Depoimento - Confira o depoimento de Cleusa Pitanga

Entrevista:

Cleusa Pitanga – Aprovada em primeiro lugar no concurso do Tribunal de Contas do DF para o cargo de Analista

“”Tudo parece impossível até acontecer”. Esta é uma frase que foi dita por uma pessoa que de fato sabia o que ela significava. Nem quase três décadas de prisão afastou o grande líder Nelson Mandela de seus ideais, de seus sonhos, de sua luta pela justiça e pela democracia. O sonho dele era grandioso e voltado para o bem de seu povo. O sonho de um concursando é individual, é pequeno, diante da grandeza do sonho do Madiba, mas nem por isso devemos deixar que algo ou alguém nos afaste de nosso caminho, pois só assim iremos transformar o impossível em realidade! E lembre-se: está insatisfeito com sua vida? Nunca é tarde para recomeçar!”

Persistência: ato de persistir; qualidade de persistente; perseverança, constância, firmeza. Essa é a definição encontrada no dicionário (nesse caso, no Priberam). Lendo assim, a persistência parece algo tão simples, tão fácil de se alcançar. Mas só quem vive na pela a experiência da decepção, dos sonhos não realizados, sabe o quanto ser persistente pode ser também doloroso e difícil. E a concurseira Cleusa Pitanga entende, perfeitamente, do que estou falando.

Em 2007 a Contadora iniciou seus estudos focada no concurso do Tribunal de Contas da União e desde então sua caminhada foi marcada por tombos, reprovações, mas acima de tudo por muita luta e determinação em busca de seu sonho. Sonho que, com muito esforço, dedicação e persistência, foi realizado. Não, ela não foi aprovada no concurso do TCU, pois com muita sabedoria, Cleusa foi fazendo pequenas modificações estratégicas e traçando outros caminhos e objetivos. Seu objetivo alcançado? A aprovação, em primeiro lugar, no concurso para Analista do Tribunal de Contas do Distrito Federal. 

Ah, já ia me esquecendo de contar aqui um detalhe: quando Cleusa decidiu,de fato, correr atrás de sua realização profissional, ela pediu demissão no seu trabalho, isso faltando apenas três anos para se aposentar! Se você acha que foi loucura, não se preocupe, você não foi o único a pensar isso, muitos amigos e familiares também tiveram esse mesmo pensamento…rs

Confira o depoimento de Cleusa Pitanga, um exemplo de vida, e veja que não existe idade para correr atrás da felicidade, mesmo que esta não seja assim tão fácil de se alcançar.

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nosso leitor possa te conhecer melhor. Você é formada em que área? Trabalhava e estudava, ou se dedicava inteiramente aos estudos? Quantos e quais concursos já foi aprovada? Qual o último?

Cleusa Pitanga: Meu nome é Cleusa Martins Pitanga e estou aqui para contar um pedacinho da minha vida, na esperança de que este depoimento possa servir de inspiração e motivação para as pessoas que decidiram enfrentar esse tortuoso caminho, que é o mundo dos concursos.

Iniciei minha vida laboral muito menina. Aos 15 anos já trabalhava no Ministério da Agricultura, como terceirizada, para ajudar meus pais com as despesas de casa. Depois atuei em outras empresas até ingressar na Caixa Econômica Federal, empresa na qual trabalhei por 19 anos. Neste meio tempo me graduei em Ciências Contábeis e me pós-graduei em Gestão Estratégica de Finanças.

Uma sucessão de fatos ocorridos na Caixa, como política institucional, desvalorização dos empregados, plano de cargos e salários insatisfatórios foram aos poucos minando minha motivação para continuar vestindo a camisa daquela Empresa Pública. Minha insatisfação era tamanha que afetou minha saúde física e mental. Então, a três anos de me aposentar, tracei para mim a meta de conquistar um cargo público top e pedi demissão.

