Entrevista com aprovado - Estratégia Concursos

Entrevista:

ENTREVISTA: Antônio Silas – Aprovado em sete concursos (INSS, PM, TJs, entre outros) com apenas 26 anos de idade

“Muitos iniciam a preparação após o lançamento do edital acreditando que com um pouco de sorte podem ser aprovados. Ser aprovado não é uma questão de sorte ou de ser mais inteligente. É preparação. O tempo vai depender da intensidade e qualidade com que se estuda, mas geralmente os resultados vêm a médio ou longo prazo”.

Confira nossa entrevista com Antônio Silas, que já conta com sete aprovações em concursos com apenas 26 anos de idade:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Antônio Silas: Meu nome é Antônio Silas, tenho 26 anos, sou de Monte Alegre, interior do Pará e sou acadêmico de Ciências Contábeis na Universidade Luterana do Brasil(ULBRA).

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos?

Antônio: Como trabalho no banco e tenho uma carga horária diária de 6 horas, entro ás 9:00hs e saio ás 15:00hs, tive que conciliar trabalho e estudo de forma que pudesse aproveitar ao máximo o tempo antes e depois do trabalho. Acordava por volta de 6:30h e estudava até 8:00hs. Quando retornava prosseguia com a maratona de estudos até ás 19:00hs. Dava um intervalo e voltava ás 20:30hs e ia parar próximo de meia-noite. Durante a semana raras vezes fugi dessa rotina. Ter disciplina é chave para alcançar a aprovação.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Antônio:  Ao todo já fui aprovado em sete concursos, comecei com um concurso municipal para agente comunitário de saúde, no qual trabalhei durante um ano. Em seguida passei para soldado da Policia Militar do Pará, onde trabalhei por aproximadamente três anos e meio. Obtive êxito também nos concurso do Banco da amazônia e Banco do Estado do Pará (Banpará), onde trabalho atualmente. Fiquei em 8° no TJ-PA (auxiliar judiciário) e em 2° no TJ-AP (técnico judiciário). E agora tive a felicidade de ser aprovado em 1° lugar no INSS para o cargo de Técnico do Seguro Social.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Antônio:  A primeira lista liberada pela Cespe não veio pela ordem de classificação, então comecei a ver a nota de todo mundo, uma por uma. Depois fiquei sabendo de um programa que organiza as notas por ordem, mas na hora a gente não pensa nisso. Só comemorei depois que vi até o último nome. É difícil descrever a alegria que senti. Uma sensação de dever cumprido. É muito recompensador ver que toda dedicação, abdicações, disciplina e foco valeram a pena.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Antônio: Durante a minha preparação abdiquei um pouco da vida social. De inicio não foi uma postura tão radical, mas após o edital meio que me isolei mesmo. Reservava o domingo para passar com a família e descansar um pouco. Também não parei de praticar atividade física, caminhava três vezes na semana, o que considero importante para aliviar o estresse e aumentar a resistência.

Estratégia: Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Antônio: Acredito que a contribuição que a família pode dar é compreender que passar em concurso pode ser algo que demanda tempo e que reprovações fazem parte da vida de todo concurseiro. E pressionar por resultados imediatos pode gerar uma cobrança que torne a caminha até a aprovação mais longa. Foi dessa forma que tive apoio da minha família.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

Antônio: Fiz outros concursos que tinham disciplinas em comum com o do INSS. Foi útil também para treinar “fazer prova”, coisas do tipo não esquecer canetas, documento de identificação, chegar com antecedência, controlar a ansiedade e realizar a prova no tempo estipulado.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? 

Antônio: Acredito ser pouco provável se alcançar resultados “atirando pra todo lado”. Porém, é viável fazer outros concursos que tenham disciplinas semelhantes com o que é realmente o foco. 

