ENTREVISTA: Carolina Carneiro de Castro Prates de Sá - Aprovada no concurso MPU em 5º lugar para o DF e 8º lugar geral para o cargo de Técnico na Especialidade Administração

Entrevista:

ENTREVISTA: Carolina Carneiro de Castro Prates de Sá – Aprovada no concurso MPU em 5º lugar para o DF e 8º lugar geral para o cargo de Técnico na Especialidade Administração

“O caminho é muito difícil, você vai passar por momentos muito duros  e solitários, algumas derrotas, reprovações, mas o resultado é recompensador. Faça um planejamento e cumpra suas metas. Não crie metas inalcançáveis, pois gera desmotivação. Seja constante. Organize-se. Não se preocupe com os concorrentes. Imagine-se no futuro, concursado. Sonhe grande. Não pare no primeiro concurso que passar, continue estudando, pois todo mundo é capaz de alcançar o que sonha”

Confira nossa entrevista com Carolina Carneiro de Castro Prates de Sá, aprovada no concurso do Ministério Público da União, em 5º lugar para o Distrito Federal e 8º lugar geral para o cargo de Técnico na Especialidade Administração:

Thaís Mendes (Estratégia Concursos): Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formada em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Carolina de Sá: Meu nome é Carolina, tenho 33 anos e sou formada em Administração. Sou do Rio de Janeiro, mas me mudei para Brasília depois que conheci meu marido.

Thaís: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Carolina: Desde que estava na faculdade meus pais, que são autônomos, me incentivavam a estudar para concursos pelos inúmeros benefícios e principalmente pela estabilidade. Isso sempre me chamou a atenção. Comecei a estudar em 2009-2010 com foco em concursos como BNDES e Petrobrás. Sempre chegava perto das vagas, mas em algum momento acabei desistindo e fui trabalhar na iniciativa privada.

Quando conheci meu marido, trabalhava no Rio de Janeiro. Decidimos juntos que íamos morar em Brasília e para isso teria que recomeçar minha vida profissional. Sabia que Brasília era um bom lugar para pensar em voltar a estudar, pois as chances na carreira pública são bem maiores. Com certeza o principal motivo que me levou a estudar para concursos foi a estabilidade, tendo pais autônomos sei como é difícil e incerta a caminhada.

Thaís: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Carolina: Me dedicava exclusivamente aos estudos.

Thaís: Quantos e em quais concursos já foi aprovada? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Carolina:

2010: BR Distribuidora – Petrobrás: Profissional Junior – Administração 58ª colocada

2017: Terracap – Administrador – 7ª colocada

2017: TST – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 368ª colocada

2017: TRF 1 – Analista Judiciário – Área Administrativa – 85ª colocada

2018: STM – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 41ª colocada

2018: STM – Analista Judiciário – Área Administrativa – 67ª colocada

2018: STJ – Analista Judiciário – Área Administrativa – 7ª colocada

2018: MPU – Técnico do MPU – Especialidade Administração – 5ª colocada

Thaís: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Carolina: É uma sensação indescritível. Parece um sonho. Você percebe que todo seu esforço valeu a pena, as noites mal dormidas, as saídas que deixou de fazer, as crises de ansiedade e principalmente você percebe que sua vida mudou, que você vai poder realizar seus sonhos e os sonhos da sua família. Essa sensação não tem preço.

Thaís: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Carolina: Acho que uma postura mais para radical. Eu evitava sair o máximo que podia, só ia em comemorações ou datas muito especiais. Evitava viajar também, em 2018 acabei vendo meus pais que moram no Rio apenas 2 vezes. Como já não tenho mais 18 anos, percebia que a cada saída demorava uns 2 dias para me recuperar e isso acabava impactando negativamente a rotina de estudos.

Thaís: Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?

Carolina: Sou casada e moro com meu marido. Não tenho filhos. Minha família sempre me incentivou e apoiou, inclusive financeiramente. É muito difícil a decisão de “apenas” estudar. Você precisa contar com uma base emocional e financeira muito grande por trás. Meu marido é concurseiro também e isso foi fundamental para que a caminhada não fosse tão solitária.

