Entrevista aprovado em 1º lugar concurso Ebserh UFF-HUAP

Entrevista:

ENTREVISTA: Lauro Velho – Aprovado em 1º lugar no concurso da Ebserh UFF-HUAP para o cargo de Analista Administrativo

“Basta querer, basta começar! Muitos percalços ocorrem, como não aprovações em concursos que ‘eram pra você’, provas nas quais você vai mal mesmo naquele conteúdo que achava dominar, mas é daí que devemos extrair o aprendizado e a força para continuar em frente e correr atrás do sonho da aprovação. É estudar até passar!”

Confira nossa entrevista com Lauro Velho, aprovado em em 1º lugar no concurso da Ebserh UFF-HUAP, para o cargo de analista administrativo e em 5º lugar para a mesma entidade, mas no hospital HUGG-Unirio:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que as pessoas que nossos leitores te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Lauro Velho: Sou do Rio de Janeiro, administrador de empresas e tenho 36 anos. Comecei a estudar para concursos somente aos 34 anos, o que torna minha trajetória um pouco diferente da história de grande parte dos concurseiros.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Lauro: Num primeiro momento (aproximadamente 1 ano), tive a oportunidade de dedicar quase 100% dos meus dias aos estudos, porém, a partir da primeira aprovação, que aconteceu em dezembro de 2015, no Processo Seletivo Simplificado da ANS, tive que conciliar o trabalho com os estudos.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Lauro: Foram 7 aprovações em 2 anos e meio, sendo 3 delas dentro das vagas e as outras 4 em cadastro de reserva (2 com boas chances de chamada e 2 com remotíssimas chances de aproveitamento).

A última aprovação foi para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, filial HUGG-Unirio, em 5º lugar (eram 6 vagas na ampla concorrência).

As aprovações aconteceram na seguinte sequencia:

Processo seletivo simplificado ANS 2015 – 7º lugar – técnico de complexidade intelectual (dentro das vagas)
Concurso Público ANS 2015 – 77º lugar – técnico administrativo (cadastro de reserva)
TCE-SC – 15º lugar – auditor de controle externo (cadastro de reserva)
TCE-PR – 34 º lugar – analista de controle externo (cadastro de reserva)
EBSERH Uff – 1º lugar (dentro das vagas)
EBSERH Unirio – 5º lugar (dentro das vagas)
TRF 2ª Região – Aguardando homologação (concurso para cadastro de reserva apenas)

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Lauro: A sensação foi maravilhosa, realmente faz valer a pena todas as horas de estudo e todos os momentos de sacrifício. Mas, na verdade, a aprovação serve mais como um combustível para seguir na batalha pelo cargo dos sonhos. Com certeza vou continuar em frente, sempre mirando novas aprovações!

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Lauro: Tive uma postura quase radical (rs), mas hoje não sei se isso acelerou ou não a aprovação. Na minha opinião, dá tempo sim de conciliar a vida pessoal com a rotina pesada de estudos. Não acredito muito naquele mantra de ser necessário estudar 12 horas por dia, prefiro 4 ou 6 horas com qualidade e concentração absoluta. Como estava morando fora do Rio de Janeiro há anos, infelizmente já estava bem afastado dos amigos. Mas, na verdade, aqueles poucos com os quais mantive algum contato, foram absolutamente fundamentais nas minhas conquistas, até porque já eram, em sua maioria, servidores públicos.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Lauro: Essa pergunta, pra mim, tem tudo a ver com a anterior. Tenho sim uma filha de 5 anos, que é o maior presente que recebi na minha vida e a verdadeira razão para eu nunca desistir dos meus objetivos. Além disso, tenho uma mãe (fantástica) que desde o início foi a minha maior apoiadora e que, em 2014, quando voltei a morar no Rio de Janeiro, acolheu-me de volta em sua casa para que eu pudesse me concentrar exclusivamente nos estudos para concursos públicos.

E também tenho, hoje, uma namorada, que por já ter sido concurseira um dia (hoje é servidora), me incentiva, viaja comigo para as provas e me apoia em todas os sentidos.

Não posso deixar de falar da minha irmã, craque nos concursos (1º lugar no inmetro e na fiocruz), sem toda a força que me deu seria simplesmente impossível.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

Lauro: No começo não tinha foco nenhum (rs), passei vários meses sem saber qual seria o melhor direcionamento, apenas me preocupava em aprender as matérias que percebi serem essenciais para fazer qualquer prova de concurso. Com o tempo fui pesquisando sobre alguns órgãos e seus respectivos cargos, mas em 2015 acabei fazendo pouquíssimas provas (Petrobras, Inmetro e outras que nem lembro). Até que surgiu a prova da ANS, com um número reduzido de matérias e, então, consegui a minha primeira aprovação.

