A Filosofia de Rousseau: ENEM, Vestibulares e Concursos
Raphael de Oliveira Reis

A Filosofia de Rousseau: ENEM, Vestibulares e Concursos

Estrategianos, tudo bem?

Prof. Raphael Reis chegando na área para trazer mais um filósofo contratualista, um iluminista de peso!

Para quem ainda não me conhece, fica aqui uma breve apresentação: sou Professor do Estratégia Concursos desde 2016 e leciono os seguintes conteúdos: Redação (macroestrutura), História, Filosofia e Sociologia. Fiz minha graduação em História (UFJF), especialização em Políticas Públicas e Gestão Social (UFJF) e mestrado em Sociologia da Educação (UFJF).

Nos últimos anos tenho me especializado na parte de macroestrutura para redação. Ao perceber que a grande dificuldade dos candidatos é desenvolver argumentos bem fundamentados, criei o curso inédito e inovador de Ciências Humanas para Redação, que já atendeu milhares de alunos e têm contribuído decisivamente para a melhoria das notas. Sou autor do e-book 15 conceitos para mandar bem na redação da FCC.

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Quem foi Rousseau?

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) é um filósofo franco-suíço. É um dos iluministas de maior destaque, sendo precursor do romantismo visto a valorização da vida natural.

No contexto europeu havia uma grande valorização da ciência como caminho de progresso. Além disso, Hobbes e Locke viam o estado de natureza como fase inferior ao estado social, porém Rousseau irá discordar dessas visões otimistas sobre a valorização do progresso das ciências e das artes para o melhoramento do ser humano. Na verdade, na visão de Rousseau, isso tudo piorou.

O que pensa Rousseau?

A base do pensamento de Rousseau é que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Para defender essa linha de raciocínio irá lançar mão do conceito de estado de natureza, no qual o homem é íntegro, livre e moralmente correto. Ao viver nas florestas, o que guiava esse homem no estado de natureza era o instinto de autopreservação, sem necessitar de ninguém para absolutamente nada. Aqui, o que guiava não era a razão, mas sim os sentimentos.

Nesse contexto do estado de natureza, o indivíduo só queria satisfazer suas necessidades básicas de comer, beber, reproduzir e fugir da dor. Não havia a concepção moral de bem e mal, porque os indivíduos eram puros e inocentes (bom selvagem), portanto não existiam conflitos, pois tudo era favorável à felicidade.

Assim, já podemos observar que o estado de natureza de Rousseau é bem diferente do estado de natureza em Hobbes e Locke. Enquanto Hobbes afirmava que a essência humana é má, Rousseau vai defender que a essência humana é boa, dotada de piedade, logo não havia estado de guerra. Outro aspecto é que há a busca da perfeição pelo o ser humano, pois é natural das pessoas quererem contribuir uma com as outras. E é justamente essa vontade de perfectibilidade que vai juntar as pessoas em comunidade, o que para Rousseau foi ruim.

Quando aparecem as primeiras comunidades vão surgir as desigualdades e a busca pelo poder. Os mais fortes, hábeis e belos passaram a se destacar e com isso surgem os vícios e os males, tais como: inveja, disputa de poder, orgulho, ciúmes, etc. O ponto máximo dessa fase social será a propriedade privada, o maior mal, já que intensificou as desigualdades e corrompeu definitivamente os bons sentimentos.

É a partir da propriedade privada que há a separação das pessoas em ricas e pobres, poderosos e despossuídos, quem manda e quem obedece. Ou seja, é justamente no período social que há o “estado de guerra”, de conflitos de uns para com os outros.

A propriedade privada precisa ser defendida a qualquer custo e para isso os seus detentores criam o contrato social, para controlar os revoltosos que não tinham posse. Em outras palavras, os poderosos e ricos criam o contrato social e o Estado legitima suas posses e enganam os pobres. Se havia a promessa de paz, justiça e segurança com o contrato social, o objetivo principal foi ficando claro, pois na verdade o objetivo era subjugar os despossuídos.

Como não havia mais a possibilidade de voltar ao estado de natureza, a única forma de garantir a liberdade é um contrato social que busque ser o mais justo e, para isso, é necessário a junção de sentimentos e razão que culminarão na vontade geral.

A vontade geral não outorga a alguém o direito de decisão de mando, mas sim um pacto entre os indivíduos a fim de garantir a segurança e a liberdade de todos. A liberdade acontece porque ninguém está sob o julgo de uma autoridade, de uma outra pessoa, mas sim das leis que correspondem à vontade geral.

A vontade geral é contrária aos interesses particulares, porque privilegia a comunidade. O que vigora é a lei que tem no Estado o mediador, portanto a lei coloca as pessoas no mesmo patamar e os interesses coletivos à frente dos interesses individuais.

Como aplicar as reflexões de Rousseau à redação?

Conclusão: Portanto, é importante que os cidadãos busquem o bem comum para além de seus interesses mais imediatos e que os governos proporcionem políticas públicas que estimulem o bom uso dos espaços públicos. Assim, o direito à cidade será concretizado, proporcionando uma melhor qualidade de vida à população e a busca de um bem maior, conforme defende o pensador Rousseau em suas ideias republicanas.

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Raphael de Oliveira Reis

Raphael de Oliveira Reis

Graduado em História (UFJF), Especialista em Políticas Públicas e Gestão Social (UFJF), MBA em Organização de Campanha Eleitoral (Uninter) e Mestre em Sociologia da Educação (UFJF). Atua nas seguintes áreas: redação, recursos de redação, História do Brasil, Sociologia e Filosofia. Nas horas livres gosta de escrever contos e de ler literatura! É autor do livro de ficção "Contos que Machado de Assis e Jorge Luiz Borges Elogiaram".  

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