estava perto do vestibular, pensei em fazer algum curso na área militar (como agulhas negras ou o NPOR). Contudo, acabei desistindo e fiz a graduação convencional.

No momento que acabei a graduação, decidi que tinha chegado a hora de realizar meu sonho e me tornar policial. Foi então, no início de 2017, que comecei minha jornada de concurseiro.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Felipe: No início, eu conciliava os estudos para concurso com as disciplinas de mestrado. À medida que foram acabando as disciplinas, eu comecei a conciliar com a parte laboratorial.

Em resumo, eu estudava para concurso no período da tarde e noite. No entanto, quando saiu o edital, eu reduzi a carga horária do mestrado para me dedicar quase que integralmente ao concurso (primeiramente na PF 2018 e depois na PRF 2018).

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Felipe: Em ordem cronológica, eu fui aprovado nos concursos: Seleção de Mestrado UFS – 1°; Soldado da PM-AL (2017) – 141°; Soldado da PM-SE (2018) – 1141°; Agente de Polícia Federal (2018) – 170°; Polícia Rodoviária Federal (2018) – 18° (Amazonas)

No concurso da PF, o processo foi interessante. Logo quando saiu a lista de classificação eu estava em 170°, ou seja, fora das vagas, mas bem próximo de alcançar meu sonho. No decorrer das etapas, que os concursos da área policial têm, eu me classifiquei dentro das vagas!

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Felipe: No último resultado (PRF), a lista de aprovados foi lançada no site sem prévio aviso, então foi uma surpresa quando recebi a notícia que tinha saído.

Logo após saber, corri na direção do computador para fazer a lista em ordem de classificação. Nesse momento, as mãos tremiam e o coração batia acelerado.

Quando fiz a lista, não encontrei meu nome porque fui procurar mais embaixo na lista de classificação. Depois fiquei sem acreditar, quando vi que meu nome estava dentro das vagas estipuladas.

A sensação é única, uma euforia que toma conta do corpo. Se passam várias lembranças dos estudos e do resultado alcançado. Uma sensação de dever cumprido e de que todo o esforço valeu a pena.

Uma alegria maior ao compartilhar o resultado com meus pais, namorada e amigos próximos.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Felipe: Minha vida social na preparação e durante o período pré-edital, foi mais amena. Me privei de algumas festas, mas ainda assim saía com amigos e familiares (principalmente no primeiro ano de estudo).

Já no segundo ano, eu me abdiquei mais ainda de saídas com amigos e familiares. No período pós-edital, eu adotei uma postura radical: cancelei minha conta no whatsapp e a diversão era fazer simulados com meu grupo de estudos aos finais de semana (rsrs) o que, no caso, realmente dava um ânimo para reiniciar a semana.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Felipe: Eu moro com meus pais. Eles me deram todo o apoio nessa fase de concurseiro, principalmente emocional. Me serviram de conselheiros e de ouvintes para os momentos mais difíceis. Eles sofriam junto comigo durante essa jornada, bem como ficavam ansiosos ao esperar os resultados das etapas dos concursos como PF e PRF.

Tenho uma namorada. Ela entendeu que eu necessitava da ajuda dela para trilhar esse caminho, além de compreender que esse seria um período de abdicação e precisaria dela ao meu lado. Ela me ajudava com dicas e incentivos para me reanimar sempre que eu estava desmotivado. Ela me lembrava qual era o meu sonho e me estimulava a voltar aos estudos.

Posso dizer eles foram um fator fundamental para minha preparação, todo o apoio e sofrimento foi dividido com eles.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Felipe: Meu concurso do sonho era a Polícia Federal. Realizei outros concursos nessa área (chamada de área policial), para ganhar experiência, pois as matérias eram bem semelhantes.