Quando começaram a ventilar a hipótese de que aconteceria um concurso para o TCM-RJ, comecei a pesquisar a fundo sobre os Tribunais de Contas. E me encantei. Mas o edital nunca saía… Então me inscrevi nos concursos do TCE-SC e TCE-PR e entendo que tive ótimos resultados nestes certames (12º lugar, antes da avaliação dos títulos, e 34º lugar, respectivamente, ambos na minha área de formação). Mas, quando chegou a prova do TCM-RJ, veio uma decepção gigantesca, que foi a não classificação para a 2ª fase do concurso. Acredito que, além de não ser minha hora ainda, o nervosismo foi um fator fundamental nesse resultado abaixo do esperado. Tanto que, poucos meses depois, livre de pressão (interna, principalmente), fazendo um outro concurso da mesma banca (IBFC), fiquei em primeiro lugar na minha área de formação.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? 

Lauro: Acho que, enquanto não houver perspectivas no médio prazo de que o edital dos sonhos vá sair, vale a pena sim tentar concursos que surgirem, mas apenas se estes tiverem alguma pertinência temática com aquele que a pessoa realmente quer. E acho que há muitos cargos semelhantes que, naturalmente, terão editais semelhantes também. Por exemplo: administrador, analista administrativo – área administrativa, auditor de TCE com formação especifica em administração etc. Temos que levar em conta, também, que não estamos numa época de abundância de concursos públicos, então é preciso estar atento às oportunidades.

Meu foco continua sendo os tribunais de contas, especialmente para os cargos de auditor do TCM-RJ ou do TCU, e sei que um dia vou conseguir, Mas não dá para ignorar outros concursos, que são tão bons quanto os que mencionei, mas que podem sair num espaço menor de tempo.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Lauro: A primeira aprovação foi rápida, em aproximadamente 11 meses, principalmente pelo fato de ter tido um tempo apenas para estudos, que aproveitei muito bem.

A motivação, desde o primeiro dia, foi no sentido de dar uma vida tranquila para minha filha, me realizar profissionalmente e deixar minha família contente. Com valores e propósitos desse tipo em mente, a pessoa se supera, mantém a disciplina e batalha muito pelo resultado, sabendo sempre que concurso publico é muito mais uma maratona do que uma corrida de 100 metros, o que exige uma preparação continuada.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Lauro: Como disse, não comecei com muito foco (rs). Assim como não sabia qual era o concurso que queria fazer, também não sabia que tipo de material utilizar. Então, tentei de tudo: aulas presenciais (em turmas e particulares), livros, materiais em PDF e vídeo-aulas.

As aulas presenciais foram fundamentais para entender que o mundo dos concursos públicos era de fato um projeto de vida. O contato com as pessoas na mesma situação que a minha foi muito enriquecedor. Tive um professor, em especial, que abriu a minha mente para o direito administrativo e, sem dúvidas, foi aí que comecei a encarar esse projeto de frente e com o coração aberto.

Mas com o tempo fui vendo que, com a rotina de trabalho e, com a retomada dos convívio de mais qualidade com a família, os materiais online poderiam se encaixar com mais facilidade nos poucos horários que eu tinha por dia para estudar. Mas acho que cada um tem a sua realidade e a própria forma de aprender. Vejo todos os métodos com vantagens e desvantagens, mas hoje sou 100% adepto dos materiais em PDF e vídeo-aulas.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Lauro: Um grande amigo me apresentou, disse que era o melhor material disponível e que, nesse mundo em que a competição é extremamente acirrada, de nada adiantaria querer ler dezenas de livros, como se estivesse fazendo um metrado ou um doutorado. Foi nesse momento que entendi que somente com um material focado (na banca, no edital e no que realmente cai nas provas), como é o caso do material do Estratégia, é que seria possível chegar bem preparado numa prova de concurso público.

Desde o inicio atestei a qualidade e, hoje, não vou para nenhum concurso sem antes me preparar com o material do Estratégia.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Lauro: Comecei focando naquelas matérias que caem em praticamente todos os concursos da minha área, como português, matemática/raciocínio lógico, direito administrativo e constitucional, auditoria e administração geral e pública.

