ENTREVISTA: Ana Carolina Frazão - Aprovada no XXVII Exame da OAB

Entrevista:

ENTREVISTA: Ana Carolina Frazão – Aprovada no XXVII Exame da OAB

“Aconselho ser realista. Procure analisar-se o melhor possível. Talvez você possa levar um tempo para passar. Mas o Exame da OAB é como os demais concursos. É um estudo acumulativo. Encontre o ponto ideal de estudos. Não seja autocondescendente e nem crítico demais. Treine seu cérebro e seu corpo para o ambiente que você encontrará na hora da prova. Tenha fé em Deus e em si, que dá tudo certo!”

Confira nossa entrevista com Ana Carolina Frazão, aprovada no XXVII Exame da OAB:

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você. Assim, nossos leitores poderão conhecer você melhor. Qual sua idade? De onde você é? Já concluiu sua graduação?

Ana Carolina Frazão: Bom dia a todos e a todas! Meu nome é Ana Carolina Frazão. Fui aprovada no último exame da Ordem, sou bacharel em Direito, tenho 31 anos. Esse ano comemoro sete anos de união ao lado do meu grande amor e parceiro de vida.

Estratégia: Durante seus estudos para o Exame de Ordem, você trabalhava, fazia faculdade e estudava para o Exame (como conciliava?)? Ou se dedicava, inteiramente, aos estudos?

Ana: Eu havia acabado de colar grau e tive a oportunidade de me dedicar somente para a prova. E, ainda de cuidar um pouco da minha vida pessoal que eu abdiquei durante anos.

Estratégia: Foi a primeira vez que prestou o Exame de Ordem?

Ana: Eu fui aprovada na primeira fase no XXVI exame. No entanto, com a formatura (que foi uma sensação na família), acabei perdendo o foco. Fui aprovada, na prova seguinte, com o reaproveitamento da primeira etapa.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver que havia sido aprovada?

Ana: Uma mistura de sentimentos. No começo, confesso que mesmo esperando o resultado, por ter feito uma excelente prova prática, demorou a cair a ficha. Vivi muito intensamente meus estudos. Por isso, precisei de uns dias para entender que aquele ciclo tinha se concluído e, assim, abriria novas fases de outros estudos. Foi um alívio ter uma profissão, uma confirmação da minha escolha profissional, uma felicidade de dever cumprido. Eu me imagino bem velhinha, super ativa, indo ao fórum. Essa profissão faz com que exista essa possibilidade. Poderei atuar até quando eu quiser, graças a Deus. Então, assim, como o conhecimento, com ética, minha profissão é algo que ninguém tirará de mim. Tenho planos de continuar estudando para concurso. Todavia, sem pressão por ter minha fonte de renda. Além de haver vantagens para quem advoga; e uma delas é a flexibilidade de horários.

Estratégia: Os seus colegas de faculdade e amigos que também estudaram, conseguiram a aprovação? Qual você acha que foi seu diferencial para alcançar a aprovação?

Ana: Eu só mantive contato com um colega que foi aprovado. Realmente precisei me reservar e ficar imersa nos estudos. Acredito que meu diferencial foi este: entender que o estudo é algo solitário. O profissional do Direito precisa compreender que a solitude faz parte da nossa caminhada. Não apenas o silêncio na hora de estudar. Mas, ter uma vida mais comedida, reservada. Ter espaço mental, emocional e disposição física para essas maratonas que são os concursos públicos.

Meu marido é servidor público. E eu convivi com muitas pessoas que conseguiram tomar posse (e não somente ser aprovados) em concursos. Dessa forma, eu tinha muito claro, em minha mente, que isso é um estilo de vida. Como disse, o corpo precisa estar preparado para ficar quatro, cinco horas, praticamente, em uma mesma posição. E é um ambiente nem um pouco aconchegante. Normalmente as mesas são estreitas e temos que aprender a usar aquele espaço dentro das regras.

Saber fazer as pausas, durante a prova, é tão importante quanto monitorar o tempo, já que relógios são proibidos. Sem dúvidas, encarar essa prova, que é uma maratona, da maneira que um atleta de alta performance faria, ou, pelo menos, dar o meu melhor, fez a diferença.

