ENTREVISTA: André Gerab - Aprovado em primeiro lugar no concurso TCE-RN para o cargo de Inspetor de Controle Externo

Entrevista:

ENTREVISTA: André Gerab – Aprovado em primeiro lugar no concurso TCE-RN para o cargo de Inspetor de Controle Externo

“Aqueles que realmente querem ser aprovados têm que estar dispostos a pagar o preço dessa aprovação. O inicio é complicado, provavelmente você será reprovado em alguns concursos, mas depois as coisas vão melhorando. Você pode passar dois, três anos estudado, mas se você se mantiver firme no seu objetivo, uma hora sua aprovação chegará”. 

Com apenas 29 anos, André Gerab já conta com quatro aprovações em grandes concursos, sendo o último o do Tribunal de Contas de Estado do RN, onde se classificou em primeiro lugar!

Apesar da trajetória de sucesso, esse Pernambucano não vai parar por aqui. Confira a história de André Gerab e descubra o segredo para se alcançar uma vaga nos concursos públicos.

Estratégia Concursos – Conte-nos um pouco sobre você, para que nosso leitor possa te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

André Gerab – Meu nome é André Gerab. Sou engenheiro civil, formado pela UFRN, mestre em geotecnia por essa mesma universidade, além de possuir MBA em gestão de obras. Tenho 29 anos e sou natural de Recife/PE, mas moro desde criança em Natal/RN.

Estratégia Concursos – Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

André – Já fui aprovado em 4 concursos. Passei em primeiro lugar para o cargo de Analista do Seguro social do INSS; vigésimo colocado para o cargo de Engenheiro civil da Polícia Federal; décimo quinto colocado para o cargo de Engenheiro civil da CAERN; e por último, primeiro colocado para o cargo de Inspetor de Controle Externo do Tribunal de Contas de Estado do RN.

Estratégia Concursos – Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

André – Indescritível. É muito gratificante você ver que todo o seu esforço e incontáveis horas de estudos valeram a pena.

Estratégia Concursos – Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

André – Quando o edital ainda não havia sido publicado eu já mantinha uma rotina diária de estudos, mas saia com amigos aos finais de semana, porém nada muito pesado para não afetar o meu rendimento no dia seguinte.

Depois da publicação do edital, eu mudei a estratégia e dei foco total ao concurso, aumentando consideravelmente as horas de estudo.

Estratégia Concursos – Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho?

André – Fiz outros concursos sim, mas apenas aqueles em que maioria das matérias cobradas fosse semelhante às cobradas nos concursos dos TC’s (Tribunais de Contas). Durante minha preparação, fiz o concurso do STJ, e especialmente o concurso do TCU que me ajudou bastante, porque praticamente todas as disciplinas cobradas no concurso do TCE/RN eu já havia estudado para o concurso do TCU. O que eu fiz foi fazer pequenos ajustes. Acho importante o candidato ter o hábito de fazer provas. Ficar muito tempo apenas estudando sem “treinar” não é uma boa estratégia.

Estratégia Concursos – Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele que é realmente seu objetivo maior?

André – Bom, assim que eu comecei a estudar eu fazia provas de diferentes áreas, mas depois vi que essa não era uma boa ideia. Se você almeja um cargo específico, acho interessante focar nele sim, mas não se deve deixar de fazer provas daquela área da qual o seu cargo se encaixa. Por exemplo, quem estuda para AUFC do TCU (área de controle) pode fazer provas para TFCE do TCU, AFC da CGU, e para todos os demais tribunais de contas e controladorias gerais dos estados e municípios.

Eu pretendo ainda estudar, para AUFC do TCU, mas vou dar uma descansada por enquanto.

Estratégia Concursos – Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante este tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

André – Para esse concurso do TCE foi um ano de estudo (contando com a preparação para o TCU, pois a prova foi realizada 4 meses antes da prova do TCE/RN). Mas eu comecei a estudar para concursos, de forma geral, em setembro de 2012.