À época, meus amigos, colegas de trabalho e até parte da família não compreenderam a minha decisão. Reação natural, pois é difícil entender por que uma pessoa que estava no topo da carreira técnica e a alguns poucos anos de se aposentar pudesse jogar tudo para o alto e dar outro rumo para a sua vida. Muitos deles vieram me dizer que eu era muito corajosa, mas no fundo, no fundo o que eles pensavam era que eu estava louca… rsrsrsrs. O pobre coitado do médico, que à época cuidava da minha depressão, quando soube que a primeira coisa que eu tinha feito ao retornar ao trabalho, depois de uma licença que ele havia me dado, foi pedir demissão, quase pirou do cabeção… kkkkkkk.

Eu não me incomodava de maneira alguma com o que as pessoas pensavam sobre a minha decisão. A mim importava apenas a minha felicidade, e, para reconquistá-la, precisava urgentemente mudar o rumo de minha vida profissional e até mesmo pessoal. Assim começou a minha longa e tortuosa trajetória de “concurseira”.

Iniciei meus estudos preparatórios para o concurso do Tribunal de Contas da União (TCU) em meados de 2007, quando ainda trabalhava na Caixa. Logo nas primeiras tentativas passei no concurso do Tribunal de Justiça do DF/2008 (TJDF) e no do TCU/2008, neste último fora das vagas e sem nenhuma perspectiva de ser chamada, pois naquela época a política do TCU era: passou nas vagas? Meus parabéns! Não passou? Então vá estudar para o próximo!

Este primeiro tombo não me deixou prostrada, ao contrário, me deu motivação para pedir demissão a fim de me dedicar exclusivamente aos estudos. Meu pensamento era o seguinte: se eu já tinha passado, mesmo fora das vagas, era só me dedicar com afinco que no próximo certame teria minha vaguinha garantida. Só teve um probleminha: esqueci-me de combinar essa estratégia com o TCU… rsrsrsrs. Para a minha infeliz surpresa o próximo concurso foi voltado para a área de auditoria de obras públicas e o do ano seguinte para a área de tecnologia da informação. Eu estudava para auditoria governamental e não me aventuraria em áreas tão específicas quanto as de obras e TI.

O jeito foi adiar um pouco o sonho de integrar a Corte de Contas. Foi quando surgiu a oportunidade de fazer o concurso do Banco Central. Nunca tive a intenção de trabalhar naquele órgão, mas era o que tinha para o momento e minha irmã que trabalha lá, que já estava preocupada com a minha situação, incentivou-me demais a estudar para o concurso. Passei, fora das vagas, mas passei.

De novo, a mesma sina: bati na trave! Só que dessa vez havia a perspectiva de aproveitamento do cadastro reserva. Entrei de cabeça na luta dos excedentes, sendo eleita a presidente da comissão. Minha vida ficou paralisada por dois anos. Interrompi completamente os estudos, não fazia outra coisa a não ser correr atrás de apoio de autoridades do executivo e de parlamentares à nossa causa.

Resultado: conseguimos autorização da Presidenta da República para nomear os aprovados em até duas vezes o número inicial de vagas. Todos os meus colegas de luta foram nomeados, exceto eu e mais uns gatos pingados. Sobraram vagas na minha área, mas mesmo assim eu não entrei. Mas isso é outra história, não vale a pena detalhar agora. Só digo uma coisa, quando a gente se expõe demais deve ter em mente que isto tem consequências, que nem sempre são agradáveis!

Você pode estar pensando: pronto, agora com este baita tombo ela desistiu. Ledo engano! Levantei, sacudi a poeira e enfiei a cara nos livros com toda garra. Afinal, agora, mais que nunca, eu tinha que conquistar um cargo público, pois minha poupança já estava quase no vermelho e a renda que recebo da FUNCEF – Fundo de Previdência Complementar da Caixa, não era suficiente para cuidar de meus filhos e da minha subsistência. Neste momento o apoio moral e financeiro de minha mãe foi fundamental. Aliás, se não fosse o suporte dos meus pais, das minhas irmãs e principalmente dos meus filhos, acho que não teria conseguido ir adiante não.

