ENTREVISTA: Diogo Diniz – Aprovado no TRT 15 para o cargo de Oficial de Justiça

Entrevista:

ENTREVISTA: Diogo Diniz – Aprovado no TRT 15 para o cargo de Oficial de Justiça

“Chega o momento em que se está verdadeiramente preparado. Você passa em um, dois, três concursos, pois quando se chega no nível de aprovação acaba virando uma rotina, não se regride mais. E tenho certeza de que esse dia pode chegar para todos. Com foco, persistência e estabilidade na vida, as dificuldades são superadas e a porta tão sonhada se abre para uma nova vida, em que se olha para trás e se vê que cada segundo de esforço valeu a pena.”

Confira nossa entrevista com Diogo Diniz, aprovado em 2º lugar no concurso do TRT 15, para o cargo de Oficial de Justiça, polo de Sorocaba:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Diogo Diniz: Sou formado em Direito pela UFRJ. Atualmente tenho 29 anos. Sou de Valença – RJ.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Diogo: Como qualquer estudante de Direito sempre vi a possibilidade de seguir uma carreira pública, já que são muitos os cargos e concursos para quem faz uma graduação nesta área. Todavia, a decisão de estudar de fato para concursos surgiu quando fiquei desempregado em 2011. Logo em seguida foi aberto edital para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e, para minha surpresa, consegui ser aprovado em 4º lugar para o cargo de técnico judiciário. Desde então tive certeza de me manter no serviço público, especialmente pela estabilidade e pela sensação de estar prestando um serviço à sociedade.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava, como conciliava trabalho e estudos?

Diogo: Sim, trabalhava no cargo acima mencionado no Tribunal de Justiça do Rio. Por vezes era difícil conciliar ambas as coisas, mas não havia opção, já que eu era o mantenedor da casa e as próprias viagens para prestar os concursos geram uma despesa considerável.

No fundo, a necessidade e o desejo de ser aprovado nos fazem superar as dificuldades e aproveitar todo o tempo disponível em prol da concretização do sonho de passar num concurso.

Minha rotina era basicamente a de sair para trabalhar bem cedo e ao fim do expediente retornar para casa e estudar até de noite.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Diogo: Prestei inúmeros concursos para TRT, todavia os com melhores resultados foram os seguintes:

Analista Judiciário – Área Judiciária: TST – 6º lugar; TRT 21 – 3º lugar; TRT 1 – 1º lugar

Para Analista Judiciário – Oficial de Justiça: TRT 2 – 11º lugar; TRT 15 – 2º lugar

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?

Diogo: A sensação é indescritível, um misto de incredulidade com aquela certeza de que todo esforço valeu a pena. Três foram os momentos principais de euforia. Inicialmente minha aprovação no TRT 21, quando tive a certeza de que muito em breve eu estaria exercendo o cargo para qual tanto tinha estudado.

Depois, a melhor de todas, o primeiro lugar no concurso do meu estado, justamente o concurso que havia me feito iniciar essa trajetória de provas para TRT.

Por fim, as aprovações para Oficial de Justiça, foi quando eu percebi que além de já ter alcançado meu objetivo inicial, que era ser analista judiciário, consegui ter fôlego para ir ainda mais além.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Diogo: Infelizmente como eu tinha que trabalhar, estudar e ainda cuidar do meu filho de 3 anos, a vida social ficou um pouco reduzida. Embora não tivesse abdicado completamente, eu enxergava que deveria ter uma rotina de atleta, com horários certos para dormir e acordar, a fim de não prejudicar o estudo no dia seguinte.

Sem dúvida, é um período muito sofrido de distanciamento daqueles que amamos. O momento mais complicado para mim foi ter de estar ausente no aniversário de 3 anos do meu filho, pois a prova do TST caiu no mesmo dia. Felizmente essa ausência não foi em vão e foi minha primeira aprovação, a que me deu segurança para ir em frente e hoje poder proporcionar a ele o que apenas sonhava enquanto estudava.