Eu acho que consegui manter a disciplina nos estudo porque me organizei bastante antes de começar a estudar. Criei ciclos de estudos e coloquei metas que eu tinha que cumprir a cada semana, e isso independia de haver edital na praça (por exemplo, eu tinha que resolver uma quantidade X de questões de determinado assunto e acertar 80% delas). Enquanto eu não cumprisse aquelas metas eu não passava adiante. Outra coisa importante é que quando comecei a estudar para concursos públicos eu acabei gostando da rotina, não era um fardo ter que todo dia sentar e estudar AFO, controle externo, direito constitucional, auditoria e etc. Ou seja, virou um hábito estudar todos os dias. Quando você estuda para concursos você acaba aprendendo muitas coisas, de diferentes áreas, e isso para mim era muito prazeroso. Logicamente têm dias que você está cansando, exausto da carga de estudo, e não consegue render o que você pretendia. Nesses casos eu fazia um esforço extra até onde fosse possível, mas também respeitava o meu limite.

Estratégia Concursos – Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

André – Quando eu iniciei meus estudos para concursos públicos, lá em setembro de 2012, eu nunca havia tido contato com matérias de direito. Por isso tive muita dificuldade de assimilar os conteúdos escritos (tanto em PDF quanto em livros). Então comecei assistindo vídeo aulas. Quando peguei o “jeito” da coisa, parti para as aulas em PDF que são muito mais ricas de informações, e também usei livros, mas esses últimos, apenas para sanar dúvidas muito específicas. Penso que quando o candidato já atingiu certo nível de maturidade nos estudos, o PDF é a melhor opção, pois é um material direcionado para o seu concurso, trabalhando inclusive com as peculiaridades das bancas examinadoras.

Estratégia Concursos – Como conheceu o Estratégia Concursos?

André – Conheci o Estratégia Concursos através de um amigo, de Brasília. Foi ele quem me apresentou ao mundo dos concursos públicos.

Estratégia Concursos – Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

André – Antes de começar a estudar para concursos públicos, eu li bastante a respeito do tema planejamento de estudo, dentre vários autores renomados, como o professor Alexandre Meirelles. Peguei o que achei melhor de cada um e adaptei da forma que seria mais interessante para mim.

Fiz então um ciclo de estudos. Não havia um dia fixo para estudar determinada matéria. Poderia estudar AFO na segunda ou na quarta feira. Iria depender se naquele momento era a vez de estudá-la. Sempre estudava a teoria de um assunto e fazia poucas questões logo em seguida. Na próxima vez em que eu fosse estudar essa disciplina eu resolvia centenas de questões do assunto estudando anteriormente (dava uma média de 3 a 4 dias entre o estudo da teoria e a resolução das questões). Não resolvia de cara todas as questões da matéria que eu tinha acabando de estudar, pois provavelmente eu iria esquecer boa parte do assunto em poucos dias. Quando eu dava esse período de 3 a 4 dias entre o estudo da teoria e resoluções das questões eu resgatava o que eu havia estudado e conseguia sedimentar melhor a matéria. Eu estudava no mínimo 3 disciplinas por dia e no máximo 4. Depois de construir o meu ciclo de estudos, eu estipulei metas a serem cumpridas, como a quantidade de questões resolvidas e o percentual de acertos, além do tempo de estudo. Comprei um cronômetro para marcar as horas liquidas de estudo durante o período de preparação. Se por qualquer motivo parasse de estudar, por exemplo, para beber água, eu parava o cronômetro. Ao final do dia eu anotava tudo o que eu havia estudado; o tempo de estudo de cada disciplina e o meu percentual de acertos nas questões.

Quanto aos resumos, na verdade eu não chamaria de resumo, de fato, já que resumo é algo pequeno para leituras rápidas. O que eu tenho é um caderno cheio de anotações de vários assuntos e de várias disciplinas, que comecei a escrevê-lo quando eu iniciei os estudos com as vídeo-aulas. Todas as vezes que eu lia algo que eu julgava interessante eu anotava no meu caderno e com o tempo ele foi ficando bastante completo.