Tive que mudar de estratégia. Em primeiro lugar, decidi que o sonho de ir pro TCU seria adiado, pelo menos até eu ter outro meio de sobrevivência, além da FUNCEF. Depois, a conselho de uma grande amiga, mudei meu foco para concursos voltados para área de administração. E por fim, resolvi que iria me inscrever em quase todos os concursos que aparecessem na minha frente, só não faria aqueles que realmente não tivessem nada a ver com meu novo foco.

A essa altura eu já tinha consolidado o aprendizado das matérias básicas, como Direito Constitucional e Administrativo, AFO, etc., então minha tarefa se resumiria a continuar resolvendo muitos exercícios dessas matérias, para me manter sintonizada com a Banca Examinadora e a me dedicar ao aprendizado das matérias específicas.

As pequenas, mas decisivas, mudanças na minha estratégia deram certo, logo passei nos concursos de analista ambiental do Ibama (9º lugar) e analista administrativo do Conselho Nacional de Justiça (8º lugar), além de Tribunal Regional do Trabalho e DNIT.

Agora, de volta ao mercado de trabalho, por um lado eu teria tranquilidade financeira para prosseguir rumo ao meu objetivo, por outro, a escassez de tempo para estudar. Nesta hora a obstinação e determinação têm de falar mais alto, pois sob a desculpa do cansaço você pode esmorecer. Ah, como fazem falta as toneladas de energia que se tem aos 20 anos de idade! Fico triste quando vejo muitas pessoas desta faixa etária reclamando de barriga cheia… rsrsrsrs.

O fato é que mesmo com o tempo reduzido, com o cansaço que me abatia todos os dias, com as dificuldades de readaptação ao trabalho e ao ambiente do serviço público, continuei firme nos estudos.

Quando saiu o edital do concurso do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), eu me inscrevi para o cargo de auditor e analista/área 7. Não pretendia estudar para o primeiro cargo (não dá para servir a dois senhores ao mesmo tempo, não dá mesmo), apenas iria fazer a prova para treino. Meu foco era a área administrativa, pois já vinha estudando as matérias dessa área há algum tempo.

De novidade tinha direito previdenciário e tributário. Apesar de ter pouquíssima intimidade com essas matérias não me deixei intimidar. Comprei o curso completo do “Estratégia Concursos” e o devorei por inteiro, sem negligenciar nenhuma matéria.

Fui fazer a prova para auditor e, como era de se esperar, me sai bem nas matérias de conhecimentos básicos, mas não consegui nem o mínimo nas de conhecimento específico. Porém, a experiência foi superpositiva! Além de ir para a prova de analista sabendo que meu nível de conhecimento nas matérias comuns aos dois cargos era suficiente para garantir a aprovação, a realização da prova discursiva ainda me alertou para o fato de que eu deveria memorizar a estrutura dos documentos exigidos pelo Manual de Redação do TCDF.

Na semana seguinte fui fazer a prova de analista munida de lanchinhos, caneta na cor preta e muuuuuita tranquilidade, e essa última só se consegue com preparação impecável. Resolvi a prova objetiva por blocos de matérias e ao término de cada uma delas já preenchia o gabarito (depois de muito penar, descobri que essa técnica é the best). Não deixei que nada me tirasse a concentração, nem mesmo o choro copioso de uma candidata que estava sentada ao meu lado me abalou.

À tarde, fui fazer a prova discursiva com a mesma tranquilidade. Por sorte ou mérito, eu dominava o conteúdo dos três temas e tinha decorado a estrutura do documento exigido na peça técnica. Dessa forma, ao final do dia, sai da prova com sensação de leveza, de dever cumprido, que nunca havia sentido em concurso algum, e olha que não fiz poucos concursos não, viu! Fui para casa com a impressão gostosa de que algo muito bom estava para acontecer, ou já havia acontecido, não sei ao certo.