Thaís: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? 

Carolina: Eu acho que vale a pena fazer outros concursos que tenham a mesma base de matérias do concurso que é seu objetivo maior. Fazer concursos sem estudar pode trazer uma desmotivação pelo resultado. Meu objetivo sempre foi passar para Analista Judiciário – Área Administrativa de Tribunais. Depois do resultado no STJ e no MPU, meu objetivo agora é passar para Administrador do Ministério Público de São Paulo. Acho que se conseguir passar esse será meu “concurso final”. Continuo estudando para o MPSP, a prova será dia 10/02/2019.

Thaís: Se Deus quiser vai dar certo e em breve irei entrar em contato para pedir mais uma entrevista! rs

Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovada?

Carolina: Direcionado para o concurso do STJ estudei 2 meses e meio e para o concurso do MPU 2 meses (ambos após a saída do edital). No entanto, vinha estudando para a mesma área (matérias parecidas) há 1 ano e 9 meses.

Thaís: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Carolina: Sim. É muito difícil manter a disciplina sem edital. O ritmo de estudos diminui bastante, mas é importante estudar todo dia para não perder a constância. Nem que seja por 2 horinhas. Na época sem edital estudava mais leis secas que sabia que seriam cobradas nos concursos da minha área como Lei 8.666, Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei 8.112, além de Português.   

Thaís: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Carolina: Em 2009/2010, ainda no Rio, fazia aulas presenciais. Quando mudei para Brasília comecei a estudar somente por PDF (mais) e videoaula (menos).

Na minha opinião aulas presenciais apresentam mais desvantagens, pois o ritmo da turma e do professor geralmente é diferente do seu, além das distrações, tempo de deslocamento e do tempo maior para aprender a matéria.

Para mim o PDF só apresenta vantagens. A forma de aprendizagem é mais profunda, você consegue aprender no seu ritmo e a memorização da leitura é mais fácil, além de facilitar o processo de concentração e revisão.

Na minha opinião a videoaula é o caminho para quem tem dificuldade em estudar sozinho via PDF. No meu caso, usava as videoaulas para conteúdos que tinha mais dificuldade, como leis muito densas ou matérias como raciocínio lógico e português. Como desvantagem cito o tempo. Você acaba levando muito mais tempo para aprender o mesmo conteúdo via videoaula do que por PDF.

Thaís: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Carolina: Um amigo me indicou.

Thaís: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Carolina: Estudava 3 matérias diferentes por dia. Para mim, a primeira coisa que um concursando deve fazer é um planejamento. Assim que resolvi me dedicar a estudar para concursos, assisti a aula gratuita do Estratégia: “Como Estudar para Concursos?” Foi quando aprendi sobre o processo de revisão e a montagem de um Ciclo de Estudos. A cada novo edital que saía, montava um ciclo de estudos que me permitia visualizar se conseguiria acabar com o conteúdo e me facilitava as revisões.

Estudava 3 matérias por dia além de fazer a revisão de 24 horas e a revisão de 7 dias. No meu planejamento dividia cada PDF do Estratégia em 2 dias de estudo, alguns mais longos dividia em 3 dias.

Não costumava fazer resumos, pois levaria mais tempo e não conseguiria acabar com o conteúdo. Então estudava marcando o PDF no computador, o que facilita muito a revisão. Sempre foquei mais em exercícios. Muitas vezes aprendi a teoria via exercícios resolvidos, principalmente quando o edital já saiu. É muito importante focar no modo de cobrança da Banca Examinadora.

Meu plano de estudos foi todo montado de acordo com as dicas do Estratégia em diversas aulas gratuitas. Meu dia geralmente era dividido em: Revisão de 24 horas, Revisão de 7 dias, Matéria 1, Matéria 2 e Matéria 3. Mais que isso percebia que não rendia. Isso geralmente acontecia em cerca de 6 horas líquidas/dia.  

