Aprovado! Confira o depoimento de Leonardo Murga

Entrevista:

Leonardo Murga – Aprovado no concurso do Tribunal de Contas do DF/2014 para o cargo de Auditor

“Estudar para concursos públicos é uma guerra espiritual travada dentro de nós mesmos. E a vitória só pode ser construída com suor, sangue, lágrimas, vontade de ferro, coragem, garra e trabalho duro. Não há esse papo de “eu mereço” isso ou aquilo. Você merece mesmo? Botou a cara para a vida bater em você? Está disposto(a) a cair e se levantar tantas vezes quantas forem necessárias? Ou você encara as privações, as humilhações, as derrotas e entende que não há atalhos ou brechas? Ou você será engolido(a) pela concorrência!”

Existe um “atalho” para conseguir uma “rápida” aprovação/classificação em um concurso público? A resposta é simples e objetiva: NÃO! Quer dizer, atalho não. Mas algumas atitudes podem sim fazer toda a diferença e acelerar o processo de uma aprovação. 

Leonardo Murga é recém-aprovado no concurso do Tribunal de Contas do Distrito Federal para o cargo de Auditor. Ele é um belo exemplo de que a estrada do concurseiro é longa e complexa! E, ainda, cheia de obstáculos, aclives e declives! Mas que com muito suor, coragem, trabalho duro e garra é possível cruzar a linha de chegada.

Confira o depoimento de Leonardo Murga e veja que, realmente, vida de concurseiro não é fácil. Mas que, no final, ver seu nome na lista dos classificados, faz todo o sacrifício valer a pena.

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você. Dessa maneira, nosso leitor conhecerá você melhor. Você é formado em que área? Trabalhava e estudava? Ou se dedicava inteiramente aos estudos? Quantos e quais concursos já foi aprovado? Qual o último?

Leonardo Murga: Olá, meu nome é Leonardo Murga. Sou formado em Administração de Empresas pelo Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec-RJ). Trabalhava numa grande multinacional de tecnologia. Porém, resolvi, depois de quatro anos, largar o emprego e me dedicar, inteiramente, aos estudos. Minhas aprovações mais relevantes foram:

– Auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) – 13º lugar (última aprovação);

– Administrador do Ministério da Integração Nacional (MI) – 2º lugar;

– Técnico de Nível Superior do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) – 2º lugar;

– Analista Administrativo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – 5º lugar;

– Administrador da Infraero – 8º lugar;

– Analista Legislativo (Processo Legislativo) do Senado Federal;

– Analista Judiciário (Área Administrativa) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);

– Analista de Ciência & Tecnologia da Capes;

– Analista de Gestão Empresarial do Serpro.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Léo: Diz o ditado: “cachorro picado por cobra tem medo de linguiça”. Então, após o resultado preliminar do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e como todo concurseiro, com algum tempo de estrada, preferi manter minhas expectativas moderadas. Afinal, até a homologação final, tudo pode acontecer. Já no dia do resultado final, a ficha começou a cair. E, desde então, está sendo muito bom! O sentimento é de que todo o esforço valeu muito a pena! 

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Léo: Que vida social (rs)? Falando sério, minha vida social foi, basicamente, na Ala dos Estudantes da Legião da Boa Vontade (LBV). Onde fiz grandes amigos e amigas para a vida inteira!

Sobre sair, eu saí muito pouco com a minha namorada neste período de estudos. Pois, sempre procurei puxar um ritmo muito forte de estudos. Mesmo nos finais de semana e em períodos sem edital na praça, fato que me entristece, mas encarei os concursos como uma guerra. E, em guerra, é tempo ruim o tempo todo! A criança chora e a mãe não escuta! 

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação? Ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Léo: Inicialmente, minha vontade era ser Oficial de Inteligência da Abin. Porém, este concurso nunca abriu desde que iniciei meus estudos. Então, pesquisando um pouco, resolvi virar meu foco para o Poder Legislativo. Fui aprovado no Senado. Mas com chances remotas de nomeação e de ser reprovado na Câmara. Depois disso, comecei a adentrar no mundo do TCU/TCDF. E percebi que eu poderia ser muito feliz numa Corte de Contas!

Penso que devemos ser pragmáticos: se você tem como objetivo um cargo de alto nível, é muito provável que o edital desse, abarque um número enorme de matérias. Então, querendo ou não, estudar para Auditor (seja dos TCs, seja dos fiscos), por exemplo, irá dar a você uma espinha dorsal de conhecimentos muito grande. Ou seja, vale a pena ir fazendo todos os concursos que vão aparecendo no caminho. Porém, que não lhe desviem do seu objetivo.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo, contando toda a sua preparação? Durante esse tempo de estudo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos mesmo naqueles períodos em que não havia edital na mão?

Léo: No total, 3 anos e 10 meses de estudo. A melhor forma de manter a disciplina, para mim, sempre foi ter os olhos no prêmio. Porém, para isso, é preciso ter um objetivo claro. Eu levei bomba na Câmara. E, depois disso, eu me comprometi a fazer todas as provas possíveis com matérias conexas às do TCU (que passou a ser o meu foco imediato). E isso considero um fator também importante. Então, em 2013, fiz exatamente 33 provas de concursos conexos. E participei da prova do TCU. Não passei. Mas bati na trave. E, após uma semana de descanso, já estava estudando para o TCDF.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios? Ou na leitura e releitura da teoria?

