A Filosofia de Rousseau: ENEM, vestibulares e Redação
Raphael de Oliveira Reis

A Filosofia de Rousseau: ENEM, vestibulares e Redação

Estrategianos, tudo bem?

Prof. Raphael Reis chegando na área para trazer mais um filósofo contratualista, um iluminista de peso!

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) é um filósofo franco-suíço. É um dos iluministas de maior destaque, sendo precursor do romantismo visto a valorização da vida natural.

No contexto europeu havia uma grande valorização da ciência como caminho de progresso. Além disso, Hobbes e Locke viam o estado de natureza como fase inferior ao estado social, porém Rousseau irá discordar dessas visões otimistas sobre a valorização do progresso das ciências e das artes para o melhoramento do ser humano. Na verdade, na visão de Rousseau, isso tudo piorou.

A base do pensamento de Rousseau é que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Para defender essa linha de raciocínio irá lançar mão do conceito de estado de natureza, no qual o homem é íntegro, livre e moralmente correto. Ao viver nas florestas, o que guiava esse homem no estado de natureza era o instinto de autopreservação, sem necessitar de ninguém para absolutamente nada. Aqui, o que guiava não era a razão, mas sim os sentimentos.

Nesse contexto do estado de natureza, o indivíduo só queria satisfazer suas necessidades básicas de comer, beber, reproduzir e fugir da dor. Não havia a concepção moral de bem e mal, porque os indivíduos eram puros e inocentes (bom selvagem), portanto não existiam conflitos, pois tudo era favorável à felicidade.

Assim, já podemos observar que o estado de natureza de Rousseau é bem diferente do estado de natureza em Hobbes e Locke. Enquanto Hobbes afirmava que a essência humana é má, Rousseau vai defender que a essência humana é boa, dotada de piedade, logo não havia estado de guerra. Outro aspecto é que há a busca da perfeição pelo o ser humano, pois é natural das pessoas quererem contribuir uma com as outras. E é justamente essa vontade de perfectibilidade que vai juntar as pessoas em comunidade, o que para Rousseau foi ruim.

Quando aparecem as primeiras comunidades vão surgir as desigualdades e a busca pelo poder. Os mais fortes, hábeis e belos passaram a se destacar e com isso surgem os vícios e os males, tais como: inveja, disputa de poder, orgulho, ciúmes, etc. O ponto máximo dessa fase social será a propriedade privada, o maior mal, já que intensificou as desigualdades e corrompeu definitivamente os bons sentimentos.

É a partir da propriedade privada que há a separação das pessoas em ricas e pobres, poderosos e despossuídos, quem manda e quem obedece. Ou seja, é justamente no período social que há o “estado de guerra”, de conflitos de uns para com os outros.

A propriedade privada precisa ser defendida a qualquer custo e para isso os seus detentores criam o contrato social, para controlar os revoltosos que não tinham posse. Em outras palavras, os poderosos e ricos criam o contrato social e o Estado legitima suas posses e enganam os pobres. Se havia a promessa de paz, justiça e segurança com o contrato social, o objetivo principal foi ficando claro, pois na verdade o objetivo era subjugar os despossuídos.

Como não havia mais a possibilidade de voltar ao estado de natureza, a única forma de garantir a liberdade é um contrato social que busque ser o mais justo e, para isso, é necessário a junção de sentimentos e razão que culminarão na vontade geral.

A vontade geral não outorga a alguém o direito de decisão de mando, mas sim um pacto entre os indivíduos a fim de garantir a segurança e a liberdade de todos. A liberdade acontece porque ninguém está sob o julgo de uma autoridade, de uma outra pessoa, mas sim das leis que correspondem à vontade geral.

A vontade geral é contrária aos interesses particulares, porque privilegia a comunidade. O que vigora é a lei que tem no Estado o mediador, portanto a lei coloca as pessoas no mesmo patamar e os interesses coletivos à frente dos interesses individuais.

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Raphael de Oliveira Reis

Raphael de Oliveira Reis

Graduado em História (UFJF), Especialista em Políticas Públicas e Gestão Social (UFJF), MBA em Organização de Campanha Eleitoral (Uninter) e Mestre em Sociologia da Educação (UFJF). Atua nas seguintes áreas: redação, recursos de redação, História do Brasil, Sociologia e Filosofia. Nas horas livres gosta de escrever contos e de ler literatura! É autor do livro de ficção "Contos que Machado de Assis e Jorge Luiz Borges Elogiaram".  

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