Assim, embora continuasse vendo ocasionalmente meus amigos, me abstive integralmente de festas ou eventos que adentrassem a madrugada ou que ocorressem durante o horário que eu tinha reservado para estudar.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Diogo: Sou casado, tenho um filho atualmente com 4 anos. Uma parte da família compreendeu inteiramente minha dedicação aos estudos, alguns outros achavam que era exagero tamanha dedicação, que eu ia ficar maluco, que deveria sair mais de casa etc.

Entretanto, a principal contribuição foi de minha esposa, nos cuidados com o lar e com nosso filho, mas, além disso, ela se tornou quase uma secretária de concurseiro. Toda a etapa de logística, voos, hotéis, como chegar ao local de prova e tudo mais era delegado a ela, a fim de que eu mantivesse a preocupação apenas em absorver o conteúdo no período próximo ao certame. Sem essa crucial ajuda certamente teria sido muito mais difícil conseguir as aprovações.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é, se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo)

Diogo: Acho que é válido sim prestar outros concursos, contanto que não atrapalhe aquele que o candidato enxerga como objetivo maior. Como dizem, concurso é uma grande fila, mas conheço inúmeras pessoas com uma capacidade incrível, que não conseguem aprovação, pois vivem trocando de fila a cada novo edital que sai. Especialmente em concursos mais específicos, como o da Abin, por exemplo, é importante prestar outros concursos para se testar, mas sem jamais se perder em matérias que não tenham qualquer correlação com o concurso que é verdadeiramente desejado pelo candidato.

Em verdade, entendo que a decisão sobre qual concurso prestar é uma das mais importantes, o candidato precisa ponderar com precisão quais matérias tem afinidade, se realmente deseja de verdade aquele cargo. No momento estou bastante realizado como Analista Judiciário do TRT 1, mas, igualmente, bastante ansioso para me tornar oficial de justiça. Não descarto prestar outros concursos para carreiras jurídicas como procurador e juiz, mas, por ora, pretendo descansar e estar com meu filho acompanhando o crescimento dele.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Eu decidi começar a estudar para concursos em julho de 2016. Portanto, foram 2 anos de integral dedicação a esses certames.

Estratégia: Durante o período sem edital lançado, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Como dito, penso que a escolha de qual concurso prestar é crucial para o candidato. Fiquei cerca de um mês ponderando qual área tentar, até que optei por Tribunais do Trabalho, já que ofereciam boa remuneração. A banca em 90% dos casos era a mesma, e existem 25 tribunais, contando com o TST, logo, haveria sempre uns 5 concursos por ano em média para eu poder prestar e ter um acompanhamento real de minha evolução nos estudos.

Assim, embora o TRT do Rio de Janeiro fosse meu interesse final, eu entendia que não estava estudando para um edital específico e sim para TRT’s em geral. Ademais, os editais da FCC muito pouco se diferiam e, desta forma, eu mantinha o foco no que sempre caía e estudava apenas alguma eventual novidade após o lançamento do edital.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Diogo: Utilizei os PDF’s do Estratégia, videoaulas e alguns poucos livros. Entendo que o estudo por cursos online é um grande diferencial, sequer conheci qualquer aprovado recente que se valesse de cursos presenciais. A modalidade online permite grande flexibilidade para pausar, assistir quantas vezes quiser, além de o concurseiro poder focar mais no que tem dificuldade, enfim, a meu juízo são indiscutíveis as vantagens dos cursos online. De igual maneira sempre tive mais afinidade pela leitura do que por videoaulas, o que me fez escolher o Estratégia como cursinho base para meus estudos.

Quanto aos livros, penso que tal qual as aulas presenciais são um método mais ultrapassado, que toma muito tempo do candidato e também não há como atualizá-los adequadamente. Os recursos de informática permitem um maior dinamismo como a simples possibilidade de buscar um conteúdo específico com um Ctrl+L. Sendo assim, embora eu não tenha relegado integralmente os livros, mantive seu uso apenas para estudo da lei seca, no que, neste único ponto, entendo que os livros realmente são muito melhores, pois facilitam a memorização.