Thaís: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Carolina: Sim, tive muita dificuldade em Português e Administração Financeira e Orçamentária. Percebi ao longo do tempo que no caso de Português a videoaula era melhor para mim do que o PDF, então troquei de tática, e em relação à Administração Financeira e Orçamentária comecei a me aprofundar, a estudar lei seca (Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei 4.320) e a fazer muito mais exercícios.

Thaís: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Carolina: A reta final deixa qualquer concurseiro estressado e neurótico. Você começa a achar que não sabe nada. Sempre programei “x” dias antes da prova para revisar as “x” matérias. Ao longo do tempo, fui percebendo que essa revisão geral de cada matéria me deixava muito estressada e ansiosa, pois começava a achar que não sabia nada.

Então, na prova do MPU, mudei de tática e resolvi assistir as videoaulas de revisão que aconteceram ao longo da semana anterior e a reta final foi muito mais tranquila, pois já tinha revisado ao longo dos meses pelo menos 2 vezes o conteúdo todo então as videoaulas foram o fechamento ideal.

A véspera da prova foi dia de estudo. Geralmente assisto ao aulão de véspera e dou uma revisada em algum estatuto específico do órgão.

Thaís: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Carolina: O grande erro acho que é deixar a ansiedade tomar conta em alguns momentos. Acho que faz parte da preparação parar um pouco e  respirar. Algumas vezes também tentei estudar mais do que o planejado, o que causa uma grande carga de cansaço no dia seguinte.

O maior acerto, sem dúvidas, é o planejamento e a escolha de um material de qualidade. Seguir o planejamento e bater suas pequenas metas diárias faz com que a motivação aumente a cada dia.

Thaís: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Carolina: O mais difícil é abdicar do convívio social, para mim foi um processo um tanto quanto solitário. Você acaba vendo bem menos seus amigos e sua família.

Manter a constância também é muito difícil, principalmente depois de uma prova. Esse foi um grande desafio. Para seguir em frente é preciso ter sempre em mente seus sonhos, seus desejos.

Se imaginar concursado é uma maneira de sentar na cadeira e continuar estudando. Em nenhum momento pensei em desistir.

Thaís: Qual foi sua principal motivação?

Carolina: Minha principal motivação foi sempre me estabilizar financeiramente e poder conquistar meus sonhos e os sonhos da minha família. Sabia que ser concursada, além de ser um sonho meu, era um sonho dos meus pais.

Thaís: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Carolina: Tenha calma. Nesse mundo dos concursos não adianta querer sair correndo para ser o primeiro. Tudo vai acontecer no tempo certo. Comece devagar, ao longo do tempo você vai aumentar as horas de estudo automaticamente.

O caminho é muito difícil, você vai passar por momentos muito duros  e solitários, algumas derrotas, reprovações, mas o resultado é recompensador. Faça um planejamento e cumpra suas metas. Não crie metas inalcançáveis, pois gera desmotivação.

Seja constante. Organize-se. Não se preocupe com os concorrentes. Imagine-se no futuro, concursado. Sonhe grande. Não pare no primeiro concurso que passar, continue estudando, pois todo mundo é capaz de alcançar o que sonha.

Thaís: Obrigada Carolina pela entrevista! Mais uma vez parabéns pela aprovação e que venham mais conquistas!

Em breve teremos também entrevista em vídeo com a Carolina ;)

Confira outras entrevistas em:

Depoimentos de Aprovados
Cursos Online para Concursos

Foi aprovado e deseja dividir com a gente e com outros concurseiros como foi sua trajetória até a aprovação?! Me mande um e-mail! [email protected]

Grande abraço!

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Resultados:

  • Concurso DPE-AM 2018 - Defensor Público Dos 59 aprovados, 21 deles são nossos alunos
  • Concurso DPE-AP 2018 - Defensor Público Dos 108 aprovados, 34 deles são nossos alunos
  • Concurso ALE-RO 2018 - Advogado Dentro das 4 vagas ofertadas, 2 aprovados são nossos alunos
  • Concurso PGM-Manaus 2018 - Procurador Dos 146 aprovados, 58 deles são nossos alunos
  • Concurso PGE-TO 2018 - Procurador Dos 135 aprovados, 52 deles são nossos alunos

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