ENTREVISTA: Ana Flávia Britto - Aprovada no concurso do TRF-4 no cargo de Analista Judiciário

Entrevista:

ENTREVISTA: Ana Flávia Britto – Aprovada no concurso do TRF-4 no cargo de Analista Judiciário

“Em relação aos estudos, o conselho de ouro é nunca negligenciar as revisões cíclicas, o estudo da lei seca e a resolução de muitas questões. No mais, quero deixar a mensagem de que acreditar em si mesmo, e acreditar no sonho é essencial para conquistar qualquer coisa na vida! Se você acredita ser capaz, fará o necessário para chegar até lá. Gosto muito de uma frase do Henry Ford, que diz algo como: se você acredita que é capaz ou se acredita que não é capaz, de qualquer forma você está certo”

Estratégia Concursos: Você é formada em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Ana Flávia Britto: Sou formada em Direito pela PUC-SP, tenho 25 anos, e sou de Campinas.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Ana Flávia: Durante a faculdade, sempre estagiei em escritório de advocacia, nunca em órgãos públicos. Ao me formar, fui efetivada no escritório e trabalhei por 1 ano como advogada na área de fusões e aquisições. Contudo, a rotina era bastante pesada, não tinha horário para sair. Tinha de abdicar, muitas vezes, de feriados e projetos pessoais. Notei que aquela situação, a longo prazo, não iria me fazer feliz, e por isso resolvi mudar de área radicalmente e estudar para concursos.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseira, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Ana Flávia: Seria impossível conciliar minha rotina no escritório com o estudo para concursos, pois a carga horária de trabalho era realmente muito alta. Foi muito difícil tomar a decisão de sair do trabalho para me dedicar exclusivamente aos estudos, mas sabia que, no meu caso, era a única opção para que eu pudesse conquistar a aprovação em menos tempo.

Estratégia: Em quais concursos já foi aprovada? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Ana Flávia: O concurso do TRF-4 foi o primeiro que prestei na vida. Sou muito grata por ter conseguido a aprovação!

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados(as)?

Ana Flávia: Acho que a primeira sensação foi de não acreditar que aquilo estava acontecendo. Enviei minha ficha de desempenho individual para minha família e meu namorado, e pedi para que todo mundo verificasse se eu não estava ficando maluca! Depois dos primeiros minutos de choque, chorei muito, só conseguia sentir gratidão a Deus e à minha família, por terem me apoiado tanto nesse projeto e acreditado em mim desde o início.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Ana Flávia: Acredito que consegui ter uma rotina bastante equilibrada ao longo da minha trajetória. De segunda a sexta, não costumava sair, apenas para resolver coisas pontuais, como uma consulta médica ou uma ida ao mercado, por exemplo. Comecei a estudar aos finais de semana com cerca de 4 meses de preparação, mas diminuía a carga horária (costumava dedicar um turno de cada dia aos estudos, de manhã ou à tarde, por exemplo). Nos momentos livres, fazia coisas que gosto, principalmente com a família e amigos, mas menos do que antes. Acho que é normal se afastar um pouco dos amigos, pois não temos tempo de dar atenção a todos. Acredito que os verdadeiros amigos são capazes de compreender e estão torcendo pelo nosso sucesso. Também abdiquei de alguns feriados ou programas mais cansativos, como baladas, por exemplo. Mesmo assim, me sentia muito feliz.

Estratégia: Você é casada? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseira? Se sim, de que forma?

Ana Flávia: Namoro e moro com meus pais. Todos me deram a maior força nessa trajetória, e isso foi essencial para minha aprovação. Não tenho palavras para agradecer à toda a minha família pela compreensão em todos os momentos de ausência ou estresse, principalmente meus pais, meu namorado e minha irmã, que viveram isso mais de perto.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Ana Flávia: Acho que vale a pena escolher uma área como foco principal, mas é válido fazer ajustes no cronograma se surgir alguma oportunidade parecida com o que você já está estudando. Se você estuda para um Tribunal Federal, por exemplo, tem uma boa base para migrar para outros tribunais, se for o caso. No meu caso, o foco era o TRF-3, mas o TRF-4 saiu antes e eu aproveitei essa oportunidade.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovada?

Ana Flávia: No total, 8 meses.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Ana Flávia: Sim, comecei a estudar antes do edital. Como o último concurso do órgão já estava vencido, o edital podia sair a qualquer momento! Isso me dava a sensação de que sempre estava “atrasada” no estudo, e me ajudava a manter o foco.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Ana Flávia: Conheci o Estratégia pela indicação de amigos que estudavam para concursos.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?