Num primeiro momento, minha preocupação foi absorver a maior quantidade de assuntos possíveis num menor tempo, para poder partir para a matéria seguinte. Mas depois fui percebendo que, sem revisões, anotações e uma rotina mais disciplinada, como um ciclo de estudos, já não estava memorizando os tópicos de forma suficiente, o que me deixou confuso com o excesso de informações. A partir de um certo momento, analisando o que os professores do Estratégia falavam e, principalmente, a partir da leitura de depoimentos de aprovados, entendi que seria necessário dar um foco nas revisões, anotações, fichas e, principalmente, desenvolver resumos de qualidade para os períodos que antecedem as provas. .

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Lauro: Minha dificuldade maior sempre foi a matemática e, por isso, fugi dela nos primeiros meses. Nessa matéria tive que correr atrás de aulas particulares e mesmo voltar aos livros de matemática básica do ensino médio. A mesma coisa com a língua portuguesa.

Mas depois de adquirir certa confiança, parti para a resolução de questões de provas das bancas que eu tinha em mente serem possíveis organizadoras dos meus concursos-foco.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na releitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Lauro: Na reta final sempre dou preferência aos resumos e à resolução de questões da banca organizadora, enfatizando as matérias que têm maior peso, mas também dando uma atenção especial àquelas em que meu desempenho normalmente é abaixo do que considero ideal para uma possível aprovação.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desacelerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Lauro: Acho que cada cérebro funciona de uma forma distinta, mas pelo menos no meu caso, pegar muito pesado nos dias que antecedem a prova não funciona muito bem. E vi isso na prática na prova do TCM-RJ. Estudei até a hora de entrar na sala e, quando comecei a ler as questões da prova, já estava com a mente totalmente esgotada. O resultado não poderia ser positivo… Em outros casos parei de estudar 2 dias antes da prova e tive o desempenho muito melhor.

Mas realmente entendo que não há uma regra, cada um tem seu próprio método. O importante é ter uma preparação bem antecipada para não ter nenhum conteúdo do edital ainda sem ter sido estudado até a semana da prova, que deveria servir apenas para revisões e ajustes finos nos conteúdos mais relevantes.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Lauro: Cometo erros até hoje, mesmo sabendo o que funciona melhor e o que não funciona na minha preparação. Como ainda não cheguei no meu objetivo final em termos de concursos públicos, acredito que, também, ainda não tenho uma fórmula que me dê 100% de certeza de estar pronto para uma prova.

Mas gosto sempre de lembrar que não se pode levar a ansiedade e a pressão (interna e externa) para o dia da prova, isso sempre atrapalha na hora de responder as questões. Acho que uma adequada preparação psicológica, aliada a um bom material de estudos (e, logicamente, disciplina para usá-lo no dia a dia), são fatores que, mais cedo ou mais tarde, levarão o candidato que mantém a constância na preparação à aprovação,

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Lauro: Acho que o maior erro é achar que concurso é meta de curto prazo. Salvo raríssimas exceções, é muito difícil conseguir uma aprovação rapidamente, já que a competição está cada mais acirrada e as bancas muito mais exigentes. Quem não se prepara muito fica estagnado na fila.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

Lauro: O cansaço vem, o edital não é aberto, as contas chegam, existe uma vontade de resolver os problemas de forma imediata…

Mas o que me ajudou foi a manutenção do equilíbrio e a crença de que tinha feito uma opção de carreira e um projeto de vida.

A motivação é esta: conseguir os resultados, atender às próprias expectativas e, quando conseguir ser aprovado, prestar um bom serviço ao cidadão.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Lauro: Como falei no começo da entrevista, minha trajetória é bem atípica. Muitos acham que começar a estudar para concursos públicos tem idade-limite, que existe um perfil do concurseiro que é aprovado ou coisa do tipo. E, na verdade, vejo que não é bem por aí.

Se a pessoa tomou a decisão de embarcar nessa, se tem uma estrutura mínima (uma poupança para quem vai estudar sem ter outra atividade remunerada, uma pessoa que financie e/ou capital próprio para investir nos materiais), não há nada que impeça o início da trajetória ruma à aprovação. Basta querer, basta começar! Muitos percalços ocorrem, como não aprovações em concursos que “eram pra você”, provas nas quais você vai mal mesmo naquele conteúdo que achava dominar, mas é daí que devemos extrair o aprendizado e a força para continuar em frente e correr atrás do sonho da aprovação.

É estudar até passar!

 

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Resultados:

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