Acredito que fazer outros concursos seja um ponto positivo para ganhar experiência. Porém, para servir como aprendizado, o certame deve ser relacionado com a área do concurso almejado e deve apresentar grande semelhança de matérias, para não sair do foco principal. Além disso, o concurso fim não deve se encontrar próximo ao lançamento do edital.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Felipe: Inicialmente eu não tive um direcionamento adequado. Estudei muito para carreiras policiais (acho que isso foi um erro meu, porém, por outro lado foi positivo, pois eu fiquei com um nível bom nas matérias básicas).

Depois de aproximadamente 8 meses de estudo “sem direcionamento”, comecei a focar para o cargo de Agente da PF, incluindo as matérias do edital anterior como contabilidade, AFO e economia. Além das básicas, estudei por mais 11 meses antes de sair o tão esperado edital da PF 2018.

Após as mudanças do edital, adaptei meu cronograma para as matérias novas, com foco primordial em português, contabilidade e informática (pois eu já tinha uma boa base nas matérias básicas).

Após a prova da PF, eu reduzi a carga horária dos estudos e foquei principalmente nas matérias específicas da PRF antes do lançamento do edital, tais como CTB, física e matemática.

Quando o edital da PRF 2018 foi lançado, eu já tinha uma noção melhor de organização pós-edital. Foquei principalmente nas matérias de CTB e resoluções do CONTRAN, pois eram as matérias que eu tinha pouco manejo (as demais eu já tirava notas elevadas nos simulados por conta da base que eu tinha da PF).

Em nenhum momento eu desprezei as matérias básicas, pelo contrário, mantive as revisões constantes. Acredito que nenhuma matéria do edital deve ser totalmente desprezada.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um? Como conheceu o Estratégia Concursos?

Felipe: No início da preparação, eu fiz 3 meses de curso presencial. Eu achava que estudar para concurso iniciava-se com um curso presencial (engano meu rsrs). Depois desse tempo, eu comecei a estudar pelas apostilas do curso presencial, livro da parte de direito, algumas videoaulas da internet e fazendo questões em sites específicos.

Eu conheci o Estratégia através de um amigo e comecei a estudar pelos cursos em PDF. Acredito que essa fase foi a revolução de meus estudos, a partir daí eu estudei apenas por PDF, pois percebi que meu tempo era melhor aproveitado. Apenas em caso de dúvidas, eu utilizava videoaulas.

Contudo, não acredito que não há uma forma melhor que outra, cada pessoa deve utilizar o meio que melhor se adequa.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Felipe: Quando comecei a estudar focado para PF, eu estudava por ciclos de estudos com 5 matérias. A medida que eu finalizava os cursos em PDF de cada matéria, eu acrescentava outra ao ciclo e iria revisando e fazendo exercícios das matérias finalizadas.

Nessa época, fiz alguns resumos e mapas mentais (que foram importantes para o período pós-edital), além de resolver muitas questões. Aqui eu estudava aproximadamente 5 horas líquidas por dia e tirava o domingo para descanso.

Já no pós-edital, eu montei um quadro horário. Eu planejava meus estudos semanalmente, de acordo com a necessidade de cada matéria, principalmente conforme meu desempenho nos simulados. Nesse período, eu me adaptei melhor a utilização de resumos e fichas e, continuamente, a resolução de questões! Eu estudei, em média, 6 a 7h líquidas por dia.

Acredito que um bom material de revisão seja fundamental, principalmente para o período próximo a prova

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Felipe: No início, minha dificuldade era Direito Constitucional e Português. Com o tempo peguei o jeito de estudar essas matérias e as demais matérias básicas.

Mais à frente, o empecilho foi contabilidade, por ser uma matéria muito extensa e com muitos detalhes. Porém, depois de muita luta, muitos resumos e muitos exercícios, fui pegando o jeito e entendo como a matéria funcionava.

Acredito que o segredo para aprender uma disciplina é começar a gostar dela! 

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Felipe: No período pós-edital, minha rotina era revisão e exercícios das matérias antigas; e conteúdo, revisão e exercícios das matérias novas. Na semana que antecedeu a prova, realizei apenas revisões e exercícios de assuntos já vistos até o momento. Não tentei absorver conteúdos novos.