Estratégia Concursos – Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

André – Acho que a matéria em que eu tive mais dificuldade (apesar de gostar muito dela) foi AFO, por que além do conteúdo ser gigantesco, tem muitos detalhes. Eu imprimi alguns normativos, como o MCASP, e as principais leis (como a LRF e a 4320/64) para ler rotineiramente e fixar o conteúdo. O que também me ajudou bastante foi o curso de AFO dos professores Vinícius Nascimento e Sérgio Mendes. Essa ideia de dividir o curso entre os dois professores (um ficando responsável pelo PDF e as vídeo aulas e outro pelo fórum de dúvidas) foi excelente, porque eu postava dúvidas nos fóruns e era respondido, muitas vezes, 30 minutos depois, ou seja, de pronto era sanada a minha dúvida.

Estratégia Concursos – A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na releitura, em resumos, em exercícios, etc.

André – Eu terminei de estudar todo o edital faltando uma semana para a prova. Nesse período, eu apenas fiz leituras do meu caderno e resolvi algumas questões, principalmente das disciplinas de que eu tinha maior dificuldade.

Estratégia Concursos – Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

André – Como a prova foi em um domingo, na sexta feira à noite eu guardei todo o material de estudo e descansei minha mente para fazer a prova com tranquilidade. Acho que ficar estudando intensamente até o ultimo dia não é uma boa alternativa. É preciso chegar com a mente descansada para fazer a prova, principalmente se a banca for a Cespe/UNB.

Estratégia Concursos – No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

André – Quando eu estava estudando para o concurso do TCU eu comprei o curso de discursivas do Estratégia Concursos. Muitas vezes eu até tinha o conhecimento do assunto em si, mas tinha dificuldade de passar as ideias para o papel, de forma organizada e rápida, e com isso perdia muito tempo na hora da prova. O curso foi muito proveitoso, pois os professores deram orientações essenciais de como organizar o texto, além, claro, de corrigirem algumas redações indicando os erros que eu estava cometendo. Acho que escrevi em torno de 45 dissertações dos mais variados temas propostos pelos professores. Quando vi que o tema da discursiva da prova do TCE/RN era sobre a lei de licitações e contratos e que eu já havia feito diversas redações sobre esse assunto, foi só lembrar as orientações dadas pelos professores. Tirei 91% dos pontos possíveis da prova, o que me ajudou a me manter entre os classificados.

O que aconselho para provas discursivas é treinar bastante, escrevendo a respeito de diversos temas para melhorar seu poder de argumentação. 

Estratégia Concursos – Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

André – Meu maior erro foi, no inicio, estudar para vários concursos sem um foco específico. Meu maior acerto foi ter me planejado bem, ter feito o ciclo de estudo e seguido à risca o que eu havia planejado.

Estratégia Concursos – Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

André – Acho que os maiores erros são: não se planejar de forma correta ao iniciar os estudos; estudar por materiais de baixa qualidade; estudar para qualquer concurso sem um foco específico; focar apenas na teoria e resolver poucas questões e etc.

Estratégia Concursos – O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

André – Eu diria que o mais difícil foi manter a disciplina por um período muito longo (no meu caso fiquei estudando firme durante um ano inteiro). A minha maior motivação para continuar estudando era trabalhar no Tribunal de Contas. Desde que o meu amigo me apresentou ao mundo dos concursos e me falou sobre os diversos órgãos públicos, me interessei de imediato pelas atividades exercidas pelos Tribunais de contas.

Estratégia Concursos – Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

André – Eu diria para ter foco, persistência, determinação. Aqueles que realmente querem ser aprovados têm que estar dispostos a pagar o preço dessa aprovação. Um professor me disse uma vez que estudar para concurso público é o mesmo que entrar em uma fila de banco. Pode até demorar, mas uma hora você será atendido. Mas se você desistir e sair da fila, quando você quiser retornar, você terá que voltar para o final dela. O inicio é complicado, provavelmente você será reprovado em alguns concursos, mas depois as coisas vão melhorando. Você pode passar dois, três anos estudado, mas se você se mantiver firme no seu objetivo, uma hora sua aprovação chegará.

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