Por fim, as videoaulas também são muito importantes, em especial para aprender alguns macetes ou reforçar conteúdos mais complexos que não sejam de tão fácil absorção pela leitura de PDF’s.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Diogo: Conheci o Estratégia por recomendação de amigos quando ia começar minha preparação para concursos em 2016. Acabou se tornando tão importante que era até minha homepage durante esses 2 anos de concurso.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Diogo: Eu estudava uma matéria por dia, na prática, uma aula de PDF, o que dava um ciclo de 7 ou 8 dias entre as matérias. No início fazia resumos ressaltando aquilo que considerava mais difícil, porém, com o avançar dos estudos fui abandonando esse método, pois tomava-me muito tempo e aquilo que eu considerava complexo numa ocasião às vezes 1 mês depois já estava integralmente consolidado.

Os exercícios são imprescindíveis para a fixação do conteúdo. Eu baseava meu estudo da seguinte forma: lia o PDF da matéria do dia, inclusive as questões comentadas. Então, na semana seguinte, eu resolvia as questões da aula anterior antes de dar início ao estudo da próxima. Além disso, todo domingo imprimia uma prova antiga de TRT e a resolvia como se estivesse prestando de verdade o concurso, deste jeito conseguia ter um acompanhamento estatístico para analisar se estava progredindo ou não nos estudos.

Aprendi igualmente durante uma das lives do Estratégia a montar meu caderno de erros, outra ferramenta crucial para minha aprovação. Por fim, também montei um caderno de decorebas, apenas com esquemas gráficos ou mnemônicos para gravar os temas mais espinhosos.

Todavia, as verdadeiras aprovações vieram depois que montei um método próprio de estudos, a que eu tratava como uma evolução do que foi feito no Passo Estratégico, conjugando os métodos anteriores com análises estatísticas próprias realizadas por mim, que foram o principal diferencial na minha guinada para as aprovações em sequência. Felizmente esse método deu tão certo que consegui até aprovar mais alguns amigos após passá-lo para eles.

Quanto ao horário de estudo, nunca me preocupei em cronometrá-lo, já que estudava por PDF e não por horário. Em dias com uma aula menor eu me permitia um pouco mais de descanso, em dias com aulas maiores ficava até tarde. Ainda assim, creio que, numa média, eu estudava cerca de 5 horas por dia, todos os dias da semana.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Diogo: A princípio eu tinha muita dificuldade com a matéria de Processo Civil e Administrativo. Em Processo Civil o meu grande salto de entendimento foi quando li um livro de CPC comentado praticamente do início ao fim enquanto intercalava com um curso de 500 questões comentadas de CPC feito pelo Estratégia.

Já Direito Administrativo, como é uma matéria de leis esparsas e muitos princípios, a superação da dificuldade se deu a partir de uma maior compreensão sobre o que a banca gostava de cobrar. Após a criação do meu método próprio de estudos, citado acima, eu consegui desfazer alguns mitos que rondam a matéria e dar um passo a frente dos candidatos.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Diogo: A semana que antecedia a prova sempre era a pior. Havia sempre algum conteúdo que tinha de ser estudado mas não deu tempo, a pressão era enorme. Com o amadurecimento, passei a focar apenas em revisões nessa semana, que é de fato a mais importante, o que me foi muito útil. Sempre optei por estudar na véspera das provas, era o dia mais importante de todos a meu ver. Claro que não descuidava de horários, fazia questão de dormir cedo, mas esse era o dia que eu deixava reservado para rever o caderno de erros e estudar aquelas matérias que só serviriam para o dia seguinte, como regimento interno ou alguma outra excepcional daquele certame.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Diogo: Para os concursos que prestei as discursivas de dividiam em 2 hipóteses: redação ou estudo de caso. Quanto aos estudos de caso em verdade nunca estudei especificamente para eles, entendia que o mero estudo dos PDF’s já fornecia a base para uma boa pontuação, o que me parece ter sido uma boa tática, já que, salvo engano, fui o único a tirar a nota máxima na discursiva para analista judiciário no TST.