Estratégia: Como era sua vida social durante a sua preparação? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar o mais rápido possível?

Ana: Eu já vinha de uma rotina de abnegação por assim dizer. Conquistar o diploma e me habilitar era o foco maior. Eu tinha um professor, na faculdade, que sempre dizia uma verdade. “O Direito, talvez, é a única faculdade que o sujeito sai da graduação sem uma profissão”. E, em linhas gerais, é isso. Então, eu estava em uma pesada rotina de estudos. E fiz questão de não perder o ritmo. Até para o corpo não desacostumar. Quando reprovei, na prova prática, logo em seguida, eu desacelerei um pouco para cuidar mais da minha saúde física. Fiz meus exames e fui a todas as consultas que eu queria fazer no semestre anterior. Acredito que foi, naquele momento, que encontrei o ponto ideal. Desacelerei um pouco, já que estava em casa e cuidando “só de mim”. Entretanto, ao mesmo tempo, mantive a qualidade dos estudos.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o Exame? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Ana: Quando reprovei, quis estudar por livros. Mas, graças a Deus, eu tinha, ao meu lado, um profissional muito experiente: o professor Igor de Direito Administrativo. Ele desaconselhou estudar por doutrina. Então, foquei nos pontos mais cobrados para poder sedimentar mais o conhecimento. Esse conselho foi fundamental; porque praticar, praticar e praticar fez a diferença. Eu estudei, somente, pelo material indicado por ele. Revisava os “temas quentes”; fazia as peças que ele recomendava. Assim, meu cérebro estava cada dia mais ambientado com o que eu encarei no dia da prova. Até porque, na hora da prova, não tem consulta a livros, que não seja o vade mecum. Escutar aquele conselho, dar ouvidos a voz da experiência é algo que eu agradeço, principalmente, ao professor. Ele soube me mostrar o que precisava ser feito. Ele sempre falava muito claramente; sobre o que a experiência dele mostrava que dava resultados ou não.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Ana: Foi em uma aula de revisão para primeira fase. Eu estava estudando sem o apoio de nenhum curso. E me identifiquei com a maneira que o Igor transmitiu a matéria. Graças a Deus, tive a oportunidade de estudar com Procuradores do Estado e do Município, Juízes, que tinham o mesmo nível de conhecimento do Igor. No entanto, faltava o principal: saber transmitir esse conhecimento para o aluno. Eu gostei do fato de o professor Igor ser brincalhão e dar uns puxões de orelha quando era necessário. Às vezes, na minha “solidão”, eu ria com as piadas que ele usava para dar exemplos das aulas. Como eu disse, é uma maratona. A companhia da única pessoa que você vai aprender, de fato, é fundamental. Assim, o processo fica mais leve. E pelo WhatsApp, ele me deu muitos conselhos preciosos. Sou muito grata ao Igor. Não só pela competência técnica dele. Mas também, por ser o único, naquele momento, capaz de trocar palavras e ideias comigo. Ele entendia aquele meu momento. Ele vive isso.

Mesmo sendo casada com um servidor público ou talvez até por isso, eu me cobrava muito. E com toda a delicadeza do mundo, pelo WhatsApp ou por telefone, e-mail, ele me aconselhava a não me cobrar tanto. Era o que eu precisava escutar. E pude dar ouvidos, porque aquelas palavras vinham do meu professor. Eu sabia que era a palavra de um profissional. É como dizem: santo de casa não faz milagre.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo candidato é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos?

Ana: Meu principal foco era fazer as peças e corrigi-las. Eu ia da prática para teoria. Da prática para o vade mecum. Isso me fez ter familiaridade com os assuntos. Saber onde eles estavam na hora da consulta. Acredite, folear, procurar artigos, buscar o tema, pelo índice, consome muito tempo. Tem que ser um último artifício. Eu seguia as apostilas do professor e os resumos preparados por ele. Eu queria escrever o máximo possível, até porque aprendo mais assim. Além das marcações permitidas no vade mecum, é claro.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Ana: Tive muitas dificuldades, no começo, com alguns tópicos. Eu sempre enviava mensagens falando das minhas dúvidas e seguia a recomendação do Igor. Às vezes, ele indicava um vídeo que ele havia preparado. Outras, ele indicava o capítulo de uma apostila ou só um resumo. Em alguns casos, era mais simples.Então, ele só gravava um áudio e já sanava a dúvida. Eu sempre me comunicava com o professor. Não gostava de perder tempo quebrando a cabeça, quando tinha dificuldade para entender. Falava com ele e rapidinho, já conseguia ir para o próximo tópico. Como tinha essa opção, eu a utilizei bastante!

