ENTREVISTA: André Augusto Barcelos - Aprovado no concurso da Polícia Civil do Pará no cargo de Investigador

Entrevista:

André Augusto
ENTREVISTA: André Augusto Barcelos – Aprovado no concurso da Polícia Civil do Pará no cargo de Investigador

“Aprendi com o professor Marcos Girão uma frase que sempre guardei: “Se eu tivesse 8 horas para cortar uma árvore, passaria 6 amolando meu machado”. Muitos estudam para concursos, poucos conseguem a aprovação. É preciso um bom material, disciplina e paciência. Só isso. Sua hora vai chegar e você pode acreditar, vai valer a pena”

Confira nossa entrevista com André Augusto Barcelos, aprovado no concurso da Polícia Civil do Pará no cargo de Investigador:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

André Augusto Barcelos: Sou formado em Gestão de Recursos Humanos. Tenho 28 anos. Sou de Anápolis/GO.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Por que a área Policial?

André: Minha esposa engravidou. Eu era instrutor de autoescola, ganhava cerca de dois salários mínimos. Passei algumas dificuldades nessa época. Percebi que se não estudasse para concursos públicos, dificilmente poderia dar uma vida melhor para minha família. Desde pequeno sonhava em ser policial. Minha mãe se aposentou ano passado como Policial Rodoviária Federal. Depois de adulto, comecei a olhar com muita admiração a carreira da Polícia Civil. O trabalho investigativo é apaixonante.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

André: Comecei a estudar ainda empregado. Depois de algum tempo, percebi que apesar de minha dedicação, não estava sendo frutífero meu esforço. Então pedi ajuda a meus familiares para poder me dedicar exclusivamente aos estudos. Conversei com minha esposa e ela topou o desafio. Seria difícil, mas ela sabia que era em prol de um futuro melhor. A partir daí nos mudamos para a casa de um familiar e comecei a estudar 100% focado em minha aprovação.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

André: Fui aprovado em cinco provas: Agente prisional temporário / GO (processo seletivo); Polícia Militar de Minas Gerais (praça); Agente prisional do Piauí (concurso cancelado); Polícia Militar de Goiás; Polícia Civil do Pará.

O último foi o da Polícia Civil do Estado do Pará. Fui aprovado para Investigador de Polícia Civil da posição 264 (prova objetiva). Fui chamado para o curso de formação na posição 210. Fui nomeado na posição 26 (vigésimo sexto). Eram 300 vagas.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?

André: Quando vi meu nome naquela lista e percebi que fui aprovado dentro das vagas, a emoção foi enorme. Chorei muito. Estudei muito para aquele momento, mas sempre parece mais difícil do que realmente é. Ao mesmo tempo veio aquele alívio, aquela sensação de dever cumprido.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

André: Não possuía vida pessoal. Estuda o tempo todo. Quando meus pais me visitavam, minha mãe sempre reclamava porque não saía do quarto para dar atenção a eles. Contudo, perdi muito tempo estudando errado, sem técnica. Demorei um pouco para conhecer o material do Estratégia Concursos e começar a estudar de maneira produtiva.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

André: Minha família foi a principal responsável por minha aprovação. Minha avó cedeu um espaço em um imóvel que possuía para que eu pudesse estudar. Minha mãe me ajudava com compras no supermercado para minha casa. Minha esposa foi minha maior incentivadora, sempre me apoiou e enfrentou as dificuldades sem nunca reclamar, sabendo que gozaríamos daquele sacrifício temporário para o resto de nossas vidas.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? (Se esse ainda não é o concurso dos seus sonhos, se possível, citar qual é se pretende continuar se preparando para alcançar esse objetivo)

André: Penso que é necessário estudar com foco. Mirar em concursos de carreiras diferentes é desperdício de energia. Sou muito feliz no cargo que ocupo, mas meu objetivo pessoal é ser Policial Rodoviário Federal. Sou apaixonado por essa instituição e em breve retomarei os estudos para realizar esse sonho. Estudarei com vocês é claro.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?