Como ainda não conclui meu curso superior, o meu objetivo atual com nível médio era passar nesse concurso do INSS. Agora pretendo terminar a faculdade para poder me habilitar a prestar concursos de nível superior, como o da Receita Federal que é a próxima meta.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Antônio: Me preparei basicamente através de livros e pdfs. Os livros são bastante completos, porém geralmente são extensos, o que dificulta na hora da revisão, e alguns não vêm com questões. O pdf tem um conteúdo mais dinâmico com esquemas, questões, dicas e macetes. Considero que os dois se complementam.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Antônio: Uma boa escolha se faz com boas referências. Antes de escolher por qual livro estudar ou qual curso adquirir sempre busquei em grupos e fóruns a opinião de pessoas que já haviam estudado pelos materiais que eu tinha interesse. Foi assim que conheci o Estratégia Concursos, com base no conceito atribuído por pessoas que já haviam estudado e passado em grandes concursos utilizando seus materiais.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e re-leitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Antônio: Como comecei a me preparar bem antes do edital, pude ver e rever com calma várias vezes o conteúdo programático. Montei um plano de estudos com, no máximo, três disciplinas diárias. Reservava um tempo maior para as de maior peso. Fazia pelo menos um simulado por semana e bastante exercícios para verificar meu rendimento e trabalhar mais aquelas disciplinas de menor desempenho. Apesar de não ter feito resumos, acredito que seja importante para a fixação e uma revisão mais breve.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Antônio: Tive dificuldades em informática e raciocínio lógico. Mas não adianta fugir, ou você decide que vai aprender e estuda até engolir a matéria, ou pode comprometer a aprovação.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Antônio: Considero reta final a partir do lançamento do edital. Como 70 das 120 questões desse concurso eram de Direito Previdenciário, reservei um tempo maior de estudo para essa disciplina. As demais inclui no meu programa de forma proporcional.

Como já havia fechado o edital várias vezes e ele veio praticamente igual ao anterior, minha preparação passou a ser basicamente através de questões comentadas da banca. É importante para compreender o estilo de raciocínio do examinador.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Antônio: No meu caso preferi desacelerar um pouco. Fiz somente algumas revisões e simulados ao longo da semana. Não acredito que seja produtivo uma sobrecarga de estudos na semana que antecede a prova. Mas para quem adota essa postura é aconselhável que descanse pelo menos no dia anterior à prova, pois o cansaço e estresse podem refletir negativamente no desempenho.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Antônio: O erro que penso ter cometido foi ter dado pouca importância a português achando que já sabia o suficiente dessa matéria.

O grande acerto foi quanto ao tempo de preparação. Pude estudar toda a teoria, fazer muitos exercícios e rever os pontos aonde o meu desempenho era baixo.

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Antônio: Um dos primeiros erros é achar que passar é algo instantâneo, imediato. Muitos iniciam a preparação após o lançamento do edital acreditando que com um pouco de sorte podem ser aprovados. Ser aprovado não é uma questão de sorte ou de ser mais inteligente. É preparação. O tempo vai depender da intensidade e qualidade com que se estuda, mas geralmente os resultados vêm a médio ou longo prazo.

Outro erro frequente é não escolher a área para a qual se vai prestar concurso. Se a pessoa está estudando para a área bancária, por exemplo, e em concomitância decide fazer um para a área fiscal é pouco provável obter resultados positivos. Tenha foco.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?

Antônio: O mais difícil foi permanecer estudando mesmo sem previsão de concurso. Quando comecei não havia nem solicitação de autorização. Acompanhei cada etapa com a certeza de que um dia, por mais que demorasse, esse concurso ia sair. Lembrava de algo que ouvi Willian Douglas dizer: “o tempo vai passar de qualquer forma, mas que passe com você estudando”.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Antônio: A caminhada até a aprovação pode ser árdua, demorada e estressante. A disciplina tem quer ser digna de um militar. Haverá momentos em que pensará que vai surtar de tanto estudar. Terá que abdicar de muitas coisas, vida social, amigos, família. Reprovações te farão pensar em desistir… Mas sentirá que tudo valeu a pena quando ver o seu nome na lista dos aprovados.

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