Em inúmeros outros concursos como o TRT 21 ou o TRT 2 a prova discursiva consistia numa redação, geralmente sobre temas de matriz filosófica. Embora eu nunca tenha feito um estudo direcionado para redações, hoje enxergo como algo realmente importante e que pode fazer a diferença de forma substancial no resultado definitivo. Portanto, recomendo a todos aqueles que irão enfrentar concursos com discursivas de redação que façam algum curso para orientá-los a escrever da forma que a banca requer para uma pontuação alta.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Diogo: Além da já citada ausência um curso de redação eu diria que dois erros foram muito impactantes na minha trajetória. Por erro eu digo tudo aquilo que consome tempo em vão, já que o tempo é o bem mais precioso de um candidato. O primeiro é querer “zerar” o conteúdo. No começo eu não me sentia preparado se não tivesse atacado todos os pontos do edital. Mas a verdade é que provavelmente em nenhuma prova eu consegui de fato “zerar” o edital, então no princípio isso me gerava um enorme estresse e o desespero de estudar coisas não tão importantes, desfalcando o reforço naquelas matérias que valiam mais ou que eram mais cobradas.

O outro é o uso do papel. Creio que nos dias atuais ele só atrapalha o candidato. Aquilo que importa para o candidato muda conforme ele vai estudando ao longo do tempo, as leis mudam, fica tudo embolado e ainda se perde muito conteúdo. Ademais, escrever é muito mais lento do que digitar, o que diminui imensamente a produtividade dos estudos.

Sendo assim, à exceção da matéria de raciocínio lógico, que naturalmente exige a realização de contas, eu aboli a formação de cadernos ou resumos de papel, o que em muito contribuiu para minha efetividade nos estudos.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Diogo: O mais difícil certamente são os momentos de afastamento familiar. Inúmeras foram as vezes em que meu filho entrava chorando no quarto, ou então pedindo para brincar com ele ou um pouco de atenção. Esses momentos em que temos de dizer não por um motivo que uma criança de 2 ou 3 anos não é capaz de entender realmente são os mais difíceis, além da já citada ocasião em que perdi o aniversário de 3 anos dele por estar em Brasília para a prova do TST.

Acho que em nenhum momento pensei em desistir. Preparei-me bem para os anos de estudo que sabia que viriam, mantive meu foco constante inclusive pensando que as aprovações demorariam muito mais até do que acabaram demorando. Felizmente hoje, quando olho pra trás, vejo inequivocamente que tudo valeu a pena. Quando iniciei meus estudos em 12/12/2016, com vistas à prova do TRT 1 que estava por vir, jamais poderia imaginar nem nos meus melhores sonhos que o 1º lugar seria meu. Temos sempre que acreditar no nosso esforço, pois acho que a persistência e a disciplina são as maiores armas de um concurseiro.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Diogo: A minha maior motivação era a de dar uma condição melhor de vida para minha família. De igual modo eu tinha a sensação de que poderia chegar a um degrau maior daquele que ocupava no meu emprego anterior no TJRJ. Porém, durante esse período de preparação aprendi algo muito sábio com uma antiga coach do Estratégia Concursos: nós não temos que sair da zona de conforto, temos que sair da zona de DESconforto. Só é verdadeiramente motivado aquele que precisa passar, que quer verdadeiramente passar, pois aquele novo cargo irá representar uma mudança na vida.

Quando eu estava cansado de estudar pensava que não sabia como seria o dia seguinte, se estaria doente, se não seria removido ou se algo poderia mudar no trabalho e dificultar minha vida, uma nova tarefa, um novo chefe, muitas poderiam ser as possibilidades. Então pensava que tinha que aproveitar aquele dia, que apesar das circunstâncias um dia com pouco estudo ainda é melhor que um dia de nenhum estudo.