André: Já tinha sido aprovado em outros concursos, mas decidi que continuaria estudando para ser policial civil. A partir desse momento, estudei por cerca de 10 meses.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

André: A regra é não ter edital na praça. Acho que o erro mais comum do concursando é só querer começar a estudar quando o edital é lançado. Tentava ter domínio sobre as matérias tradicionais que sempre são cobradas. Quando o edital saía, eu só focava naquelas que eventualmente não tinha estudado.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

André: Fiquei muito tempo estudando errado. Fiz toda peregrinação. Estudei um bom tempo por apostilas vendidas em banca de revista. Depois passei para um cursinho presencial (não tive muita sorte). Depois conheci através de um colega de cursinho um site de videoaulas. Mas ainda não tinha conseguido sucesso em nenhuma prova. Até que conheci o material em PDF do Estratégia Concursos, material que estudei até minha aprovação no atual concurso.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

André: Com um colega concursado no Detran/DF chamado Rafael (vulgo MADRUGA). Certo dia o encontrei e comecei a me lamentar sobre meu insucesso no mundo dos concursos. Aí ele me xingou um pouco e mandou eu dar uma olhada no site do Estratégia Concursos, porque provavelmente eu estaria estudando errado.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

André: Fiz meu plano de estudo para revisar a matéria do dia anterior e estudar duas matérias por dia. Aos sábados fazia simulado e resolução de questões. Aos domingos fazia a revisão do conteúdo estudado durante a semana e fazia uma redação. Só fazia resumo de matérias que realmente tinha dificuldade. Fazer resumo é uma maneira excelente de fixar o aprendizado, porém, acho que exige muito tempo.

Sempre fazia muitas questões. Sempre questões comentadas que eram apresentadas após a teoria no material do Estratégia. Acho uma maneira muito melhor de fixar o conteúdo e entender alguns pontos da matéria de acordo com a maneira que a banca cobra. Estudava por volta de 12 horas por dia. Às vezes menos, às vezes mais. Mas isso só nos últimos meses, quando estava na iminência de sair edital da Polícia Civil.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

André: Português sempre foi uma dificuldade. Acho que é para a maioria dos concurseiros. Comprei a ideia do professor Décio Terror. Perdi e comecei a estudar. Primeiro vi toda a matéria. Não entendi muita coisa, mas já me ajudou a ter uma visão geral. Depois foi fazendo cada aula com mais calma, sempre fazendo muitas questões comentadas. Acertei 80% da minha prova de português. Fiquei surpreso. Consegui ir bem na matéria que mais temia.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

André: Nas duas últimas semanas, deixei a teoria de lado e comecei a resolver simulados e questões de concursos anteriores. Fui no ônibus estudando, sem pausa pra descanso. Cheguei da viagem na noite anterior a prova. Estudei até as 23:00 horas. Estava muito nervoso. No outro dia, acordei às 05:00 horas, fiz minha oração e fui pra prova. Graças a Deus deu certo.

Estratégia: Como foi sua preparação para o TAF?

André: Sou ex-atleta, faixa preta e já fui da seleção brasileira de Judô. Por isso, o TAF nunca foi problema pra mim.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

André: Fiquei muito tempo estudando de forma errada. Apostilas de baixa qualidade, cursos presenciais que deixavam a desejar. Eu era só mais um na multidão. Quando aprendi a fazer uma planilha de estudos, ter o planejamento de tudo que estudaria naquela semana, e resolver as questões comentadas, percebi que estava no caminho certo.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

André: Muitas são as dificuldades, mas quando olhava para meu filho, e via que o futuro dele dependia do meu esforço, voltava pra cadeira e estudava até não poder mais.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

André: Uma vida melhor para minha família.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

André: Aprendi com o professor Marcos Girão uma frase que sempre guardei: “Se eu tivesse 8 horas para cortar uma árvore, passaria 6 amolando meu machado”. Muitos estudam para concursos, poucos conseguem a aprovação. É preciso um bom material, disciplina e paciência. Só isso. Sua hora vai chegar e você pode acreditar, vai valer a pena.

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