Léo: Meu objetivo sempre foi o de desenvolver resumos suficientes para poder fazer a revisão final, nas semanas anteriores às provas. Esse foi o meu plano de estudos. Com relação aos exercícios, procurei fazer listas misturadas de matérias. Fazia 50 de Constitucional, 50 de Economia, 50 de Previdenciário; e assim por diante. Acho melhor fazer dessa maneira, do que resolver 1.000 exercícios de cada matéria por vez. Pois, depois de algumas semanas fazendo isso, provavelmente, já se esqueceu dos detalhes da disciplina da primeira lista! E isso ocorrerá quando você estiver na quarta ou quinta matéria. Ou seja, corre-se o risco de se jogar o bebê fora com a água do banho!

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na releitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Léo: O período que considero como “reta final” é o de 6 semanas antes da prova. O método que funcionou, para mim, foi o de resolver exercícios nas 4 semanas iniciais deste período. E fazer, nas 2 semanas finais, a revisão dos resumos.

Estratégia: Na semana da prova, por um lado, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Léo: Aconselho diminuir o ritmo. Alguma vez, segui esse meu conselho? Nunca (rs)! O mais importante, creio, é tentar chegar à prova o mais descansado possível. Mas, no TCDF estudei até as 22 horas do sábado. Isso estando virado desde sexta-feira! Pior, não consegui dormir mais do que 1 hora para a prova. Pois, além da ansiedade natural, algum vizinho, sem pai nem mãe, resolveu ouvir música de madrugada. É pouca zoeira?

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as discursivas. Como foi seu estudo para essa importante parte do certame? O que você aconselha?

Léo: Já havia feito cursos de técnicas de discursivas e de pareceres para o TCU. Para o TCDF, adquiri o curso aqui do Estratégia com correção de duas discursivas e duas peças técnicas. Nas discursivas, fui muito bem! Mas, fui reprovado nas peças técnicas! Porém, os puxões de orelha dos professores que levei, foram importantes para fazer o ajuste fino. E consegui a segunda maior nota do concurso! Valeu Prof. Herbert Almeida!

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Léo: Erros? Todos! Desde achar que há atalhos no mundo dos concursos de alto nível. Até assinar o meu nome no caderno de resposta. Além disso, por alguma sequela, deixar a caneta correr no final da assinatura. E fazer um risco gigante na folha de resposta definitiva da discursiva (espertão, não?)! Outro erro que cometi, foi o de abandonar os exercícios físicos durante muito tempo. Não façam isso!

Creio que meus maiores acertos foram: aprender com meus erros e aprender, desenvolver e utilizar métodos para tudo. Tenho metodologia para estudar; para chegar ao local de prova; para me posicionar na sala; para fazer as questões objetivas e discursivas; enfim, para tudo tenho um determinado método repetido à exaustão. Aprendi a importância de ter método com amigos e estudantes que são ou já foram militares. Muito respeito ao pessoal da caserna!

Estratégia: Você poderia dar um exemplo desses métodos utilizados?

Léo: Claro! Por exemplo, para fazer provas discursivas, eu levo dois tipos de caneta: a caneta da burrice (ponta grossa); e a caneta da sabedoria (ponta fina). Se eu tenho um bom domínio do assunto, uso a caneta da sabedoria, para conseguir espremer mais minha letra sem perder legibilidade. Se eu não sei nada, uso a caneta da burrice para poder ocupar o maior espaço possível e atingir o mínimo de linhas, além de diminuir o peso de eventuais erros de gramática e sintaxe!

Estratégia: Pela sua experiência e contato com outros concurseiros, diga-nos quais são os maiores erros que as pessoas cometem quando decidem se preparar para concursos?

Léo: Os erros mais comuns que vejo são:

– Indecisão na hora de optar por continuar no caminho do objetivo finalístico e a tentação de fazer concursos, que efetivamente desviam você deste objetivo. E isso quando ocorre no meio da jornada. É preciso ter clareza do que se quer e planejar as estratégias de acordo. Aquele que não sabe para onde quer ir, não consegue escolher o próprio caminho. E para quem não consegue escolher seus caminhos, tanto faz qualquer um deles;

– Buscar atalhos e brechas. Não há atalhos, não há brechas. A menos que você seja formado em algo, extremamente, específico e incomum. E que abra um concurso para essa formação muito específica e incomum. Não há mais a figura do sujeito que estudou “20 dias” e passou. Isso acabou, não existe, esqueça! Se falarem isso para você, desconfie! E;

– Desmotivação após uma reprovação. A vida não é justa e as derrotas fazem parte do caminho da vitória. Mas se você aceitou o enorme desafio de estudar para concursos públicos, você deve ir até o fim. E saiba que é, na derrota, que a casca engrossa! E não estou dizendo que não devemos ficar tristes ou decepcionados. Isso também faz parte do processo. Mas o importante é não deixar esses sentimentos tomarem conta da sua vida. Incontáveis vezes, fiquei chateado. Porém, depois de pouco tempo, ia até o espelho, dava uns tapas na minha própria cara e dizia para mim mesmo: “- Sou guerreiro, pô! Bora!”, e voltava para os livros.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Léo: Estudar para concursos públicos é uma guerra espiritual travada dentro de nós mesmos. E a vitória só pode ser construída com suor, sangue, lágrimas, vontade de ferro, coragem, garra e trabalho duro. Não há esse papo de “eu mereço” isso ou aquilo. Você merece mesmo? Botou a cara para a vida bater em você? Está disposto(a) a cair e se levantar tantas vezes quantas forem necessárias? Ou você encara as privações, as humilhações, as derrotas, e entende que não há atalhos ou brechas? Ou você será engolido(a) pela concorrência! Não podemos deixar isso acontecer, pois somos leões e leoas, meus amigos e amigas! Força e honra!

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