Agora só me restava frear a ansiedade até sair o resultado…

Bom, o resto dessa história vocês já sabem! Fui aprovada no concurso do TCDF em 1º lugar. Não é o TCU, mas, levando em conta a minha vida laboral, para mim é muuuuito melhor atuar na Corte de Contas do DF do que na da União. Objetivo mais do que atingido!

Depois desta “pequena” introdução, vou tentar responder às perguntas da entrevista objetivamente! rs

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Cleusa: De realização, de imensa felicidade, de orgulho de mim própria, de vencedora. É uma miscelânea, uma explosão de sentimentos agradáveis, que não dá para explicar direito. Mas garanto uma coisa, todo o sofrimento, as privações, os sacrifícios feitos desapareceram como num passe de mágica!

Estratégia: De onde veio a confiança de que uma das vagas seria sua?

Cleusa: Eu já havia testado meus conhecimentos e preparação com sucesso em outros concursos e isto me deu tranquilidade para fazer a prova, pois não havia mais aquela obrigatoriedade de passar que me atormentava antes, de ter sido aprovada dentro das vagas em alguns concursos.

Pode parecer bobagem para alguns, mas o nosso subconsciente tanto pode ser nosso herói quanto nosso vilão. Por isso, a preparação psicológica é imensamente importante para o concursando.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social para passar no concurso o mais rápido possível?

Cleusa: Fui taxada de chata, de antissocial, de fanática, etc. Isto por um tempo, porque depois as pessoas meio que deixaram de me convidar para os eventos. Mas, nesses momentos, a gente tem que usar de sabedoria para saber exatamente quando ceder aos apelos dos entes queridos e quando ser firme em recusar seus convites. Lembrando que o aconchego familiar é muito importante nesta fase.

Estratégia: Ao longo de sua jornada, você tentou outros concursos, para treinar e se manter com uma alta motivação ou decidiu manter o foco apenas naquele concurso que era o seu sonho? Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior? 

Cleusa: De início mantive o foco. Depois vi que isso é um erro, pois o sucesso em concurso não se alcança apenas com a teoria, é necessário treino também. Depois de realizar um concurso você tem condições de elaborar suas próprias estatísticas, identificar suas fragilidades e pontos fortes e assim corrigir o seu rumo.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Cleusa: Lá no iniciozinho de minha preparação fiz um curso presencial. Para quem está começando, este tipo de curso é importante, pois além de aprender o conteúdo, o candidato é colocado em contato com boas bibliografias, os professores e colegas dão dicas sobre os melhores materiais e onde buscar a jurisprudência, indicam fóruns de discussão e apresentam infinidade de opções úteis à preparação.

Mas para mim, que tenho como aliada a disciplina, a melhor opção mesmo são os cursos em PDF. Não tenho paciência para assistir vídeo aulas. Tenho uma sensação de desperdício de tempo com aulas presenciais e vídeoaulas, pois quem comanda o ritmo dos estudos é o professor e não você.

Com os PDF posso otimizar meu tempo, dar mais atenção às matérias que não domino e apenas revisar aquelas que já conheço o conteúdo. Para o TCDF utilizei apenas o curso completo do “Estratégia”, resolução de exercícios e leitura das leis secas, que nunca podem ser menosprezadas, por mais chato que seja ler leis.   

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria?

Cleusa: Tudo tem que ser dosado conforme a necessidade. Não se pode negligenciar uma matéria sequer, por mais que você não goste dela. Em concurso você tem que amar de paixão TODAS as matérias.