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos nesse período? Focava mais na releitura, em resumos, em exercícios, etc?

Ana: Na reta final, eu continuei fazendo algumas peças. Mas eu parti para a leitura do vade mecum. Ia aos artigos que estavam nos resumos do professor. No espelho da prova, identificar o instituto é o que realmente pontua mais. No entanto, citar o artigo pode fazer a diferença de décimos. E eu não iria ficar por décimos, né?

Estratégia: Na semana da prova, por um lado, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando, intensamente, dia e noite). Por outro, também vemos aqueles que preferem desacelerar um pouco. Para chegar, no dia da prova, com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Ana: Aconselho a cada um fazer o que sempre deu certo para si. Isso é muito individual. As pessoas aprendem de forma diferente. No meu caso, que sou muito ansiosa, sentir que estou dando o meu melhor, faz com que eu fique em paz comigo mesma. Contudo, não excedo meus limites. Se começo a ter que reler para entender algo ou se o corpo pede descanso, paro. Às vezes, voltava depois; às vezes, não. Eu tinha feito muitas peças, ido bem no simulado. Eu ficava nos resumos, lendo artigos para me acalmar, para me sentir mais confiante. Criem uma rotina confortável e mantenham seu “ritual” no dia da prova. Tornar o dia do exame o mais próximo possível do que a pessoa faz no dia a dia, traz tranquilidade.

Estratégia: Para a segunda fase, optou por qual área do direito? Qual foi sua estratégia na hora de tomar sua decisão?

Ana: Gostar da aula do professor foi muito importante para escolher a área. Mas, levei em conta outros fatores também. Minha grande meta é, daqui a alguns anos, ser servidora pública. Eu conversava sobre direito administrativo com meu marido e também em rodas de conversa. Todos os meus estágios foram em órgãos públicos. Eu sempre quis entender melhor a “máquina”. Eu percebi que seria melhor escolhendo direito administrativo por ter essa familiaridade com o tema.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Ana: Um erro que corrigi, rapidamente, foi querer estudar pela doutrina. Em um concurso público, a prática e a experiência fala mais alto. E ter alguém, que trabalha com isso, direcionando você para o que aparece mais, nas estatísticas, é um grande facilitador. E isso acelera o processo todo. O maior acerto foi praticar as peças e corrigi-las. Anotava onde tinha errado e estudava aquele ponto. Outro grande acerto foi preparar meu corpo para a prova. Mantinha uma rotina que se assemelhava a do dia da prova na reta final. Havia horário para acordar e para estudar. Dessa maneira, o cérebro vai associando. É uma maratona. Existe a hora de manter a marcha e a do sprint final. Mas, o corpo tem que estar preparado para tudo isso. Além de que, no dia da prova, podem surgir fatores imprevisíveis, além da adrenalina natural da prova.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? E qual foi sua principal motivação?

Ana: Controlar minha autocrítica foi o maior desafio. A principal motivação era imaginar o sorriso da minha mãe. E a cara de orgulho do meu marido. Além disso, saber que teria uma profissão até meus últimos dias. E, ainda, que seria para sempre advogada, mesmo estando em um cargo público.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para o Exame da OAB? Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que, um dia, almejam chegar aonde você chegou!

Ana: Aconselho a ser realista. Procure analisar-se o melhor possível. Talvez você possa levar um tempo para passar. Mas, o Exame da OAB é como os demais concursos. É um estudo acumulativo. Encontre o ponto ideal de estudos. Não seja autocondescendente e nem crítico demais. Treine seu cérebro e seu corpo para o ambiente que você encontrará na hora da prova. Tenha fé em Deus e em si, que dá tudo certo!

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