Já na véspera da prova, eu realizei algumas revisões de alguns tópicos das matérias que eu julguei mais importantes. Tentei conciliar essas revisões com um pouco de lazer (corrida na orla e sair com minha namorada). Ou seja, foi um dia tranquilo mesclado com estudo.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Felipe: Para a prova discursiva, eu realizei um curso presencial. Além disso, eu fiz o curso em PDF do Estratégia, onde tive minha redação corrigida por diversos professores durante essa etapa de preparação, através da compra de pacotes de correção.

Na prova da PF 2018, minha nota da redação foi muita baixa e, por conta dela, perdi posições. Caso não houvesse redação, eu me classificaria dentro das vagas.

Por essa razão, intensifiquei meu estudo nesta disciplina para prova da PRF 2018. Então, após análises de padrões de resposta e de redações com nota máxima da CESPE, eu consegui verificar o estilo da banca e comecei a treinar, bem como comprei mais algumas correções para avaliar minha evolução durante o período pós-edital da PRF.

Neste certame, eu obtive nota máxima na redação no quesito conteúdo, perdi apenas pelos erros gramaticais.

Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Felipe: Para mim, o TAF é bastante tranquilo, pois desde criança eu pratico exercícios físicos. Contudo, requer um certo esforço para manter o ritmo de treinamentos, os quais foram mantidos desde o início dos estudos para concurso, já sonhando em realizar o TAF. 

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Felipe: Em relação aos erros, acredito que os principais aconteceram no início da minha preparação, que foram: fazer poucas questões; não fazer material para revisão adequado; e não ter um planejamento de estudos.

Em relação aos acertos, acredito que foram: ajustar um método de estudo que melhor me adaptasse (após comprar um curso de mentoria voltado para PF); realizar um planejamento nos estudos e um controle emocional durante o pós-edital; fazer simulados (no pós-edital da PF 2018 e PRF 2018, eu realizei cerca de 20 simulados antes de cada certame); e ter um grupo de estudos com pessoas que realmente queriam o mesmo objetivo que o meu (muito cuidado! Devem ser pessoas com o mesmo afinco que o seu).

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Felipe: O mais difícil, nessa jornada, foram as abdicações de ver os amigos. Além disso, o estudo é uma tarefa solitária, temos o apoio dos pais, dos amigos, da namorada, mas ele é monótono e individual.

Nunca pensei em desistir, mesmo sendo pouco tempo de jornada até agora (cerca de 2 anos). Sempre que batia o desanimo, eu conversava com meus amigos do grupo de estudo, assistia alguns vídeos motivacionais da área policial no youtube, bem como de algumas pessoas que me inspiravam.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Felipe: Minha principal motivação era o sonho de me tornar Policial Federal! É um desejo fora do comum, os olhos brilham, o corpo arrepia, o coração acelera quando me imagino nessa profissão.

Acho que para quem tem um sonho parecido, a jornada se torna muito mais fácil e glorificante.

Para a prova da PRF, meu grande incentivo foi meu grupo de estudos, que me ajudaram a continuar essa jornada até o final com eles.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Felipe: Para quem está iniciando, a primeira coisa que deve ter em mente é que todo sonho é possível e só depende de você, independente do tempo que leve. Procure ajuda de profissionais que possam te auxiliar a trilhar pelo caminho certo, pois não adianta estudar desesperadamente sem um norte.

Escolha e foque na área e no cargo almejado. Tenha um planejamento adequado à sua rotina, estude por materiais de qualidade, faça muitas questões (eu falo MUITAS mesmo e sem medo de errar, rsrs), prepare seu material de revisão e revise-os, faça simulados. Por fim, mantenha sempre a tranquilidade, persista até o limite, que sua hora vai chegar!

Entrevista em vídeo:

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Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Mande um e-mail para: [email protected]

Abraços,

Thaís Mendes

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