Eu estudava rigorosamente de acordo com meu cronograma, que, diga-se de passagem, é daqueles mais simples possíveis (não tenho paciência para essas coisas superelaboradas, tipo: estudar português durante 1 hora, 17 minutos, 32 segundos). O tempo que dedicava a cada matéria dependia mais da extensão dela, do que de sua dificuldade. Todas as matérias são igualmente importantes, mesmo em concurso que dão pesos a algumas delas.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Cleusa: Não suporto raciocínio lógico! Ops…  AMO RL!!! O que fiz para superar isso? Abstraí e estudei, estudei e estudei. E quanto aprendi, estava gostando de verdade da matéria.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como você levou seus estudos neste período? Você se concentrava nas matérias de maior peso ou distribuía seus estudos de maneira mais homogênea? Focava mais na re-leitura, em resumos, em exercícios, etc ?

Cleusa: A semana que antecede a prova é destinada à leitura de leis secas, revisão do manual de redação, enfim, essas coisas que são mais decorebas. Tenho excelente memória recente. Já fiz concurso em que deixei para ler o regimento interno no dia anterior à prova e simplesmente gabaritei a prova dessa matéria.

Estratégia: Na semana da prova, nós sempre observamos vários candidatos assumindo uma verdadeira maratona de estudos (estudando intensamente dia e noite). Por outro lado, também vemos concurseiros que preferem desalecerar um pouco, para chegar no dia da prova com a mente mais descansada. O que você aconselha?

Cleusa: Meu ciclo de estudos pode ser descrito assim: começa com certa lentidão (preguicinha…), vai aumentando o ritmo rapidamente (empolgação total) e por fim decresce lentamente (cansaço desesperador). Então eu procuro sempre vencer o conteúdo com antecedência, para deixar apenas os últimos arremates para a reta final e assim conseguir chegar no dia da prova com a mente mais descansada.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Cleusa: De fato as discursivas nos concursos atuais são vitais para a aprovação. Já vi muita gente boa ser eliminada de concursos por relegar a preparação para esta etapa da prova.

Eu não tenho muita dificuldade para escrever, pois sempre gostei muito de ler. Mas responder a uma entrevista como esta é uma coisa e responder a uma questão discursiva é outra bem diferente. Então o segredo é treinar e treinar muito.

Uma técnica interessante é trocar discursivas com algum colega que também esteja estudando. Já fiz isso com algumas pessoas e o resultado foi bastante positivo para os envolvidos. De preferência deve-se simular uma situação de prova. Assim, os parceiros devem se revezar na elaboração do tema para conseguirem o efeito surpresa. Tanto o tema quanto a correção devem ser desenvolvidos de acordo com as exigências das bancas.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Cleusa: Meus maiores erros foram: fixação em um só concurso no início e interrupção dos estudos em determinada fase. Se não fosse isso acho que teria atingido o meu objetivo em um prazo muito menor.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação?

Cleusa: A vida de “concurseiro” é muito solitária. Muitas vezes somos incompreendidos. Quem não está neste meio não entende a razão de estudarmos tanto, de abdicarmos de tanta coisa boa na vida em busca de uma “mera” aprovação em concurso e vivem nos cobrando maior participação na vida social e familiar.

Parece que os casamentos, as festas de aniversário e os eventos sociais do mundo todo são agendados justamente para a época em que mais necessitamos nos afastar para estudar. Então, na minha caminhada rumo à aprovação, a coisa mais difícil foi encontrar um meio de lidar com sabedoria com a eterna contradição: isolar-me para estudar ou ter vida social ativa.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Cleusa: “Tudo parece impossível até acontecer”. Esta é uma frase que foi dita por uma pessoa que de fato sabia o que ela significava. Nem quase três décadas de prisão afastou o grande líder Nelson Mandela de seus ideais, de seus sonhos, de sua luta pela justiça e pela democracia. O sonho dele era grandioso e voltado para o bem de seu povo.

O sonho de um concursando é individual, é pequeno, diante da grandeza do sonho do Madiba, mas nem por isso devemos deixar que algo ou alguém nos afaste de nosso caminho, pois só assim iremos transformar o impossível em realidade!

E lembre-se: está insatisfeito com sua vida? Nunca é tarde para recomeçar!

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Resultados:

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