Não se trata de um esforço por algo passageiro, passageiro é o estudo, o emprego será para a vida toda. É estudar hoje para que lá na frente não tenha que estudar mais. Como dito, o tempo é o que há de mais precioso, o candidato tem que tentar encurtar ao máximo a distância temporal entre a exposição ao conteúdo e a cobrança dele na prova, isso que faz a diferença.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Diogo: O primeiro conselho é a ponderação sobre qual concurso o candidato realmente quer prestar. Suas condições de vida, suas condições financeiras, quanto tempo pode esperar até ser chamado, as matérias que tem mais facilidade. Após essa primeira etapa de escolha o mais importante é manter o foco, é tratar o estudo como uma rotina. Eu sempre detestei estudar, sempre tive fama de preguiçoso para estudo. Hoje, já até apaguei essa imagem, ninguém mais lembra disso, acham que eu sempre fui dedicado =D.

O estudo tem que ser internalizado na rotina, é como ir para a academia, se ficar pensando você não vai, tem que fazer e ponto. Para isso, é muito importante ter o mínimo de planejamento, diminuir as escolhas. Não se deve todo dia sentar na frente do computador e começar a pensar no que vai estudar, isso tem de estar já pré-definido, assim evita-se um imenso cansaço e uma eventual procrastinação. No mais, para os certames jurídicos eu recomendaria dedicação à lei seca e, para todos os outros a imprescindibilidade da resolução de questões, pois são elas que fixam verdadeiramente o conteúdo estudado.

Por fim, a esperança. Comecei meus estudos em 12/07/2016 com o objetivo de passar no concurso do TRT do Rio que estava previsto para o ano seguinte. Essa era minha mola propulsora. Naquele dia eu jamais iria supor que poderia ir tão longe. Comecei sem quase nada saber, havia estudado apenas 2 meses para o único concurso que havia prestado até então, não sabia quase nada de concursos, até os mnemônicos mais básicos, como o LIMPE eram desconhecidos por mim.

No primeiro concurso que prestei em dezembro de 2016 me espantei com o nível da concorrência, eram pessoas de todos os cantos do país, já no aeroporto dava para ver os concorrentes todos preparados, de vade mecum na mão, aquelas milhares de pessoas supostamente muito mais preparadas do que eu. Mas o segredo é nunca desistir, viver um dia após ao outro subindo naquela escadinha até a aprovação.

Quando saía o resultado eu via aqueles nomes nos primeiros lugares e ficava imaginando que levaria anos e anos para quem sabe um dia chegar perto deles, imaginava que todos teriam que ser chamados ainda para dar lugar a mim, ainda tão neófito nos estudos.

Até que um dia chega o momento em que se está verdadeiramente preparado. Que se passa em um, dois, três concursos, pois quando se chega no nível de aprovação acaba virando uma rotina, não se regride mais. E tenho certeza de que esse dia pode chegar para todos. Com foco, persistência e estabilidade na vida, um dia as dificuldades são superadas e a porta tão sonhada se abre para uma nova vida, em que se olha para trás e se vê que cada segundo de esforço valeu a pena.

Queria aproveitar esta oportunidade única para agradecer à toda equipe do Estratégia pelo suporte técnico e intelectual que me permitiu chegar até aqui. Minha vida realmente foi transformada com o apoio de vocês.

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Resultados:

  • Concurso TJ PR Dos 275 aprovados, 31 são nossos alunos
  • Concurso Banrisul 2018 (Escrituário) Dos 185 aprovados, 46 são nossos alunos
  • Concurso Sefaz RS 2018 (Papiloscopista) Dos 119 aprovados, 66 são nossos alunos
  • Concurso Sefaz RS 2018 (Escrivão) Dos 100 aprovados, 50 são nossos alunos
  • Concurso Sefaz RS 2018 (Agente) Dos 180 aprovados, 113 são nossos alunos

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