Ana Flávia: Utilizei principalmente as aulas em PDF. O material é excelente e me ajudou a construir uma base muito sólida. Preferia os PDFs às videoaulas pois conseguia gerenciar melhor meu tempo e personalizar meu estudo. Se já dominasse alguma matéria, dava uma olhada superficial no PDF e já partia para a lei e questões. Se tivesse mais dificuldade naquele assunto ou fosse um ponto de maior relevância para as discursivas, por exemplo, lia detalhadamente e gastava mais tempo naquilo. Utilizei as videoaulas para revisar assuntos importantes, e costumava fazer isso em momentos que não conseguiria ler (no carro, por exemplo).

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Ana Flávia: A dificuldade de memorização é completamente normal, e para isso são essenciais as revisões periódicas. Sempre estudei várias matérias, em torno de quatro, no mesmo dia, para tornar o estudo mais dinâmico. No meu caso, funcionava muito bem pois tinha o dia todo para estudar. Fiz resumos bem no início, mas logo percebi que aquilo me tomaria muito tempo, e que seria inviável continuar com esse método. Com o tempo, passei a fazer a leitura do PDF associada à lei seca (essencial destacar que a leitura do PDF não substitui a leitura da lei!). As questões também são essenciais. Costumava resolver questões no primeiro contato com a matéria, para melhor compreensão do tema, e como método de revisão. Sempre resolvi muitas questões, desde o primeiro dia de estudos.  São elas que te permitem entender o que realmente cai em provas e é mais importante!

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Ana Flávia: No início, tinha mais dificuldade e achava que não gostava das matérias que sabia menos. Naturalmente, acabava gastando mais tempo para entender alguns dos temas dessas disciplinas. Conforme fui evoluindo, percebi que “não gostar” de uma matéria pode ser sinônimo de não saber aquela matéria. Foi muito engraçado, mas algumas das matérias que mais odiava no início se tornaram minhas preferidas, como administrativo e previdenciário (não por coincidência, são as matérias que caíram nos estudos de caso e, portanto, estudei de forma mais aprofundada).

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Ana Flávia: A semana que antecedeu a prova foi a mais intensa da minha preparação. Procurei revisar os assuntos mais importantes e reler alguns temas “decoreba”. Revisei também algumas apostas para os estudos de caso. Na véspera da prova, assisti ao aulão de véspera do Estratégia, estava extremamente ansiosa.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Ana Flávia: As discursivas fazem toda a diferença na classificação, por isso é importante não negligenciá-las. Aconselho dar especial atenção às matérias das provas discursivas, sempre tendo em mente que aquilo pode cair. A principal dica é praticar, escrevendo à mão, inclusive.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Ana Flávia: Um dos principais erros, no início, foi negligenciar a lei seca. Contudo, foi um erro que durou pouco tempo pois, ao resolver questões, percebi que aquilo seria essencial. Outro erro foi querer fazer resumos. Esse também durou pouco, porque percebi que não haveria tempo. Passei a fazer apenas anotações muito pontuais dos principais temas.

Em relação aos acertos, foi essencial conhecer a banca, resolver muitas questões, fazer muitas revisões, e dar especial atenção às matérias do estudo de caso. Além disso, fazia os simulados do Estratégia, é muito importante praticar simulando as condições reais de prova.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Ana Flávia: O mais difícil para mim foi a incerteza, afinal, estava “só” estudando, e me cobrava muito para obter resultados. Ao mesmo tempo que isso era uma dificuldade, também me ajudou a nunca desistir. Passei por momentos de medo, ansiedade e frustração, mas nunca sequer pensei em desistir. Uma vez, uma juíza me falou uma frase clichê, mas que guardei para minha vida: “só não passa quem desiste”. Minha irmã também me disse algo importante, para focar apenas em fazer a minha parte, e esquecer da concorrência.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Ana Flávia: Em primeiro lugar, retribuir a confiança que minha família e meu namorado estavam depositando em mim. Eles, sem dúvida, eram minha principal motivação. Em segundo lugar, conquistar minha independência.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Ana Flávia: Em relação aos estudos, o conselho de ouro é nunca negligenciar as revisões cíclicas, o estudo da lei seca e a resolução de muitas questões. No mais, quero deixar a mensagem de que acreditar em si mesmo, e acreditar no sonho é essencial para conquistar qualquer coisa na vida! Se você acredita ser capaz, fará o necessário para chegar até lá. Gosto muito de uma frase do Henry Ford, que diz algo como: se você acredita que é capaz ou se acredita que não é capaz, de qualquer forma você está certo.

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